27 de dezembro de 2006

E para 2007...

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... não sei o que desejar-vos!
As madames deste blog adiantaram-se.
Uma desejou Feliz Natal a outra Feliz 2007... e a mim resta-me o quê?
Desejar-vos apenas que 2007 seja "o ano"!

"Dizem que o tempo muda as coisas, mas na realidade somos nós próprios que temos que as mudar"
Andy Warhol

23 de dezembro de 2006

FELIZ 2007!



A todos os companheiros deste blog e a todos os que têm a paciência de ler os nossos posts, desejo um ANO DE 2007-XXL, ou seja, com o máximo de alegrias, saúde, paz e felicidades para todos!

E viva a cultura! E viva os que se interessam e participam na construção de um mundo onde os sonhos da Humanidade mais desprotegida se tornem realidade.

Um abraço da XXL

22 de dezembro de 2006

Feliz Natal!!!



“Christmas is not a time nor a season, but a state of mind. To cherish peace and goodwill, to be plenteous in mercy, is to have the real spirit of Christmas.”
Todos os colaboradores, deste blog, desejam aos seus leitores um Feliz Natal!

21 de dezembro de 2006

4º Conferência Factores Humanos e Produtividade



No próximo dia 12 Janeiro 2007 ocorrerá a 4ª conferência Factores Humanos e Produtividade - Desafios na Engenharia Industrial / Sector Serviços. Este evento é organizado pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

(...) “Apresentação
A adequação humana de postos de trabalho aos requisitos tecnológicos e às exigências de produtividade representa uma nova fronteira para muitos profissionais de engenharia, exigindo da parte destes um conjunto de conhecimentos que se difundem entre a medicina do trabalho, a ergonomia, a sociologia, a psicologia e o ambiente físico/químico. Esta multidisciplinaridade de conhecimentos cria novos desafios aos profissionais de engenharia, em particular quando estes são solicitados a intervir na concepção e optimização de sistemas produtivos cujo desempenho depende fortemente da actividade humana.

Objectivos
O objectivo da conferência é promover junto dos profissionais de engenharia a divulgação de técnicas e metodologias directamente relacionadas com a adequação humana de sistemas produtivos, bem como salientar as vantagens obtidas ou previsíveis para a organização no respeitante a aspectos como Produtividade, Eficácia, Qualidade, Satisfação do Cliente, Cumprimento de Prazos e rentabilidade Económico-Financeira.
”(...)

Principais comunicações (resumo):

11.00- Avaliação de Risco Biológico no Ar Interior de Edifícios. Análise do Ar Ambiente, Lda. Eng. Gerard Bailey (Gerente, Environmental Sciences, M.Sc., B.Sc.)
11.45- Organização da limpeza em Espaços Comerciais -A busca da excelência na prestação dos serviços de limpeza.
Safira Services SA. Eng. Inês Lima Reis (Resp. do Sistema de Gestão Integrado de Qualidade Ambiente e Segurança).
12.15- A Produtividade na Banca: Alguns dados quantitativos sobre o caso português no período 2000 a 2005.
ISEG/UTL - Instituto Superior de Economia e Gestão. Prof. Carlos Pereira da Silva (Departamento de Gestão).
14.30- A Dimensão Humana dos Profissionais em Hotelaria. Grupo SOL MELIÁ. Dr. Vasco Malaquias de Lemos (Director Geral de Operações Portugal)
15:00- O papel do trabalho intelectual na produtividade industrial. Accenture, Consultores de Gestão SA. Eng.º Carlos José Baptista da Paz (Responsável pela área de serviços de Human Performance para Portugal e Angola).
15:30- O desenvolvimento da indústria de software em Portugal & Contributo do Windows Vista para a produtividade. Microsoft. Eng. Vítor Santos (Academic Computer Science Program Manager).

16:30- Prevenção de riscos profissionais nos enfermeiros Centro de Medicina de Reabilitação – Alcoitão. Enf. Graça Góis (Directora do CMR); Enf. Cláudia Bagulho (enfermeira graduada)
17:00- Fadiga em Meio Aeronáutico. Alterações do Sono Transmeridianas e não Transmeridianas. UCS – Cuidados Integrados de Saúde, SA (TAP Air Portugal.Dr. José Pinto Ferreira (M.Sc Airspace Medicine, Director do centro de Medicina Aeronáutica da TAP Air Portugal).


