31 de janeiro de 2007

Sabiam que...


Durante o último ano, os logótipos e os nomes (eu prefiro "os símbolos e os logotipos. Assim é que está correcto!) do YouTube e da Wikipedia ascenderam ao estatuto de marcas mais mediáticas, juntamente com Google e Apple.
O primeiro lugar da lista pertence, contudo, ao Google logo seguido da Apple, do YouTube e da Wikipedia.
No quinto lugar da lista aparece a primeira marca não relacionada com tecnologia –a cadeia de cafés Starbucks.
A classificação foi feita pela revista de media e publicidade BrandChannel a partir da votação de 3.625 profissionais do sector.
O critério da escolha foi apenas o da popularidade e reconhecimento de potencial mediático e não o do poder económico porque, nesse caso, a vencedora seria a inevitável Coca-Cola.

Sim à Experimenta Design

Infelizmente, já todos ficámos a saber que foi cancelada a próxima edição da Experimenta Design, que deveria ocorrer entre Setembro e Outubro deste ano. Na troca de argumentos, entre Guta Moura Guedes (presidente da Experimenta) e a Câmara de Lisboa, ficamos a saber que afinal o problema é a falta de dinheiro (que não é novidade neste país).

Fiquei, obviamente, aborrecida com esta notícia, por várias razões: porque era um evento importantíssimo para promover o designer nacional; porque isto constitui mais um atropelo aos compromissos e promessas assumidas pelos políticos e porque isto significa que, o dinheiro da autarquia está a ser desviado para outros sítios!...

Como é que é possível deixar cair um evento destes, que lutava por colocar Lisboa entre as capitais internacionais do design?
Se calhar é melhor investir os euros da autarquia no túnel do Marquês, ou em negócios suspeitos com empresas de parques, ou ainda, em projectos arquitectónicos megalómanos para o Parque Mayer…

É vergonhoso mas é a realidade desta cidade.
Por isso, lanço aqui um apelo à comunidade de designers: usem a criatividade para dar voz à nossa insatisfação.
Podem usar este blog para expressar as vossas opiniões e para trocar ideias… eu estou disponível para participar.

Ler a notícia completa no Público.

30 de janeiro de 2007

Métodos do Design

Jones, John Christopher (1992 ), Design Methods. Wiley. 2 edition.
ISBN-10:
0471284963
ISBN-13:
978-0471284963.


"Alongside the old idea of design as the drawing of objects that are then to be built or manufactured there are many new ideas of what it is, all very different:
  • designing as the process of devising not individual products but whole systems or environments such as airports, transportation, hypermarkets, educational curricula, broadcasting schedules, welfare schemes, banking systems, computer networks;
  • design as participation, the involvement of the public in the decision-making process;
  • design as creativity, which is supposed to be potentially present in everyone;
  • design as an educational discipline that unites arts and science and perhaps can go further than either;
  • and now the idea of designing Without a Product, as a process or way of living in itself."

Este livro escrito por John Christopher, um dos fundadores do movimento de desenvolvimento das metodologias do design, não podia faltar na nossa selecção. É um verdadeiro clássico, editado pela primeira vez em 1970. Nele, são avaliadas cerca de 35 metodologias que, vão desde o clássico design através do desenho até ás mais modernas formas de design iteractivo. As metodologias são descritas de forma acessível, para que um designer possa escolher, fácil e rapidamente, aquela que é adequada à sua actual situação projectual.

Apesar da sua antiguidade, fiquem a saber que muitas das mais modernas metodologias são baseadas nas propostas feitas por este autor. Este livro é de uma importância extrema para qualquer designer, professor ou aluno, de qualquer área do design.

Mais detalhes e o índice no GoogleBooks.

29 de janeiro de 2007

Breves

Personal Views ESAD Matosinhos
Personal Views, uma série de conversas que vai já no 4º ano, visa examinar as definições contemporâneas da prática do design gráfico, expostas por designers profissionais. A coordenação está a cargo do Prof. Andrew Howard, da ESAD de Matosinhos.
Foram muitas as mudanças no mundo do design gráfico ao longo dos últimos 20 anos; as ferramentas usadas sofreram uma “revolução”. O que era considerado verdadeiro e fundamental no design é agora questionado e está aberto ao debate; novos conjuntos de valores e modelos teóricos competem para ser aceites e talvez o maior efeito se tenha feito sentir no ensino do design. São vários os portugueses e estrangeiros que estarão à conversa, em sessões que decorrerão na ESAD ao longo de vários meses.
andrew@studioandrewhoward.com
www.esad.pt/personalviews
www.studioandrewhoward.com

mangacurta.com
Concurso de design T-shirts 365 dias por ano
mangacurta.com é um concurso de design de T-shirts, 365 dias por ano. Os desenhos enviados são pontuados e discutidos livremente durante 30 dias. Após este período são seleccionados os melhores para impressão em T-shirts de manga curta.
A produção será em séries limitadas e assinadas.
Aos autores dos desenhos vencedores serão atribuídos prémios.
O mangacurta nasce num grupo de amigos que vive no Porto e que desenvolveu um conceito de T-shirt como meio privilegiado de ilustração da nossa cultura.
Helena Silva que ajudou a criar este concurso é uma designer do projecto Des+gn mais.

helena.design.grafico@gmail.com
www.mangacurta.com

ThRAD jornal online UNIDCOM / IADE
A Unidade de Investigação em Design e Comunicação do IADE edita um jornal online The (Radical) Designist (ThRAD) seguindo as regras da comunidade científica internacional. Isto implica que está um call for papers sempre aberto.
Nos dois primeiros anos de funcionamento, o ThRAD dedica-se especialmente a reflexões sobre a cultura projectual na segunda metade do século XX.
As línguas de submissão dos textos são Inglês e Português. Quando a submissão fôr em Português solicita-se ao autor que envie um resumo em inglês.
Anualmente será publicada uma versão em papel, The Readers Designist Magazine, com uma selecção dos melhores artigos e editada em bilingue.
Esta é uma óptima oportunidade para publicar ensaios e colocá-los visíveis para a comunidade académica internacional.
www.iade.pt

27 de janeiro de 2007

Design quotes

"When you try to formalize or socialize creative activity, the only sure result is commercial constipation . . . . The good ideas are all hammered out in agony by individuals, not spewed out by groups."

