30 de agosto de 2008

Design quotes...

“One of the main criteria for the design of the everyday, though, is sensuality. Something that is sensual evokes a response that's not just visual or intellectual: It’s suggestive”.
Deborah Berke

29 de agosto de 2008

Wiseup2work office


O WU2W é um recurso "on-line", da responsabilidade do Institution of Occupational Safety and Health (IOSH), criado com o objectivo de ajudar os adolescentes a prepararem-se para o seu primeiro emprego e para os perigos que poderão ter de enfrentar. Têm, por isso, como destinatários principais os adolescentes, professores, formadores, jovens trabalhadores e empregadores em geral.

A página inicial do WU2W é um cenário de escritório, com objectos interactivos que, ao serem “clicados”, nos levam para diferentes áreas e situações de trabalho. De seguida, entramos num jogo que nos vai disponibilizando diversas informações úteis (dados estatísticos sobre acidentes, tipos de perigos e riscos, informação teórico-científica, etc.).

Divirtam-se aprendendo…
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28 de agosto de 2008

30 anos das mini-figuras LEGO


O LEGO é daqueles brinquedos que ocupam um lugar cimeiro nas minhas preferências e memórias. Na minha infância, era um brinquedo muito cobiçado, mas difícil de ter, pois era demasiado caro para a maioria das famílias. Apesar de, actualmente, já não ser o preferido dos mais novos, eu continuo a achar que é uma forma fantástica de dar liberdade à criatividade e imaginação de todos. Para além disso, este brinquedo dinamarquês é, indiscutivelmente, um ícone da cultura popular.

Foi com alguma nostalgia, desses tempos em que brincar era o principal motor dos meus dias, que fiquei a saber que, no passado dia 25 de Agosto, fez 30 anos que a LEGO introduziu, entre as suas peças, as mini-figuras humanas.

Tudo começou em 1975 quando o designer da Lego, Jens Nygaard Knudsen, serrando e limando os tijolos da LEGO, concebeu uma figurinha rudimentar que ficou conhecida como “the extra”.


Jens Nygaard Knudsen

Era apenas um corpo de tijolo com uma cabeça arredondada, não tinha expressão facial, não podia andar nem segurar nada. Mas rapidamente evoluiu...

A patente foi registada em 1977.
Um ano depois, em 1978, as primeiras unidades foram colocadas à venda, nas séries cidade, espaço e castelo.


A primeira figura criada foi a do polícia (da série cidade) que, ainda hoje, é a mais popular. Dois meses mais tarde, nasceu a primeira mini-figura mulher, a enfermeira.

Em 1989, surgiram outras personagens, os piratas, médicos, cavaleiros medievais, entre muitos outros, já com maior realismo nas expressões faciais.

Em 1997, apareceram em formato digital, num vídeo jogo chamado “Panic on Lego Island”.

Em 1998, surgiram as primeiras mini-figuras interpretando personagens do cinema, os Star Wars por exemplo.

Em 2003 ganharam uma cor de pele natural, em vez do tradicional amarelo e surgiram, também, figuras de raça negra.

O design actual mantém-se praticamente igual ao inicial. A mini-figura é formada por 8 partes: 2 braços, 2 mãos, 2 pernas, 1 torso e 1 dobra no quadril. A cabeça, que inicialmente era sólida, passou a ser furada de uma ponta a outra o que, não só, evita o risco de asfixia se engolida como, também, permite o acoplamento de novos acessórios.


A população, destas pequenas criaturas amarelas, já ascende os 4 biliões. Segundo a LEGO, globalmente, são comercializadas 3,9 figuras por segundo, ou seja, mais de 122 milhões por ano. Se considerarmos todas as combinações possíveis de mini-figuras podemos obter mais de 8 quadriliões de possibilidades.

Para celebrar esta data, estão a ser promovidos diversos eventos:
# The Brothers Brick - photo contest
# Gizmodo - video contest with Lego

Outros links interessantes:
Go Miniman Go
LEGO Creation Nation
LEGO_company_profile_UK.pdf
Evolução das mini-figuras na Timeline

Vamos brincar?!
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27 de agosto de 2008

Fleshmaps

O corpo humano é, frequentemente, parte essencial dos estudos da ergonomia e do design mas, a abordagem usada habitualmente contrasta, de forma radical, com a dos estudos apresentados no “Fleshmap – Studies of desire”, da autoria dos artistas Fernanda Viegas e Martin Wattenberg.

O Fleshmap consiste numa série de inquéritos, sobre a relação entre o corpo humano e as suas representações visuais e verbais, cujos resultados são expressos em mapas gráficos cheios de criatividade. Estão, também, disponíveis os métodos usados nestes trabalhos. Muito embora a abordagem não seja científica (também não creio que esse fosse o seu propósito) e careça, eventualmente, de algum rigor metodológico, ainda assim, eu acho que vale a pena dedicar algum tempo a explorar este projecto!


