2 de maio de 2007

3ª Conferência sobre Tipografia e Design de Comunicação



Em Junho próximo decorrerá, em Tessalonica, Grécia, a 3ª Conferência de Tipografia e Design de Comunicação, com o tema “
From Verbal to Graphic”. Este evento é organizado pela Universidade Macedonia Press, com o apoio do departamento de Typography & Graphic Communication da Universidade de Reading, Reino Unido e a Association Typographique Internationale (ATypI), em colaboração com a alterVision e com o Redfish e do Thessaloniki Design Museum.

Esta conferência faz parte de um programa mais amplo que visa o desenvolvimento da pesquisa em tipografia e design na Grécia. A qualidade dos eventos anteriores, o nível de organização e o interesse dos conteúdos transformaram este evento numa referência internacional.

Da lista de oradores convidados destaco, entre outros, o Neville Brody.

Links:

http://ictvc.org/3/95/

Workshops | 18-19 June
Main Conference | 20-23 June

Going Digital | 23 June

The Thessaloniki Typo Tour | 24 June

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1 de maio de 2007

Dia Internacional dos Trabalhadores



Kulagina, Valentina. International Workers Day, Moscow 1930. Color lithograph. 28 1/2 x 43" The Great Utopia, The Russian and Soviet Avant-Garde 1915-1932. Guggenheim Museum 1992, pl 436. Women-Artistis of the Russian Avant-Garde 1910-1930; Galerie Gmurzynka p. 167

30 de abril de 2007

1ª Conferência de Design de Produtos – ESTA IPT



Entre 7 e 8 de Maio decorrerá a 1ª Conferência de Design de Produtos, promovida pelo Departamento de Design e Desenvolvimento de Produtos da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes
(Instituto Politécnico de Tomar).

Por estranho que pareça, a apenas uma semana de distância da data da conferência, não consegui encontrar, on-line, o seu programa. Mesmo que o programa definitivo não estivesse fechado, podiam disponibilizar um programa provisório. Assim torna-se difícil tomar decisões…

www.esta.ipt.pt

Fonte: CPD

29 de abril de 2007

Sem palavras

Pedro e Inês



Teatro Camões
Endereço: Parque das Nações, Passeio de Neptuno

Pedro e Inês (imperdível!)


Companhia Nacional de Bailado. Olga Roriz, dramaturgia e coreografia; João Mendes Ribeiro, cenografia; Mariana Sá Nogueira, figurinos.

Espectáculos: 11, 12 Mai: 21h, 12, 13 Mai: 16h.

Numa coreografia e dramaturgia de Olga Roriz, o amor mais admirado de Portugal – o de Pedro por Inês – é novamente levado à cena do Teatro Camões, pela Companhia Nacional de Bailado (CNB). Considerado um dos maiores sucessos da temporada 2003/2004 da CNB (estreou em Julho de 2004), o espectáculo trabalha, nas palavras da coreógrafa, uma “história cheia de segredos transparentes, de meandros obscuros, de interesses privados, de poder, defesas, fronteiras e, sobretudo, de uma incondicional paixão. Uma história que nunca saberei contar”.
Preço dos bilhetes: 5,00 € a 25,00 €. Descontos 20% cartão FNAC, 30% Amigos da CNB, jovens até 25 anos, maiores 65 anos e grupos 10 ou mais pessoas, 50% grupos escolares.

Duração: 1h (sem intervalo)

Para Onde Vai a Luz Quando se Apaga?


Culturgest
Endereço: Edifício Sede da Caixa Geral de Depósitos, Rua Arco do Cego, Lisboa.

Para Onde Vai a Luz Quando se Apaga?
Espectáculos 4 e 5 de Maio às 21.30h
Este espectáculo é a nova criação de João Fiadeiro/RE.AL, que se apresenta em estreia absoluta na Culturgest. O projecto assenta no resultado criativo de dois ateliers de pesquisa sobre composição em tempo real. Intentando a busca pelo gesto periférico e pelo movimento na margem do conhecimento, o espectáculo posiciona-se na fronteira do espectável. “O gesto que intriga é aquele que nos é familiar…que nos diz qualquer coisa e nos obriga a olhar a mesma realidade de sempre de uma outra perspectiva”.