Charles Browder, former BBDO president.


26 de janeiro de 2007

O primeiro carro energeticamente autónomo

Com a loucura a atingir os preços do petróleo, não faltará muito tempo até que seja impossível andar com os carros movidos a gasolina ou gasóleo. Por isso é de esperar que, nos próximos anos, comecem a surgir veículos movidos a energias alternativas e limpas.

Antecipando as necessidades energéticas futuras surgiu o Venturi Eclectic Car, que é o primeiro veículo, na história do automóvel, que é energeticamente autónomo. Tal facto, representa uma verdadeira revolução em termos de mobilidade. Mas, o mais surpreendente é que este veículo constitui, em si mesmo, uma autêntica central de produção de energia renovável, tanto solar como eólica, carregando as suas baterias durante o tempo em que está imobilizado na rua. Contudo se, por alguma razão, nenhuma destas fontes energéticas estiver disponível, o carro poderá ser alimentado a energia eléctrica.

O design do Venturi Eclectic Car é, decididamente, original e arrojado. Podemos afirmar que foi concebido em torno do seu painel fotovoltaico, que está no tejadilho. Parece oferecer uma ampla vista panorâmica aos passageiros e bastante espaço interior. Sobre as questões ergonomicas não me posso pronunciar porque não tive acesso ao veículo.

Com as turbinas de vento, aplicadas no tejadilho, certamente não passará despercebido no meio do trânsito citadino. Mas, infelizmente, este veículo ainda só está apto a um uso limitado, devido à reduzida autonomia e velocidade de ponta. Apesar disso, para mim é uma alternativa potencial deveras promissora e atraente.

25 de janeiro de 2007

Concurso para logo do GEFAC

O GEFAC - Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra, no ano do seu quadragésimo aniversário, pretende levar a efeito um concurso para apresentação de propostas de logótipo, para desta forma, encontrar uma nova linha gráfica que representará este organismo autónomo da Associação Académica de Coimbra.

O concurso está aberto todos os estudantes, ou recém-licenciados, de Universidades e/ou Institutos com especialização na área de Design Gráfico/Comunicação. Os concorrentes individuais, ou equipas de concorrentes, poderão apresentar apenas uma proposta cada.

O trabalho deverá ser entregue, em envelope fechado, pessoalmente, ou enviado por correio para a morada:

Concurso Logótipo
GEFAC
Rua Padre António Vieira
Paços da Academia
3000-115 Coimbra

O prazo de entrega dos trabalhos termina no dia 16 de Fevereiro de 2007.

Link: Regulamento

24 de janeiro de 2007

Má campanha publicitária



Não sou especialista em Marketing e Publicidade mas, gostava de fazer uma pequena-grande crítica à campanha publicitária do óleo Vêgê. Esta campanha, que surgiu em Novembro do ano passado, desapareceu e infelizmente está agora de regresso.

Não possuo conhecimentos suficientes para dissertar sobre as vantagens e desvantagens de fazer uma campanha publicitária minimalista. Não sei se, fazer maus anúncios e assumir que não se tem dinheiro para fazer melhor, porque se investiu tudo em melhorar a qualidade do produto, é uma boa estratégia para vender óleo de cozinha. Mas, na minha modesta opinião, assumir que se está a fazer algo mau é péssimo e só serve para desculpar a falta de criatividade. Mas enfim, deixo isso para os entendidos.

O que me arrepia, sempre que vejo o tal spot televisivo, é aquilo que lá é dito. Numa das versões, que aqui exibo, uma rapariga vai dizendo umas coisas sem sentido, ao mesmo tempo que vai fazendo uns desenhos nas paredes brancas.

Diz ela:
“Este anúncio Vêgê é muito simples: (abre o marcador, vira-se para a parede e começa a desenhar) podíamos ter aqui uma cozinha design, com uns armários giros, umas flores bonitinhas. Tudo a cheirar a novo. Até podíamos ter aqui uma top-model, em vez de estar cá eu (…)” A conversa continua… terminando (…)”ficamos com um mau anúncio mas, um bom óleo!”.

Agora expliquem-me, se faz favor, o que é uma cozinha design?????

É uma cozinha com móveis giros, como se diz lá? Será que é um conjunto de móveis modernaços, com conjugações de cores e materiais improváveis?... Será um conjunto de móveis, que custa uma pipa de massa e que, eventualmente, são feitos em Paços-de-Ferreira mas são vendidos a dizer made-in-Itália? Serão móveis assinados por um tipo do Jet-Set, que fez um curso de decoração?

O que é que isso quer dizer?

Mas, se vão argumentar que, é assim que as donas de casa pensam… eu digo que, quem fez esta porcaria ainda é mais ignorante e inculto do que esse suposto grupo de consumidores. Eu estou disposta a tolerar más estratégias publicitárias mas, não tolero ignorância. Como é que uma agência tão credenciada, com profissionais de qualidade, pode vir para a TV dizer asneiras destas? Deviam ter vergonha.

