2 de junho de 2007

Design quotes

“Think more, design less".
Ellen Lupton.

1 de junho de 2007

Um berço de cartão



Hoje, no dia mundial da criança, quero falar de um produto que me provoca sentimentos contraditórios. Há algum tempo atrás, encontrei esta nova abordagem do tradicional berço. Este produto, concebido pelos designers da Album Di Famiglia, é uma caminha de bebé feita em cartão, com umas rodas.
Devo confessar que, a possibilidade de recorrer a este material, para este efeito, apenas me ocorreria de forma muito remota. Sem ver o produto, eu poderia pensar que esta era uma solução imaginada para os filhos dos sem-abrigo das nossas cidades, ou, para os mais desfavorecidos do mundo. Mas não é. Esta solução é para aqueles que desejam ser diferentes, originais e/ou excêntricos. Tenho que admitir que, a este nível, oferece algumas possibilidades curiosas como, e destaco, a possibilidade de ser individualizada, ou personalizada, através de pinturas, de desenhos, ou de outras intervenções menos artísticas. E quanto a estas últimas, surgem as minhas dúvidas, de salientar as nódoas, os resíduos, um descuidado chichi, a erosão provocada pelo tempo e pelo uso. Já para não falar do que acontecerá se, a criança descobrir que o cartão é óptimo para por na boca e, assim, tentar aliviar o desconforto das gengivas durante o rompimento dos primeiros dentes… Ainda poderia falar da reduzida altura do berço, que irá provocar uma postura extremamente curvada nos pais. Ou da fragilidade do berço, como estrutura, em caso da queda de um objecto pesado. Mas, talvez estes aspectos menos positivos possam ser suplantados por vantagens como a facilidade de transporte, de armazenamento e de montagem. Ou talvez não…

Muito embora esteja assegurada a segurança e o conforto, adequados a uma cama de bebé, eu fiquei dividida entre a inovação e a tradição, entre a funcionalidade e a especulação… Também não sei se gostaria de ter de admitir, um dia mais tarde, que a minha primeira cama havia sido de cartão ;)

Disponível para compra on-line no site da Little Fashion Gallery.

31 de maio de 2007

Resolução de problemas e criatividade III



Poderia afirmar que, grosso modo, todas as pessoas são criativas mas, na verdade, o grau de criatividade é bastante variável. Para nós, professores, essa realidade é bem evidente. Por essa razão, o desenvolvimento do pensamento criativo é uma das minhas principais preocupações, enquanto docente.

A criatividade está relacionada com a cultura e a educação de cada um de nós. Será que se pode ensinar/aprender a criatividade?


Isso depende do que se entende por criatividade. Para mim, a criatividade define-se como uma actividade cognitiva, cujo resultado é uma nova visão do problema ou situação. Esta visão é muito vocacionada para os aspectos práticos do projecto, para a resolução de problemas e para a inovação ao nível das soluções. Nesse sentido, considero que é possível treinar as pessoas para adoptarem estratégias de raciocínio mais flexíveis e para praticarem técnicas que potenciem as suas potencialidades cognitivas. Claro está que, este grau de desenvolvimento, será limitado pela inteligência de cada um… Inegavelmente, há uma relação muito forte, mas não obrigatória, entre inteligência e criatividade (Butcher, 1968). Um outro aspecto comum, entre os que se destacaram pela sua grande criatividade, é a elevada capacidade de trabalho. Ou seja, a motivação, o empenho, a dedicação na resolução do problema é o grande motor da criatividade.


Infelizmente, do ponto de vista da ciência, ainda não surgiu uma teoria robusta que venha unificar o conhecimento existente sobre a criatividade. Aquilo que acontece, actualmente, é que existem diversas teorias, por vezes contraditórias e dispares entre si, que dificultam a compreensão deste assunto. Eu recorro ao estudo realizado por Hayes (1978) que sugere que, a criatividade pode ser aumentada através dos seguintes recursos:


> Aumento da base de conhecimentos sobre o assunto em estudo:

É óbvio que, se possuirmos uma base de conhecimentos forte, ampla e robusta em áreas como a ciência, arte, literatura, matemática, entre outros, estaremos mais aptos a raciocinar e a usar os nossos talentos naturais, logo, seremos mais criativos. Para os mais cépticos e mais preguiçosos deixo aqui uma sugestão: vão investigar a vida dos criativos que mais admiram e irão descobrir que eles são/foram indivíduos muito cultos… Portanto, aprender o mais que poderem, sobre aquele assunto que querem resolver, irá potenciar a vossa qualidade criativa!


