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21 de agosto de 2008

Sobre o AHFEI 2008 #4

Sessão_Medications, Public Health, and Warnings



#Prescription medication sharing and borrowing: Prevalence and proclivities
autores: R. Goldsworthy; C. Mayhorn & A. Meade, USA

Este estudo descreve a forma como ocorre a prescrição e o empréstimo de medicamentos, entre doentes, nos EUA. Para identificar a existência de subtipos de empréstimo foi usado um método estatístico específico, designado por Latent Class Analysis. Foram inquiridos 700 adultos e adolescentes americanos. Os resultados revelaram que um terço dos inquiridos já havia partilhado medicamentos anteriormente. Os participantes, contudo, declararam estar conscientes dos riscos inerentes a essa partilha mas, manifestaram a sua disposição/intenção de o continuar a fazer. Foram identificadas 4 classes de pessoas que partilham medicamentos: abstémios; pragmáticos-frequentes; em risco e de emergência. No estudo são discutidas as implicações, deste facto, para o design dos rótulos e avisos dos medicamentos.

#Iterative Teratogen Warning symbol design: results from the field
autores: C. Mayhorn & R. Goldsworthy, USA

Este artigo apresenta um trabalho cujo objectivo foi contribuir para o aperfeiçoamento do símbolo do teratogéneo, substância que causa malformações nos fetos humanos e que está presente na composição de diversos medicamentos. Estudos anteriores revelaram que este símbolo é, frequentemente, mal interpretado sendo a sua mensagem associada, de forma errónea, à ideia de que a gravidez é proibida, ao invés de, ser proibido tomar no caso de a mulher se encontrar já grávida. Foi usada uma amostra de 700 participantes, 100 para cada símbolo, para avaliar o símbolo actual e mais 6 símbolos alternativos. Os resultados revelaram que 5 símbolos alternativos obtiveram valores de interpretação correcta superiores ao símbolo actual, que ficou aquém do critério de aceitabilidade da ANSI (85%). As respostas obtidas foram analisadas, quanto ao seu conteúdo, no sentido de obter informação importante para a melhoria dos símbolos.

#Graphic and information aspects affecting the effectiveness of visual instructions in medicine inserts in Brazil
autores: C. Spinillo; S. Padovani & F. Miranda, Brasil

Este estudo apresenta uma análise realizada ao design das instruções gráficas (mensagens/instruções ilustradas de forma pictórica), existentes nas bulas de medicamentos, no Brasil. Foi estudado o design gráfico de um conjunto de bulas e avaliada a sua compreensão, por uma amostra de adultos com baixo índice de literacia. Os resultados revelaram a existência de um design gráfico pobre e com deficiências, neste tipo de material, o que resultará numa deficiente compreensão das mensagens e dificuldades na toma dos medicamentos. São dadas recomendações, princípios e sugestões para o design deste tipo de material.

#Do alcohol warnings labels influence men’s and women’s attempts to deter others from driving when intoxicated?
autores: T. Tam & T. Greenfield, USA

Este estudo examinou a influência dos avisos, obrigatórios nos rótulos das bebidas alcoólicas, sobre a probabilidade de outras pessoas, por exemplo, passageiros que viajam no mesmo carro, impedirem um condutor embriagado de dirigir. Os resultados do estudo apontam para uma influência positiva entre a presença do aviso e a intenção de terceiros impedirem condutores embriagados de dirigir, isto é, a existência de um mecanismo social de influência que é despoletado pelos avisos. Assim, os avisos cumprem com a sua função de lembrar, alertar para os perigos inerentes a esse comportamento perigoso.
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20 de agosto de 2008

Sobre o AHFEI 2008 #3

Sessão_Examining the behavior of special populations during the warning process



#Signal word, text color, and warning compliance of a consumer product: an eye tracking study

autores: N. C. Silver; B. Leany; G. Kambe; M. Lee-Baker & R. Lee, USA

Este estudo teve por objectivo determinar a existência de uma relação entre o tempo de fixação dos olhos e a consonância comportamental em avisos impressos. O movimento dos olhos foi usado como variável dependente para medir a saliência dos avisos. Nesse sentido, uma maior fixação, no produto, significa uma maior atenção. Uma amostra de alunos universitários, usando um aparelho de “eye-tracking,”leu um rótulo e interagiu com um produto fictício. Não foram encontradas correlações significativas entre os tempos de fixação e a consonância com os avisos, assim como na realização das tarefas. Para além disso, os tempos de fixação e os movimentos oculares não contribuíram, de forma significativa, para uma equação que permitisse antecipar qual seria o comportamento dos utilizadores.