RE.AL. João Fiadeiro, direcção artística e coreografia; António Pedro Lopes, Cláudia Dias, Gustavo Sumpta, Márcia Lança e Lenaïg Le Touze, interpretação.

Informações Úteis: Grande Auditório; Bilhetes: 18€ (normal) e 5€ (jovens até 30 anos) Maiores 12 anos.

Arpad Szenes




Museu Arpad Szenes - Vieira da Silva
Endereço: Praça das Amoreiras, 58, Lisboa
Horários: Seg a Sáb: 11h-19h Dom: 10h-18h
Encerra às terças e feriados.

Arpad Szenes - Obras da Colecção de 1 Mar a 17 Jun

A exposição reúne 129 obras de diferentes períodos, formatos e técnicas (desenho, pintura e gravura) agrupadas por séries ou temas recorrentes na sua produção e que salientam a criatividade e a originalidade de Arpad Szenes.

28 de abril de 2007

Design quotes

“There are very few lunatic entrepreneurs who will understand that culture and design are not about fatter wallets but about creating a future ... treat them well and use their money to change the world.”
Tibor Kalman

27 de abril de 2007

World Graphics Day


Hoje, dia 27 de Abril, celebra-se o World Graphics Day.

Pelo mundo fora, diversas associações de design celebram este dia, que marca o nascimento do Icograda (International Council of Graphic Design Associations), no ano de 1963.

O blog "desig-ergonomia" felicita o Icograda pelo seu 44º aniversário e, também, todos aqueles que escolheram o design de comunicação como profissão!

Parabéns!...

www.icograda.org

26 de abril de 2007

Prospect-Refuge Theory

Existe um comportamento natural comum aos animais, sejam eles humanos ou outros, que se define pela dualidade entre ver e permanecer escondido. Comportamento esse, que é essencial para a sobrevivência das criaturas vivas. Esta dualidade comportamental está na base da teoria formulada pelo geólogo Jay Appleton, na obra “Experience of Landscape (1975)”, designada por “Prospect-Refuge Theory. Esta teoria aplica-se à fruição da arte mas, também, aos habitats naturais ou construídos, dando-nos uma outra abordagem sobre a avaliação que fazemos dos ambientes que frequentamos. Para compreendermos melhor a teoria podemos definir o que se entende por “prospect” e por “refuge”. Podemos dizer que, havendo condições para observar o ambiente envolvente, estamos perante uma situação de “prospect”, pelo contrário, sempre que existem condições adequadas para permanecermos escondidos, ou procurarmos refúgio, designamos isso por “refuge”.

Apleton sugere que nós, os humanos modernos, continuamos a avaliar os ambientes em função do grau de satisfação de necessidades biológicas básicas, como ver a presa e ficar escondido dos predadores. Isso quer dizer que preferimos espaços com layouts que tenham os atributos de uma savana, onde o mato oferece uma visão ampla e livre de obstáculos e, também, os atributos da orla da floresta, onde as árvores podem oferecer um refúgio excelente. Ou seja, aqueles que nos permitem ver sem sermos vistos.
Se mantivermos estas analogias em mente podemos, facilmente, encontrar ambientes com tais atributos. Outras pistas importantes, para reforçar a sensação de refúgio ou de exposição, são as superfícies (superfície convexa sugere observação, enquanto que uma côncava sugere refúgio), o pé direito, os vãos, os materiais, as cores e a iluminação. Curiosamente, existem alguns autores que analisam os projectos de Frank Lloyd Wright com este enfoque.

Ao reflectir sobre a “Prospect-Refuge Theory”, comecei a analisar o meu comportamento em ambientes desconhecidos e constatei que também os avalio desta forma. Por exemplo, quando entro num restaurante, a escolha da mesa obedece a estes critérios (nem gosto de me sentar juntos de montras ou de costas para uma porta). Se me sentar numa sala de espera procuro um ponto estratégico de onde veja todas as divisões possíveis e as entradas. Evidentemente que este não é um comportamento obsessivo mas, na verdade, sinto desagrado quando não posso satisfazer este instinto. Afinal, os predadores de hoje são os desconhecidos, que partilham os espaços connosco, são os carros que enchem as nossas ruas, entre outros, que temos que evitar mas mantendo-os sempre debaixo de olho.