> Criar a atmosfera certa para a criatividade:

Todos sabemos que as condições envolventes exercem grande influência sobre a nossa criatividade. De facto, daremos o nosso melhor se nos derem tempo e condições para as ideias incubarem. Mas, como nem sempre vivemos no mundo ideal há que saber dar a volta à questão. Por exemplo, devemos saber preparar o solo para a sementeira… ou seja, devemos recorrer a técnicas que sabemos serem úteis para a tal atmosfera. Por exemplo, o recurso ao brainstorming é uma excelente opção. As pessoas em grupo costumam dar asas à sua criatividade.


> Procurar analogias:

A análise do existente pode ser uma fonte inesgotável para a criatividade. Estudar a forma como problemas antigos foram resolvidos é uma estratégia, muito útil, para promover a criatividade.


Referências:

Butcher H.J. (1968). Human Intelligence: Its nature and assessment.
New York: Harper Torchbooks.
Hayes, J.R. (1978). Cognitive Psychology: Thinking and creating.
Homewood, IL: Dorsey Press.

30 de maio de 2007

Mood Boards

Um uso diferente das imagens...

Existem algumas metodologias do design que são, aparentemente, muito simples mas cuja utilidade para o projecto é imensa. Uma dessas metodologias são os “Mood boards”. Eu tenho designado estes painéis como Paletas de Tendências mas, na realidade, são composições feitas de retalhos de imagens inspiradoras, que formam um estado de espírito, uma atmosfera ou clima. Os “Mood boards” podem incluir imensos aspectos relativos ao projecto como as cores, texturas, lettering, formas, linhas, tecnologias, entre outros. Também podem ser construídos como mapas de amostras – “Sample boards”. Para serem úteis devem ser construídos nas fases iniciais do processo projectual e devem resultar de um processo analítico do problema. Uma grande vantagem, destes painéis, é que não são vinculativos, ou seja, são apenas orientadores e podem nem se ajustar rigorosamente ao produto final.



Na prática, os “Mood boards” podem ter várias utilidades para o designer. Podem ser usados para comunicar intenções, preferências, emoções, contextos ou tendências entre os designers, seus clientes e, até mesmo, com os potenciais utilizadores. São uma forma muito eficaz, porque usam imagens em vez de palavras, para recolher informação para o projecto. Estes painéis constituem verdadeiras fontes de inspiração para o designer, promovendo a criatividade e a inovação mas, de forma orientada e não aleatória. O seu uso, graças ao poder de orientação, pode tornar mais rápido e eficaz o trabalho criativo.

Algumas regras podem ser observadas na construção dos “Mood boards”. Deve ser escolhida uma dimensão e uma orientação para o painel (vertical ou horizontal). De seguida deve ser desenhada uma grelha de construção, ou layout, onde sejam definidas áreas, proporções e linhas de força. O ponto forte do painel, ou o ponto de atracção visual, deve ser reservado para os aspectos essenciais para a transmissão daquela atmosfera ou tendência. Todas as restantes imagens devem ser posicionadas em redor deste ponto de atracção, evidenciando linhas de força visual no painel que conduzam ao ponto central. As proporções entre os diversos elementos, ilustrados no painel, devem respeitar os pesos que se desejam transpor para o projecto. O resultado final deve ser harmonioso, atraente e limpo.

Links para mais informação sobre “Mood boards”:
5 reasons to design with mood boards
Design-skills

29 de maio de 2007

A era do vazio

Lipovetsky, Gilles (1988). A era do vazio. Ensaio sobre o individualismo contemporâneo. Lisboa: Relógio D.’água.


Li este livro quando ainda era estudante e adorei. Agora, quase 20 anos depois, a propósito da vinda de Lipovetsky a Portugal, para participar na conferência “A busca da felicidade", que divulguei ontem, reli-o e voltei a adorar. Espantosamente, continua tão actual como antes. É uma análise muitíssimo interessante da nossa sociedade. O autor fala-nos das novas atitudes, surgidas nas sociedades ocidentais, onde impera a apatia, a indiferença, o narcisismo e das novas relações sociais.


