15 de janeiro de 2009

Continuar? # Parar?... eis a questão...

Por vezes sou "atacada" pela ideia de abandonar este blog!... Confesso que, neste inicio de ano, pensei seriamente em não voltar a postar aqui ou, então, fazê-lo com menos regularidade.

A relação custo-benefício começou, subitamente, a ficar desequilibrada e, para além disso, já não tenho a certeza se o blog actual corresponde às expectativas que tinha quando da sua criação. Porém, as avaliações positivas que vou recebendo, em comentários ocasionais de leitores, ajudam-me a superar as dúvidas, as dificuldades e a reabastecer as baterias com energia para continuar. O resultado da última sondagem, feita aos nossos leitores, foi mais uma razão que me fez continuar.



Apesar de 90% dos participantes (N 90) terem concordado com a ideia de que o blog é útil para ajudar a fazer melhor design tenho, contudo, a consciência de que este blog não é o melhor que somos/sou capaz de fazer e que, muito haveria aqui para melhorar. Porém, dadas as circunstâncias actuais (doutoramento) e a disponibilidade dos outros contribuidores, não posso prometer mais nem melhor... apenas posso prometer que vou tentar ir mantendo o nível como até aqui.
Obrigada e bem hajam.
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14 de janeiro de 2009

Phascolarctos cinereus, ou seja, koala...

Depois de ontem ter divulgado o livro do Daniel Raposo, sobre design de identidade e imagem corporativa, cujos principais destinatários são os estudantes de design de comunicação, hoje, deixo-vos esta "pérola" do design de identidade...


As razões que, no meu entender, fazem com que esta logomarca "chumbe" são diversas. Não vou enumerá-las aqui (para isso existem as aulas do Prof. Corto Maltese e os manuais) mas, vou desafiar-vos a responder ás seguintes questões:

1# digam, rapidamente, como se designa a empresa?

a) iimisa
b) llmisa
c) 11misa
c) misa

Resposta: a designação da empresa é, apenas, Misa.

Então, porque razão aqueles 2 elementos gráficos (onde o koala está agarrado) são da mesma cor do texto? É que, graças à Lei da Semelhança (Psic. Gestalt), os elementos semelhantes são lidos como um todo, logo, aqueles 2 traços passam a ser lidos no texto... daí a confusão...

2# qual o ramo de actividade da empresa (considerando apenas a logomarca)?

a) empresa de comércio de animais e/ou de produtos para animais;
b) empresa de import/export que efectua trasacções com a Austrália;
c) agência de viagens de aventura/expedições, no continente australiano, para estar em contacto com a natureza;
d) empresa de comércio/transformação de madeira de eucalipto;
e) empresa que comercializa peles de animais, especialmente de koalas;
f) empresa que comercializa produtos relacionados com a higiene (empresas, industrias, etc.);

Resposta: o ramo de actividade da empresa é o segmento da higiene.
Que ligação?
Poderá ter que ver com alguma ligação sentimental/histórica dos fundadores da empresa. Mas, será que essa ligação interessa manter de forma assim tão evidente?... Qual o impacto, desta imagem, nos potenciais clientes/novos clientes?...

3# digam, rapidamente, se esta identidade remete para alguma localização geográfica específica?

Primeira opção óbvia: continente australiado (por causa do koala)? Também pode ser que tenha alguma ligação a Sintra (para quem conhece Sintra, é inevitável ver ali as 2 chaminés gigantescas do palácio da vila.)... ou, quem sabe, se a ambas ou a nenhuma destas...

Resposta: desconheço... mas, eu associaria à Austrália...

4# que pistas nos dá o koala, como animal, para interpretar a identidade?

> O koala é conhecido por ser muito tranquilo, muito lento e por evitar desperdiçar energias. Dada a pobreza da sua alimentação, os koalas necessitam de dormir muitas horas (um animal adulto dorme entre 16 e 18 horas por dias, sendo as restantes dedicadas quase exclusivamente à alimentação e à sua procura).
> Alimenta-se de folhas de eucaliptos e quase não bebe água (koala, no dialecto autóctone dos aborígenes, quer dizer “que não bebe”), retirando a quase totalidade de líquidos que necessita das folhas de eucalipto.
> Os koalas são animais de hábitos solitários. Vivem próximos uns dos outros mas, nunca em grupos com mais de 10 elementos.

Resposta: eu diria que, apesar de simpáticos e de não gastarem água, são lentos??? Talvez também gostem de produtos com odor a eucalipto (eu gosto)...

