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29 de abril de 2008

Cybex iGo




O transporte dos bebés ao colo, devido à fragilidade da sua coluna vertebral, requer alguns cuidados especiais. Diversos pediatras afirmam que a melhor forma, para este transporte ser efectuado, é com o bebé posicionado na horizontal. O cybex_igo foi pensado partindo deste pressuposto. Segundo os seus criadores, este equipamento permite o transporte do bebé, na horizontal, com bastante apoio durante os primeiros 4 meses de vida. Mais tarde, o suporte permite o transporte da criança sentada. É um arnês com um design agradável, de linhas simples e depuradas para encaixar nas preferências dos consumidores mais jovens.

Tenho algumas dúvidas sobre a qualidade térmica do equipamento. É certo que não possuo dados suficientes para avaliar este aspecto mas, parece-me um equipamento demasiado fechado e espesso. Será que o bebé não ficará desconfortável? Especialmente em climas e/ou épocas quentes? Como é óbvio, este facto depende bastante dos materiais envolvidos que serão, naturalmente, uma parte crucial na qualidade deste equipamento.

Este é um exemplo interessante da complexidade de um projecto. Muitas vezes explico, aos meus alunos, a importância de se fazer a análise/caracterização da interacção que ocorrerá entre utilizador e produto. Uma das razões, entre muitas, para se fazer essa análise é a necessidade de descobrir a existência de conflitos de interesses, com este que abordei atrás (protecção vs conforto térmico). Muitos outros poderão surgir. Para que o designer os encontre e resolva, nada melhor que realizar a tal análise /caracterização da interacção.


24 de abril de 2008

Spoo




Todos aqueles que já passaram pela experiência de dar de comer a um bebé sabem como é tarefa difícil. Uma das maiores dificuldades prende-se com a desadequação das colheres tradicionais para esta tarefa. Na verdade, os talheres foram pensados para ser usados pelo próprio e não para dar a comida na boca de outros o que obriga, os adultos, a realizar estranhos e difíceis movimentos com o pulso. Para resolver este desajuste, Paul Sandip, concebeu a Spoo, uma colher com um cabo retorcido, especialmente pensada para este propósito. Uma das vantagens do cabo retorcido é que se adapta bastante bem a destros e a canhotos.

Certamente que bastou um pouquinho de Ergonomia, no processo de concepção, para encontrar uma solução muito adequada...



23 de abril de 2008

Ross Lovegrove: The power and beauty of organic design



Ross Lovegrove: The power and beauty of organic design

LinK. http://www.ted.com/index.php/talks/view/id/27


Nesta palestra, o famoso designer industrial Ross Lovegrove, conhecido como "Captain Organic," fala-nos da forma como a natureza o inspira no seu design “fat-free”, orgânico e saudável. Podemos, também, espreitar o seu estúdio onde abundam esqueletos, desenhos, fotografias e maquetes dos seus trabalhos. Uma viagem verdadeiramente inspiradora.


17 de abril de 2008

O fim anunciado da colher de chá!?

A colher de chá é uma ferramenta muito necessária para quem, por exemplo, gosta de juntar açúcar à sua bebida. Contudo, o seu uso, especialmente fora do âmbito doméstico, pode levantar alguns inconvenientes se, por exemplo, não houver um lugar próximo e adequado para lavar, guardar e manter a colher em boas condições de higiene. Considerando a alternativa das colheres descartáveis, temos o problema do desperdício de materiais e recursos. Outro aspecto a considerar, no uso da colher, são as dificuldades sentidas por todos aqueles que sofrem de doenças que afectam as articulações ou que possuem mobilidade reduzida. Isto porque o uso da colher requer movimentos complexos e a capacidade de fazer pinça com os dedos.

Perante isto, é legítimo colocar a hipótese de substituir a velha colher de chá. Foi, exactamente, o que fizeram os designers Florian Dussopt, Jérémie Reneau & Julie Girard, com a sua proposta - “Ceramix For Mix”.