# O Touch, tal como o nome indica, investiga a percepção colectiva sobre as zonas eróticas do corpo. Neste inquérito participaram centenas de pessoas, a quem foi pedido que atribuíssem uma pontuação, às zonas do corpo onde gostam mais de ser acariciadas. Os mapas resultantes, um pouco à semelhança dos diagramas de Corlett & Bishop (1976) para zonas dolorosas, revelam as zonas mais “quentes” do corpo (ilustradas numa escala de cor).


# O Look explora as possibilidades formais das mamas humanas, femininas e masculinas, representadas de forma abstracta simplificada.


# O Listen, para mim o mais criativo dos trabalhos apresentados, investiga a relação entre o corpo humano e a expressão verbal. O objectivo foi determinar a influência do corpo sobre diversas manifestações culturais, nomeadamente a poesia e a música. Para o efeito, foram analisadas cerca de 10,000 músicas e usadas imagens do corpo, como pictogramas, para ilustrar cada referência.


Destaco, ainda, o rebus, que é o processo usado para analisar os textos, em busca das referências ao corpo. Nesse processo, todas as palavras, que não diziam respeito ao corpo, foram reduzidas a pontos, as restantes, foram substituídas por uma imagem da respectiva zona corporal identificada.

Link: http://www.fleshmap.com/

Referências:
Corlett, E. N. & Bishop, R. P. (1976) A technique for measuring postural discomfort. Ergonomics, 9, 175-182.

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26 de agosto de 2008

Os jogos olímpicos e o design chinês


Terminaram os 29º Jogos Olímpicos da era moderna, organizados pela China. A comunidade internacional, fechando os olhos às questões de falta de liberdade, violação dos direitos humanos, entre muitas outras, cala as críticas e é unânime em classificar o evento como um sucesso. Concordo com essa avaliação e estou convencida que, este grande evento, irá modificar, ainda que ligeiramente, a sociedade chinesa.

Na minha opinião, entre as áreas que mais beneficiaram com os jogos, está, certamente, o design chinês. E neste âmbito, os responsáveis chineses tiveram uma postura de louvar. Ao contrário do que acontece aqui em Portugal (ex. Expo 98 ou Euro 2004), a China não optou por pagar milhões a designers profissionais, eventualmente estrangeiros, para criarem a imagem gráfica dos jogos. A opção foi, antes, colocar os estudantes da Central Academy of Fine Arts (CAFA), de Pequim, sob a supervisão dos seus professores, a trabalhar. Dessa forma, o país ficará com uma nova geração de designers motivadíssimos, com uma experiência insubstituível no currículo, prontos a desenvolver o design nacional chinês.

Em Portugal, queixam-se de que o design não evolui com a qualidade desejável. Não é de admirar, quando o próprio país parece não lhe dar crédito. Não sou fundamentalista, acredito que o que é nacional é bom mas, também reconheço que, em algumas circunstâncias, há vantagens em recorrer aos grandes nomes da praça internacional. Por exemplo, quando nos falta, a nível nacional, a mestria e os conhecimentos necessários para a empreitada, recorrer ao exterior revela inteligência mas, se estas premissas não se verificam, então, estamos a ser idiotas. Os chineses também recorreram aos especialistas estrangeiros, veja-se o caso da arquitectura (estádio nacional “ninho de pássaro” e o cubo da natação), mas, incluindo sempre nas equipas especialistas nacionais. Eles não são tontos…

Talvez seja utopia minha mas, gostava muito que os responsáveis portugueses, nas próximas empreitadas (ex. novo aeroporto de Lisboa, linha do TGV, etc.) se lembrassem da comunidade, de grande qualidade, de professores e alunos de design nacionais…

No site Vision Union, sobre design na China, podemos ler mais artigos relacionados:

# Pictogramas, selos, uniformes, medalhas, entre outros elementos usados para comunicar, ao mundo, o espírito dos jogos olímpicos de Pequim 2008, foram trabalho académico para inúmeros estudantes.


# Xiao Yong, professor de design, fala sobre o design das medalhas olímpicas


#Wang Min supervisionou o design dos bilhetes para os jogos.


#Ma Juncheng fala sobre o design de mobiliário urbano e esculturas, que animaram as avenidas de Pequim
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25 de agosto de 2008

Rapidinhas...


Design Your Dwelling
No próximo dia 31 de Agosto de 2008 termina o prazo para submissão de trabalhos ao concurso “Design Your Dwelling”, promovido pelo Dwell & Google SketchUp, para concepção virtual da casa ideal. Os projectos deverão ser realizados usando o software gratuito Google SketchUp.