#Cultural ergonomics and the pesticide risk divide
autores: T. Smith-Jackson, M. Wogalter & Y. Quintela, USA

A segurança no uso e manuseamento de pesticidas é uma questão importante para a saúde dos trabalhadores agrícolas. Neste estudo foram exploradas as disparidades verificadas entre lesões e fatalidades ocorridas com trabalhadores de minorias e os restantes. A metodologia usada assentou na aplicação diversos questionários. Os resultados revelaram a existência de diferenças significativas entre diferentes grupos étnicos de trabalhadores. São apontadas diferenças culturais interessantes na forma como o risco é percepcionado. Imigrantes, da América Latina, revelaram possuir um menor controlo percepcionado do seu ambiente de trabalho e uma maior percepção do risco comparativamente com trabalhadores provenientes da Europa.

#A cross-cultural (China vs US) comparison of product perceptions: implications for warning processing
autores: M. Lesch, USA; P.-L.P. Rau & Z. Zhao, China

Este estudo comparou a forma como utilizadores chineses e norte-americanos percepcionam os avisos aplicados em produtos. O objectivo foi determinar a existência de diferenças, entre grupos, na classificação do nível de perigo, na probabilidade de ocorrência de lesões, na gravidade das lesões potenciais, no cuidado/prevenção, na probabilidade de ler os avisos, no grau de familiaridade e de controlo. Os resultados revelaram que o grupo dos chineses obteve resultados mais baixos, em todas as dimensões identificadas, excepto na probabilidade de ler os avisos.

#Potential uses of virtual reality to evaluate behavioral compliance with warnings
autores: M.E.C. Duarte & F. Rebelo, Portugal

Este trabalho consistiu na apresentação de uma aplicação computorizada, usando a Realidade Virtual (RV), desenvolvida com o objectivo avaliar a consonância comportamental de utilizadores, imersos num ambiente virtual, interagindo com avisos de segurança. O sistema foi descrito em termos de equipamento/periféricos (HMD, gloves, 3D mouse, motion trackers, etc.), de software, de ambiente virtual e de variáveis monitorizadas. Foram discutidas as potencialidades da RV em garantir a aplicação dos métodos clássicos, usados habitualmente para avaliar a eficácia dos avisos. O ambiente simulado é imersivo, interactivo, dinâmico e contêm diversos avisos que transmitem informação de segurança essencial para os participantes e para a execução de tarefas predeterminadas. Com recurso à RV, o projecto espera ultrapassar algumas dificuldades metodológicas, inerentes à avaliação do comportamento humano com avisos de segurança, como a impossibilidade de expor os participantes a situações onde a sua integridade e segurança estejam em risco.
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14 de agosto de 2008

Sobre o AHFEI 2008 # 2

Sessão_Vehicular and Public Warnings



#All-terrain vehicle warning labels: The dissonance between “effective” warnings and user behavior
autor: R. G. Mortimer, USA

Nos EUA, os veículos todo-o-terreno (ex. motos 4x4), com mais do que 90cc, são obrigados (desde 1989) a ter um aviso que indica que não podem ser operados por menores de 16 anos. Esse aviso foi avaliado, em estudos anteriores e concluiu-se que é saliente, compreendido e recordado pelos utilizadores. Este estudo teve por objectivo determinar o impacto que, tal aviso, teve na redução dos acidentes com crianças e confirmar, dessa forma, a sua eficácia. Para isso foram analisados dados estatísticos, sobre ocorrências de acidentes, de anos anteriores ao uso obrigatório deste aviso. Os resultados revelaram que os avisos não foram eficazes (resultados: acidentes, com menores de 16 anos, entre 1990-94 = 31%; entre 1995-1999 = 30% e entre 2000-2004 = 25%). Os autores concluem que, mesmo avisos com bons resultados, quando avaliados por testes convencionais, podem não conseguir ter o impacto desejado sobre o comportamento dos utilizadores.

#Evaluation and design of tram crossings/stops in town environment to decrease the risk for pedestrian accidents
autores: A. L. Osvalder & S. Dahlman, Suécia

O objectivo deste estudo é propor novas soluções, para aumentar a segurança das passagens de peões que atravessam os carris/linhas de carros eléctricos nas cidades. É dado ênfase aos utilizadores idosos. São apresentados dados de uma observação, anterior à intervenção, feita sobre o comportamento dos peões em Gothenburgo, Suécia. Dados obtidos, por uma observação posterior à intervenção, comprovaram que houve uma melhoria, no comportamento dos pedestres, em resultado das modificações efectuadas, algumas envolvendo sinais.