Casos como este fazem-me pensar na qualidade (falta dela) do design corporativo nacional.
Com tantos designers no desemprego como se explica a falta de investimento nesta área?...

Esta logomarca merecia ser revista?
Eu digo que sim e vocês, o que acham?
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13 de janeiro de 2009

Design de Identidade e Imagem Corporativa

# Sugestão de leitura da semana:

Raposo, Daniel (2008). Design de Identidade e Imagem Corporativa. Branding, história da marca, gestão de marca, identidade visual corporativa. Castelo Branco: Edições IPCB.
ISBN: 978-989-8196-07-1



No passado dia 15 de Dezembro foi lançado o último livro de Daniel Raposo - "Design de Identidade e Imagem Corporativa" - publicado pelas edições IPCB, com prefácio de de Joan Costa, Vasco Branco e Francisco Providência.

O livro está à venda por 10.00€ + portes, sendo enviado à cobrança postal. Para comprar basta enviar um e-mail informando do título do livro, número de exemplares, morada completa e nome completo para e-mail esart@esart.ipcb.pt.

"Justificação da obra:
Esta publicação visa explanar o conceito de Identidade Corporativa, desde a perspectiva do design, do planeamento e gestão de marcas.

As organizações laborais e civis despendem esforços em projectos de Identidade Visual geradores da Imagem Corporativa desejada. No entanto, é fácil comprovar que tal aposta assenta em pressupostos empíricos e erradamente limitados a uma marca gráfica e suas aplicações eventualmente normalizadas.

É objectivo desta obra, o contributo para o esclarecimento de conceitos técnicos e práticas conceptuais relacionados com o que actualmente se de denomina por Branding, evitando o seu uso de forma errada e a falta de eficácia que tal comporta.

Atendendo à importância do Design de Identidade e Imagem Corporativa para o quotidiano das organizações e o impacto destes projectos na vida das empresas e das pessoas, é fundamental que os designers tenham conhecimento de todo o processo. Não é aceitável que se desenvolvam projectos de Identidade Visual Corporativa sem conhecer nada mais que o nome da empresa… é fundamental que designers, marketeers e gestores entendam que branding não é mera cosmética corporativa escolhida ao acaso, mas antes uma actividade sociológica e estratégica de comunicação.

Ao longo do livro são dadas respostas a dúvidas frequentes. Encontra-se a definição dos principais termos relacionados; a história da marca; modelos de planeamento, gestão e estruturação de marcas; pistas para a realização de projectos de Identidade Visual Corporativa de qualidade.

Destinatários:
Pelos aspectos referidos, este livro destina-se sobretudo a designers, marketeers, directores de comunicação, criativos, namers, gestores, estudantes de design, sociólogos, historiadores do design, investigadores, relações públicas e escolas destas áreas. Nesta publicação encontrarão diversos conteúdos que fazem uma compilação fundamental ao entendimento claro do que é uma marca, como funciona, como se cria e como se gere ou avalia.

Índice:
1 – Introdução
2 – Conceitos relacionados
2.1- Os signos
2.2- Ícones, índices, e símbolos
2.3- O Símbolo
2.4- Os códigos
2.5- Modos de comunicação
2.6- Signos naturais ou arbitrários
2.7- O significado de uma marca
2.8- A dupla dimensão da marca
2.9- Identificação planeada e espontânea
2.10- O signo gráfico: linguístico (o logótipo) e icónico (o símbolo)
2.11- A marca em toda a sua dimensão semiótica
2.12- A imagem gráfica e imagem corporativa
2.13- A identidade corporativa
2.14- Semiótica corporativa
2.15- Componentes corporativos
3- A marca como espelho da história humana
3.1- Primeiro nascimento da marca
3.1.1- A pré-história da marca
3.1.2- Monogramas – A marca como assinatura
3.1.3- A marca laboral
3.1.4- As marcas dos canteiros
3.1.5- As marcas de gado
3.1.6- A marca na moeda
3.1.7- Os códigos de identidade das ânforas e das tégulas
3.2- O segundo nascimento da marca
3.2.1- O sistema corporativo medieval
3.2.2- A heráldica
3.2.2.1- A heráldica portuguesa
3.2.3- Marcas de contraste e de ourives ou punções
3.2.4- Marcas de imprensa
3.3- O terceiro nascimento da marca
3.3.1- A liberdade comercial e a marca
3.3.2- O industrialismo e a marca moderna
3.3.3- A publicidade (o cartaz marca de 1900)
3.3.4- Da marca à identidade corporativa (AEG)
3.3.5- O design no período da II Guerra Mundial
3.3.6- O design do Pós-Guerra
3.3.7- Escola de Ulm (1953-1968)
3.4 - A marca como sistema vivo
3.4.1- Personalização
3.4.2- O eDesign e a marca on-line
3.4.3- A marca emocional na era digital
4- A estrutura da identidade visual corporativa
4.1 - Considerações acerca da arquitectura da marca.
5- Modelos conceptuais de gestão de identidade corporativa
5.1- Enquadramento
5.2- Modelos de gestão de identidade corporativa
5.2.1- Modelo de Kevin Lane Keller (1998) – “Estratégia de Marca Baseada no Consumidor”
5.2.2- Modelo de Gestão De David A. Aaker
5.2.3- Modelo de Gestão de Scott M. Davis
5.2.4- Modelo de Norberto Chaves
5.2.5- O paradigma sociológico de Joan Costa
6 - Imagem e reputação corporativa
6.1 - Auditoria de Imagem Corporativa
7 - Identidade visual Corporativa
8 - Conclusão
Glossário de termos
Referências bibliográficas
Bibliografia