International Design Competition 2008
Está a decorrer o período de submissão de trabalhos ao "International Design Competition 2008", Osaka, Japan, promovido pelo "Japan Design Foundation", sob o lema "EarthLife". O objectivo deste concurso é a antevisão de como serão os estilos de vida do futuro próximo. O prazo para submissão de ideias termina a 5 de Setembro de 2008.
Formulário de candidatura.


Green dot awards
Está aberto o "Green dot Awards" que visa o desenvolvimento de produtos e ideias sustentáveis amigas do ambiente. As propostas podem ser submetidas até 15 de Setembro de 2008.


Prémio Maria Martinez Otero
Poderão submeter trabalhos, até ao próximo dia 22 de Setembro de 2008, para a 3ª edição do concurso de design de mobiliário, promovido pela Fundação Maria Martinez Otero. O lema deste ano é “The child's universe”.
Regulamento (PDF)


PayAttention Competition
Os interessados nas novas tecnologias interactivas de informação e comunicação poderão concorrer, até ao próximo dia 26 de Setembro de 2008, com propostas de websites, serviços interactivos, interfaces gráficos, entre outros, para o concurso "Pay Attention", promovido pela Domus Academy de Milão, Itália. Os vencedores poderão ganhar uma bolsa para o "Domus Academy Master in I-Design 2009".
Regulamento (PDF)


ScreenBurn at SXSW Game Design Competition
Está aberto o "ScreenBurn at SXSW Game Design Competition", para a concepção de novos vídeo-jogos. O prazo para submissão de ideias termina a 5 de Dezembro de 2008.
Para mais detalhes, e/ou submeter propostas, clicar aqui.
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23 de agosto de 2008

Design quotes

“Design is an integrative process that seeks resolution (not compromise) through cross-disciplinary teamwork. Design is intentional. Success by design simply means prospering on purpose”.
Michael Smythe - Creationz Consultants
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22 de agosto de 2008

Harmonização da classificação e rótulagem de substâncias químicas



United Nations Globally Harmonised System of Classification and Labelling of Chemicals (GHS)

Perante o problema da grande diversidade mundial de sistemas, critérios de identificação e classificação de substâncias químicas, suas propriedades, níveis de perigosidade e rotulagem, as Nações Unidas constituíram o GHS – Global Harmonized System of Classification and Labbeling of Chemicals. Este grupo resultou dos trabalhos da Cimeira da Terra, que ocorreu no Rio de Janeiro, Brasil, no ano de 1992.

O GHS, trabalhando sob o lema “One chemical, one label – worldwide”, tem por missão harmonizar, em todo o mundo:

# os critérios para classificação dos químicos, de acordo com a sua perigosidade para a saúde e integridade física das pessoas e impacto sobre o ambiente;

# os requisitos sobre a comunicação do perigo em rótulos e fichas de segurança.

O impacto do trabalho desenvolvido pelo GHS será, sobretudo, ao nível do desenvolvimento de novos critérios para classificar as propriedades dos químicos; harmonização de novos símbolos/pictogramas e dos textos para rótulos.


Nesta imagem podemos observar algumas das propostas, do GHS (coluna da direita), para os símbolos a aplicar nos rótulos das substâncias químicas.

Poderão descarregar mais símbolos/pictogramas do GHS aqui.

A redução da variedade, da disparidade de critérios e de soluções poderá ajudar a diminuir, ou eliminar, as dificuldades de compreensão e, por conseguinte, os acidentes, lesões, doenças e catástrofes ambientais relacionadas com substância químicas.

Ciente das grandes vantagens associadas à normalização, a Comissão Europeia prepara-se para implementar os critérios da UN GHS, em todo o espaço da União Europeia. Actualmente decorre a negociação entre os países membros de forma a entrar em vigor até ao final do ano corrente. O período de transição decorrerá até 2015.

Mais informação sobre GHS no site da Comissão Europeia - Enterprise & Industry.

A última versão do GHS, (2ª edição revista), de 2007, pode ser consultada aqui.
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21 de agosto de 2008

Sobre o AHFEI 2008 #4

Sessão_Medications, Public Health, and Warnings



#Prescription medication sharing and borrowing: Prevalence and proclivities
autores: R. Goldsworthy; C. Mayhorn & A. Meade, USA

Este estudo descreve a forma como ocorre a prescrição e o empréstimo de medicamentos, entre doentes, nos EUA. Para identificar a existência de subtipos de empréstimo foi usado um método estatístico específico, designado por Latent Class Analysis. Foram inquiridos 700 adultos e adolescentes americanos. Os resultados revelaram que um terço dos inquiridos já havia partilhado medicamentos anteriormente. Os participantes, contudo, declararam estar conscientes dos riscos inerentes a essa partilha mas, manifestaram a sua disposição/intenção de o continuar a fazer. Foram identificadas 4 classes de pessoas que partilham medicamentos: abstémios; pragmáticos-frequentes; em risco e de emergência. No estudo são discutidas as implicações, deste facto, para o design dos rótulos e avisos dos medicamentos.