Para Lipovetsky, (…) “a recessão presente, a crise energética, a consciência ecológica não são o toque a finados da sociedade de consumo: estamos destinados a consumir, ainda que doutro modo, cada vez mais objectos e mais informações, desportos e viagens, formação e relações, música e cuidados médicos. É isso a sociedade pós-moderna: não o para além do consumo, mas a sua apoteose, a sua extensão à esfera privada, à imagem e ao devir do ego chamado a conhecer o destino da obsolescência acelerada, da mobilidade, da desestabilização. (…) A cultura pós-moderna é descentrada e heteróclita, materialista e psi, porno e discreta, inovadora e retro, consumista e ecologista, sofisticada e espontânea, espectacular e criativa; e o futuro não terá, sem dúvida, que decidir em favor de uma destas tendências, mas, pelo contrário, desenvolverá as lógicas duais, a co-presença flexível das antinomias (…)”.


Tanto quanto eu posso avaliar, passaram 2 décadas e, esta análise deixou de ser uma antevisão para ser um facto consumado. Espantoso!...


Sobre o autor:

Gilles Lipovetsky Filósofo, Professor na Universidade de Grenoble (França)
Autor com uma extensa obra publicada (
A Era do Vazio; O Luxo Eterno, entre outros) o seu último ensaio é uma reflexão sobre a sociedade de consumo intitulada Le Bonheur Paradoxal. Considerando que se entrou naquilo que o autor considera a era do “hiperconsumo”, o livro analisa a relação “paradoxal” que os indivíduos estabelecem hoje com um universo dominado pelo mercado onde mesmo a esfera do íntimo não lhe parece escapar.

Vale a pena ler e ouvir este autor…

28 de maio de 2007

A busca da felicidade

A felicidade o que é?


Muito embora a própria ciência ainda não tenha a resposta para esta pergunta, todos procuramos a felicidade. Contudo, segundo as mais recentes descobertas da ciência cognitiva, para ser feliz, nada melhor do que pensar em sê-lo.

De facto, nós podemos moldar o nosso cérebro. O que significa que, a sua estrutura possui notáveis capacidades de “neuroplasticidade” e irá, portanto, reflectir a vida que levámos. Na prática, isto significa que se pensarmos que somos felizes, o nosso cérebro irá materialmente transformar-se em resultado desses pensamentos e seremos, de facto, mais felizes…

A felicidade e as “emoções positivas” são o tema de debate na conferência “A busca da felicidade” irá decorrer no final desta semana (entre os dias 31 de Maio e 2 de Junho), na Culturgest em Lisboa.


Esta conferência pretende, dar eco de alguma da reflexão que tem vindo a ocorrer sobre esta temática focando-se, essencialmente, nos seguintes tópicos:

(...)
  • o que sabemos hoje, do ponto de vista científico, sobre a «felicidade» e como podemos olhar para ela à luz da história da ideia de felicidade como ela existiu no passado;
  • como é que esse conhecimento cientifico se tem desenvolvido na perspectiva de compreender não só porque é que alguns indivíduos são mais «felizes» que outros, mas também porque é que há países mais «felizes» do que outros;
  • que impactos é que os conhecimentos adquiridos pela ciência estão a ter nas empresas e nas organizações em geral na perspectiva de uma estimulação das «emoções positivas»;
  • de que forma o pensamento económico está a integrar este conhecimento sobre o papel dos «estados afectivos» nos seus modelos tradicionais;
  • que reflexos encontramos nas novas práticas sociais e culturais contemporâneas. (...)

A entrada é livre… aproveitem e sejam felizes!!!...


Link: http://www.culturgest.pt/actual/programa.html

Prémios Delta’07

Faltam apenas 3 dias para terminar o período de inscrição na 32ª edição dos Prémios Delta.

Podem enviar, exclusivamente por via electrónica, até ao dia 30 de Maio, esta quarta-feira, as candidaturas a este concurso internacional de design de produto, que se destina a premiar o melhor objecto cuja produção se tenha iniciado até ao dia 1 de Abril de 2007 e que tenha sido comercializado em Espanha até à data de inicio deste concurso e não anteriormente a 2004.

O concurso é promovido pela ADI-FAD (Asociación de Diseño Industrial - Fomento de las Artes y Diseño).