Local do evento e contactos:

Universidade Nova de Lisboa
Secção de Ergonomia
DEMI – Departamento de Engenharia Mecânica e Industrial
Faculdade de Ciências e Tecnologia
Quinta da Torre2829 – 516 Caparica
Tel. 21 294 85 42
Fax 21 294 85 67
E-mail:FHP2007@fct.unl.pt


20 de dezembro de 2006

Como é que isto se usa?



As mais elementares regras do bom senso estão ausentes deste comando à distância.
Como se justifica um projecto destes?
A primeira explicação, que me ocorre, está relacionada com poupar dinheiro. Usar botões todos iguais pode significar uma grande poupança de dinheiro. Não realizar um projecto de qualidade, que leve em consideração os critérios técnicos, estéticos e ergonómicos, também pode significar uma poupança considerável, nas fazes iniciais do processo. Provavelmente, aquilo que os fabricantes desconhecem é que, esta estratégia de poupança, é muito perigosa, pois é estúpida e poderá voltar-se contra eles de uma forma dramática. Em todos os projectos é preciso gerir cuidadosamente os “trade-offs” entre as exigências dos utilizadores e da organização (neste caso do fabricante). Mas, o que aconteceu, neste projecto, foi que as exigências dos utilizadores foram totalmente ignoradas e desrespeitadas. Um bom comando deverá ter um layout (organização, ou disposição dos elementos no interface) que respeite a hierarquização das funções por frequência de uso, um agrupamento funcional dos botões, a forma dos botões deve ser intuitiva e explicita da função associada, devem ser usados códigos de cores assim como texturas distintas, ícones, entre outros aspectos que facilitem o uso e diminuam as exigências cognitivas durante o uso.

Este é um exemplo paradigmático de péssima usabilidade!!!
Mas vejam o lado positivo da coisa... comandar a TV, com este comando torna-se uma tarefa demasiado exigente… pode até ser um bom meio de dissuasão do ZAPPING….

19 de dezembro de 2006

Design inclusivo

Clarkson, P. J., Coleman, R., Keates, S., & Lebbon, C. (2003). Inclusive Design.: Design for the Whole Population. Edited by John Clarkson. Springer.
ISBN 1852337001

Este livro oferece-nos uma interessante revisão sobre o tema do Design Inclusivo. Diversos projectistas discutem ideias, projectos, soluções e novas perspectivas para o futuro desta filosofia de design. Da leitura deste livro podemos concluir que esta é uma abordagem não só positiva, em termos teórico-práticos, mas também rentável. Muitas das falácias, que afirmam que o “design for all” é sempre mais caro que a abordagem “normal”, são desmistificadas. O livro está dividido em duas grandes partes, que permitem uma comparação interessante entre os argumentos economicistas e os do design inclusivo. São apresentados estudos de caso e bastantes imagens. Algumas estratégias de design são discutidas, dando importantes pistas projectuais, úteis para quem se inicia nesta área.

Este livro no GoogleBooks.

18 de dezembro de 2006

Lebens(t)raeume 2007



O concurso "Lebens(t)raeume" é uma extraordinária oportunidade para os estudantes finalistas, ou recém licenciados (últimos 2 anos) de design, design de ambientes ou arquitectura, divulgarem os seus trabalhos. Os participantes deverão enviar projectos de edifícios, espaços e produtos que tenham sido desenvolvidos levando em consideração os princípios do Design Universal e “Assisted Living”.
A palavra-chave deste concurso é "design for everyone".

O valor total dos prémios é de 6.000€.
Os trabalhos vencedores serão exibidos em Nuremberga, Alemanha, entre 20 e 22 de Março de 2007, na Feira "Altenpflege+ProPflege 2007" que, este ano, tem como tema "working realms".

O prazo para as inscrições é 2 de Fevereiro de 2007.

