15 de julho de 2009

Realidade Aumentada

A classificação dos sistemas de RV depende, em parte, da proporção que os estímulos virtuais (na maior parte dos casos visuais) assumem relativamente ao mundo real exibido na aplicação.
Assim, podemos distinguir 3 grande categorias:

Realidade Virtual (Virtual Reality), na qual apenas são usadas imagens virtuais;

Realidade Aumentada (Augmented Reality), na qual as imagens geradas pelo computador são sobrepostas e integradas no mundo real;

Realidades Mistas (Mixed Realities) que é um termo usado para indicar tanto a realidade aumentada como a virtualidade aumentada, uma vez que ambas combinam elementos do mundo real e do mundo virtual.



Neste exemplo, uma marca/loja de vestuário Japonesa usa a Realidade Aumentada para que os seus clientes possam experimentar as roupas. O sistema permite sobrepor imagens das roupas ao corpo do cliente. Dessa forma, é possível testar diversas conjugações sem ter o trabalho real de “vestir e despir” (Que, devido ao calor e exíguidade dos cubículo de prova nem sempre é agradável). Existe, ainda, a possibilidade de fotografar os conjuntos e enviar para os amigos para saber a sua opinião.

Porém, como o ajuste das peças de vestuário não é muito realista, fica a dúvida se não estamos a ser mesmo iludidos pelo sistema... e de Realidade Aumentada passamos a Verdade Diminuida :)
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11 de julho de 2009

Design quotes

“The most innovative designers consciously reject the standard option box and cultivate an appetite for ‘thinking wrong'."
in The Designful Company by Marty Neumeier
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10 de julho de 2009

ddo


O ddo (Dubberly Design Office), de Hugh Dubberly e Robin Bahr, apresenta-se como um gabinete de design que coloca as pessoas no centro do processo de design. Eles projectam produtos e interfaces. Fazem design visual, coorporativo e Web, assim como realizam testes de usabilidade, entre outros...


No site podemos encontrar, para além de uma fonte de inspiração, alguma informação útil como, por exemplo, este modelo do processo criativo, entre outras coisas interessantes.
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9 de julho de 2009

Masculino * Feminino | Eis a questão...

Quando se concebe pictogramas com representação da figura humana, uma questão que não é fácil de resolver é a do género. Isto é, como desenvolver uma solução que não seja tendenciosa, sexista, ou, discriminatória face ao género?

Vou dar alguns exemplos para ajudar a entender este problema.


Figura 1. Pictogramas para sala de confereências, auditório ou algo similar.

Veja-se o caso do pictograma referente a auditório/sala de conferencias na imagem do canto esquerdo. Foi usada a figura masculina. Está errado!
A não ser que se trate de um evento exclusivamente masculino, não deveria ser usado este pictograma. A melhor opção seria um pictograma que fosse omisso quanto ao género, como é o caso da imagem do canto direito.

Mas, ainda pior do que o caso que acabei de referir, são os casos onde se aplicam esteriótipos. Veja-se os exemplos seguintes...


Figura 2. pictogramas com esteriótipos evidentes

Colocar a mulher a fazer as compras do supermercado, ou, a cuidar das crianças, enquanto os homens fazem actividades de lazer, ou, se armam em heróis, não é nada correcto!

Para evitar esta questão, alguns autores defendem o uso de 2 figuras, uma de cada sexo. Na teoria isso pode ser uma boa solução. Porém, em alguns casos, irá complicar muito a solução e, inclusivamente, gerar algumas confusões na descodificação da mensagem.


Figura 3. pictogramas com ambos os géneros

Veja-se o caso do sinal, do canto esquerdo, que significa porta-corta-fogo. Quando o sujeitei a um teste de compreensão, a maioria dos respondentes associou-o a WC. Tudo por causa das duas figurinhas humanas, homem e mulher, colocadas lado a lado.