Para mais informações consulte a página do concurso em www.delta-awards.com


Fonte: CPD

27 de maio de 2007

Sem palavras

Concerto dos Dead Combo na Zé dos Bois



Na qualidade de admiradora do trabalho dos Dead Combo - portanto altamente suspeita - recomendo o concerto que vão realizar na Galeria Zé dos Bois, no próximo dia 1 de Junho às 23.00 horas.

Transcrevo literalmente a notícia retirada do site:

"O fado vadio e western-spaghetti dos muito lisboetas Dead Combo (Tó Trips em “guitarras desajeitadas” e Pedro Gonçalves no “contrabaixo chunga”) regressa à ZDB.
Segundo os próprios, “tocam Lisboa, a cidade do campo, das chaminés e das cúpulas brancas, tudo junto num voodoo de emoções, clichés e histórias entre o Tejo, as estradas do sul, os amantes desencontrados, anjos abandonados nas encruzilhadas do destino, vozes de mulheres, flores com cores trocadas, santos, câmaras ardentes, guitarras despidas, cuspidas e deitadas à rua, contrabaixos em fogo, cartolas, galinhas à solta e coisas que rolam na rua”.
Nos dedos trazem os dois volumes de “Quando a Alma Não é Pequena”, a banda-sonora que compuseram para o filme de Daniel Blaufuks, “Slightly Smaller Than Indiana”, e o muito que ainda está para vir".

Cinema em Cartaz



Exposição patente na Cordoaria Nacional, de 10.05.2007 a 24.06.2007.
Horário: 3ª-6ª: 10h00-19h00; Sab-Dom: 14h00-19h00. Entrada Livre

Esta exposição, comissariada por Adelaide Ginga e Marta Mestre, apresenta cerca de sessenta cartazes de cinema que revelam a diversidade do contexto dos primórdios da indústria cinematográfica internacional.
Doado ao Museu Municipal de Faro por Joaquim António Viegas, este acervo trazido agora a Lisboa dá a conhecer imagens ligadas a filmes do cinema mudo internacional (sendo o exemplar mais antigo de 1904 e o mais recente de 1916) e também revela duas artes populares: por um lado, os cartazes que trouxeram a ilustração artística para as ruas; por outro, aquela que viria a ser a 7ª arte, ainda em gestação, com o predomínio do cinema europeu e o despontar do cinema norte-americano.
A exposição Cinema em Cartaz é composta por seis núcleos temáticos que, apesar de poderem ser lidos autonomamente, permitem tecer fios de continuidade através dos autores, dos países de produção e das técnicas litográficas. A caminho da 7ª Arte, Do Palco ao Ecrã, Da graça à desgraça, da antiguidade à actualidade, Silêncio…Acção!, Norte, Sul, Este, Oeste e Os Incompletos, são os núcleos que, juntamente com uma pequena sequência com excertos de filmes da época e documentos pertencentes a Joaquim António Viegas, formam o conjunto desta exposição.

26 de maio de 2007

Design quotes

“...constraint breeds creatively. Difficult situations breed astonishing results.”
Jeffrey Veen, Adaptive Path.

25 de maio de 2007

Suitecase Bike

O designer israelita Gosh Galitsky é um entusiasta das bicicletas, como ele afirma na sua página pessoal, preocupado em encontrar uma solução que facilite o transporte das bicicletas dentro dos transportes públicos. Na tentativa de reduzir o espaço necessário para o transporte, ele concebeu um protótipo de uma bicicleta dobrável que, depois de fechada, ocupa o espaço de uma vulgar mala de viagem. Curiosamente, a roda da frente fica fora da “mala” e serve para facilitar a sua própria movimentação.




Este projecto estava a ser desenvolvido por Galitsky, no âmbito de um trabalho de curso, na Bezalel Academy of Art and Design em Jerusalém mas, actualmente, já está em fase de produção na China. A ideia da SuitcaseBike foi utilizada por uma empresa chinesa, que a exibiu na Canton Fair e que a vai produzir por US$ 399.



Infelizmente parece haver algumas dúvidas sobre a autoria deste projecto pois, não há nenhuma referência ao designer Galitsky na informação disponibilizada pela empresa chinesa... Todos sabemos como é sensível e ténue a linha que separa a criatividade do plágio. Na maioria das vezes, basta uma pequena modificação ao protótipo para que seja impossível provar o “roubo” da ideia. Quase sempre, a cópia é inferior ao original. Neste caso, cópia ou não, o protótipo de Galitsky agrada-me muito mais...