16 de dezembro de 2006

Design quotes

“Design is always about synthesis - synthesis of market needs, technology trends, and business needs.”
Jim Wicks, Motorola

15 de dezembro de 2006

Código 1336

O código 1336 não é mais uma edição, em época natalícia, de um best-seller baseado num qualquer código da maçonaria ou outra sociedade secreta. O código 1336 foi o atribuído à actividade do designer, na tabela de actividades para os trabalhadores independentes, do artigo 151º do Código do IRS. Assim podem chamar as coisas pelos nomes certos. A partir de 2007 já não precisam de se colectar como desenhadores, decoradores, pintores, ou coisa similar. Este importante feito deve-se à Associação Portuguesa de Designers.

Obrigada!

Podem ler aqui o comunicado de Imprensa da Associação Portuguesa de Designers.

14 de dezembro de 2006

Reutilizar com criatividade

Gostei de conhecer o projecto “Salt & Pepper”, da designer Rita Botelho. No essencial, este projecto reutiliza as caixas plásticas, dos rolos fotográficos, dando-lhe uma nova função. As características formais, materiais e funcionais destas embalagens foram aproveitadas com inteligência. Apesar das embalagens terem sido concebidas, na sua origem, para um fim diferente, o seu novo propósito central é, em parte, o mesmo. Nesta nova “vida” continuam a ser contentores mas, agora, também dispensadores. As diferentes cores das tampas (que distinguem as diferentes sensibilidades das películas), servem agora para distinguir entre sal e pimenta. Os furos, para a saída dos temperos, também funcionam como uma sinalética redundante, facilitando a identificação do conteúdo, que seria difícil de perceber devido à opacidade do material.

Resta-me elogiar este projecto e dizer que é um óptimo exemplo de design com preocupações ecológicas. Contudo, duvido da sua longevidade pois, suspeito que estas embalagens estarão em vias de extinção, devido à proliferação das tecnologias de imagem digital.

Contacto: ritabotelho.design@gmail.com

13 de dezembro de 2006

Mau design de uma porta



Observando esta porta, de uma entrada de um prédio em Lisboa, podemos tecer alguns comentários positivos ao seu aspecto geral. Há alguma harmonia nas suas linhas, um certo equilíbrio entre os puxadores, os materiais e o próprio prédio (não visível nesta imagem). Aparentemente, nada de estranho se verifica neste projecto. Mas, isso é só na aparência porque, no seu uso real, não tardam a surgir problemas.



Quando tentamos abrir a porta usando a chave, muito embora habitualmente se abra marcando o código na campainha, essa tarefa torna-se muito difícil e até perigosa. Como se pode observar, pelas imagens, o espaço livre para colocar as mãos e rodar a chave é insuficiente. Mas, pior do que isso, é que a porta abre para dentro e isso obriga a mão, que segura a chave, a entrar também. Só que, como não há espaço, vamos bater com a mão na porta da esquerda, que fica fixa. Um grande "esfolão" é o resultado desta acção!...

Pois é… afinal aquilo que parecia inofensivo e até engraçado é uma verdadeira armadilha.
É pena dizer isto mas, garanto-vos que este projecto não foi da autoria de um amador…

12 de dezembro de 2006

Ergonomia e ferramentas manuais

Cacha, Charles A. (1999). Ergonomics and Safety in Hand Tool Design. CRC Press
ISBN: 1566703085

A tool is defined as "an implement used to modify raw material for use."

Desde que o Homem Pré-Histórico escolheu uma pedra para usar como ferramenta, nunca mais deixamos de conceber e usar ferramentas manuais. O uso de tais ferramentas permite a execução das tarefas com maior eficácia e menor desgaste biológico. Quando bem concebidas, as ferramentas, funcionam como um prolongamento natural do braço e mão do Homem. Porém, quando mal concebidas, são as principais causadoras de lesões ocupacionais. Estas lesões, designadas de lesões músculo-esqueléticas ligadas (ou relacionadas) com o trabalho (LMELT ou LMERT) são um vasto grupo de patologias, referidas em meio laboral, sendo as mais conhecidas a tendinite, a síndrome do túnel do carpo ou a síndrome de Raynaud. Estas lesões são provocadas, ou agravadas, por traumas repetitivos associados a movimentos, forças e vibrações exercidas, neste caso, sobre o membro superior. Dada a gravidade destas lesões e o grande impacto que exercem sobre a qualidade de vida do Homem, a ergonomia tem vindo a dedicar grande empenho no estudo de soluções que permitam a eliminação, ou diminuição, de tais lesões. Este livro apresenta uma súmula de conhecimentos importantes para a concepção de ferramentas seguras, confortáveis e eficazes. Nele podemos encontrar conhecimentos de anatomia, fisiologia, biomecânica e antropometria do membro superior, assim como, métodos e técnicas da ergonomia, que podem ser usados para avaliar e controlar os factores de risco e melhorar o design da ferramenta.