O autor
Daniel Raposo Martins (1977) é designer de comunicação e docente, desenvolve actividade profissional, em particular, na área da Identidade Corporativa.
Dedica-se ao estudo do design desde 1993. Após um curso técnico de design, licenciou-se em Design de Comunicação pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Portalegre; é mestre em Design, Materiais e Gestão de Produto pela Universidade de Aveiro, onde defendeu a dissertação "Gestão de Identidade Corporativa: do signo ao código"; doutorando em Design na Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa onde estuda “A letra como signo de Identidade visual corporativa”.
Reside na cidade de Castelo Branco onde é docente e coordenador do curso de Design de Comunicação e Produção Audiovisual (http://reflexos.esart.ipcb.pt) na Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco em Portugal (www.esart.ipcb.pt). Foi responsável pelo projecto “Ritmos de Weimar”, desenvolvido entre a ESART e a Bauhaus-Universität Weimar (http://bauhaus.esart.ipcb.pt).
Membro fundador e secretário de direcção da Associação Nacional de Designers – Portugal (www.and.org.pt), representa Portugal na Red DirCom Iberoamericana (http://www.reddircom.org) e no DIB – Diseño Iberoamericano (http://disenoiberoamericano.com). É responsável pela “Convergências – Revista de investigação e ensino das artes” (http://convergencias.esart.ipcb.pt), autor de diversos artigos, co-autor do livro “Ver, ouvir e sentir letras” (ISBN: 978-84-691-2846-6), co-autor com Joan Costa do livro “La rebelión de los signos - El alma de la letra” (ISBN 978-987-601-060-3), autor do livro “Design de Identidade e Imagem Corporativa. Branding, história da marca, gestão de marca, identidade visual corporativa” (ISBN: 978-989-8196-07-1)."

Links:
www.danielraposo.com
http://identidade-corporativa.blogspot.com
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12 de janeiro de 2009

Rapidinhas...


# VII International Triennial of Eco-Poster | 4th Block

As categorias que estão a concurso são: Eco-poster (posters, de todos os tipos, desde que tenham como tema o ambiente); Social eco project (videos, animação, instalações, anúncios comerciais, ou outros projectos com um tema relacionado com ecologia); Eco-culture (museus, exposições, teatro, concertos, festivais, etc… no âmbito da ecologia).
Poderão descarregar, aqui, o regulamento (PDF).
O prazo para submissão de propostas termina a 1 de Fevereiro de 2009.


# Student Starpack Award

Está a decorrer a submissão de trabalhos ao prémio Starpack estudantes, para design de embalagens.
O prazo para submissão de propostas termina a 25 de Fevereiro de 2009.
Links para saber mais:
Full list of 2009 design briefs (PDF)
New for 2009 - Graduate Brief (PDF)


# Restyling da imagem corporativa | Jamor Móveis

O grupo Jamor Móveis lançou um concurso de design, destinado a alunos e ex-alunos de design e marketing, com o objectivo de renovar a sua imagem corporativa.
Para saber mais consultar o regulamento (PDF).
O prazo para submissão de propostas termina a 27 de Fevereiro de 2009.


# TheCrane.tv | Discovery Campus | reelisor.com

O concurso promovido pela TheCrane.tv, Discovery Campus e reelisor.com desafia os criativos, de todo o mundo, a submeter filmes nas seguintes categorias: Culture, Art&Design, Lifestyle, Fashion, Ideas, Travel e "Green".
O prazo para submissão de propostas termina a 28 de Fevereiro de 2009.