Ficha técnica:
Título: Má campanha, bom óleo
Agência: McCann
Anunciante: Sovena
Produto: Vêgê
Directores Criativos: Diogo Anahory / José Carlos Bomtempo
Redactor: João Taveira
Director de Arte: Luís Carvalho
Produtor TV: Bruno Carvalho
Executivo de Contas: Célia Felix / Marta Pessoa
Produtora: Krypton
Realizador: Rogério Bolt
Som: Índigo

23 de janeiro de 2007

Metodologias de investigação em design de comunicação

Noble, Ian & Bestley, Russel (2005). Visual Research : An Introduction to Research Methodologies in Graphic Design. AVA Publishing.
ISBN-10:
2884790497 / ISBN-13: 978-2884790499

Neste livro, de 6 capítulos, podemos encontrar métodos, quantitativos e qualitativos, aplicáveis ás questões do design de comunicação. É um manual bastante ilustrado, com exemplos reais de projecto. Algumas questões interessantes como as audiências, teoria da comunicação, experimentação, semiótica e semântica, são abordadas. Numa secção final, são feitas sugestões sobre como sintetizar os modelos teóricos e a prática, de forma a poderem ser aplicadas, pelos designers, na sua prática profissional.

Este livro tenta resumir um mundo teórico imenso em cerca de 200 páginas. Por um lado, este esforço é meritório porque, poderá fazer com que os designers obtenham bases teóricas de uma forma fácil e atraente mas, por outro lado, também poderá ser prejudicial porque, os designers poderão achar que ficaram suficientemente esclarecidos com este resumo. O que não é, de todo, verdade. Por isso, é preciso saber aproveitar, com sensatez, obras como estas que nos apresentam os conteúdos já digeridos. Não se esqueçam que não existem receitas válidas para fazer bom design!

Mais detalhes e o índice deste livro no GoogleBooks.

22 de janeiro de 2007

Fred Kradolfer

Photobucket - Video and Image Hosting
À esq: Fred Kradolfer.
À dir: Selos de Fred Kradolfer: 1962 - Os selos "Europa". Desenho apresentando um favo de mel (produto do esforço individual da abelha na união do enxame), cujos 19 alvéolos simbolizam os 19 países membros da CEPT. Circularam de 17 de Setembro de 1962 a 30 de Junho de 1964.


Um dos mais importatntes cartazistas de 50, a trabalhar em Portugal, é várias vezes comparado a A. M. Cassandre, devido à plasticidade das ilustrações e ao tipo de fonte utilizada por ambos.
Para além da sua conhecida e reconhecida participação na decoração do Pavilhão Português apresentado na Exposição Internacional de Paris, de 1937, desenvolveu também projecto em várias outras áreas. No entanto foi na ilustração que Kradolfer se tornou mais conhecido. Não só em cartazes mas também, por exemplo, em selos temáticos. No ano de 1964 desenhou uma colecção de selos que simbolizavam os 19 países membros da CEPT.
Kradolfer, para além de ter estado envolvido à fundação do Estúdio Técnico de Publicidade, o artista executou um grande número de rótulos e cartazes publicitários, onde demonstrou toda a sua criatividade, chegando a decorar montras, bastante solicitadas e admiradas. Apesar disso, teve também uma passagem pela azulejaria e pela cerâmica.
Não possuindo os conhecimentos necessários para o domínio das técnicas e processos de fabrico em azulejaria e cerâmica, efectuava projectos que depois eram executados na Fábrica Viúva Lamego. Aliás, foi muito curta a sua passagem pela cerâmica, nomeadamente com as lambrilhas utilizadas nas exposições em que participou com o "grupo do SPN", actividade só retomada em 1955-57 através da encomenda de dois painéis para o Hotel Infante Santo.
Utilizando uma estética diferente, realizou o revestimento parietal da capela do Aquartelamento de Santa Margarida, tendo concebido os azulejos do baptistério, do arco do triunfo e das paredes laterais da capela. Executou, igualmente, os vitrais e a tábua do altar que representa Santa Margarida.
No Casino Estoril decorou o fundo do espelho de água interior do Jardim de Inverno (1966), com azulejos de várias cores (mais tarde destruído). Para o Hotel Estoril-Sol executou cinco painéis cerâmicos.
Em 1965, realizou azulejos para o Cinema Europa e para a fachada do edifício da Reitoria da Universidade de Lisboa. O Museu Nacional do Azulejo possui algumas das suas peças cerâmicas. FK também terá trabalhado na Fábrica Lusitânia nos anos 30, efectuando anúncios em azulejo.

O suiço mais português que eu gostaria de ter conhecido.
Faleceu no ano de 1968.

(ver mais no Molho de Brócolos)

Encontrar um caminho para todos


O GAM - Grupo para a Acessibilidade nos Museus vai organizar o segundo seminário anual, com o título: "Encontrar um caminho para todos – as novas tecnologias e o acesso aos museus".

Este evento conta com a presença de profissionais de museus, representantes de empresas nacionais e estrangeiras e instituições ligadas a projectos em que as novas tecnologias permitem que a acessibilidade física, de informação e de comunicação, nos museus se torne mais eficaz.
Assisti ao primeiro seminário, no ano passado, e achei bastante interessante e enriquecedor.

Data: 29 de Janeiro de 2007 (segunda-feira)
Local: Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian.

Entrada gratuita mas sujeita a inscrição prévia.

A ficha de inscrição deverá ser enviada para:

Nome: Maria Vlachou
e-Mail: mariavlachou@clix.pt
Tel.: 917 247 970

Links:
Programa do seminário
Ficha de inscrição

20 de janeiro de 2007

Design quotes

“In most people’s vocabularies, design means veneer. It’s interior decorating. It’s the fabric of the curtains and sofa. But to me, nothing could be further from the meaning of design. Design is the fundamental soul of a man-made creation that ends up expressing itself in successive outer layers of the product or service.”

Steve Jobs, Apple Computer.

19 de janeiro de 2007

Nulla Bike sem corrente

Quando vejo bicicletas como a Nulla Bike apetece-me sempre partir à aventura por essas estradas fora. Infelizmente, as minhas costas não me permitem tais aventuras :(

De qualquer forma, não resisti a partilhar este belo conceito convosco. Por enquanto, isto não passa de uma ideia, proposta por Bradford Waugh e não um produto fabricado. No entanto, a sua linguagem é muito limpa, simples e harmoniosa. O mais espantoso é que não tem corrente, raios e eixos nas rodas.