Indice:
History of Hand Tools; Human Factors and the Hand Tool; Epidemiology of Tool Use; Pathology and Physiology of Hand and Arm; Anatomy of the Upper Extremity; Anthropometry of the Hand; Kinesiology of Arm and Hand; Biomechanics and Hand Tools; Ergonomics and the Hand Tool; Safe Design and Safe Use of Hand Tools; Programs; Validation Procedures


Este livro no GoogleBooks.

11 de dezembro de 2006

Roca - Wellness

A Roca, conhecida marca Espanhola de acessórios sanitários, promove a 2ª edição do seu concurso internacional de design.
O tema, da edição deste ano, é o Bem-Estar (Wellness) e abrange o design de produtos sanitários como as cabinas, colunas e banheiras de hidromassagem, saunas, entre outros.
Cada participante só pode concorrer com 1 projecto.
Poderão fazer a inscrição, até 31 de Janeiro de 2007, na página do BCD (Barcelona Centro de Diseño).

e-mail: bcd@cambrabcn.es

9 de dezembro de 2006

Design quotes

"Quality is remembered long after the price is forgotten."
Gucci family slogan

8 de dezembro de 2006

Braun Prize 2007

O Braun Prize é um concurso destinado aos jovens designers industriais, ou recém licenciados, de todo o mundo. Já existe desde 1968 e vai na sua 16ª edição.

Este ano, o lema do concurso é “Design a Real Future”.

Poderão enviar as vossas propostas até ao próximo dia 31 de Janeiro de 2007.

Informação sobre o concurso (PDF)
Ficha de inscrição
(PDF)
e-mail: info@braunprize.com

7 de dezembro de 2006

Petição pela acessibilidade electrónica

Assine a petição pela acessibilidade electrónica portuguesa!

Simpatizar com as questões da usabilidade não basta para melhorar a nossa qualidade de vida, é preciso agir! Hoje, a inércia que nos mantém sossegados pode ser grande, podemos pensar que encaixamos, mais ou menos, no perfil do Homem padrão (jovem, saudável e com capacidades consideradas médias) sem deficiências. Mas, esta ideia não deixa de ser uma falácia, construída pela sociedade capitalista, para alimentar o consumismo desenfreado. Na realidade, todos nós temos algum tipo de deficiência, hoje pode ser menor mas amanhã, por acção do tempo, será maior.
Sabemos que, como designers e ergonomistas, devemos fazer melhores projectos e contribuir para a inclusão. Mas o dever de intervenção não se esgota aqui pois, como cidadãos, ou utilizadores comuns, podemos participar em movimentos cívicos, para que ganhem força suficiente, para exercer pressão sobre quem tem o poder para legislar. Por isso, desafio todos os que consideram que é importante consagrar, na legislação portuguesa, o direito à acessibilidade electrónica a assinar a petição pela acessibilidade electrónica lançada, no passado dia 3 de Dezembro, por um grupo de cidadãos, entre os quais se incluem pessoas com deficiências.
Ao que parece, até à data, já mais de mil pessoas assinaram… (uma delas sou eu)

Vamos ajudar acabar com a info-exclusão.
Vamos assinar!!!