Está disponível no YouTube um pequeno vídeo promocional que demonstra como a bicicleta abre e fecha.


Em todo o caso, eu adoraria ter uma destas bicicletas…

24 de maio de 2007

Resolução de problemas e criatividade II

Faz hoje uma semana que lancei um pequeno desafio aos leitores deste blog. Com pena minha, até hoje, ninguém quis responder. Talvez considerem desinteressante participar neste tipo de iniciativas, não sei… De qualquer forma, tal como aconteceria em qualquer secção de passatempos da imprensa escrita, vou apresentar a solução ao pequeno desafio apresentado.

Aqui vai…a solução:

Eu, tal como a maioria das pessoas, tentaria resolver este problema procurando encontrar uma forma de me mover na direcção das cordas, para as tentar agarrar e juntar. Contudo, essa tentativa conduz-nos a um beco sem saída pois, é evidente que isso é impossível. Uma alternativa com mais potencial de sucesso mas, aparentemente mais remota, é encontrar uma forma de fazer com que uma das cordas se mova na nossa direcção. Para fazer mover uma das cordas podemos, por exemplo, amarrar um dos pincéis e usá-lo como pêndulo. Por estranho que pareça, no problema, não há indiciações que sugiram que deve ser a pessoa a mover-se, todavia, a maioria das pessoas adopta essa estratégia assumindo que existe uma espécie de restrição. A inclusão desta restrição, injustificada, leva a que o problema pareça insolúvel.

Este é um bom exemplo de como os nossos quadros mentais nos limitam o raciocínio e como estruturamos de forma deficiente os problemas que temos para resolver. Este tipo de problemas, mal estruturados, é designado por problemas de insigth porque, para os resolver, é preciso encontrar uma nova abordagem ou uma nova estrutura mental.

Para quebrar estas molduras invisíveis, que nos restringem o raciocínio, não há nada melhor que praticar novas estratégias... e esse é o grande objectivo deste tipo de "passatempos" ;)

23 de maio de 2007

Twelvetone


Twelvetone - Projecto de Arte e Design Experimental

Fábrica Features 07-05-2007 a 14-06-2007
2ª-Sab: 10h00-20h00
Entrada Livre


Doze jovens vindos de toda a Europa fazem parte deste projecto, assente no conceito de viagem intemporal. Doze participantes, doze visões, uma plataforma colectiva que procura expressar vários pontos de vista sobre diversas áreas de intervenção estética.

A mostra faz parte de um conjunto de 4 exposições que procuram reflectir sobre o passado, presente e futuro da imagem.

Art Buliding

Conceito de Art Buliding chega sábado a Portugal

Percorrendo os olhos pelas notícias on-line, esta chamou-me a atenção:

Quinta-feira, pelas 22:00, vai «cair o pano» que tapa o nº27 da Rua Victor Cordon, prédio que está a ser reabilitado, para deixar a descoberto a obra WAR/WORK, do artista plástico Tiago Baptista.

A ideia partiu de um grupo de sociedades que desenvolvem projectos imobiliários, muitos deles ligados à reabilitação urbana.

«Sentimos a necessidade de fazer mais pela cidade, dar algo à população em troca dos transtornos causados pela execução das obras. Já que não se pode eliminar o transtorno, podemos minimizá-lo com esta iniciativa», explicou à Lusa José Carlos Queirós Carvalho, administrador da Mainside Investments.
O grupo de sociedades pretende criar um «Museu à escala da cidade», utilizando o conceito Art Building nos vários projectos que tem em realização em zonas de Lisboa como os Restauradores, Alcântara, Santos, Santa Catarina, Bairro Alto e o Chiado.