18 de janeiro de 2007

Pense no consumo antes de comprar


“Think about what it consumes before buying”
"Pense no consumo antes de comprar"

Esbarrei, por acaso, com esta campanha publicitária promovida pelo governo belga para incentivar o consumo regrado da energia. A campanha dá pelo nome de Energyvores e assenta em algumas imagens muito explícitas. É caso para usar aquela velha expressão: uma imagem vale por mil palavras. A verdade é que esta campanha ganhou a Prata nos Epica awards 2006.

Gostei bastante da ideia porque torna óbvio o nosso descuido e desleixo nas questões da gestão dos recursos energéticos. É quase repugnante conviver com a ideia de termos estes monstros nas nossas casas. Devíamos adoptar esta campanha por cá... ou criar uma nossa!

Ficha técnica:

Agência: Leo Burnett Brussels
Direcção Criativa: Jean-Paul Lefebvre & Michel De Lauw
Copywriter: Wim Corremans
Art Director: Alex Gabriels
Fotógrafo: Frieke Janssens
Retouching : The Living Room

17 de janeiro de 2007

Lightouch Design Competition 2007



O Design Singapore Council e o FLOS estão a desafiar os designers, de todo o mundo, a criarem soluções inovadoras de iluminação para o Lightouch Design Competiton 2007. A ideia chave, para a edição de 2007, é “create a functional, adaptable, modular and scalable lighting system”.

O vencedor ganhará uma viagem a Milão para visitar a fábrica da FLOS. Os oito melhores classificados terão a possibilidade de participar num prototyping workshop, promovido pela FLOS, em Singapura.

As inscrições terminam a 30 de Março de 2007.

16 de janeiro de 2007

Design de símbolos e sinais

Frutiger, Adrian (1998) Signs and Symbols: Their Design and Meaning. Watson-Guptill.
ISBN-10: 0823048268;
ISBN-13: 978-0823048267.

Na sequência do post que o Corto publicou ontem, a minha sugestão de leitura, para esta semana, é um dos diversos livros escritos por Frutiger. Neste livro, já um clássico, “Signs and Symbols: Their Design and Meaning” podemos encontrar muita informação sobre a história e evolução dos símbolos e também podemos obter uma ampla variedade de símbolos e suas variantes. O autor aborda ainda questões relacionadas aos princípios básicos do design gráfico.

É universalmente aceite a importância dos símbolos, pictogramas e ícones como meio de comunicação. Porém, a verdade é que existem boas e más soluções. O problema dos designers é saber que formas, que configurações funcionam e que outras não funcionam. Saber quais as soluções que chamam mais a atenção e ficam registadas com mais força na memória e quais as que passam completamente despercebidas aos utilizadores.

Foi um livro muito útil, para o meu trabalho, especialmente nas reflexões que apresenta sobre o reconhecimento e a compreensão dos símbolos.

Resmo de conteúdos:
Sign Recognition, Sign Formation; Introduction: Three Themes; The Elements of a Sign; The Basic Signs; Joining Signs Together; The Sign in Ornaments; Signs of Dualism; The Solid; The Simulation of Volume; The Diversity of Appearance; Attempt at a visual synthesis; Speech-Fixing Signs; From Thought to Picture; Speech Fixing; The Graphic Wealth of Pictograms; The World's Alphabets; The ABC of the Western World; Development of Form through Writing and Printing Techniques; Manipulated Letterforms; Text Type and Its Legibility; Numerical Signs; Punctuation Signs; Sign, Symbol, Emblem, Signal; From Illustration to Symbol; The Symbol; The Graphic Wealth of Figurative Symbols; Abstract Symbols; Signs of Pseudoscience and Magic; Signature Signs; Signs of Community; Trademarks; Technical and Scientific Signs; Signal Signs;

15 de janeiro de 2007

Adrian Frutiger



Harmonia ou Monotonia?

Um dos mais importantes designers da história da tipografia, suiço de nascimento (n. 1928) estudou em Zurique, tendo desenvolvido durante a sua aprendisagem em tipografia um tipo de letra sem patilha, nas versões regular, semi-bold, e bold. Quando terminou os seus estudos instalou-se em França. A Univers é sem dúvida o seu tipo de letra mais conhecido. Lançado numa notável gama de 21 séries, desdobra-se em 58 hipóteses de acordo com os seus pesos, larguras e ângulos, foi este tipo que a mais conseguida tentativa para produzir uma gama de tipos sem patilha desde a Gill Sans dos anos vinte. Para além de director artístico da Deberry & Peignot, no ano dde 1961 organizou o seu próprio estúdio de design em colaboração com Bruno Pfaffli e André Gurtler. Dirigiu a revista “Art de France” entre 1957 e 1965. Foi consultor da da Stempel, da IBM e dos Aeroportos de Paris, para os quais desenhou alfabetos e sinalização tanto para Aeroporto Charles de Gaulle e para o Metro de Paris. A revista inglesa “Design” apelidou a sinalização do Aeroporto Charles de Gaulle como das mais perfeitas em aeroportos internacionais.
O tipo letra Univers (1957) e os seus contemporâneos, como a Helvética (Max Miedinger, 1957) e a Folio (Konrad Bauer e Walter Baum, 1957) não escaparam à natural influência da nova tipografia Suiça do pós-guerra, equidistantes das já clássicas letras sem-patilha geométricas e humanísticas.