6 de dezembro de 2006

reddot design award 2007

Penso que o reddot award dispensa grandes apresentações. Este prestigiado concurso internacional de design, conta com a participação de 52 países e realiza-se anualmente em Essen, Alemanha.
O concurso destina-se tanto a designers individuais como a empresas.
As inscrições estão abertas até 19 de Janeiro de 2007.
www.en.red-dot.org

5 de dezembro de 2006

As Ciências Sociais e o Design

Frascara, Jorge (2002). Design and the Social Sciences: Making Connections. Taylor & Francis.
ISBN: 0415273765

Algumas áreas do conhecimento têm vindo a ganhar o seu lugar de destaque no design, como é o caso da ergonomia ou da psicologia cognitiva mas, as ciências sociais parecem ter ficado um pouco para trás e são até menosprezadas. O que é gravíssimo!
Acredito que nenhum designer ignora a importância e o contributo das ciências sociais para o projecto, qualquer que seja a sua área de especialização. Porém, isso não significa que as incorpore, correcta e adequadamente, no processo projectual. Com o intuito de promover estas áreas no design, bem como métodos de design centrado no utilizador, este livro aborda disciplinas como a psicologia social, a sociologia e a antropologia. Estas áreas fornecem, não só, técnicas de investigação sobre as relações que se estabelecem entre as pessoas e o design, mas também, conhecimentos sobre o papel dos produtos, espaços e informações na vida Humana. Este conhecimento é um auxiliar precioso para as decisões de design, podendo ter um impacto tremendo na sua qualidade/usabilidade/acessibilidade.
O livro, escrito por diversos designers de renome, investigadores e editado por Frascara, revela novas formas de olhar para o design e para a inovação.

Índice:
Preface. Acknowledgements. From User-Centred to Participatory Design Approaches. Human Factors for Pleasure Seekers. Communications Artifacts: The Design of Objects and the Object of Design. People-Centred Design: Complexities and Uncertainties. Social Sciences and Design Innovation. Design Language: Confluence of Behavioural, Social and Cultural Factors. Design Moves: Approximating a Desired Future with Users. Emotion and Urban Experience: Implications for Design. An Interdisciplinary Approach in the Development of Design Knowledge and its Application: The Case of Wayfinding Research and Design. Preventing Drug Interactions in Older Adults: A Collaborative Study. Fieldnotes from 'Home': Anthropology and Design on Exhibition. Research and Design Collaboration: A Case Study. The Technical and the Social in Engineering Education. Making Connections: Design and the Social Sciences. Appearance, Form, and the Retrieval of Prior Knowledge. The Influence of Affect on Cognitive Processes. Gendered Spaces of Domesticity. Social Science as a Design Profession: New Visions and Relationships. Two Weddings and Still no Funeral: Sociology, Design and the Interprofessional Project. The Working Groups. Conclusions: Design and the Social Sciences, a Reconnaissance. Notes on Contributors. Index.

Este livro no GoogleBooks

4 de dezembro de 2006

Dia Mundial da Pessoa com Deficiência



No rescaldo do Dia Mundial da Pessoa com Deficiência (ontem, dia 3 Dez.) pensei em publicar mais um caso de desrespeito pela acessibilidade, infelizmente, cada vez mais comum nas nossas cidades. Como podem avaliar, pela imagem, o painel lateral desta paragem de autocarro ocupa quase a totalidade do passeio deixando apenas, aproximadamente, 60cm de largura livre até à berma. Uma pessoa, circulando a pé, tem dificuldade em passar sem meter os pés na estrada mas, de cadeira de rodas não conseguirá passar ali. Cada vez que faço aquele percurso (entre a estação de comboios de Santos e a Av. D. Carlos I, em Lisboa, penso na estupidez de quem plantou ali aquele equipamento e na nossa, que nos calamos perante estas vergonhas. Podem argumentar que aquele painel tem a função de proteger os utentes dos agentes climatéricos. Eu até posso aceitar o argumento mas, pergunto, porque não colocam um painel menor nos passeios estreitos? E respondo, logo de seguida, porque assim não caberiam lá os cartazes publicitários… Pois é… para dar “passagem” à publicidade (e aos euros que movimenta) impede-se a passagem ás pessoas com deficiência.

Assim vai a vida em Portugal!...

2 de dezembro de 2006

Design Quotes

“Good design is a Renaissance attitude that combines technology, cognitive science, human need and beauty to produce something.”
Paola Antonelli, Museum of Modern Art

1 de dezembro de 2006

HOMENAGEM A MÁRIO CESARINY



Mário Cesariny 1923 - 2006

Neste blog tentamos divulgar o que achamos de importante se passa no campo cultural neste País. É agora a vez de prestarmos homenagem a mais um artista nacional que nos deixou, assinalando aqui a perda de mais um importante nome da nossa cultura. O certo é que ao escrever a História, com a sua irreverência e genealidade nos vários campos da Arte, Mário Cesariny tornou-se para sempre imortal.