A ideia é simples: em vez da chávena de chá convencional temos um copo de vidro com uma forma especial e, em vez da colher de chá, temos uma esfera de cerâmica incluída no copo. Aquilo que o utilizador tem que fazer é usar a força centrífuga para mexer o chá e desfazer o açúcar.

É uma solução do tipo 2 em 1.

Mas, será que as vantagens oferecidas, por este produto, compensam eventuais desvantagens? Por exemplo... Fico sem colher para comer um iogurte, ou outro qualquer alimento que não se possa comer à mão ou beber. Será que a esfera é capaz de dissolver, de forma eficaz, substâncias com uma consistência diferente como, por exemplo, o mel? Será que a sua limpeza é fácil? Será que todos aqueles movimentos de braços, se excessivos, não vão dar origem a derramar o liquido?...

Até que ponto valerá a pena mudar o paradigma?


15 de abril de 2008

Bedu um kit de emergência





Depois de catástrofes impressionantes como o Tsunami de 2004, na Ásia, ou o furacão Katrina, nos EUA, entre outros, muitos designers têm trabalhado na concepção de produtos, ou sistemas de emergência para melhorar a qualidade de vida das populações afectadas. O Bedu, concebido por Toby McInnes, é um conceito para um kit de emergência, que cabe dentro de um vulgar barril e que tem por objectivo dar uma resposta rápida à maioria das necessidades inerentes à vida humana.
Produtos semelhantes, ou com finalidades similares, já foram, anteriormente, referidos neste blog como, por exemplo, o United Bottle e o Water-shelter.

Via: Gizmodo.com


8 de abril de 2008

Siafu – computador para invisuais e amblíopes

As pessoas com deficiência visual enfrentam, na maior parte das vezes, grandes dificuldades na interacção com as ditas novas tecnologias. Nem sempre os computadores, os softwares, ou as páginas da Web são concebidos tomando em consideração as dificuldades deste tipo de utilizadores. Felizmente, as mentalidades vão mudando e, cada vez mais, se verifica um esforço, por parte dos designers e de todos os envolvidos neste tipo de projectos, para encontrar soluções inclusivas. O exemplo de hoje, o Siafu, concebido pelo designer Jonathan Lucas, é um PC concebido para possibilitar, às pessoas com severas limitações de visão, uma melhor usabilidade na interacção com os computadores.


Este equipamento consiste num “ecrã/teclado” que permanece na horizontal e permite uma interacção táctil com os conteúdos exibidos. A sua superfície recorre a um material inovador designado por “magneclay” que é um líquido, do tipo de um óleo sintético, magnetizado. Este material possui a capacidade de se moldar, na vertical, assumindo qualquer forma, através de um campo electromagnético controlado. Desta forma é possível, não só, exibir uma escrita em Braille, mas também, moldar imagens a 3D.







Para além desta tela “mágica”, o Siafu também possui um microfone incorporado que pode ser usado, graças ao software de reconhecimento de voz, como uma forma alternativa de interacção com a máquina.



Outra possibilidade, muito interessante, é a de "moldar" as ondas sonoras da música...


Espantoso!...


Obs: não entendi a razão de baptizar esta solução com o nome de uma formiga Africana???...


Link: http://www.nextgendesigncomp.com/entrydetail.aspx?id=891


1 de abril de 2008

Batphones subtituem o velho funil

Todos nos recordamos de velhos filmes onde indivíduos, com falta de audição, recorrem a funis para ouvir melhor. Essa imagem clássica é, de certa forma, até um pouco cómica e considerada anedótica. Mas, na verdade, aumentar a dimensão do pavilhão auditivo (orelha) aumenta a possibilidade de captação das ondas sonoras.


Inspirado pelas orelhas dos morcegos (bat) e pelo gesto típico de colocar a mão atrás da orelha, o designer Matthias Ries concebeu os Batphones que são uma extensão, rudimentar e de baixa tecnologia, das nossas orelhas. Por muito funcionais que sejam estas próteses não consigo deixar de sorrir ao observá-las. Até porque, me fazem lembrar o Rato Mickey.