A beleza de uma letra ou de uma escrita não está inicialmente na forma isolada, mas na combinação dos sinais. As páginas mais belas de um texto são aquelas que em todas as letras compõesm uma unidade em perfeita harmonia. No âmbito de determinado estilo, os caracteres adquirem uma relação bastante definida com a forma. A espessura dos traços, a largura dos espaços internos e dos intervalos o desenho das patilhas e das linhas de conexão entre outros, são desenhados uniformemente num conjunto de 26 sinais”.
(ver mais no Molho de Brócolos)


Nem 1 designer entre os 100 mais...



Neste fim-de-semana começou a exibição da lista dos 100 Maiores Portugueses da RTP1. Estive atenta, ao rol de nomes que ia sendo enumerado e verifiquei que nenhum designer consta dela. Infelizmente, até nas áreas próximas, como as artes plásticas e arquitectura, a lista também é reduzida: ALMADA NEGREIROS (1893 – 1970, Cultura Pintor/Escrito); ÁLVARO SIZA VIEIRA (1933, Arquitectura, Arquitecto); EDGAR CARDOSO (1913 – 2000, Engenharia, Engenheiro); MARIA HELENA VIEIRA DA SILVA (1908 – 1992, Cultura, Pintora); PAULA REGO (1935, Cultura, Pintora). Mas, por estranho que pareça, não senti indignação pelo facto, pois também não me ocorreram muitos nomes que eu inserisse na tal lista. Mas fiquei triste, porque isso quer dizer que não temos, entre nós, grandes designers, mas também quer dizer que a obra, daqueles que são bons, não é divulgada. E o peso dos meios de comunicação social é enorme nestas coisas, veja-se o caso infeliz do HÉLIO PESTANA.
Já nem vou falar do asco que senti perante a nomeação de gente como
ANTÓNIO DE OLIVEIRA SALAZAR; ALBERTO JOÃO JARDIM e JORGE NUNO PINTO DA COSTA.

13 de janeiro de 2007

Design quotes

“A designer knows he has achieved perfection not when there is nothing left to add, but when there is nothing left to take away.”

Antoine De Saint-Exupery

12 de janeiro de 2007

Perigo percepcionado e variáveis de design



Observando cuidadosamente, os vulgares sinais de segurança circulares (de proibição), podemos constatar que existem opções gráficas diferentes. Verifica-se a existência de diferenças ao nível dos pictogramas e ao nível do código forma-cor (traçados/não traçados). Isto seria pacífico se, essas opções, não produzissem resultados diferentes no comportamento dos utilizadores. Por isso, esta questão interessa a todos os designers envolvidos na concepção de informação de segurança.

Diversos trabalhos académicos procuraram investigar, se existem diferenças significativas, no nível da percepção do risco, entre diferentes sinais.

As questões gerais em estudo foram:

- O círculo traçado (C e D) transmite maior nível de perigo percepcionado do que o círculo simples (A e B)?

- Os pictogramas, que ilustram as consequências das lesões/pós-lesão (B e D) evocam maior nível de perigo percepcionado do que os que ilustram a acção/pré-lesão (A e C)?

- A combinação de pictogramas pós-lesão com proibição (D) gera confusão? (pode ser interpretado como uma dupla negativa).

Que respostas obtiveram estes estudos?

- O círculo traçado não revelou diferenças significativas face ao círculo simples.
- Os pictogramas pós-lesão obtiveram maior nível de perigo percepcionado do que os pré-lesão.
- A combinação de pictogramas pós-lesão com proibição obteve o nível de perigo percepcionado mais elevado de todas as configurações testadas, apesar do potencial para gerar confusão.

Vale a pena investigar mais, as relações entre as variáveis do design dos sinais e o impacto no comportamento do utilizador. Neste caso, quanto maior for o nível de perigo percepcionado, maior será a probabilidade de adopção de um comportamento seguro.
.

11 de janeiro de 2007

Seviço público

Recebi isto por email. Diz que andam por aí uns ex-alunos do IADE em Barcelona a fazer assim uns designs...
Vejam e votem!

Olá a todos.
Estamos a participar num concurso "Design a Poster" da revista gratuita "Don´t Panic" (www.dontpanicmedia.com), cujo tema é "Sonhos: a ciência do sono" ( nome do filme do Michel Gondry que vai estrear em breve).
Neste concurso é o publico que vota e já começou oficialmente a "campanha" de todos os participantes para conseguirem o maior número de votos possível (até dia 23).
Os 20 mais votados têm o seu poster em exibição numa exposição colectiva em LONDRES e o vencedor verá o seu poster publicado no pack gratuito "Don´t Panic" ( que é distribuído em todo o Reino Unido, Holanda, Austrália, Espanha e até em Kuala Lumpur na Malásia) e à venda em edição limitada na net.
Ou seja, o vencedor terá uma divulgação incrível do seu trabalho e será inundado com novas propostas e oportunidades. Um salto gigante para qualquer projecto artístico.
Por isso é que o vosso voto ( e o vosso boca à boca a todos os vossos amigos e conhecidos, blogs, etc) é de extrema importância para nós.
...Assim, se esta ilustração vos agrada, sensibiliza e faz viajar ajudem-nos a fazer mais e passem este mail a toda a gente.
Muito obrigado pela vossa atenção e apoio.
Abraços

INVISIBLE TRAVELLERS
(André e Vasco)

MUITO IMPORTANTE:
. é preciso fazer log in para votar.
. só é permitido um voto por pessoa e por terminal de computador.
. o site às vezes demora a abrir...não desistam. :)
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VOTEM AQUI:
http://www.dontpaniconline.com/
http://www.dontpaniconline.com/designaposter/entry/?id=514

O design ao serviço da alimentação saudável



Já todos sabemos que a obesidade é um problema grave de saúde pública, para as sociedades desenvolvidas e um mal para todos. Porém, o que é difícil é escapar à teia alimentar que foi tecida pelas grandes multinacionais da alimentação. Como conseguir uma refeição rápida, apetitosa e barata? A opção é, na maioria das vezes, o fast-food. Pessoalmente, eu esforço-me por comer bem e de forma saudável mas, para que isso seja possível, tento comer em casa. Porém, essa é uma regalia que poucos podem usufruir. Contudo, se no meu local de trabalho houvesse uma cantina saudável ou um refeitório com microondas, eu poderia levar a minha comida e comer por lá…

Será que o design, em particular ao nível dos electrodomésticos, pode contribuir para melhorar esta situação?