Caros designers de ambientes, talvez a vida moderna não seja assim tão diferente, do que era nesses tempos remotos, tal como sugere o lugar comum que afirma que, vivemos numa selva!...

25 de abril de 2007

25 de Abril


As mãos

Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema – e são de terra.
Com mãos se faz a guerra – e são a paz.

Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.

E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.

De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.

Manuel Alegre

24 de abril de 2007

A revolução de Abril e a arte

Couceiro, Gonçalo (2004). Artes e Revolução: 1974-1979. Colecção Estudos de Arte. Livros Horizonte.

Tive, na minha formação académica, diversos professores(as) de História de Arte. E, como acontece com toda a gente, gostei mais de uns do que de outros. Talvez porque nem todas as temáticas abordadas me interessassem de igual modo mas, certamente, muito devido à sua estratégia pedagógica de abordagem dos assuntos. Sem qualquer dúvida, posso afirmar que, as melhores aulas que tive foram dadas por uma professora que insistia em enquadrar os artistas na sua época. Falávamos da cultura, da politica, da sociedade em geral e da cultura em particular mas, também e muito, da vida pessoal do artista. Para mim, aquilo era uma autêntica viagem no tempo. Quase podia sentir os cheiros, ouvir as músicas e sentir as emoções que os artistas tinham experimentado. Só assim eu podia entender o porquê daquelas diferentes posturas artísticas. Ainda hoje só consigo entender a arte se a encarar dessa forma sistémica holística… Neste sentido e porque estamos em vésperas de mais um aniversário da Revolução dos Cravos, sugiro a leitura do livro “Artes e Revolução: 1974-1979” de Gonçalo Couceiro.

segundo a editora:

“Após a Revolução do 25 de Abril de 1974, a censura foi abolida e a liberdade de expressão conquistada. Artistas, grupos, instituições e movimentos associativos envolvem-se em acções culturais, cívicas e políticas. (...) Esta obra retrata essa época de abertura e instabilidade, de esperanças e de contradições que se viveram no mundo das artes plásticas, percorrido também pelas clivagens do tempo.”

23 de abril de 2007

Dia Mundial do Livro



“Wear the old coat and buy the new book”.
Austin Phelps

“The man who doesn’t read good books has no advantage over the man who can’t read them”.
Mark Twain

Hoje é o dia mundial do livro.
O dia internacional do livro foi uma ideia, da Unión Internacional de Editores e do governo espanhol, proposta à Unesco. Mais tarde, a Rússia propôs que se acrescentasse, à designação oficial, os direitos de autor. Assim, em 1995 a Unesco instituiu que, o dia 23 de Abril seria consagrado ao livro e aos direitos de autor.
A data escolhida, 23 de Abril, dia de São Jorge, evoca uma tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de São Jorge e recebem em troca um livro.

Uma imagem romântica…

Estão a decorrer, em Portugal e pelo mundo fora, vários eventos comemorativos do dia do livro. Na impossibilidade de divulgar todos, aqui ficam alguns destaques para Lisboa:

>10:00/20:00h – Lisboa:

Durante todo o dia, os lisboetas, poderão ir à “Rua do Livro”, a decorrer na Rua Augusta, na baixa pombalina. Este evento, patrocinado pela Câmara Municipal de Lisboa, conta com a participação de diversas editoras nacionais espalhadas por diversas bancas de venda de livros.


>10:00h – Lisboa:

Pequeno-almoço, organizado pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, com a ministra da Cultura, a titular da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas, Paula Morão, e o director-adjunto José Manuel Cortês, no café Nicola. Os participantes, desta refeição matinal, levarão um livro que será, no final, doado à Fundação Gil, que estará representada pela sua presidente, Margarida Pinto Correia.

>15:00h – Tires:
Visita da ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, e do secretário de estado adjunto e da Justiça, José Conde Rodrigues, entre as 15:00 e as 16:30, ao Estabelecimento Prisional de Tires para participar numa acção de sensibilização à leitura com as reclusas. Esta acção será dinamizada pela escritora Maria Teresa Horta e subordinada ao tema «Tempo e Liberdade».