Serão, certamente, de baixo custo o que permitirá a sua distribuição em grande escala mas, serão mesmo eficazes? Como é óbvio, não poderão substituir os aparelhos auditivos mais sofisticados mas, poderão auxiliar a audição em algumas situações como, ouvir televisão, conversar, entre outras.


A questão mais complicada de resolver será a questão do ridículo… Quem terá a coragem de usar este acessório em público?


27 de março de 2008

Sanitários Públicos Universais


Quando concebemos instalações sanitárias especiais, para as pessoas com deficiências motoras, que se deslocam em cadeira de rodas, estamos a fazer aquilo que se chama discriminação positiva. Ou seja, estamos a dizer, de forma discreta, estas daqui são para os “normais” e, aquelas dali são para os outros. Com todas as conotações negativas que isso acarreta…
Podemos argumentar que esse será um mal menor. Pior seria não haver nenhuma opção acessível. Pois, mas melhor seria haver uma única opção para todos. Motivados por essa procura, da solução universal, os designers Changduk Kim & Youngki Hong conceberam a “Universal Toilet”.



Este equipamento sanitário foi pensado para ser usado tanto pelas pessoas em cadeira de rodas como pela restante população. As pessoas em cadeira de rodas poderão deslizar, para a frente, transitando suavemente da sua cadeira para a sanita, sem necessidade de rodar ou saltar entre assentos. Para facilitar a manobra foram incluídas duas pegas, na bancada, onde a pessoa se pode agarrar e fazer a força necessária para o movimento. Para aumentar o conforto e garantir o apoio do tronco foi deixada uma suave concavidade no rebordo da bancada. Para os outros utilizadores, esta forma, pode constituir um apoio onde repousar as costas.


Uma vantagem óbvia é o reduzido espaço ocupado por esta solução, quando comparada com as soluções, para deficientes, que actualmente estão em vigor.

25 de março de 2008

Wasup lava a roupa e abastece o autoclismo


O destaque de design sustentável, desta semana, vai para a espantosa proposta do Altera Design Studio – a Wasup - com design de Sevin Coskun . Este produto inovador, por enquanto apenas conceptual, integra uma máquina de lavar a roupa e um autoclismo.
A ideia é simples…
Ao acoplar estes 2 produtos podemos aproveitar as águas residuais, da lavagem da roupa, para alimentar as descargas da sanita. Desta forma, ajudamos o planeta e contribuímos para um uso responsável da água. Para além desta enorme vantagem, esta solução poderá ser muito interessante para quem habita em apartamentos pequenos, onde não há espaço para colocar electrodomésticos volumosos. Apesar de ser uma ideia cativante, eu coloco algumas reticências ao funcionamento mecânico do aparelho. Não tenho a certeza se, uma máquina assim tão estreita, terá condições para lavar a quantidade de roupa adequada.
Do ponto de vista da ergonomia ainda se poderá argumentar que, a posição elevada da máquina, garante uma postura correcta durante as tarefas de carregar e descarregar a máquina com a roupa. Quanto à interface, não possuo informação suficiente para emitir opinião. Apesar de ter poucos botões, de dimensões generosas, isso não significa boa usabilidade.

Muito interessante!

18 de março de 2008

Ziszor

Com certeza já ouvira falar em roubo de identidade. Infelizmente, este crime é cada vez mais comum e frequente nas sociedades actuais e pode ser dramático para as suas vítimas. Para tentar evitar o roubo dos nossos dados, uma das medidas de protecção, mais básicas, é não deitar para o lixo os documentos que possam conter informações importantes. Porém, é impossível guardar toda essa papelada e, mais tarde ou mais cedo, alguma coisa terá que ir fora. Nesse caso, a opção será a destruição dos documentos. No mercado já existem diversas máquinas destruidoras de documentos mas são, na maioria dos casos, grandes, caras e destinadas ao contexto profissional.


Uma alternativa poderá ser a nova Ziszor, uma destruidora de papel portátil, pequena e muito funcional. Para além de caber em qualquer gaveta, a Ziszor permite reter os resíduos num saco plástico.