# Concurso de vídeo | Biodiversidade e estilos de vida

Este concurso, promovido pela Divisão de Educação e Sensibilização Ambiental da Câmara Municipal de Lisboa (DESA-CML) e Centro de Biologia Ambiental da Faculdade de Ciências (CBA-FCUL), procura a conjugação entre a linguagem científica e a linguagem artística para a sensibilização ambiental - ‘Biodiversidade em Estilo’.
via: FBA

Para mais informações contactar:
Câmara Municipal de Lisboa - DMAU – DAEV
Dra. Teresa Pereira
Estrada do Barcal. Monte das Perdizes. Parque Florestal do Monsanto
1500-068 Lisboa
Tel.:+351 218 170 200/01
desa(at)cm-lisboa.pt

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11 de janeiro de 2009

Tintin fez 80 anos # parabéns!

(...)"Nos primeiros dias de Janeiro de 1929 (10 Janeiro), o jornal belga Vingtième Siècle incluiu um discreto anúncio. Em fundo, as cúpulas russas; em primeiro plano, um jovem de perfil, com uma cabeça redonda, nariz saliente, grandes sobrancelhas e cabelo rebelde caído para a testa. Calçava sapatos enormes e usava um fato de golfe aos quadrados. Na legenda: “Acompanhem, a partir da próxima quinta-feira, as extraordinárias aventuras de Tintin, repórter, e do seu cão, Milou, ao País dos Sovietes.”(...)

in Jornal Público # ler mais



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.Tintin.com (site oficial)
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10 de janeiro de 2009

Ron Arad no Centro Georges Pompidou

Nascido em Tel Aviv e a viver em Londres desde 1973, Arad diversificou na capital inglesa os seus interesses criativos e imprimiu nas suas peças formas elípticas, ovóides e sinusoidais que lhe deram fama e o converteram num dos jovens criadores emblemáticos da arte europeia.
O seu nome evoca imediatamente o de obras tão características como a estante Bookworm (1993) ou a cadeira Tom Vac (1997), mas este artista foge das classificações e elimina as fronteiras entre design, arquitectura e artes plásticas. Longe de considerar-se unicamente arquitecto ou desenhador, define-se a si próprio como um criador livre sem disciplinas nem ligações.
Na exposição que tive a oportunidade de ver no Centro GeorgesPompidou (Paris), podemos contemplar, junto a peças praticamente inéditas, uma reprodução quase idêntica do hall de entrada e da escada da Ópera de Tel Aviv, construída em 1994.A exposição divide-se em três grandes espaços: Peças únicas e design experimental, obras de arquitectura e mostra de peças que estão disponível a qualquer um, ou melhor, apenas disponíveis aos bolsos de alguns!
O divertido da exposição foi perceber que foi o próprio Arad que projectou e delineou a exposição. Inclusivamente Arad não queria expor as obras obras que se encontram à venda em inúmeras lojas de design. Depois de ter sido convencido pelos responsáveis do Cntro de Exposições lá acedeu e montou uma “montra” virada para a rua. Quem passa no exterior do Centro Pompidu pode admirar as peças de Ron Arad, e quem está no interior da exposição pode desfrutar e experimentar as peças do designer. Cadeiras, bancos, sofás, etc.
Nesta mostra fica patente o interesse de Arad pela tecnologia e o modo como utiliza procedimentos próprios da engenharia de materiais e máquinas de alta precisão para dar lugar a obras que são fruto de uma grande experimentação ligada aos modernos achados da ciência.

Quem tiver oportunidade, Paris está no mesmo sítio: mais ou menos a meio de França! É só comprar o bilhete de avião!

fotos de Corto Maltese
















9 de janeiro de 2009

2009 amarelo :-P

Depois de 2007 ter sido "pintado", pela Pantone, com o 19-1557 Chili Pepper e 2008 ter sido o ano do 18-3943 Blue Íris, eis que 2009 se adivinha amarelo...

Para Leatrice Eiseman, director executivo do Pantone Color Institute®, esta cor representa as qualidades e a importância do sol para a vida, assim como está ligada à imaginação e inovação.


(Ler mais)

Bem que precisamos de uma força igual à do sol para ultrapassar estes tempos tão difíceis...
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8 de janeiro de 2009

Símbolos e pictogramas curiosos...#3

Entre as pessoas com necessidades especiais existe um grupo, com mobilidade reduzida, que se desloca em cadeira de rodas. Talvez em virtude das particularidades da cadeira de rodas e da maior expressão que esta incapacidade têm na população, este grupo foi escolhido para representar a ideia de acessibilidade.