#Iterative Teratogen Warning symbol design: results from the field
autores: C. Mayhorn & R. Goldsworthy, USA

Este artigo apresenta um trabalho cujo objectivo foi contribuir para o aperfeiçoamento do símbolo do teratogéneo, substância que causa malformações nos fetos humanos e que está presente na composição de diversos medicamentos. Estudos anteriores revelaram que este símbolo é, frequentemente, mal interpretado sendo a sua mensagem associada, de forma errónea, à ideia de que a gravidez é proibida, ao invés de, ser proibido tomar no caso de a mulher se encontrar já grávida. Foi usada uma amostra de 700 participantes, 100 para cada símbolo, para avaliar o símbolo actual e mais 6 símbolos alternativos. Os resultados revelaram que 5 símbolos alternativos obtiveram valores de interpretação correcta superiores ao símbolo actual, que ficou aquém do critério de aceitabilidade da ANSI (85%). As respostas obtidas foram analisadas, quanto ao seu conteúdo, no sentido de obter informação importante para a melhoria dos símbolos.

#Graphic and information aspects affecting the effectiveness of visual instructions in medicine inserts in Brazil
autores: C. Spinillo; S. Padovani & F. Miranda, Brasil

Este estudo apresenta uma análise realizada ao design das instruções gráficas (mensagens/instruções ilustradas de forma pictórica), existentes nas bulas de medicamentos, no Brasil. Foi estudado o design gráfico de um conjunto de bulas e avaliada a sua compreensão, por uma amostra de adultos com baixo índice de literacia. Os resultados revelaram a existência de um design gráfico pobre e com deficiências, neste tipo de material, o que resultará numa deficiente compreensão das mensagens e dificuldades na toma dos medicamentos. São dadas recomendações, princípios e sugestões para o design deste tipo de material.

#Do alcohol warnings labels influence men’s and women’s attempts to deter others from driving when intoxicated?
autores: T. Tam & T. Greenfield, USA

Este estudo examinou a influência dos avisos, obrigatórios nos rótulos das bebidas alcoólicas, sobre a probabilidade de outras pessoas, por exemplo, passageiros que viajam no mesmo carro, impedirem um condutor embriagado de dirigir. Os resultados do estudo apontam para uma influência positiva entre a presença do aviso e a intenção de terceiros impedirem condutores embriagados de dirigir, isto é, a existência de um mecanismo social de influência que é despoletado pelos avisos. Assim, os avisos cumprem com a sua função de lembrar, alertar para os perigos inerentes a esse comportamento perigoso.
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20 de agosto de 2008

Sobre o AHFEI 2008 #3

Sessão_Examining the behavior of special populations during the warning process



#Signal word, text color, and warning compliance of a consumer product: an eye tracking study

autores: N. C. Silver; B. Leany; G. Kambe; M. Lee-Baker & R. Lee, USA

Este estudo teve por objectivo determinar a existência de uma relação entre o tempo de fixação dos olhos e a consonância comportamental em avisos impressos. O movimento dos olhos foi usado como variável dependente para medir a saliência dos avisos. Nesse sentido, uma maior fixação, no produto, significa uma maior atenção. Uma amostra de alunos universitários, usando um aparelho de “eye-tracking,”leu um rótulo e interagiu com um produto fictício. Não foram encontradas correlações significativas entre os tempos de fixação e a consonância com os avisos, assim como na realização das tarefas. Para além disso, os tempos de fixação e os movimentos oculares não contribuíram, de forma significativa, para uma equação que permitisse antecipar qual seria o comportamento dos utilizadores.

#Cultural ergonomics and the pesticide risk divide
autores: T. Smith-Jackson, M. Wogalter & Y. Quintela, USA

A segurança no uso e manuseamento de pesticidas é uma questão importante para a saúde dos trabalhadores agrícolas. Neste estudo foram exploradas as disparidades verificadas entre lesões e fatalidades ocorridas com trabalhadores de minorias e os restantes. A metodologia usada assentou na aplicação diversos questionários. Os resultados revelaram a existência de diferenças significativas entre diferentes grupos étnicos de trabalhadores. São apontadas diferenças culturais interessantes na forma como o risco é percepcionado. Imigrantes, da América Latina, revelaram possuir um menor controlo percepcionado do seu ambiente de trabalho e uma maior percepção do risco comparativamente com trabalhadores provenientes da Europa.