Porque mais vale prevenir…

12 de março de 2008

waterHog

Portugal parece estar a atravessar mais um período de seca. O que, infelizmente, se está a tornar cada vez mais comum. Por isso, torna-se urgente a adopção de medidas de combate ao desperdício de água, assim como, incentivar o aproveitamento das águas pluviais. Essa água que cai, literalmente, dos céus, é útil para regar plantas, abastecer os autoclismos, lavar as loiças, as roupas, o carro, ou, até para beber. Mas, armazená-la pode ser complicado, especialmente para quem vive num apartamento, quem só tem uma pequena varanda ou terraço no exterior. Para resolver esta dificuldade a designer australiana, Sally Dominguez, concebeu um reservatório, muito especial, com um visual muito discreto e simples, que se pode adaptar aos espaços reduzidos – o waterHog.


As dimensões do waterHog são 1800mm x 500mm x 220mm o que permite reter 183L de água. O acoplamento de diversos reservatórios permitirá ir aumentando a capacidade de armazenamento, até à quantidade pretendida e, em simultâneo, funcionar como uma vedação, aumentando a privacidade. Outra opção será o seu uso no pavimento...
Se os argumentos apresentados não forem suficientes, para estimular a aquisição deste produto, fiquem a saber que 5% dos lucros revertem para a Water Aid International.
O meu fascínio por este tipo de soluções reside na sua extrema simplicidade aliada à utilidade...

11 de março de 2008

United Bottle

E se as garrafas de água, de plástico, servissem para algo mais do que guardar e servir-nos de água? Poderiam, por exemplo, servir de material de construção?

Essa foi, exactamente, a ideia de uma equipa de arquitectos Suíços - INSTANT Architects - que desenvolveram o conceito United Bottle.

A ideia é simples. As novas garrafas, de plástico, passariam a ter uma forma diferente que as transformaria em peças encaixáveis, semelhante ao Lego. Dessa forma, as garrafas assumiriam o papel de tijolos, na construção de habitações temporárias, para regiões afectadas por catástrofes. Este conceito fez grande sucesso no último “the red dot: best of the best award” mas, contudo, não é inovador.

Eu já conhecia uma aplicação similar, feita com garrafas de vidro de cerveja - "Bottle_wall#The_Heineken_WOBO".

Porém, não deixa de ser uma proposta de louvar. É, indubitavelmente, mais um excelente exemplo de “design for life”!...

26 de fevereiro de 2008

Cobertura para portáteis

Trabalhar no portátil no exterior coloca algumas dificuldades, nomeadamente, no que diz respeito aos agentes climatéricos, poeiras, iluminação e reflexos no ecrã.



Para tentar solucionar estes problemas têm surgido, no mercado, diversas soluções mais, ou menos, criativas. Vejamos algumas...

Se houver necessidade de uma protecção global, a opção poderá recair em produtos como o LapDome, uma de verdadeira tenda para o vosso computador.

Se o problema for, apenas, os raios solares e os reflexos no ecrã, então, a solução poderá assumir a forma de um feminino leque colorido como o Lapstix.


Qualquer uma delas é bastante ridícula e pouco funcional.
Haverá, certamente, soluções mais interessantes para este problema… o que vos parece?

Aqui está um bom tema para um concurso de ideias...


12 de fevereiro de 2008

Bioplásticos by Coza


A empresa brasileira, Coza, especializada em acessórios para a casa, é conhecida pela qualidade do design dos seus produtos em plástico. A empresa tem investido bastante para se tornar cada vez mais “verde” e amiga do ambiente. Em 2006 lançou a linha de produtos Bios, inteiramente produzidos numa mistura de polipropileno e lignina, ou lenhina (substância existente nas células vegetais, que lhes confere rigidez). Actualmente, na sua nova linha, a Coza Organic, os produtos são todos produzidos em plástico 100% biodegradável. Este material, o bioplástico, que resulta dos resíduos da batata, poderá decompor-se ao fim de 18 semanas em contacto com o solo. A gama de cestos está disponível em três cores, verde, azul e branco e em três tamanhos, com ou sem tampa. Podem ser adquiridos, on-line na, Loja Coza.