O símbolo internacional de acessibilidade consiste numa figura estilizada de uma pessoa em cadeira de rodas (Decreto-Lei nº 163/2006 de 8 de Agosto), conforme a figura seguinte.


Fig. 1 - Esquema (grelha de construção) do símbolo internacional de acessibilidade

Este símbolo é aplicado em situações diversas. As mais comuns são:
> percursos, acessos e/ou edifícios acessíveis;
> máquinas/equipamentos acessíveis;
> instalações sanitárias acessíveis;
> lugares de estacionamento reservados a deficientes motores;


Fig. 2 - aplicações mais comuns do símbolo internacional de acessibilidade

Contudo, existem mentes criativas que gostam de dar "aquele toque especial" aos símbolos e acabam por produzir soluções algo "diferentes", com é o caso do símbolo que podem ver na figura seguinte.


Fig. 3 - símbolo internacional de acessibilidade "diferente"...
(foto tirada com telemóvel...)

Este curioso símbolo está aplicado na porta de um WC de uma conhecida faculdade de Lisboa, cujo nome não vou divulgar por achar que não importa para o efeito.

Numa leitura rápida fiquei com a ideia de que o símbolo ilustrava um deficiente, em cadeira de rodas, a jogar com uma bola... Mas, como essa hipótese me pareceu algo descabida, considerando o contexto, deduzi que a "bola" deveria ser, afinal, a pequena roda da frente que algumas cadeiras possuem... ou, talvez o "criativo" tenha ficado incomodado pela figura estar com as pernas suspensas e tenha sentido vontade de dar um apoio aos pés...

Fica a dúvida: será o caso de um verdadeiro incentivo, legítimo, à prática de desporto, um caso de "humor negro" ou, apenas, um caso de design irresponsável que acabou por dar origem a uma piada?...
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7 de janeiro de 2009

Europeana # Biblioteca online da Europa


Foi inaugurada há 2 meses atrás, em Novembro de 2008, a biblioteca multimédia online da Europa, "Europeana". A partir de agora é possível aceder, através da Internet, a mais de 2 milhões de obras dos 27 Estados-membros da União Europeia.
O site está disponível em diversas línguas, incluído o português ;-)

Esta biblioteca virtual conta com livros, mapas, gravações, fotografias, documentos de arquivo, pinturas e filmes do acervo das bibliotecas nacionais e instituições culturais dos 27 Estados-Membros da UE tendo, por exemplo, de Portugal a Carta plana de parte da Costa do Brasil, um mapa de 1784 (imagem em baixo).

Um acervo digital a explorar...



Link: http://www.europeana.eu/portal/
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6 de janeiro de 2009

Measuring the User Experience

# Sugestão de leitura da semana...

Tullis, Thomas & Albert, William. (2008). Measuring the User Experience: Collecting, Analyzing, and Presenting Usability Metrics. Morgan Kauffman. ISBN-13: 978-0-12-373558-4

Na primeira sugestão de leitura do ano recomendo o livro "Measuring the User Experience". Este livro, também disponível como e-book, ensina a planear, analisar e recolher dados relativos a testes com utilizadores, em estudos de usabilidade.

É um livro aconselhável (que recomendo aos meus alunos) para quem efectua design e avaliação de interfaces e para estudantes envolvidos nestas problemáticas.
Adicionalmente, para quem está a efectuar mestrado, ou outros trabalhos de investigação, o livro possui muita informação sobre como tratar os dados estatisticamente e a sua apresentação (gráficos, tabelas, etc.).

Links:
Índice de conteúdos
site http://measuringuserexperience.com, associado ao livro com o mesmo nome
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5 de janeiro de 2009

Rapidinhas...


# Data Day Protection | Video Competition

No âmbito das celebrações do Dia da Protecção de Dados (28 de Janeiro), a “European Schoolnet” lançou o concurso “Surf the Net – Think Privacy!”. O concurso tem por objectivo estimular os jovens, com idades compreendidas entre os 15 e 19 anos, a criar um filme (30 a 90 segundos, de 10MB no máximo) que exprima as suas opiniões e/ou preocupações com esta problemática.
O prazo para submeter os filme termina a 15 de Janeiro de 2009.


# Young? Creative? Chevrolet!

A Chevrolet Europe desafia todos os estudantes, das escolas de artes e design a participar no concurso internacional “Young? Creative? Chevrolet!”. O concurso engloba 5 categorias: Fotografia, Vídeo; Artes Visuais; Moda e Música.
O prazo para submeter os projectos termina a 27 de Fevereiro de 2009.