Então, se esse é o problema, podemos colocar mais figurinhas. Para quebrar o paradigma do WC podemos, por exemplo, usar 3 figurinhas, como acontece no sinal do elevador, no canto direito. Mas, eis que surge novo problema... Vamos usar 2 homens e 1 mulher? Ou 2 mulheres e 1 homem?...

Esta é, de facto, uma questão sensível e de difícil resolução...
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8 de julho de 2009

Forma/cor das embalagens e perigo percepcionado


Habitualmente encaramos as embalagens, do ponto de vista do seu design, como sendo, essencialmente, um problema de "branding". Mas, as embalagens envolvem muito mais questões do que as da marca, ou, da sua função primordial que é conter algo. Não irei falar, aqui, das questões da sustentabilidade, ou, das "affordances". Não porque não sejam essênciais, que o são, mas porque essa problemática sai fora do âmbito deste artigo.

Por vezes, os produtos embalados são perigosos para o consumidor. Nesses casos, a embalagem deve conter informação sobre o perigo, suas consequências e comportamentos correctos a adoptar para evitar a ocorrência do acidente, lesão ou problema de saúde. Habitualmente, tal resposabilidade recai sobre os rótulos. Aí, nesses pequenos e frágeis espaços, increvem-se textos, pictogramas e tudo mais, esperando que alguém os vá ler e entender. Dessa forma, os fabricantes passam a responsabilidade, de um eventual problema, para os consumidores. Mas, não é de rotulagem, ou de pictogramas, que quero falar. Quero falar da influência da forma e cor da embalagem sobre a percepção do risco e intenções comportamentais dos consumidores.

Poderemos dizer que a embalagem é a primeira interface do produto. É ela que comunica as primeiras informações sobre o produto. É com ela que o consumidor interage antes de manipular o produto. Mas, a questão é: Será que as variáveis do design de uma embalagem, por exemplo, a forma e a cor, podem comunicar ao consumidor o potencial de perigo do produto?



Evidentemente que a resposta a esta questão irá ser influenciada por inúmeras variáveis como, por exemplo, as experiências prévias de cada utilizador, o grau de familiaridade como o produto, o estado de sobrecarga mental/stress no momento do uso, etc. Mas, haverá uma forte hipótese de a embalagem (contentor) resistir a estas dificuldades com maior sucesso do que o rótulo. Isto é, em situações críticas, a probabilidade de o rótulo falhar na sua missão de manter o consumidor em segurança poderá ser maior do que a da embalagem. É claro que também não é desejável que a embalagem afugente os consumidores. Portanto, haverá que encontrar uma relação de equilibrio.

O papel da cor para aumentar a percepção do perigo é bem conhecido. Diversos estudos (ex. Chapanis, 1994, Braun e Silver, 1995) estabeleceram uma hierarquia de cores, na conotação do perigo: encarnado, laranja/amarelo, preto/verde/azul, branco. Contudo, não houve diferenças significativas entre laranja e amarelo, ou entre preto, verde e azul. Portanto, a primeira resposta à questão será sim, a cor pode comunicar ao consumidor determinado nível de perigo.

Quanto ao papel da forma, para aumentar a percepção do perigo, esse é muito menos conhecido e mais polémico. Alguns estudos sugerem que formas bidimensionais, como o triângulo ou o quadrado, indiciam maior perigo do que formas redondas (Riley, Cochran e Douglas, 1982). Contudo, outros trabalhos não conseguiram encontrar diferenças significativas entre formas (Dewar, 1994, Sojourney e Wogalter, 1997). Num estudo sobre a atracção exercida por certas formas nas crianças, também não foram encontradas diferenças (Schneider, 1977).

Sobre embalagens, especificamente, alguns estudos (ex. Serig, 2000, Wogalter, Laughery e Barfield, 1997) investigaram esta questão. E, como era previsível, verificou-se grande influência dos estereótipos das embalagens sobre as avaliações dos consumidores. Por exemplo, se eu associo uma embalagem paralelipipédica, de TetraPack, a sumos ou leite, então, essa forma não terá um valor elevado de percepção de perigo.