Um excelente exemplo!...

7 de fevereiro de 2008

Um aspirador com argumentos da Ergonomia

A Hoover, uma conhecida marca de electrodomésticos, descobriu que muitos utilizadores apresentam queixas físicas durante o uso dos seus aspiradores domésticos. Eu sou estou, definitivamente, incluída nessa lista.

Para tentar minorar o impacto do uso do aspirador, porque aspirar é uma tarefa tão inevitável quanto frequente, a Hoover desenvolveu o FreeMotion.


Este aspirador procura prevenir o aparecimento de dores, nos pulsos e nas costas, através de uma nova pega que permite manter um ângulo mais confortável do punho, o ajuste da altura do tubo de aspiração e o acesso fácil a todos os comandos, incluindo o on-off e a selecção de diferentes programas de aspiração.

Eficaz, ou não, quero salientar o facto de a opinião (queixas) dos utilizadores estar a servir de factor de promoção de um produto. Quero acreditar que estas também tenham sido consideradas no momento da concepção e que, por isso, esta solução seja fruto de um verdadeiro processo de “user-centred-design”. Por outro lado, estranho o facto deste produto não estar a ser devidamente publicitado em todos os países onde a Hoover opera, Portugal Incluído. O maior destaque surge no site da Hoover Holandesa.

Será que a Ergonomia não constitui um factor de atracção para os consumidores?

Ou, será que, no que diz respeito a aspirar, as lesões não são tão frequentes e graves que justifiquem o argumento?


29 de janeiro de 2008

Connect-A-Desk

No post da semana passada apresentei o LINDO, como uma solução para o uso portátil de pé, em movimento ou noutras posições. Mas, como devem imaginar, essa não é a única solução possível para responder à mesma necessidade. Se continuarmos a pesquisar um pouco mais iremos, com certeza, descobrir outras…

Estamos a fazer aquilo que se designa por pesquisa de produtos similares, neste caso sincrónica, ou seja, de produtos que serão mais ou menos contemporâneos. Se fosse um produto com longa história poderíamos fazer uma análise diacrónica. Esta análise pode terminar com a realização de uma tabela comparativa, feita com o intuito de verificar e comparar as características de todos os exemplares analisados. Porém, o mais importante deste exercício será identificar as necessidades dos utilizadores, que estão na origem destas soluções. Numa etapa seguinte, devemos ser capazes de associar as necessidades identificadas ás funções, necessárias para a sua satisfação. E, num último momento, conceber uma solução que faça dessa associação um sucesso.

À parte destas noções de metodologia do projecto, hoje quero apresentar o Connect-A-Desk, que é um suporte para uso do portátil em situação de andamento.

Segundo os seus fabricantes é um produto “Ergonomically designed for comfort”. Mas eu tenho algumas dúvidas… Este produto consiste numa base, tipo prateleira, com umas alças, que se veste como se fosse uma mochila para usar na frente. Pelo que pude verificar, estas alças são bastante acolchoadas e são ajustáveis à antropometria dos utilizadores de percentis diferentes. A questão que coloca mais dúvidas é a do peso que é exercido na zona dorsal. Podemos observar, nas fotos apresentadas, que alguns dos utilizadores já apresentam uma ligeira curvatura, uma cifose, em resposta ao peso. Nos indivíduos com uma musculatura menos desenvolvida, será expectável que essa curvatura seja mais acentuada. Para contrariar essa curvatura pode ocorrer, em algumas pessoas, um acentuar da lordose lombar, o que também acaba por ser muito desconfortável. Para além disso, ainda resta avaliar o resultado da pressão feita, pela base, na barriga...

Poderão observar melhor o produto, em situação de uso real, neste pequeno vídeo promocional


No meu entender, este produto consiste um verdadeiro desafio de design. Como se resolve esta necessidade garantindo o conforto, o bem-estar e a segurança dos utilizadores?...