Hoje também se inicia a iniciativa "Lisboa Cidade do Livro, que contará com a realização de debates, colóquios, exposições e muitas outras iniciativas que têm o livro e a escrita como mote. Estes eventos decorrerão durante quase um mês (até 31 de Maio) e funcionarão como um aperitivo para a 77ª edição da Feita do Livro, entre 24 de Maio e 10 de Junho.

Leiam se faz favor!!!...

Mais informações no site do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas.

21 de abril de 2007

Design quotes

"Good design is innovative, gives a product utility, is aesthetic, makes a product easy to understand, is unobtrusive, is honest, is long-lived, is consistent down to the smallest detail and protects the environment. Good design is as little design as possible."

Dieter Rams

20 de abril de 2007

Para um soninho descansado...

Ás vezes, nas aulas, digo que o mais difícil é conceber soluções para problemas que, aparentemente, são insignificantes ou corriqueiros. Pois, para tais problemas, a criatividade tem que ser muito mais estimulada dado que, as soluções parecem sempre demasiado óbvias para serem estimulantes. Contudo, existirá sempre uma solução extraordinária à espera de ser encontrada. Tudo depende da nossa qualidade como designers!...

Exemplo de uma situação de projecto deste tipo é o produto que apresento neste post. O Lullabub é uma solução inovadora, para embalar os bebés no berço, que já ganhou um prémio de design na Austrália. Consiste em 4 pequenos pés, ou bases para os pés dos berços, que simulam um movimento suave, como a andar ao colo ou a trepidação de um carro, ajudando o bebé a dormir. A qualidade desta solução é reforçada por algumas das suas funcionalidades: o movimento pode ser regulado em 4 categorias diferentes; possui um temporizador; possui controlo remoto; incorpora luz de presença; adapta-se à maioria dos berços e tem suspensão independente.

Neste projecto, existem evidentes questões de engenharia, assim como questões ergonómicas, que requerem conhecimentos que não fazem parte da formação de base de um designer de produtos. Por isso, seria muito difícil conceber um produto destes sem ter uma abordagem multidisciplinar do problema.

19 de abril de 2007

Trabalhos de Nadir Afonso


Galeria António Prates - Arte Contemporânea (II) - Rua Alexandre Herculano, 39A - Lisboa

De 16-03-2007 a 30-04-2007

Seg-Sex: 11h00-20h00; Sab: 15h30-20h00

Entrada Livre

O objectivo fundamental da arte é para Nadir Afonso a expressão desta harmonia, do equilíbrio e de uma exactidão quase matemática das formas e da sua organização no espaço, que parte de um exaustivo estudo das suas leis. O pintor desenvolveu as suas teorias estéticas em numerosos textos e em livros, nos quais se destaca Les Mécanismes de la Création Artistique. As grandes telas em exposição evidenciam precisamente o realce da geometria (em curso desde os anos 50) que para o autor traduz a ordem essencial do universo.

INDIELISBOA 2007



4º. FESTIVAL INTERNACINAL DE CINEMA INDEPENDENTE
19 a 29 de Abril

O INDIELISBOA é um local privilegiado para a descoberta de novos autores e tendências do cinema mundial e integra uma competição de longas e curtas metragens de novos realizadores.
Mantendo o seu foco na criatividade e independência dos autores, em apenas três anos o INDIELISBOA é já reconhecido como um dos mais importantes festivais de cinema em Portugal.

Até 29 de Abril vão passar por Lisboa 226 filmes, vindos de quatro continentes: Europa, Ásia, África e América. Estreias mundiais (19) e europeias (10), filmes-concerto, masterclasses, painéis e mesas redondas são apenas alguns dos muitos atractivos desta edição, que se distribui pelo Fórum Lisboa e pelos cinemas São Jorge, Londres e King.

Ver mais conteúdos, tais como a programação no site:

http://www.indielisboa.com/2007/portugues/index.html

Technical Communication Summit

A Society for Technical Communication apresenta a “54ª Technical Communication Summit”, que decorrerá entre 13 e 16 de Maio em Minneapolis, EUA.