#Indirectly conveyed warnings: A behavioral compliance evaluation
autores: M. S. Wogalter & E. Feng, USA

Nem toda a informação de segurança é transmitida, aos utilizadores, de forma directa (ex. nos rótulos, manuais, etc.) Alguma informação poderá ser transmitida indirectamente (ex. através de um colega, etc.). Esta última forma de comunicação poderá ser muito mais abrangente, do que a anterior, porque poderá ser transmitida oralmente. Este estudo avaliou o potencial da comunicação indirecta de avisos, numa tarefa de instalação de memória num computador, onde havia risco de ocorrerem danos no material. Foram comparadas 3 condições: aviso directo; aviso indirecto, sem aviso. A consonância comportamental foi avaliada. Os resultados revelaram ter havido benefícios associados aos avisos indirectos tendo, estes últimos, obtido valores de consonância quase idênticos aos da comunicação directa.

#Evaluation of driving behavior when entering a non-signalized intersection based on drive model including inner factors
autores: M. Takemoto; H. Kosaka; H. Nishitani; M. Uechi & K. Sasaki, Japão

Este estudo apresenta um modelo (inner factor model), que simula o comportamento de condução de veículos e que permite estudar o potencial de risco de colisão, em diferentes situações perigosas. Foram considerados dados de colisões ocorridas em cruzamentos. O modelo expressa diferentes séries de velocidades do carro e movimentos dos olhos do condutor. É discutida a possibilidade de o modelo ser aplicado no ensino da condução.

#Ergonomic modeling and simulation for EVA planning
autores: S. Chen & H. Li, China

Este trabalho discute as potencialidades da modelação e simulação ergonómica no planeamento de Extravehicular Activity (EVA). EVA designa as missões efectuadas pelos astronautas no espaço, fora da nave. São apresentados resultados de uma análise ergonómica, em 3 níveis, efectuada à EVA. Técnicas modernas de simulação, recorrendo também à realidade virtual, permitem avaliar riscos e treinar os utilizadores, de uma forma que não seria possível com métodos tradicionais.
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13 de agosto de 2008

Sobre o AHFEI 2008 # 1

Tal como havia prometido vou iniciar uma série de “post” dedicados ao Congresso AHFEI 2008. O objectivo é divulgar e comentar alguns dos trabalhos que tive oportunidade de assistir.
Como é habitual, nestes eventos, decorreram diversas sessões em paralelo o que obrigou os participantes a uma apertada selecção. Por essa razão só assisti às sessões dedicadas ao tema em que estou a trabalhar – “Warnings”.

Sessão_Forensic Symposium: Case Studies in Forensic Human Factors and Ergonomics



# When is a warnings case not a warnings case?
autores: I. Zackowitz & A. Vredenburg, USA

Este artigo descreve 2 casos judiciais, envolvendo incêndios, sem feridos, onde os queixosos alegaram que os sinistros se deveram a falhas, por parte dos fabricantes do equipamento, ao nível dos avisos de segurança. Consultores em ergonomia, especialistas nesta área, foram requisitados para avaliar se, efectivamente, os sinistros se deveram a uma deficiente comunicação do perigo.
Um caso relatava uma situação de um incêndio, originado numa máquina de secar, de um campus universitário, que acabou por se propagar até ao restaurante e, um outro, um incêndio resultante do aquecimento de canos gelados num maçarico.
Os especialistas concluíram que os avisos, embora importantes para a segurança pública, nem sempre são relevantes para o comportamento e que, nos casos relatados, os avisos não foram o factor causal associado aos incidentes.

# Case study: Death by roller coaster
autor: K. Nemire, USA

Este artigo relata a análise de um acidente mortal numa montanha-russa. Durante a viagem, na montanha-russa, o chapéu da esposa do acidentado caiu. No final do percurso, o indivíduo foi tentar recuperar o chapéu tendo, para isso, caminhado livremente por entre e debaixo da estrutura. Nessa altura foi atingido, na cabeça, por um pé de outro utilizador do equipamento em viagem. Este último sofreu graves lesões na perna e pé.
Uma análise ergonómica ao sucedido revelou que o comportamento da vitima mortal não foi negligente e/ou irresponsável, como inicialmente se pensou e que o perigo não era óbvio. A análise revelou, ainda, que o parque de diversões apresentava diversas falhas de segurança. Os avisos de segurança afixados, no equipamento, não se revelaram suficientes/adequados para evitar o comportamento que levou ao acidente.