# HUGO Create: Past, Present, Future

A Hugo Fragrances está a promover o “Round 7” do concurso Hugo Create, baseado no tema Passado, Presente e Futuro.
O Round 7 termina a 1 de Fevereiro de 2009.


# Cut&Paste 2009 Digital Design Tournament

A Cut&Paste, uma jovem empresa de design, desafia os designers jovens e talentosos a representar a sua cidade de forma rápida. O torneio de design digital percorrerá 16 cidades entre Fevereiro e Junho de 2009.
O limite para participar, na Europa, termina a 6 de Fevereiro de 2009.


#2009 Great Places Award

O Places: Fórum of Design for the Public Realm e Environmental Design Research Association, em colaboração com a Metropolis Magazine estão a promover os prémios anuais Place Design, Planning and Research. Os prémios têm por objectivo premiar a excelência do design de lugares/espaços e a forma como as pessoas os habitam. É dada preferência a projectos que façam a ponte entre a pesquisa e a prática, demonstrando como o entendimento da interacção entre pessoas e os lugares pode ser uma fonte de inspiração para o design. Existem 4 categorias para submissão: Place Research; Place Planning; Place Design; Book Award.
O prazo para participar termina a 9 de Fevereiro de 2009.
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3 de janeiro de 2009

Design quotes

"A complex system that works is invariably found to have evolved from a simple system that worked….A complex system designed from scratch never works and cannot be patched up to make it work. You have to start over, beginning with a working simple system."
J. Gall
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20 de dezembro de 2008

Happening Árvore de Natal Humana que Chora



Quando alguém diz que no Natal costuma fazer ‘algumas loucuras’, essa pessoa quer dizer, por exemplo, que durante esta época come mais doces do que é costume. Mas se for Mark MacGowan a dizer isso, é certo que ele não está a falar de filhós, sonhos e rabanadas. No dia 18 de Dezembro, Mark esteve na Rua Poço dos Negros vestido de pinheiro de Natal. Começou a chorar e prometeu só acabar com as lágrimas 72 horas depois. Porquê? «É uma chamada de atenção para a solidão de que algumas pessoas sofrem especialmente no Natal».

Tive pena de não ver e não saber se o performer cumpriu a promessa, mas mesmo que não tenha conseguido, foi mais um artista que através de uma forma de expressão artística, contribuiu para uma chamada de atenção, uma reflexão social, numa época em que quantos de nós somos atraídos pelo consumismo e esquecemos a solidariedade.

BOAS FESTAS


A todos os nossos visitantes deste blog desejo um feliz Natal e um ano de 2009 com muita cultura, bom design e sobretudo muitas alegrias e Paz.

Design quotes

"Most products are ugly. The harsh reality is that in many of these markets, form follows funding. And that products go where the market takes them."
Bran Ferren
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19 de dezembro de 2008

Invisible Culture


# Invisible Culture | An Electronic Journal for Visual Culture

O "Invisible Culture" é uma revista electrónica, da Universidade de Rochester, sobre Cultura Visual. Podem consultar, on-line, todos os números publicados (12) desde 1998.
O último número, da Primavera de 2008, dá pelo título: "The Archive of the Future / The Future of the Archive".
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18 de dezembro de 2008

Day bed # para trabalhar quase deitado...

Daybed (cama de dia) é o nome atribuído, por Manuelsaez, ao posto de trabalho concebido especialmente para o trabalho com computadores portáteis em contexto doméstico.



Esta proposta, realizada para a Humanscale, consiste num cadeirão, com apoio integrado para pés e uma prancheta para apoio do computador, que permite uma posição de trabalho reclinada.

Segundo o autor, este produto ajudará a reduzir o desconforto e a prevenir prováveis lesões associadas ao uso prolongado do portátil em posições incorrectas (ex. trabalho no sofá).

Resta saber é se, este produto, consegue alcançar os objectivos a que se propõe.

Tenho algumas dúvidas, sobretudo pela pouca flexibilidade de alternar posturas e pela ausência de ajuste dos ângulos (isto considerando, apenas, o que eu consigo determinar pelas imagens disponíveis)...

via: YankoDesign
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17 de dezembro de 2008

Símbolos e pictogramas curiosos...#2

Uma pessoa que seja surda não pode ser alertada, como é óbvio, por um alarme sonoro, para uma emergência que ocorra dentro de um edifício (ex. um fogo). Infelizmente, a maioria, ou quase totalidade dos edifícios apenas possuem sistemas de alarme deste tipo.