Durante o período da conferência estão programados mais de 100 seminários temáticos e workshops, abordando diversos temas relacionados com a comunicação técnica.


O programa parece-me muito bom.

stc@stc.org,

http://www.stc.org/54thConf/index.asp

18 de abril de 2007

Novo sinal para perigo de radiação

Foi apresentado pela IAEA (International Atomic Energy Agency), há poucos meses, um novo símbolo ISO (International Organization for Standardization) para Radiação Ionizante.



Este novo símbolo (ISO 21482), que vem complementar e não substituir o símbolo já existente, destina-se a fontes perigosas de radiação, capazes de causar lesões graves ou morte e deverá ser aplicado nos dispositivos que contenham tal fonte de radiação. Em alguns casos, poderá ser aplicado debaixo da cobertura da fonte, sendo apenas visível caso haja desmantelamento do equipamento. Não é um símbolo destinado a ser aplicado em portas, contentores ou locais afastados da fonte de radiação. Potenciais aplicações do símbolo são irradiadores, equipamentos de radioterapia e unidades de radiografia.

A necessidade deste novo símbolo surge da constatação das grandes dificuldades de compreensão do símbolo do existente à data.


Sinal de perigo de radiação (triangulo com trifólio)




O símbolo anterior, com o trifólio, não possui qualquer significado inerente, é uma representação abstracta à qual foi convencionado associar o significado de radiação ionizante. Claro está que, sem aprendizagem e memorização do significado não haverá compreensão. Nesse sentido, com esta nova representação, ambiciona-se a obtenção de um símbolo universal, que seja facilmente compreendido por todos e que transmita a ideia de “Perigo, fuja, mantenha-se afastado”.

Para o desenvolvimento do novo símbolo foi criada uma equipa multidisciplinar, envolvendo designers, ergonomistas e especialistas em protecção contra radiações. Do trabalho dessa equipa resultaram diversas alternativas que foram, numa fase inicial, testadas com crianças. As cinco variantes que tiveram sucesso nesta fase foram, posteriormente, testadas pelo Instituto Gallup, em 11 países por todo o mundo (Brasil, Polónia, EUA, Marrocos, Quénia, Arábia Saudita, China, Índia, Tailândia, Ucrânia e México). Desta forma procurou-se garantir que, o novo símbolo, conseguisse transmitir, com sucesso, a mensagem de forma universal, independentemente da idade, educação ou background cultural.

A escolha da melhor solução foi obtida através da realização de um teste de compreensão, segundo o procedimento sugerido pela norma ISO 9186 (2001). Esse teste, que foi realizado a 1650 pessoas, consiste numa avaliação da compreensão, que é realizada na forma de uma entrevista estruturada com exibição do símbolo impresso a cores. Os participantes foram agrupados em 2 grupos, um com baixo nível de educação e outro, o grupo de controlo, com um nível médio de educação. Foram escolhidos participantes de meio rural e urbano. Os investigadores registaram as reacções iniciais, a força da mensagem e qual a melhor alternativa para o objectivo estabelecido.






Os resultados dos testes permitiram concluir que:

_o encarnado é a cor indicada para transmitir a noção de perigo;
_a forma octogonal ou triangular é a que melhor transmite a ideia de aviso;
_o trifólio é útil para aqueles que já conhecem o símbolo tradicional de radiação e também transmite a ideia de qualquer coisa má, da qual devemos fugir, quando combinado com um desenho de uma pessoa a fugir e uma seta;
_todas as 5 variantes transmitiram a ideia de perigo;
_a noção de perigo foi maior nos símbolos com a caveira;
_a variante 5 (triângulo-caveira-homem a correr-seta) foi o que obteve taxas mais elevadas (>50%) de identificação espontânea da mensagem de perigo, para a ideia de fuga e maior força na transmissão da mensagem.

Muito embora eu tenha uma opinião negativa sobre este sinal, do ponto de vista do gosto, este é um excelente exemplo de uma metodologia de design participativa, iterativa e multidisciplinar. Como é óbvio, o que realmente interessa, num projecto destes, não é, se o sinal é bonito, mas é, se as pessoas o compreendem de facto. Podendo, dessa forma, adoptar o comportamento correcto para se manterem a salvo.

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