Via: Gizmodo

22 de janeiro de 2008

LINDO... ou, nem por isso…

Já todos devem ter ouvido falar dos problemas provocados pelas longas horas que passamos, sentados, ao computador. Refiro-me, especialmente, aos problemas músculo-esqueléticos (muito embora a lista seja muito mais vasta)…

Mas, como podemos resolver esta situação? Perguntam…

Bom, as respostas são várias. Podemos começar por fazer pequenas pausas, caminhar um pouco, fazer alguns exercícios, adquirir uma boa cadeira, verificar se as dimensões do posto de trabalho se ajustam correctamente à nossa antropometria, criar um correcto layout de trabalho, para que tudo esteja no sítio certo, verificar a iluminação, etc… etc…

Certo, mas, mesmo assim, estar sentado continuará a ser um problema, se o fizermos por longos períodos de tempo. Contudo, estar ao computador e não estar sentado, parecem ser situações impossíveis de conjugar, ou, talvez não, segundo a HK Ergonomics que propõe o LINDO, para resolver esta questão. O LINDO é um acessório (dito ergonómico) que se veste à cintura, tipo prateleira e que serve para apoiar o portátil.

Com este equipamento, o vosso portátil é, literalmente, mais móvel. Passarão a poder usá-lo não só andando, mas também de pé, sentado, ajoelhado, de cócoras e reclinado...


Muito embora, à primeira vista, me parecesse uma solução interessante, tenho dúvidas sobre a sua qualidade geral. Acho que, devido ao ângulo de visualização do ecrã, a posição da cabeça não será a mais adequada. Depois, coloca-se a questão do uso do teclado e do rato, que pode ser dificultado pela falta de base de apoio e pelos difíceis ângulos de flexão dos punhos... Para além disso, há ainda a questão do peso que, muito embora seja escoado pela zona lombar, pode ser um factor a considerar.

Mas, como tudo na vida, há sempre o lado positivo da coisa. Este caso não foge à regra. Inclusivamente, eu antevejo um grande sucesso de vendas do LINDO em Portugal. Isto porque, apesar do LINDO não ter sido motivado pela nova lei do tabaco, esta solução é óptima para os fumadores que não se podem ausentar do computador. Já estou a ver... grupos de fumadores, armados com este apetrecho, a fumar nas ruas enquanto continuam a trabalhar nos seus portáteis, ligados à rede wireless...

À parte das questões mais sérias, o mais desconcertante, nesta solução, é aquele ar um tanto fálico...

Via Gizmodo

17 de janeiro de 2008

Me Too by Nurus

O design de um assento de trabalho não é tarefa fácil pois, existem muitos requisitos a satisfazer e muitas variáveis em jogo, que é preciso conjugar. Como é óbvio, para quem está envolvido num projecto destes, a análise de boas práticas facilita imenso o processo. Por vezes, os alunos de design de produto procuram-me, para que lhe recomende alguns casos de referência. Nesse sentido, recomendo-vos a observação atenta desta cadeira, a “Me Too”, da Nurus que, segundo a opinião do júri do IF Design Awards, na categoria de "Office/Business", a cadeira, é uma excelente solução tendo, por isso, ganho este galardão.

A equipa de designers da Nurus pensou esta cadeira tendo por base a ideia de que "a well designed office chair is the health insurance for the employee". Esta preocupação com os objectivos da ergonomia, o conforto, o bem-estar, a segurança e a eficácia, foi um factor determinante na avaliação da cadeira. Isso, associado ao cuidado colocado nos detalhes técnicos e estéticos.

A cadeira Me Too possui um mecanismo de sincronização que permite, ao encosto, 4º de inclinação para a frente e 27º para trás, com 3 diferentes posições fixas. O encosto para a cabeça e o apoio lombar são ajustáveis em altura. Os apoios dos braços também são ajustáveis em altura e são basculantes. O forro do encosto é uma rede, da Krall & Roth, e o forro do assento pode ser em tecido ou em pele. Todas as cadeiras vêm equipadas com rodízios, preparados para diferentes tipos de pavimentos (duros ou macios).