Esses sistemas são, por vezes, complementados com indicadores luminosos como, por exemplo, flashes (luzes "strobe") ou "pirilampos" que reforçam a mensagem de alerta. Contudo, para que o surdo se aperceba de que esse alarme está activo terá que ter contacto visual com esses avisos, o que pode não acontecer a dada altura. Ou, então, deduzir o que se está a passar pelo comportamento de outros utentes. O que também não é correcto e que poderá ser impossível de fazer, se estiver sozinho.

Podemos, por isso, concluir que as pessoas com deficiência auditiva estarão, na maioria dos casos, bastante desprotegidas. Imaginem a ansiedade que isso causará...
Suponham o que será, por exemplo, estar a dormir, num quarto de um hotel, sem saber se vão ser alertados, para um eventual incêndio, antes de as chamas/fumo vos invadirem o quarto...?

Não deve ser nada agradável...!

Uma alternativa poderá ser a implementação de dispositivos de alarme vibratórios. A empresa Deaf-Alerter disponibiliza diversos sistemas deste tipo.

Este tipo de produto/serviço é, como é evidente, muito importante e merece toda a nossa atenção pois é fundamental que os nossos edifícios sejam inclusivos e acessíveis. Mas, não foi esse o principal propósito que me levou a escrever este "post". Aliás, o motivo deste texto foi o estranho símbolo que a "Deaf-Alerter" sugere que seja aplicado nos edifícios equipados com este sistema de alerta.

Vamos, então, passar ao símbolo...


Imagem 1 - Símbolo da "Deaf-Alerter"

Ao observar o símbolo, por um lado, fiquei com a ideia de que era uma "orelha-alada", isto porque, as chamas/fumo me pareciam umas asas.

Depois, ao olhar novamente, já vi um "triângulo-orelha" que me parecia ter chifres e, eventualmente, umas orelhas (do tipo da vaca).

Por outro lado, aprendi que dentro do triângulo é ilustrado o perigo, ou, as consequências associadas à exposição ao perigo. O que me levou a pensar que, aqui, o perigo seriam as orelhas!!!... Especialmente aquelas que são inflamáveis... ;-)

Para além disso, o facto do triângulo estar sobre um fundo de cor avermelhada faz toda a diferença (os sinais de perigo têm um fundo amarelo com pictograma a preto). Esta cor remete-nos para os equipamentos de luta contra os incêndios quando, a meu ver, este alerta não está circunscrito apenas a incêndios. Os equipamentos de emergência são, ao que sei, indicados por sinais de cor verde... Isto poderá gerar, no mínimo, algumas más interpretações sobre quando e porquê accionar o tal alarme para surdos.


Imagem 2 - Aplicação do símbolo nos edifícios equipados com alarme vibratório.

Estou aqui a criticar mas, também não sei, neste momento, qual seria a alternativa mais adequada a este caso. Talvez estejamos perante um daqueles casos em que não há nenhuma forma, adequada, para ilustrar a mensagem pictoricamente. Não seria o primeiro caso.

Neste sentido, talvez fosse melhor opção o desenvolvimento de um símbolo, mais ou menos abstracto, que obrigaria a aprendizagem prévia para ser descodificado. O que, no meu ver, não era errado. Pois, não sendo um símbolo de carácter universal, isto é, que se destine ao maior número de utilizadores possível, os interessados estariam, certamente, previamente instruídos sobre a sua existência e significado.
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16 de dezembro de 2008

Fundamentos da Sensação e Percepção

# Sugestão de leitura da semana:

Mather, George (2008). Foundations of Sensation and Perception. 2nd edition. Psychology Press. ISBN: 978-1-84169-699-7

O livro inicia-se com um capitulo de introdução ás teorias de base, princípios gerais da fisiologia e da percepção que permitem, ao leitor, adquirir as ferramentas necessárias para compreender a forma como percepcionamos o mundo. Dois capítulos são dedicados a tópicos como a transdução, campos receptivos e adaptação sensorial via sentidos como o tacto, olfacto e paladar. Os últimos capítulos, sobre audição e visão, aprofundam estes fundamentos. Desta forma, transitamos dos conhecimentos mais simples para os mais complexos. Existe, ainda, um capítulo inteiro dedicado às diferenças individuais como, por exemplo, idade, género, experiência, conhecimentos e cultura.

Sendo um livro dedicado, sobretudo, a estudantes estão disponíveis diversos recursos como, palavras-chave, sumários, perguntas e ligações para recursos adicionais. Uma secção de tutoriais fornece a oportunidade de explorar informação adicional sobre os desenvolvimentos mais recentes e polémicos.