É claro que sim.

Esse foi, especificamente, o desafio colocado pela Electrolux, na 4ª edição do Electrolux Design Lab.
Metin Kaplan, um estudante de design da Turquia, foi o vencedor deste desafio com o “Nevale”. Este produto baseia-se no pressuposto de que, as pessoas optarão por levar a sua própria comida, se tiverem uma forma de a manter na temperatura ideal (quente/fria). A sua proposta consiste num contentor, que consegue manter a temperatura desejada da comida até à altura da refeição. Aquilo que, antigamente, chamaríamos de “termo”. O projecto de Kaplan, que foi buscar inspiração aos antigos recipientes usados no Médio oriente, chamados de "sefertasi”, é um contentor formado por secções, com um ecrã digital para programação da temperatura.

Que jeito que uma coisa destas me dava!...

Mais informações em:
Nevale : Metin Kaplan Wins First Prize in Electrolux Design Lab Competition

10 de janeiro de 2007

Passeios acessíveis

Os passeios de Lisboa, em calçada Portuguesa, são famosos por esse mundo fora. Não é de estranhar ver os turistas de câmara apontada para o chão.
As suas origens remontam à Mesopotâmia, tendo sido divulgados pelos antigos Gregos e Romanos. Estranhamente, apesar de serem muito importantes para a mobilidade dos peões no meio urbano, devem ser o equipamento urbano mais desprezado e mal tratado na nossa cidade. É uma pena, pois são muito mais bonitos do que os passeios de cimento, tijoleira ou de borracha (última inovação).

Os passeios, como é óbvio, podem ter diferentes larguras, em função da rua onde se localizam. Porém, quase sempre, estão cheios de buracos, valas que se enchem de água da chuva ou obstáculos (candeeiros, baldes do lixo, sinais, cabines telefónicas mal posicionados). Para agravar mais esta situação, são constantemente invadidos por carros mal estacionados. Para os deficientes, residentes em Lisboa, os passeios são verdadeiras barreiras arquitectónicas intransponíveis com as quais lidam no seu quotidiano.

Ao nível dos passeios urbanos, existem algumas soluções interessantes, que podem aumentar a usabilidade deste equipamento como, por exemplo, as zonas rebaixadas junto das passadeiras (para deficientes em cadeiras de rodas) ou guias tácteis (para deficientes visuais).

Estas imagens são de pavimentos em Curitiba, Brasil, onde a calçada Portuguesa coexiste com estas soluções. Também existem passeios como este em Bruxelas, Bélgica.
Soluções tão básicas mas que facilitam muito a vida…mas quand
o chegarão a Lisboa?

9 de janeiro de 2007

Investigação por Questionário

Hill, Manuela Magalhães & Hill, Andrew (2002). Investigação por questionário. Edições Sílabo. ISBN: 9726182735

Est
á em crescimento o número de designers e ergonomistas a fazer estudos pós graduados. A procura é tal que, hoje em dia, os cursos de pós-graduação, mestrado e doutoramento estão cheios. Isso é bom, é muito bom para Portugal. Em muitos casos, empurrados pelas temáticas escolhidas para as suas teses, os candidatos acabam por desenvolver investigação em ciências sociais. É para eles que vai a sugestão de leitura desta semana.

O livro “Investigação por questionário” aborda diferentes aspectos com que um investigador se confronta durante o processo da investigação — a construção das hipóteses, a construção do questionário, a análise dos dados e a elaboração do relatório. As suas recomendações, claras e bem exemplificadas, os seus conselhos e as “regras de ouro” permitem ao leitor escolher os assuntos que melhor se adaptem ao seu problema específico e ajudam-no a evitar os erros mais comuns. O software de estatística – SPSS – é usado na exemplificação da criação do ficheiro de dados e da aplicação de técnicas estatísticas.

Índice:

Cap. 1 – A natureza da investigação empírica; Cap. 2 – Amostragem; Cap. 3 – A construção de um questionário; Cap. 4 – A elaboração do questionário; Cap. 5 – As respostas: escalas de medida; Cap. 6 – As respostas: tipos e problemas; Cap. 7 – A construção de um questionário para medir uma variável latente; Cap. 8 – Preparação final do questionário; Cap. 9 – A criação de um ficheiro de dados para as análises estatísticas; Cap. 10 – A natureza da análise estatística; Cap. 11 – Alguns problemas com a análise de dados; Cap. 12 – Um caso de absentismo numa empresa; Cap. 13 – os testes das hipóteses operacionais; Cap. 14 – Uma avaliação crítica do exemplo; Cap. 15 – O relatório sobre a investigação.

8 de janeiro de 2007

Pensamento da semana

Passamos algum tempo a cuidar da nossa imagem, porque nos preocupamos com o impacto que produzimos sobre os outros. Investimos esse tempo (e bastante dinheiro) porque gostamos de pensar que somos, ou que nos podemos tornar, atraentes aos olhos dos outros. Isso é importante para o nosso ego. Mas, quanto tempo dedicamos a cuidar da nossa mente? Quanto tempo investimos em tornar a nossa mente mais atraente? Não gostaríamos de pensar que somos, ou nos podemos tornar, mentes atraentes?

Mas, o que será uma mente atraente?

Para mim, uma mente atraente é uma mente curiosa, criativa, inconformada, empenhada, veloz, rebelde mas emocional…

Em 2007 vou passar a cuidar mais da minha mente!... e vocês?