#A cross-cultural (China vs US) comparison of product perceptions: implications for warning processing
autores: M. Lesch, USA; P.-L.P. Rau & Z. Zhao, China

Este estudo comparou a forma como utilizadores chineses e norte-americanos percepcionam os avisos aplicados em produtos. O objectivo foi determinar a existência de diferenças, entre grupos, na classificação do nível de perigo, na probabilidade de ocorrência de lesões, na gravidade das lesões potenciais, no cuidado/prevenção, na probabilidade de ler os avisos, no grau de familiaridade e de controlo. Os resultados revelaram que o grupo dos chineses obteve resultados mais baixos, em todas as dimensões identificadas, excepto na probabilidade de ler os avisos.

#Potential uses of virtual reality to evaluate behavioral compliance with warnings
autores: M.E.C. Duarte & F. Rebelo, Portugal

Este trabalho consistiu na apresentação de uma aplicação computorizada, usando a Realidade Virtual (RV), desenvolvida com o objectivo avaliar a consonância comportamental de utilizadores, imersos num ambiente virtual, interagindo com avisos de segurança. O sistema foi descrito em termos de equipamento/periféricos (HMD, gloves, 3D mouse, motion trackers, etc.), de software, de ambiente virtual e de variáveis monitorizadas. Foram discutidas as potencialidades da RV em garantir a aplicação dos métodos clássicos, usados habitualmente para avaliar a eficácia dos avisos. O ambiente simulado é imersivo, interactivo, dinâmico e contêm diversos avisos que transmitem informação de segurança essencial para os participantes e para a execução de tarefas predeterminadas. Com recurso à RV, o projecto espera ultrapassar algumas dificuldades metodológicas, inerentes à avaliação do comportamento humano com avisos de segurança, como a impossibilidade de expor os participantes a situações onde a sua integridade e segurança estejam em risco.
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18 de agosto de 2008

Rapidinhas...


ExperimentaDesign procura voluntários
A ExperimentaDesign procura voluntários para a equipa de apoio à exposição “Warm-up ExperimentaDesign Lisboa 2009 – Peter Zumthor – Edifícios e Projectos 1986-2007”.
Os interessados deverão enviar um e-mail para tr.mariana@experimentadesign.pt


Include 2009 - Call for papers
O RCA Helen Hamlyn Center abriu a submissão de artigos ao “Include 2009 - Include into innovation”, que acontecerá entre 5 e 8 de Abril de 2009. Poderão enviar os vossos artigos, por via electrónica, até ao próximo dia 1 de Outubro de 2008.


MadinSpain’08
A 3ª. Edição do MadinSpain’08 acontecerá entre 12 e 13 de Setembro de 2008 no Palácio de Congressos de Madrid, Espanha. Serão 2 dias dedicados ao design, com mesas redondas, debates, exposições e muito mais.


2008 Sarasota International Design Sumit
O Sarasota 2008, organizado pelo Ringling College e com o apoio de Target, abordará o tema: Design + Technology: Visual. Social. Mobile. O evento acontecerá entre 27 e 29 de Outubro de 2008 em Sarasota, Florida, EUA.


Images 32: The Best of British Contemporary Illustration 2008
Association of Illustrators apresenta a exposição "Images 32: The Best of British Contemporary Illustration 2008". A exposição irá percorrer diversos sítios no Reino Unido entre Setembro de 2008 e Setembro de 2009.
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16 de agosto de 2008

Design quotes

“(…) what the prefix ‘designer’ does is to raise the status of the product concerned. It transforms the product almost into a piece of art?”
Malcolm Barnard
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15 de agosto de 2008

The Sign Design Society



"The Sign Design Society" dedica-se ao estudo das questões da sinalética e "wayfinding".

Esta organização é composta por especialistas em design e wayfinding, designers, professores, investigadores e produtores, de todo o mundo, que têm em comum o interesse por esta temática.

Os membros da "The Sign Design Society" terão como benefícios poder participar, gratuitamente, nos encontros científicos organizados pelo grupo; participar em visitas organizadas a locais de interesse; receber a "newsletter Directions"; concorrer a prémios internacionais; fazer parte de uma rede de contactos internacionais; aceder ao fórum de discussão; entre muitas outras actividades de interesse.
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14 de agosto de 2008

Sobre o AHFEI 2008 # 2

Sessão_Vehicular and Public Warnings



#All-terrain vehicle warning labels: The dissonance between “effective” warnings and user behavior
autor: R. G. Mortimer, USA

