A apresentar mensagens correspondentes à consulta realidade aumentada ordenadas por data. Ordenar por relevância Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta realidade aumentada ordenadas por data. Ordenar por relevância Mostrar todas as mensagens

3 de junho de 2012


A realidade aumentada já chegou aos "pensos rápidos". Agora o curativo passou a ser magia :)

Vejam aqui: http://www.band-aid.com/magicvision

19 de janeiro de 2010

3D... sim ou não?

Nos últimos dias, a propósito do filme "Avatar", que pode ser visualizado a 3D nas salas de cinema, muito se tem falado das novas possibilidades e, também, dos efeitos adversos associados à Realidade Virtual e à Realidade Aumentada.
Este é um assunto que me interessa bastante e no qual tenho estado a trabalhar, no âmbito do meu trabalho de doutoramento.



Não fiquei surpreendida com o facto de se verificarem efeitos adversos na visualização do filme a 3D (ex. dores de cabeça, enjoo, fadiga visual, etc). Diversos estudos já tinham revelado que uma percentagem de pessoas (entre 5 e 10%) sofrem destes efeitos adversos, devido a características individuais diversas. O que me surpreendeu foi a total ausência de informação, alertando os espectadores para a possíbilidade de virem a sofrer desses efeitos.

Não se pode aceitar tal silêncio, muito embora se compreenda a sua razão...

Contudo, apesar das limitações actuais, a Realidade Virtual e Aumentada são áreas espantosas, com imenso potencial, que vão ser alvo de um grande pico de desenvolvimento no futuro próximo.

Para os interessados, sugiro o programa "Falar Global", emitido na Sic Notícias, com o tema "Sexto sentido tecnológico", onde foi entrevistado António Câmara da Ydreams.
.

23 de setembro de 2009

Magic Symbol # RV chega à PT



O "MagicSymbol" é uma nova tecnologia interactiva, baseada na Realidade Aumentada, desenvolvida pela Inition, que pode ser usada para fins muito diversos mas, com imenso potencial ao nível das apresentações (ex. lançamento de produtos, exposições, palestras, etc.).



Básicamente, o que esta tecnologia faz é sobrepor, em tempo real, uma imagem digital a 3D, ou um vídeo, ao símbolo impresso que os utilizadores exibem e que foi, previamente, programado para ser identificado com essa mesma imagem.


Esse potencial não passou despercebido à empresa de telecomunicações portuguesa PT (Portugal Telecom) que usou esta tecnologia na apresentação da sua nova logomarca...
.

15 de julho de 2009

Realidade Aumentada

A classificação dos sistemas de RV depende, em parte, da proporção que os estímulos virtuais (na maior parte dos casos visuais) assumem relativamente ao mundo real exibido na aplicação.
Assim, podemos distinguir 3 grande categorias:

Realidade Virtual (Virtual Reality), na qual apenas são usadas imagens virtuais;

Realidade Aumentada (Augmented Reality), na qual as imagens geradas pelo computador são sobrepostas e integradas no mundo real;

Realidades Mistas (Mixed Realities) que é um termo usado para indicar tanto a realidade aumentada como a virtualidade aumentada, uma vez que ambas combinam elementos do mundo real e do mundo virtual.



Neste exemplo, uma marca/loja de vestuário Japonesa usa a Realidade Aumentada para que os seus clientes possam experimentar as roupas. O sistema permite sobrepor imagens das roupas ao corpo do cliente. Dessa forma, é possível testar diversas conjugações sem ter o trabalho real de “vestir e despir” (Que, devido ao calor e exíguidade dos cubículo de prova nem sempre é agradável). Existe, ainda, a possibilidade de fotografar os conjuntos e enviar para os amigos para saber a sua opinião.

Porém, como o ajuste das peças de vestuário não é muito realista, fica a dúvida se não estamos a ser mesmo iludidos pelo sistema... e de Realidade Aumentada passamos a Verdade Diminuida :)
.

31 de maio de 2007

Resolução de problemas e criatividade III



Poderia afirmar que, grosso modo, todas as pessoas são criativas mas, na verdade, o grau de criatividade é bastante variável. Para nós, professores, essa realidade é bem evidente. Por essa razão, o desenvolvimento do pensamento criativo é uma das minhas principais preocupações, enquanto docente.

A criatividade está relacionada com a cultura e a educação de cada um de nós. Será que se pode ensinar/aprender a criatividade?


Isso depende do que se entende por criatividade. Para mim, a criatividade define-se como uma actividade cognitiva, cujo resultado é uma nova visão do problema ou situação. Esta visão é muito vocacionada para os aspectos práticos do projecto, para a resolução de problemas e para a inovação ao nível das soluções. Nesse sentido, considero que é possível treinar as pessoas para adoptarem estratégias de raciocínio mais flexíveis e para praticarem técnicas que potenciem as suas potencialidades cognitivas. Claro está que, este grau de desenvolvimento, será limitado pela inteligência de cada um… Inegavelmente, há uma relação muito forte, mas não obrigatória, entre inteligência e criatividade (Butcher, 1968). Um outro aspecto comum, entre os que se destacaram pela sua grande criatividade, é a elevada capacidade de trabalho. Ou seja, a motivação, o empenho, a dedicação na resolução do problema é o grande motor da criatividade.


Infelizmente, do ponto de vista da ciência, ainda não surgiu uma teoria robusta que venha unificar o conhecimento existente sobre a criatividade. Aquilo que acontece, actualmente, é que existem diversas teorias, por vezes contraditórias e dispares entre si, que dificultam a compreensão deste assunto. Eu recorro ao estudo realizado por Hayes (1978) que sugere que, a criatividade pode ser aumentada através dos seguintes recursos:


> Aumento da base de conhecimentos sobre o assunto em estudo:

É óbvio que, se possuirmos uma base de conhecimentos forte, ampla e robusta em áreas como a ciência, arte, literatura, matemática, entre outros, estaremos mais aptos a raciocinar e a usar os nossos talentos naturais, logo, seremos mais criativos. Para os mais cépticos e mais preguiçosos deixo aqui uma sugestão: vão investigar a vida dos criativos que mais admiram e irão descobrir que eles são/foram indivíduos muito cultos… Portanto, aprender o mais que poderem, sobre aquele assunto que querem resolver, irá potenciar a vossa qualidade criativa!


> Criar a atmosfera certa para a criatividade:

Todos sabemos que as condições envolventes exercem grande influência sobre a nossa criatividade. De facto, daremos o nosso melhor se nos derem tempo e condições para as ideias incubarem. Mas, como nem sempre vivemos no mundo ideal há que saber dar a volta à questão. Por exemplo, devemos saber preparar o solo para a sementeira… ou seja, devemos recorrer a técnicas que sabemos serem úteis para a tal atmosfera. Por exemplo, o recurso ao brainstorming é uma excelente opção. As pessoas em grupo costumam dar asas à sua criatividade.


> Procurar analogias:

A análise do existente pode ser uma fonte inesgotável para a criatividade. Estudar a forma como problemas antigos foram resolvidos é uma estratégia, muito útil, para promover a criatividade.


Referências:

Butcher H.J. (1968). Human Intelligence: Its nature and assessment.
New York: Harper Torchbooks.
Hayes, J.R. (1978). Cognitive Psychology: Thinking and creating.
Homewood, IL: Dorsey Press.