índice:
1. General Principles. Introduction. Classification of the Senses. Methods Used to Study Perception. General Principles of Sensation and Perception. Chapter Summary. Tutorials. 2. The Chemical Senses. Introduction. Smell. Taste. Flavor. Evaluation. Chapter Summary. Tutorials. 3. The Body Senses. Introduction. The Somatosensory System. The Vestibular System. Chapter Summary. Tutorials. 4. The Physics and Biology of Audition. Introduction. Sound as a Physical Stimulus. The Physiology of the Auditory System. Chapter Summary. Tutorials. 5. Perception of Sound. Introduction. Loudness Perception. Pitch Perception. Auditory Localization. Speech Perception. Auditory Scene Analysis. Hearing Dysfunction. Chapter Summary. Tutorials. 6. The Physics of Vision—Light and the Eye. Introduction. What is Light? Some Important Properties of Light. The Eye. Chapter Summary. Tutorials. 7. Visual Physiology. Introduction. The Retina. The Visual Pathway. The Visual Cortex. Chapter Summary. Tutorials. 8. Spatial Vision. Introduction. Fundamental Functions. Representation at Multiple Spatial Scales. Uses of Spatial Filters. Chapter Summary. Tutorials. 9. Shape and Object Perception. Introduction: The Three-Stage Model. Shape Representation. Object Representation. Chapter Summary. Tutorials. 10. Depth Perception. Introduction. The Multiplicity Of Depth Cues. Cue Combination. Chapter Summary. Tutorials. 11. Visual Motion Perception. Introduction. Detecting Movement. The Integration of Motion Detector Responses. Multiple Processes in Motion Perception. Chapter Summary. Tutorials. 12. Colour Vision. Introduction. Colour Space. Colour Mixture. Dual-Process Theory. Colour Interactions. Colour Deficiency. Chapter Summary. Tutorials. 13. Multi-Sensory Processing In Perception. Introduction. Multi-Sensory Processing. Synesthesia. Chapter Summary. Tutorials. 14. Individual Differences in Perception. Introduction. Age. Sex. Culture. Expertise. Idiosyncratic Individual Differences. Chapter Summary. Tutorials. References. Author Index. Subject Index.

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15 de dezembro de 2008

Rapidinhas...


# Sony World Photography Awards | Cannes 2009

"O mundo está à tua espera. Revela o teu olhar."Podem participar, neste prémio, fotógrafos profissionais e amadores. A participação é gratuita.
Inscrições até 31 de Dezembro de 2008.


#Prémio Nacional Indústrias Criativas – Unicer/Serralves

O Prémio Nacional Indústrias Criativas – Unicer/Serralves procura, não só, promover a produção criativa como, também, estimular a economia portuguesa contribuindo para a afirmação da Identidade de um “Portugal Contemporâneo”. O Prémio tem como objectivo promover, apoiar, acompanhar e ajudar a implementar projectos na área das indústrias criativas que sejam inovadores, tenham viabilidade económica e financeira, sejam potenciadores de criação de novos postos de trabalho qualificado e produzam um efeito impulsionador na produção intelectual portuguesa no contexto de mercado global. Pretende-se assim contribuir para o incremento do número de registos de direitos de autor, de direitos de propriedade industrial, bem como, de marcas e patentes.
Envio da ficha de candidatura e resumo do projecto até 31 de Dezembro de 2008.


# Restaurant and Bar Design Awards

O concurso "Restaurant and Bar Design Awards" é dedicado ao design de ambientes de bares e restaurantes. Podem concorrer designers de todo o mundo, desde que, os seus espaços projectados se localizem no Reino Unido. O prazo para concorrer termina a 31 de Dezembro de 2008.


# Pure Creativity

O concurso "Pure Creativity" desafia-te a criar um objecto inovador, "inteligente" e prático que seja inspirado na tecnologia de prototipagem rápida a 3D "stereo lithographic ". Podem participar estudantes de design, de todo o mundo, com idades compreendidas entre 18 e 28 anos.O prazo para concorrer termina a 31 de Dezembro de 2008.


# 2009 Summit Creative Award

O Summit International Awards está a aceitar candidaturas ao concurso "Summit Creative Award 2009". O objectivo é premiar e dar visibilidade ao marketing e publicidade, realizado por pequena e médias agências, de todo o mundo. Novas categorias como, "Marketing verde" e ""
marketing de guerrilha" também estão representadas. O prazo para concorrer termina a 26 de Janeiro de 2009.
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