Bibiografia resumida do artista:

Morreu Mário Cesariny, o autor do poema “Autografia”, e personagem do documentário com o mesmo nome, realizado no ano de 2004, ano em que Mário Cesariny contava 81 anos.

MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS nasceu no dia 9 de Agosto de 1923 em Lisboa. Frequentou a Escola de Artes Decorativas António Arroio e estudou música com o compositor Fernando Lopes Graça.
Considerado representante máximo do surrealismo em Portugal, o seu encontro com André Breton (1947) é um marco no desenvolvimento do seu trabalho literário. Após fazer parte do Grupo Surrealista de Lisboa, e ter-se desentendido com as suas linhas orientadoras, ele mesmo funda o “Grupo Surrealista Dissidente”, implementando uma nova linha estética e experimental, denominada de "Cadáver Exquisito".

Durante a sua vida esteve sempre rodeado de arte, foi poeta, romancista, ensaísta, dramaturgo, e também pintor.
Mário Cesariny de Vasconcelos, entre muitas coisas que foi na vida, era também um homem que amava outros homens e que viveu o seu tempo com irreverência, mas sempre consciente da tacanhice do seu país.

MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DE SERRALVES



Uma vez mais a Fundação de Serralves surpreende com uma grande exposição, consignando-se meu ver, como o actual maior divulgador das Artes Plásticas deste País. Aqui vai mais uma imperdível. Vale bem a pena uma viagem ao Porto para fruí-la e ao mesmo tempo reviver essa cidade romântica, nostálgica, mas sempre hospitaleira, com propostas e ofertas culturais interessantes e uma óptima e diversificada gastronomia.

ANOS 80: UMA TOPOLOGIA

11 Nov 2006 - 25 Mar 2007

Parte do interesse em revisitar os anos 80 resulta de que muita da arte de hoje reflecte esse legado, embora negando ou ignorando esse passado. Reconsiderar os anos 80 pode servir como ferramenta para destacar e reflectir sobre alguma da arte do presente. Esta será uma exposição de grandes dimensões que utilizará todos os espaços do Museu, reunindo pela primeira vez em Portugal um conjunto muito significativo de obras fundamentais de uma década que também enquadrou a abertura internacional da arte portuguesa, se bem que essas mesmas obras só agora sejam vistas pela primeira vez no país.

Comissariado: Ulrich Loock, Sandra Guimarães
Produção: Fundação de Serralves


Artistas Patentes na Exposição
Miroslaw Balka / Jean-Michel Basquiat / Bazilebustamante / Herbert Brandl / Frédéric Bruly Bouabré / Jean-Marc Bustamante / Pedro Cabrita Reis / Ernst Caramelle / James Coleman / Tony Cragg / José Pedro Croft / René Daniëls / Thierry De Cordier / Richard Deacon / Eugenio Dittborn / Helmut Dorner / Stan Douglas / Lili Dujourie / Marlene Dumas / Jimmie Durham / Fischli & Weiss / Günther Förg / Katharina Fritsch / Isa Genzken / Apostolos Georgiou / Robert Gober / Rodney Graham / George Hadjimichalis / David Hammons / Mona Hatoum / Georg Herold / Gary Hill / Candida Höfer / Jenny Holzer / Cristina Iglesias / Ana Jotta / Ilya Kabakov / Gülsün Karamustafa / Mike Kelley / Niek Kemps / Martin Kippenberger / Harald Klingelhöller / Barbara Kruger / Guillermo Kuitca / Louise Lawler / Zbigniew Libera / Allan Mccollum / Reinhard Mucha / Matt Mullican / Juan Muñoz / Cady Noland / Raymond Pettibon / Richard Prince / Charles Ray / Doris Salcedo / Rui Sanches / Julião Sarmento / Thomas Schütte / Cindy Sherman / Mariella Simoni / Ettore Spalletti / Thomas Struth / Rosemarie Trockel / Tunga / Luc Tuymans / Jan Vercruysse / Hannah Villiger / Jeff Wall / James Welling / Richard Wentworth / Franz West / Christopher Wool / Heimo Zobernig