Depois de ter sido escolhida, através de um concurso, a obra que iria «embelezar» o nº27 da Rua Victor Cordon, chegou a altura de pedir o licenciamento da iniciativa à Câmara Municipal de Lisboa, que demorou cerca de seis meses a dar uma resposta (já ninguém se admira, não é?...digo eu!)
«A nossa ideia era começar já com outras intervenções, mas com os atrasos na chegada do licenciamento acabámos por deixar arrastar o processo. No entanto, esperamos que no mais curto espaço de tempo seja exposta outra instalação numa obra dos Restauradores», explicou o responsável à Lusa.
O edifício do Chiado vai estar coberto de redes de camuflagem, «mas não de forma evidente, porque só de perto se perceberá o que é», e na esquina do prédio serão colocadas duas palavras em néon: WAR e WORK (guerra e trabalho), revelou à Lusa Tiago Baptista, o artista plástico responsável pela obra.
«Escolhi as duas palavras com grafia próxima, que à priori têm sentidos opostos, mas que se juntam em muita coisa. São duas coisas que trazem mudança, revolução, e há o trabalho de guerra, como o dos mercenários. Quero que as pessoas pensem sobre o assunto», explicou.
Para Tiago Baptista esta é uma iniciativa «excelente» e «uma questão de arte pública», que foi fruto de um concurso e não um «trabalho encomendado.
«Em Portugal a arte pública está muito confinada ao poder local, às estátuas das rotundas. As cidades precisam de outro género de arte pública», disse à Lusa.

Diário Digital / Lusa
23-05-2007 13:17:33

Conferência sobre usabilidade



> UPA 2007 Conference, “Patterns: Blueprints for Usability,”

Data: 11-15 de Junho de 2007

Local: Austin, Texas, EUA.

Usability Professionals Association



Podem consultar aqui o Programa


e-mail: office@usabilityprofessionals.org


links:

http://www.usabilityprofessionals.org

http://www.usabilityprofessionals.org/conference/2007/

Conferência sobre criatividade e cognição



> 6ª Conferência "Creativity and Cognition"


Data: 13-15 de Junho de 2007,

Local: Washington, EUA.

e-mail: selker@media.mit.edu

link: http://sabrinaliao.com/cc2007/

22 de maio de 2007

MONSTRA - Festival de Animação de Lisboa



De 21 a 27 de Maio no Teatro Maria Matos e no Cinema King

Quer se concorde ou não, com a proliferação de tanta diversidade de Festivais que por aí se andam a realizar (havendo uns mais interessantes do que outros, claro!) para todos os gostos, o certo é que alguns valem a pena, pois trazem a oportunidade de se assistir a eventos únicos.
Porque assim penso, "posto" mais um:

A Monstra – Festival de Animação de Lisboa, homenageia a criatividade e a peculiaridade da cinematografia Rússia.
Um programa com 17 sessões de curtas-metragens, que inclui Tale of Tales, de Youri Norstein, classificado Melhor Filme de Animação de Todos os Tempos, e retrospectivas de alguns dos melhores cineastas do género, compõem o trajecto pela cinematografia do país chaneira da animação.
A Monstra destaca-se também pela secção competitiva de longas-metragens e a habitual Monstrinha para os mais pequenos. Mas a 6ª edição do festival que celebra a animação não se esgota no cinema, convergindo no mesmo espaço outros media e outras artes: música, performances, pintura, debates e artes plásticas.

Mais informações:
Internet: www.monstrafestibal.com

Beautiful Evidence

Tufte, Edward R. (2006). Beautiful Evidence. Graphics Pr.
ISBN-10:
0961392177; ISBN-13: 978-0961392178

Acabei de juntar este livro à minha lista de compras.

Através da informação a que tive acesso e pela qualidade dos livros anteriores de Tufte acredito que valerá a pena ler esta obra…

"Science and art," according to Tufte, "have in common intense seeing, the wide-eyed observing that generates empirical information." This book is about how that seeing turns into showing. Tufte, professor emeritus at Yale University and author of three previous widely praised books on visual evidence, displays outstanding examples of the genre. One of the most arresting is Galileo's series of hand-drawn images of sunspots. A colleague of Galileo, the author tells us, said that the astronomer's drawings «delight both by the wonder of the spectacle and the accuracy of expression.» That, Tufte says, is beautiful evidence”.
Editors of Scientific American

"Edward Tufte's Beautiful Evidence is a masterpiece from a pioneer in the field of data visualization. His book in brilliant. The Galileo of graphics has done it again. It's not often an iconoclast comes along, trashes the old ways, and replaces them with an irresistible new interpretation. By teasing out the sublime from the seemingly mundane world of charts, graphs, and tables, Tufte has proven to a generation of graphic designers that great thinking begets great presentation. In Beautiful Evidence, his fourth work on analytical design, Tufte digs more deeply into art and science to reveal very old connections between truth and beauty -- all the way from Galileo to Google."

Business Week, Best Innovation and Design Books for 2006

Mais informações em: http://www.edwardtufte.com/tufte/books_be