# Who turned off the lights?
autores: A. Vredenburg & I. Zackowitz, USA

Este artigo descreve um caso jurídico que envolveu aspectos do design ambiental, em residências para idosos. O acidente em questão está relacionado com o temporizador que desliga, automaticamente, as luzes das instalações sanitárias, ao fim de um determinado tempo sem detectar movimento. Às escuras, dentro da casa de banho, uma idosa tropeçou e fracturou a anca. O estudo conclui que, no projecto do espaço, não foi adoptada uma postura de design inclusivo e que as características do utilizadores (idosos e pessoas com limitações sensoriais/motoras) não foram respeitadas.

# Rear-end crashes into farm equipment
autor: R. Mortimer, USA

As estatísticas revelam a gravidade dos acidentes onde há colisões na traseira de outros veículos. Este artigo discute alguns dos factores perceptivos envolvidos neste tipo de acidentes e relata um caso onde uma carrinha colidiu, durante a noite, com um arado atrelado a um veículo agrícola. As conclusões apontam para causas como a diferença de velocidade entre veículos, a sujidade acumulada nas luzes de aviso e reflectores do tractor e o encandeamento provocado pelas luzes de veículos a circular na direcção contrária.

# Human factors/ergonomics (HFE) issues re: an automated marine navigation system: A case of an auto-pilot defect, and/or one of human pilot error?
autores: D. Lenorovitz & E. Karnes, USA

Este artigo relata um caso em que um barco colidiu com uma plataforma extracção de petróleo em alto mar, provocando elevados danos materiais e alguns feridos. Os queixosos argumentam que o acidente se deveu a um problema de funcionamento do sistema de navegação marítimo (o piloto automático), que têm um componente magnético que foi afectado pela influência da proximidade de estruturas de metal. Os envolvidos reclamam que este perigo não é óbvio e que não foram devidamente alertados para esta possibilidade.
Os especialistas, chamados a investigar o caso, concluíram que o acidente se deveu a comportamento negligente do piloto e não a falha no sistema de navegação. A informação de segurança encontrada, embora não seja um exemplo a seguir, não pode ser responsabilizada.


> Nos EUA é frequente e fácil a instauração de processos/queixas, nos tribunais, em torno de acidentes (e muitas outras situações). Isso faz com que os fabricantes se preocupem com a qualidade das informações de segurança, que colocam ao dispor dos utilizadores, e, os especialistas tenham “casos” para trabalhar (e ganhar algum dinheiro). Como consequência, aumentam as hipóteses de trabalho para quem está envolvido na concepção/investigação deste tipo de informações, nomeadamente, os designers gráficos e de comunicação. Mas, como tão bem sabemos, em Portugal, onde o sistema judicial está a cair de maduro, nada disto parece acontecer... Muito raramente acontece um ergonomista, ou, um designer serem chamados a depor em tribunal para avaliar a qualidade de um produto…ou falta dela ;-)
É pena pois, alguns casos, quase podem ser considerados crime!...

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9 de julho de 2008

Office Ergonomics

McKeown, Celine (2007) Office Ergonomics: Practical Applications. CRC. ISBN: 084937975X

A Ergonomia teve, desde sempre, especial interesse e preocupação pelo
estudo do trabalho. Um dos seus principais âmbitos de intervenção é o escritório, na medida em que, grande parte da população activa trabalha neste tipo de ambiente e é reconhecida a existência de graves doenças/lesões profissionais associadas ao trabalho sentado e com computadores.

Neste livro,
Office Ergonomics, Celine McKeown aborda, precisamente, a temática da Ergonomia nos Escritórios, demonstrando como conceber este tipo de postos de trabalho para acomodar todos os utilizadores de forma segura, saudável e eficiente.

O livro aborda questões da postura, da concepção do mobiliário, do
layout do posto, das variáveis ambientais e organizacionais, do impacto do computador e periféricos no utilizador e, também, na acomodação de trabalhadores com deficiência, etc. Os efeitos nefastos, sobre a coluna, membros superiores e inferiores, olhos, entre outros, são discutidos. São, ainda, apresentados alguns estudos de caso.

Ler mais, sobre este livro, no GoogleBooks.

4 de julho de 2008

Dicas "Ergonómicas"...

No site da empresa Keytools Ergonomics – Healthy computing in the Office, podemos encontrar uma animação simpática (em flash), intitulada - Ergonomic tips – e protagonizada pelo esqueleto Sammy.