IDEA 2007

Estão abertas as candidaturas ao Prémio International Design Excellence. Este galardão distingue trabalhos na do design de produto, ecodesign, interacção, embalagens, estratégia, pesquisa e design conceptual. Nele podem participar os designers, estudantes de design e as companhias de design de todo o mundo.

Os vencedores receberão cobertura mediática de BusinessWeek, entre outros jornais e revistas dos Estados Unidos da América.

Para mais informações consultem o site Idsa.org

6 de janeiro de 2007

Design quotes

“Creativity involves breaking out of established patterns in order to look at things in a different way”.
Edward De Bono

5 de janeiro de 2007

Emigre no MoMa



Aqueles que me conhecem, sabem que tenho duas grandes paixões: o Benfas e a Tipografia. Como este blog se dedica a informações ditas mais culturais e da área do saber vou centrar-me apenas nas letras.
Fica então aqui a informação de que a Emigre está no Museum of Modern Art, New York.
Uma colecção completa da revista que fez furor nas últimas duas décadas, está representada no MoMa, com os números de 1 a 69. Numa retrospectiva entre 1984 e 2005, esta colecção faz parte da reinstalação da área de
Architecture & Design Galleries, intitulada "Digitally Mastered". A Galeria abriu oficialmente no passado mês de Novembro, por isso quem estiver de passagem por Nova Iorque, é favor parar na seguinte morada: The Museum of Modern Art, 11 West 53 Street, New York.

The best product design of 2006

Apresento mais uma lista retrospectiva de 2006, desta vez a lista da revista Businessweek, com os melhores projectos de design de produto de 2006.

Com uma lista tão extensa e de tanta qualidade não havia espaço, neste artigo, para reproduzir todos os vencedores e nomeados, por isso, destaco aqui apenas os melhores de cada uma das 13 categorias. Destacando, obviamente, a "Pluma" da autoria de designers Portugueses!

Business & Industrial Products: ResQTec hydraulic rescue tools (Gold)
Credit: VanBerloStudio's B.V.
(Netherlands)
Client: Zumro B.V. (Netherlands)


"This full line of hydraulic rescue equipment helps rescuers extricate people who are trapped, such as in vehicle accidents. New features have reduced weight, increased efficiency and safety, and improved ergonomics over previous models. In addition, the use of industry standard connectors allows the tools to be fitted to most hydraulic pumps used by rescuers. The bold colors and polished surfaces, which reflect the company's recent rebranding, help distinguish the tools from the competition. Since the line's launch, sales have tripled."

Computer Equipment: Talking Tactile Tablet (Gold)
Credit: Touch Graphics, Inc.


"The Talking Tactile Tablet system allows visually impaired individuals to access graphic imagery they otherwise would not be able to enjoy. Instead of using Braille, which the majority of visually impaired people do not read, users hear audio descriptions of each component of an image. Key considerations of the design were ease-of-use, ruggedness, cost and providing a pleasing aesthetic experience, namely how the product feels. The device was kept simple: only one moving part (the hinged frame that holds the tactile sheets in place) and no buttons, switches or even plugs. Although designers did not face the typical visual-centric concerns, the product acquired a kind of Zen-like simplicity normally associated with minimalist high-end design. As the population ages and the number of visually impaired people skyrockets, this system will fill a significant gap in the arsenal of assistive technologies."

Consumer Products: SignalOne Safety Vocal Smoke Detector (Gold)
Credit: Bresslergroup and SignalOne Safety f/k/a Kidsmart


"The SignalOneSafety Vocal Smoke Detector uses a parent's recorded voice to wake children in case of a fire and provide them with evacuation instructions. The VSD is effective in waking nearly twice as many sleeping children as traditional smoke alarms. The device's interface makes it easy for parents to record the voice alarm message through a combination of written directions and step-by-step verbal prompts. Other features include an adjustable ceiling mount ring that allows the speaker to be pointed directly at the child's bed from anywhere in the room. Installation and battery replacement are easy, and the design's soft forms and low profile blend into a child's room yet it still looks professional and trustworthy. The VSD, the company's first product, has achieved mass distribution through major retail channels and received widespread publicity."

Design Explorations: Touch Messenger (Gold)
Credit: Samsung Design China (Korea), Samsung Design China (China), Samsung Design China (US)


"The Touch Messenger gives blind users in China an affordable, user-friendly cell phone experience on par with sighted users. Current text messaging devices for the blind convert text to speech via a text reader, which negates the privacy and unobtrusiveness intended with this form of communication. With the Touch Messenger's innovative screen and keyboard for Braille text messaging, blind users can now take advantage of this rapidly growing form of communication. In addition, products for the disabled tend to lack the emphasis on design and aesthetics as those for the general population. Therefore, the design is as much a fashion statement as it is a tool. Its soft, curved form not only allows for easy use with either hand but also appeals to the blind with its great tactile feel and to the sighted with its simple, clean, organic look."

Design Strategy: Sirius S-50 Design Strategy (Gold)
Credit: ZIBA Design, Inc. and Sirius Satellite Radio


"This design strategy involved an entirely new line of satellite radio products. Designers were asked to define the family of devices and develop a visual language as well as build an overall brand identity with the hopes of increasing the adoption of satellite radio technology. Extensive research provided a direction: reinvent the radio experience by combining the nostalgic simplicity of traditional radio with the control and advanced technology of digital media. Therefore, the variety of devices (portable media player, car dock, executive speaker dock, boom box and home dock) gives ultimate portability and flexibility to the listening experience, including one-touch song recording and the ability to generate play lists from favorite stations. The simple, intuitive, familiar interface makes it easy for the user to take advantage of the revolutionary features of satellite radio technology. After the line debuted, Sirius subscriptions were up by 97 percent and revenues by 250 percent."