Nos EUA, os veículos todo-o-terreno (ex. motos 4x4), com mais do que 90cc, são obrigados (desde 1989) a ter um aviso que indica que não podem ser operados por menores de 16 anos. Esse aviso foi avaliado, em estudos anteriores e concluiu-se que é saliente, compreendido e recordado pelos utilizadores. Este estudo teve por objectivo determinar o impacto que, tal aviso, teve na redução dos acidentes com crianças e confirmar, dessa forma, a sua eficácia. Para isso foram analisados dados estatísticos, sobre ocorrências de acidentes, de anos anteriores ao uso obrigatório deste aviso. Os resultados revelaram que os avisos não foram eficazes (resultados: acidentes, com menores de 16 anos, entre 1990-94 = 31%; entre 1995-1999 = 30% e entre 2000-2004 = 25%). Os autores concluem que, mesmo avisos com bons resultados, quando avaliados por testes convencionais, podem não conseguir ter o impacto desejado sobre o comportamento dos utilizadores.

#Evaluation and design of tram crossings/stops in town environment to decrease the risk for pedestrian accidents
autores: A. L. Osvalder & S. Dahlman, Suécia

O objectivo deste estudo é propor novas soluções, para aumentar a segurança das passagens de peões que atravessam os carris/linhas de carros eléctricos nas cidades. É dado ênfase aos utilizadores idosos. São apresentados dados de uma observação, anterior à intervenção, feita sobre o comportamento dos peões em Gothenburgo, Suécia. Dados obtidos, por uma observação posterior à intervenção, comprovaram que houve uma melhoria, no comportamento dos pedestres, em resultado das modificações efectuadas, algumas envolvendo sinais.

#Indirectly conveyed warnings: A behavioral compliance evaluation
autores: M. S. Wogalter & E. Feng, USA

Nem toda a informação de segurança é transmitida, aos utilizadores, de forma directa (ex. nos rótulos, manuais, etc.) Alguma informação poderá ser transmitida indirectamente (ex. através de um colega, etc.). Esta última forma de comunicação poderá ser muito mais abrangente, do que a anterior, porque poderá ser transmitida oralmente. Este estudo avaliou o potencial da comunicação indirecta de avisos, numa tarefa de instalação de memória num computador, onde havia risco de ocorrerem danos no material. Foram comparadas 3 condições: aviso directo; aviso indirecto, sem aviso. A consonância comportamental foi avaliada. Os resultados revelaram ter havido benefícios associados aos avisos indirectos tendo, estes últimos, obtido valores de consonância quase idênticos aos da comunicação directa.

#Evaluation of driving behavior when entering a non-signalized intersection based on drive model including inner factors
autores: M. Takemoto; H. Kosaka; H. Nishitani; M. Uechi & K. Sasaki, Japão

Este estudo apresenta um modelo (inner factor model), que simula o comportamento de condução de veículos e que permite estudar o potencial de risco de colisão, em diferentes situações perigosas. Foram considerados dados de colisões ocorridas em cruzamentos. O modelo expressa diferentes séries de velocidades do carro e movimentos dos olhos do condutor. É discutida a possibilidade de o modelo ser aplicado no ensino da condução.

#Ergonomic modeling and simulation for EVA planning
autores: S. Chen & H. Li, China

Este trabalho discute as potencialidades da modelação e simulação ergonómica no planeamento de Extravehicular Activity (EVA). EVA designa as missões efectuadas pelos astronautas no espaço, fora da nave. São apresentados resultados de uma análise ergonómica, em 3 níveis, efectuada à EVA. Técnicas modernas de simulação, recorrendo também à realidade virtual, permitem avaliar riscos e treinar os utilizadores, de uma forma que não seria possível com métodos tradicionais.
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13 de agosto de 2008

Sobre o AHFEI 2008 # 1

Tal como havia prometido vou iniciar uma série de “post” dedicados ao Congresso AHFEI 2008. O objectivo é divulgar e comentar alguns dos trabalhos que tive oportunidade de assistir.
Como é habitual, nestes eventos, decorreram diversas sessões em paralelo o que obrigou os participantes a uma apertada selecção. Por essa razão só assisti às sessões dedicadas ao tema em que estou a trabalhar – “Warnings”.

Sessão_Forensic Symposium: Case Studies in Forensic Human Factors and Ergonomics



# When is a warnings case not a warnings case?
autores: I. Zackowitz & A. Vredenburg, USA

Este artigo descreve 2 casos judiciais, envolvendo incêndios, sem feridos, onde os queixosos alegaram que os sinistros se deveram a falhas, por parte dos fabricantes do equipamento, ao nível dos avisos de segurança. Consultores em ergonomia, especialistas nesta área, foram requisitados para avaliar se, efectivamente, os sinistros se deveram a uma deficiente comunicação do perigo.
Um caso relatava uma situação de um incêndio, originado numa máquina de secar, de um campus universitário, que acabou por se propagar até ao restaurante e, um outro, um incêndio resultante do aquecimento de canos gelados num maçarico.
Os especialistas concluíram que os avisos, embora importantes para a segurança pública, nem sempre são relevantes para o comportamento e que, nos casos relatados, os avisos não foram o factor causal associado aos incidentes.