O seu objectivo é alertar, os potenciais consumidores, para os principais problemas e desajustes associados ao trabalho sentado e com computadores. Claro está que, o grande objectivo é vender os produtos comercializados pela dita empresa mas, pelo menos, vão assumindo um papel pedagógico, o que é raro por estes dias...

2 de julho de 2008

Estudos da ergonomia sobre crianças

Lueder, Rani & Rice, Valerie Berg (Eds.),(2008). Ergonomics for children. Taylor & Francis (London & N.Y.). ISBN No. 041530474.

O livro “Ergonomics for Children” apresenta-se como um manual prático destinado a todos os que trabalham com/para crianças.

Para os designers, com projectos destinados a estes pequenos utilizadores, é uma excelente fonte de informação técnico-científica.

Os grandes tópicos abordados vão das questões sensoriais e motoras, físicas, cognitivas e psicossociais, entre outras...


> Saber mais sobre este livro.

27 de junho de 2008

Discovery Health


No site do Discovery Health podemos encontrar 240 vídeos/animações sobre questões relativas ao corpo humano.

Os grandes temas abordados são:
> Sangue e sistema imunitário;
> Bexiga e rins;
> Sistema cardiovascular;
> Tratamento do cancro;
> Sistema digestivo e boca;
> Ouvidos;
> Sistema endócrino;
> Olhos;
> Genética;
> Ligamentos e tendões;
> Neurologia;
> Ortopedia;
> Gravidez e sistema reprodutivo;
> Sistema respiratório;

Muitos destes assuntos são importantes para o entendimento do funcionamento do corpo humano e, por essa razão, focados em algumas aulas de ergonomia no design. Alguns deles são bastante úteis. Destaco, por exemplo diversos conteúdos da temática Ortopedia: a síndrome do túnel do carpo; degeneração dos discos intervertebrais; "cotovelo de tenista"; osteoporose; doenças reumáticas; hérnias discais; lombalgias, entre muitas outras patologias com grande incidência e, por vezes, associadas ao trabalho.

No meu entender, a visualização destes pequenos vídeos/animações, que estão comentados, pode, a quem dominar o inglês, facilitar o entendimento desses fenómenos.

17 de junho de 2008

ATENÇÃO!... bactérias...



Segundo o estudo “Germs in the Workplace”, conduzido pelo professor Gerba,
da Universidade do Arizona, as superfícies dos “escritórios” domésticos estão cobertas com milhões de bactérias potencialmente causadoras de doenças. Os investigadores têm, ao longo dos últimos anos, comparado os níveis destes microorganismos nas superfícies dos escritórios “tradicionais” (entenda-se os postos de trabalhos nos edifícios das instituições empregadoras) com os dos escritórios domésticos (entenda-se, na maioria dos casos, qualquer superfície usada para trabalhar com o computador em casa).



Os resultados são assustadores!
As superfícies domésticas apresentam até 4 vezes mais bactérias do que as outras. Parece que é possível encontrar, nos equipamentos do escritório de casa, mais micróbios do que nos assentos das próprias sanitas!!! A quantidade de germes presente em cada posto de trabalho é, em média, 400 vezes superior à que alguém encontra quando se senta numa sanita...


Uma das explicações apontadas é que as pessoas pensam que as superfícies domésticas estão, normalmente, limpas e que os germes são só os seus e, por isso, será uma situação inofensiva :P

A única maneira de combater a proliferação destes germes é apostar na desinfecção regular dos equipamentos (como é óbvio, não quero fazer publicidade gratuita a marcas de produtos anti-bacterianos ou germicidas). Mas, não posso deixar de fazer a pergunta:

Já desinfectaram os vosso equipamento hoje???
Não se esqueçam, lavar as mãos com frequência também ajuda a reduzir a contaminação.

Ler mais em Germstop

Ler artigo do investigador Charles Gerba – “Is Your Office Making You Sick?”

Germ Survey – Summary of Findings
(pdf)

12 de junho de 2008

Revista @activités

A revista electrónica @ctivités é destinada à publicação de estudos e pesquisas, centrados nas actividades humanas, em contexto de trabalho e na vida quotidiana. Tem por objectivo ser um local de trocas (mise en patrimoine) e difusão de ideias. Os assuntos centrais, da revista, estão relacionados com aspectos teóricos, práticos e sociais das actividades humanas, assim como com as pesquisas e as formas de intervenção.
A maioria dos artigos disponíveis estão em Francês mas, alguns estão em Inglês…

6 de junho de 2008

Mude a forma como encara a deficiência



O site da "creaturediscomforts.org" é das propostas mais criativas e mais interessantes que tenho visto, ultimamente, na abordagem das questões da acessibilidade e do design inclusivo.