Promete…

16 de janeiro de 2008

MacBook Air






A Apple acabou de revelar ao mundo o mais recente membro da sua família de portáteis, o MacBook Air. Apresentado como o portátil mais fino do mundo mede, no seu ponto mais fino (0,16-inches) 0.406 cm e na parte mais espessa (0.76-inches) 1.93cm, pesando apenas 1,4kg... é um espanto!!!...

Para além das suas dimensões, esta máquina, possui outras características que a tornam verdadeiramente atraente como, por exemplo, estar quase totalmente livre de cabos. O processador é de 1.6GHz Core 2 Duo que pode ser actualizado até 1.8 Ghz. Não possui drive óptica mas, antes, um disco rígido de 80GB 4200 RPM, ou, opcionalmente, uma drive de 64GB SSD. A autonomia da sua bateria está prevista para, pelo menos, 5 horas em pleno funcionamento.

O novo MacBook Air está disponível dentro de 2 semanas pelo preço de 1699€ na versão base, e de 2878€ na versão de 1,8GHz e drive SSD.

Por tudo isto vale a pena assistir ao vídeo promocional, para apreciar a qualidade do design do produto e, também, a qualidade do design de comunicação!...

Links:
MacBook Air Guided tour
MacBook Air#ad

9 de janeiro de 2008

Size China


Os chineses, com o projecto designado Size China, estão a criar a primeira base digital de dados antropométricos da cabeça e face. Estes dados são importantíssimos para a concepção de diversos produtos, tais como óculos, capacetes, máscaras, equipamentos médicos, entre outros. Até agora, os designers chineses baseavam-se em dados ocidentais o que, na maioria dos casos, devido ás diferenças entre populações, dava origem a desajustes graves.


Para efectuar a recolha dos dados, os investigadores estão a usar as mais recentes tecnologias de opto-electrónica digital para efectuar um “scanning” a 3D. Os dados recolhidos, na forma de uma nuvem de pontos, serão tratados numa aplicação de CAD para obtenção de modelos a três dimensões. Os participantes, homens e mulheres, são provenientes de 6 regiões distintas da China.


Todo o processo obedece a um protocolo rígido subdividido em 8 grandes momentos:


1- Introdução: os participantes recebem esclarecimentos sobre o projecto, sua importância e sobre as metodologias usadas. São, também, dadas instruções, através de um vídeo, para garantir boa qualidade na recolha dos dados.


2- Questionário: os participantes respondem a um questionário demográfico para se obter dados específicos como: idade, género, local de origem da família, local onde cresceu, etc. Estes dados são inseridos numa base de dados para posterior tratamento.


3- Fotografias: os participantes são fotografados e as suas fotos anexadas ao questionário.


4- Medições: são registados a altura e o peso dos participantes. As diversas medidas da cabeça, obtidas manualmente, são registadas para comparação posterior com os dados obtidos digitalmente.


5- Marcação: são identificados 14 pontos anatómicos importantes da cabeça, para ajudar a confirmar a posição durante a recolha de dados com o scanner. Nesses pontos são aplicados pequenos pontos adesivos coloridos.


6- Cabelo – para eliminar o volume do cabelo é vestido uma touca de nylon.



7- Recolha de dados – obtenção dos dados antropométricos e seu arquivamento (cerca de 17 segundo).


8- Formulários e verificação – o último momento implica a recolha do questionário e a verificação, para validação dos dados obtidos pelo scanner.



“(…) With nearly $4.5 million funding support from DesignSmart Initiative of the Government's Innovation and Technology Commission, The Hong Kong Polytechnic University (PolyU)'s School of Design (SD) is collecting 3D head and face measurements of ethnic Chinese to establish a database for industrial designers.

Heading this "SizeChina.com" project is Mr Roger Ball, Assistant Professor of SD. His team will make use of a 360 degree rotary non-contact head and face scanner to collect anthropometric data in six different provinces and regions of the Chinese mainland, in collaboration with local universities and enterprises.(…)”