# Case study: Death by roller coaster
autor: K. Nemire, USA

Este artigo relata a análise de um acidente mortal numa montanha-russa. Durante a viagem, na montanha-russa, o chapéu da esposa do acidentado caiu. No final do percurso, o indivíduo foi tentar recuperar o chapéu tendo, para isso, caminhado livremente por entre e debaixo da estrutura. Nessa altura foi atingido, na cabeça, por um pé de outro utilizador do equipamento em viagem. Este último sofreu graves lesões na perna e pé.
Uma análise ergonómica ao sucedido revelou que o comportamento da vitima mortal não foi negligente e/ou irresponsável, como inicialmente se pensou e que o perigo não era óbvio. A análise revelou, ainda, que o parque de diversões apresentava diversas falhas de segurança. Os avisos de segurança afixados, no equipamento, não se revelaram suficientes/adequados para evitar o comportamento que levou ao acidente.

# Who turned off the lights?
autores: A. Vredenburg & I. Zackowitz, USA

Este artigo descreve um caso jurídico que envolveu aspectos do design ambiental, em residências para idosos. O acidente em questão está relacionado com o temporizador que desliga, automaticamente, as luzes das instalações sanitárias, ao fim de um determinado tempo sem detectar movimento. Às escuras, dentro da casa de banho, uma idosa tropeçou e fracturou a anca. O estudo conclui que, no projecto do espaço, não foi adoptada uma postura de design inclusivo e que as características do utilizadores (idosos e pessoas com limitações sensoriais/motoras) não foram respeitadas.

# Rear-end crashes into farm equipment
autor: R. Mortimer, USA

As estatísticas revelam a gravidade dos acidentes onde há colisões na traseira de outros veículos. Este artigo discute alguns dos factores perceptivos envolvidos neste tipo de acidentes e relata um caso onde uma carrinha colidiu, durante a noite, com um arado atrelado a um veículo agrícola. As conclusões apontam para causas como a diferença de velocidade entre veículos, a sujidade acumulada nas luzes de aviso e reflectores do tractor e o encandeamento provocado pelas luzes de veículos a circular na direcção contrária.

# Human factors/ergonomics (HFE) issues re: an automated marine navigation system: A case of an auto-pilot defect, and/or one of human pilot error?
autores: D. Lenorovitz & E. Karnes, USA

Este artigo relata um caso em que um barco colidiu com uma plataforma extracção de petróleo em alto mar, provocando elevados danos materiais e alguns feridos. Os queixosos argumentam que o acidente se deveu a um problema de funcionamento do sistema de navegação marítimo (o piloto automático), que têm um componente magnético que foi afectado pela influência da proximidade de estruturas de metal. Os envolvidos reclamam que este perigo não é óbvio e que não foram devidamente alertados para esta possibilidade.
Os especialistas, chamados a investigar o caso, concluíram que o acidente se deveu a comportamento negligente do piloto e não a falha no sistema de navegação. A informação de segurança encontrada, embora não seja um exemplo a seguir, não pode ser responsabilizada.


> Nos EUA é frequente e fácil a instauração de processos/queixas, nos tribunais, em torno de acidentes (e muitas outras situações). Isso faz com que os fabricantes se preocupem com a qualidade das informações de segurança, que colocam ao dispor dos utilizadores, e, os especialistas tenham “casos” para trabalhar (e ganhar algum dinheiro). Como consequência, aumentam as hipóteses de trabalho para quem está envolvido na concepção/investigação deste tipo de informações, nomeadamente, os designers gráficos e de comunicação. Mas, como tão bem sabemos, em Portugal, onde o sistema judicial está a cair de maduro, nada disto parece acontecer... Muito raramente acontece um ergonomista, ou, um designer serem chamados a depor em tribunal para avaliar a qualidade de um produto…ou falta dela ;-)
É pena pois, alguns casos, quase podem ser considerados crime!...

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12 de agosto de 2008

The Evolution and Function of Cognition



Neste momento estou a ler:
Goodson, Felix E. (2003). The evolution and function of cognition. Lawrence Erlbaum Associates.

Poderão saber mais sobre este livro lendo a "Book Review. Action editor: Stefan Wermter / D.M. Bernad (pdf) e/ou consultando a sua página no GoogleBooks.
Boas leituras...

11 de agosto de 2008

Rapidinhas...


O melhor site para a Misericórdia de Ponte da Barca
Concurso para design do site da Santa Casa da Misericórdia de Ponte da Barca.
A data limite para participação é 20 de Agosto de 2008.