Este projecto faz parte de uma campanha, promovida por "Leonard Cheshire Disability", para modificar a forma como a maioria das pessoas pensa a deficiência e como age em resposta a esta realidade. O que é interessante e inovador é o uso de personagens animados, na forma de pequenos animais, que relatam as suas experiências enquanto deficientes. As suas histórias são réplicas de histórias de vida real, de pessoas como nós, tal como podemos constatar na secção
"making the ads".

Os personagens são uma delicia...

Os interessados poderão contribuir com donativos, ou, em alternativa, com propostas para a nova temporada de animações.

30 de maio de 2008

Design de embalagens

Por coincidência recebi, no mesmo dia, um e-mail divulgando uma pós-graduação em design de embalagens e um comentário, de um leitor, sobre a dificuldade em abrir algumas embalagens. Esse comentário foi feito a propósito de um post, publicado anteriormente, onde fazíamos referência à má usabilidade e fraca acessibilidade de embalagens de CD. Simpaticamente, o nosso leitor, recomendou a visualização de um scketch cómico, do Bruno Nogueira, sobre esta problemática. Esse pequeno vídeo, que é fantástico, faz ironia sobre as nossas más experiências com embalagens, de uma forma muito séria, ainda que cómica.

Aqui fica o vídeo...






A pós graduação em
"Design de Embalagem", que referi, é promovida pela ESTAL e tem como objectivo "criar instrumentos para os alunos saberem projectar a embalagem ideal para diferentes tipos de produtos e diferentes tipos de consumidor".
Infelizmente, parece que as inscrições terminavam a 20 de Maio (eu só recebi o e-mail de divulgação ontem)...


Estive a ver o programa da Pós-graduação e não consegui encontrar, pelo menos de forma evidente, alguma abordagem às questões da Ergonomia nem, tão pouco, à usabilidade e acessibilidade das mesmas. Mas, posso estar enganada. Se estiver corrijam-me, sff... Parece-me que a abordagem escolhida tem um maior pendor no design de comunicação, a par de outras questões como o marketing, as tecnologias de produção, as questões da sustentabilidade, entre outras. Contudo, a interacção com uma embalagem não se restringe apenas aos aspectos cognitivos envolve, também, aspectos físicos (no sentido da manipulação). E, para mim, essa seria uma questão essencial a incluir numa formação deste tipo. Esta é a minha opinião!...De qualquer forma, parabéns e felicidades!

29 de maio de 2008

O “perigoso” MacBookAir volta a atacar…

Alguns problemas podem surgir quando novas funcionalidades, que não desejávamos incluir, são encontradas nos produtos que concebemos. Isso parece ser o que está a acontecer com o novíssimo MacBook Air.


Hoje fiquei a saber, através do meu colega Ernesto que, o famoso Mac, o mais fino do mundo, para além de ser possuidor de todas as inovações, grandemente aclamadas, parece ter-se transformado numa potencial arma perigosa. Segundo alguns utilizadores, o seu perfil finíssimo e os cantos afiados podem ser tão cortantes como uma espada. Um utilizador alemão alega, inclusivamente, que se cortou no cotovelo com o seu portátil. Em diversos sites, fóruns e blogs são apresentadas imagens de um MacBook air a cortar pão!?!?!...



Portanto, para além de existirem utilizadores que ficaram irritados, por não conseguirem encontrar o seu portátil entre os papéis e livros, ou, aqueles que o deitaram no papelão, envolvido no meio de um molho de jornais velhos, existem aqueles que foram “atacados” pela sua máquina de sonho.


Eu prevejo que, para além de poder vir a ser proibido a bordo de aviões, qualquer dia, o MacBook Air vai surgir envolvido num crime na série CSI… ehehehe


Bom, eu não sei até que ponto estas alegações são, ou não, verdadeiras. Mas, a parte engraçada nesta história é a possibilidade de uma vantagem (considerada um argumento diferenciador fortíssimo) se ter tornado, subitamente, numa desvantagem e até num perigo potencial. Isto faz-me pensar na necessidade de se antever todos os usos potenciais, mesmo os mais estranhos, quando estamos a conceber um produto. E, para que essa análise seja bem feita, nada melhor do que recorrer à Ergonomia… ;-)