Ecodesign: SIM from Tricycle (Gold)
Credit: Tricycle, Inc


"Carpet samples contribute an estimated 1 million pounds of waste to America's landfills every year. They are also expensive to produce--$250--500 each, a cost mills are forced to swallow as a loss leader. A cost-effective and environmentally sensitive alternative, SIM digitally models carpet and textiles for manufacturers when prototyping new designs and for architects and designers when reviewing samples in the early stages of a project. SIM produces color-accurate renderings by capturing the fiber color under a specific light source and even includes a representation of the design's pattern by actually simulating the carpet machine manufacturing. The samples use 95 percent less energy and water and are 100 percent recyclable into paper products. Produced on-demand, there is no excess inventory, and wait times for designers are cut from days, sometimes weeks, to 24 hours."

Environments: Construction Fence (Gold)
Credit: Duck Image Co., Ltd.
Client: Productivity Architect Co. LTD (Taiwan)


"In areas with strong winds, safety fences around construction sites are frequently damaged. This design combats this situation by using a semi-transparent, high-strength plastic polymer in a modular fashion able to sustain Class 16 wind. It provides all functional elements, such as doors, and addresses safety factors, such as durability, wind resistance and transparency for visibility. It also offers a more visually appealing alternative to traditional construction fences. The fence is easily dismantled and stored for later use, and individual panels are easily replaced if damaged."

Furniture: THINK (Gold)
Credit: Glen Oliver Loew Industrial Design (Germany) and Steelcase Inc.


"THINK is a high-performance desk chair that targets consumers who want high value and performance at mid-market pricing levels. Research found that most users rarely bother adjusting the complex controls found on most task chairs and that work surfaces often conflict with chair arms forcing users into poorly supported postures. The THINK chair "thinks" for you. It automatically adjusts the tension of the back support and moves fluidly with your body, providing support in proportion to your body weight. The chair can also support an optional headrest and adjustable lumbar support. In addition to conventional adjustments for height and pivot, the arms can retract front to back bringing workers closer to their work. THINK's appearance is clean and contemporary, and its functionality, approachable and intuitive."

Medical & Scientific Products: Cybertech MAT Mechanical Advantage Tourniquet (Gold)
Credit: Cybertech Medical and Ewing Design Group


"The MAT is a next-generation tourniquet for military, law enforcement and emergency services applications. Besides meeting numerous Department of Defense performance requirements (occludes blood flow in less than one minute, applicable to a trapped limb, one-handed application, useable on both an arm or leg, easily released and reapplied, and weighs less than 8 ounces), the design needed to be easily understood and self-applied by someone in extreme stress. Its clean, simple design and obvious visual cues make operation intuitive. A gaping hook at the top end of the unit indicates that something attaches to it. The only possibility available to the user is the tension-lock buckle on the strap. After completing this step, visual cues on the brace indicate that the large turnbuckle needs to be turned, whereby the blood flow stops. The design has been successfully used in combat conditions, in the dark, underwater and in extreme weather conditions."

Packaging & Graphics: Pluma (Gold)
Credit: Brandia Central (Portugal)
Client: Galp Energia SGPS (Portugal)


"Pluma is a lightweight canister for storing and transporting LP gas for domestic use. Named after the Latin term for a bird's feather, Pluma is 50 percent lighter than traditional steel cylinders. And due to its polyethylene composition, Pluma doesn't sound like a normal gas canister either. The exterior is covered with a heavy grain texture for a soft look and warm touch, and the interior is comprised of a pressed, coated steel plate liner less than 1 mm thick. The ergonomic design of the collar and rounded handle provide greater comfort and efficiency when lifting or handling. Its clean shape and bright coloration is also more suitable for household environments. Its iconographic design sets a new standard for mass-produced lightweight LP gas cylinders."

Research: Lenovo Visioneering (Gold)
Credit: ZIBA Design, Inc. and Lenovo Group Limited (China)


"Lenovo, the largest computer manufacturer in China, succeeded for years by selling low-cost PC clones to consumers. With a growing consumer market and expected competition from abroad, Lenovo decided to reinvent itself. The company faced a problem: it did not know what their customers wanted, what their essence was or even what they looked like. Lenovo asked ZIBA to help Lenovo define its next-generation desktop PC, notebook and cell phone so it could better compete on meaning and value, rather than price. ZIBA's extensive research resulted in a 36-month strategic product plan for each platform as well as a defined segment map (based on behavior, attitudes and values) to guide future development of appropriate products for target consumers. Product lines are now organized around the needs of specific "tech tribes." This research also gave Lenovo a fundamental understanding of Western approaches to creativity and markets. Within months of the completion of this project, Lenovo cemented its commitment to high-value design by acquiring IBM's PC (ThinkPad) business unit."

Student Designs: The MIN.CHAIR (Gold)
Credit: Chul Min Kang
Client: Pratt Institute


"The MIN is a fun, engaging chair for children aged five to eight that also converts into a rocking chair. Made from a single piece of injection molded plastic, the design offers great manufacturing efficiencies and could be produced in a wide range of fun colors. With no legs and its single, rounded form, the MIN.CHAIR is ambiguous at first glance. But the cleverness of its dual function soon wins over all who see it."

Transportation: BRP, Sea-Doo, Challenger 180 (Silver)
Credit: BRP Design Team (Canada)
Client: BRP - Bombardier Recreational Products Inc. (Canada)


"The design objectives for the Challenger 180 sport boat were clear: combine all the amenities found on a conventional 20-foot boat into an 18-foot deck layout that can comfortably carry eight passengers and their gear. The boat is truly innovative in both its styling and the manner in which it maximizes space. Designers integrated the bumper line into the boat's dynamic curve, visually uniting both hull and deck and giving the Challenger 180 a look like no other boat on the water. Space efficiency was achieved with hide-away storage compartments, minimizing the wall width and an optimized seating arrangement. Following its introduction, the Challenger has exceeded volume expectations making it one of the top selling boats."