5-em-linha
A Velha-a-Branca e os demais espaços culturais responsáveis pelo 5-em-linha abriram candidaturas para criação de uma imagem deste evento mensal (logótipo; cartaz; folheto/roteiro de divulgação; sinalética de rua; site/blogue; merchandising).
A data limite para envio das propostas (em PDF) é 25 de Agosto de 2008, para o e-mail imagem@velha-a-branca.net



Nova imagem para a OA
No âmbito das comemorações dos seus 10 anos, a Ordem dos Arquitectos (OA) abriu um concurso para a criação da sua nova imagem.
A data limite para envio das propostas (1ª fase) é 1 de Setembro de 2008.



Prémio Design Briefing 2008
Já está a decorrer o período de candidaturas ao Prémio de Design Briefing, edição de 2008, promovido pelo Jornal Briefing, para premiar o design gráfico nacional.
Inscrições até 15 de Setembro de 2008.



Concurso Fotografia da SPEA
A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) abriu um concurso de fotografia – Rede natura 2000 em Foto - subordinado ao tema da natureza. O objectivo é captar o melhor do património natural em fotografia e, dessa forma, sensibilizar para a importância das áreas protegidas.
A data limite para participação é 20 de Setembro de 2008.



“O Desafio de Criar o melhor Logótipo” SIPA
O IHRU lançou um concurso de ideias para “Criação gráfica de logótipo do SIPA/Forte de Sacavém". As propostas devem dar a conhecer os grandes objectivos do SIPA, seus conteúdos, destinatários e instalações (Forte de Sacavém), bem como a sua articulação com o IHRU.
A data limite para participação é 31 de Dezembro de 2008.

9 de agosto de 2008

Sabiam que... # Lei de Weber-Fechner

Sabiam que, segundo a Lei de Weber-Fechner, o sistema sensorial é mais sensível aos limiares inferiores, da intensidade dos estímulos, do que aos superiores? Ou seja, na prática, detectamos variações mínimas em estímulos de fraca intensidade, com maior rigor, do que naqueles de elevada intensidade.

“the intensity of a sensation is proportional to the logarithm of the intensity of the stimulus causing it”

Isto pode parece estranho mas, é lógico, se visto pelo prisma evolutivo. Vamos, por isso, usar o exemplo da presa vs predador para esclarecer este tópico.



Energias mais intensas significam uma reduzida distância entre a presa e o predador (a lei do quadrado inverso). Ou seja, a diminuição da distância, entre ambos, implica um aumento da intensidade dos odores, imagens e sons. Estando presa e predador muito próximos, a probabilidade de ser comido/comer é muito grande. Não deveria, neste caso, a sensibilidade ser também maior, uma vez que estamos num patamar de elevada estimulação? Na verdade, será muito mais importante, para a sobrevivência, a detecção dos primeiros indícios da presença de uma presa/predador do que quaisquer outros depois desse momento. Daí, a explicação para a elevada sensibilidade aos sinais mais fracos...

Contudo, é importante distinguir entre a sensibilidade/apuramento do sistema sensorial e o impacto, ou sensação, resultante da estimulação. Naturalmente, quanto mais intensa a estimulação, independentemente da energia envolvida, mais intensa a sensação experimentada.

O desafio que aqui lanço é que explorem o impacto desta Lei no design. Pensem, por exemplo, no que isto significa para questões como a cor, a luz, o som, a textura, etc...

Notas biográficas:



Ernst Heinrich Weber (1795-1878), anatomista e fisiologista alemão, considerado um precursor da psicologia experimental. Realizou estudos sobre o tacto que foram importantes para a psicologia e fisiologia. Introduziu o conceito de mínima variação detectável entre dois estímulos similares. As suas observações empíricas foram expressas matematicamente por Gustav Fechner.



Gustav Theodor Fechner (1801-1887), físico e psicólogo alemão foi um dos fundadores da psicofísica. Desenvolveu procedimentos experimentais para medição da sensação em função da magnitude física dos estímulos. É o autor da fórmula que expressa a teoria de Weber sobre o limiar da detecção.
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8 de agosto de 2008

Signs from USA #10


Sinais indicando os locais onde se pode apanhar o famoso funicular de São Francisco. São, aliás, muito parecidos com os nossos eléctricos, de Lisboa... as encostas da cidade é que são mais íngremes.
Este é o último sinal desta série.

7 de agosto de 2008

Signs from USA #9


No Pier 39, pontão turístico de São Francisco...

6 de agosto de 2008

Signs from USA #8


No chão, junto às passadeiras de peões, também há sinais de aviso bem expressivos...

5 de agosto de 2008

Signs from USA #7


Em alguns bairros, mais perigosos, de São Francisco também há sinais de vigilância contra criminosos e amigos do alheio.