Os resultados apotam, ainda, para a existência de uma associação entre a forma da embalagem e o nível de perigo percepcionado. Bem como, de uma relação entre esse nível de perigo e a probabilidade de um comportamento cauteloso.
A forma da embalagem pode, inclusivamente, motivar os consumidores a ler os rótulos, ou manuais de instruções, na busca de informação complementar.


Assim, talvez esta seja uma vertente do design das embalagens que mereça mais investigação.

Referências:
Braun, C.C. & Silver, N. C. (1995). Interaction of signal word and colour on warning labels: Differences in perceived hazard and behavioral compliance. Ergonomics, 38(11), 2207-2220.

Chapanis, A, (1994). Hazards associated with three signal words and four colours on warning signs. Ergonomics, 37(2), 265-275.

Dewar, R. (1994). Design and evaluation of graphic symbols. Proceedings of Public Graphics. The Netherlands: University of Utrecht. (pp. 24.1-24.18)

Riley, M. W., Cochran, D.J. & Ballard, J.L. (1982). An inestigation of prefered shapes for warnings labels. Human Factors, 24, 737-742.

Schneider, K.C. (1977). Prevention of accidental poisoning through package and label design. Journal of Cnsumer Research, 4, 67-74.

Serig, Elizabeth, (2000). The influence of container shape and color cues on consumer product risk perception and precautionary intent. Proceedings of the IEA 2000/HFES 2000 Congress, 6.59-6.62

Sojourney, R.J. & Wogalter, M.S. (1997). The influence of pictorials on evaluation of prescription medication instructions. Drug Information Journal.

Wogalter, M.S., Laughery, K.R. & Barfield, D.A. (1997). Effect of container shape on hazard perceptions. Proceedings of HFES 41st Annual Meeting, 390-394

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7 de julho de 2009

Thinkertoys: A Handbook of Creative-Thinking Techniques

# Sugestão de leitura da semana:

Michalko, Michael (2006), Thinkertoys: A Handbook of Creative-Thinking Techniques. 2ª Edição. Ten Speed Press.

"THINKERTOYS will teach you how to generate new ideas for businesses, markets, sales techniques, and products and product extensions. Packed with fun and practical tools and exercises, it outlines 30 practical linear and intuitive techniques that can be used by individuals or groups to tackle and solve business problems in fresh, creative ways.

An updated edition of the best-selling business creativity book, with more than 30 brainstorming techniques and hundreds of creative-thinking tips and tricks. Revision includes new techniques, examples, and sections on group brainstorming and endgames."
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6 de julho de 2009

Rapidinhas...


# Call for papers: ‘Designing for Children | Play + Learn’

A Conferência Internacional "Designing for Children", que decorrerá em Bombaim, India, entre 2 e 6 de Fevereiro de 2010, está a solicitar o envio de comunicações. Os temas possíveis são: produtos para crianças, escola para crianças, ambientes infantis, crianças e media, ambientes interactivos para crianças, crianças com necessidades especiais e assuntos relacionados com o desenvolvimento das crianças. Os interessados poderão submeter os resumos dos artigos (máximo 500 palavras) até 15 de Agosto de 2009.


# Call for papers: "DesignEd Asia Conference"

A "DesignEd Asia Conference'09", inserida no programa da "Business of Design Week, que decorrerá entre 1 e 2 de Dezembro de 2009, em Hong Kong, está a solicitar o envio de comunicações. O tema global é "Forget The Future. What are Today’s Design Education Issues?" e as áreas de interesse são: "Changing Employment Opportunities for Students; Preparing students for careers in Business & as Entrepreneur; Trend & Culture Research as a career?; Social & Green Design as an integral part of education; Design Education Administration Issues facing universities and private schools; 10,000 graduating design students a year- how are your students unique?" Os interessados poderão submeter os resumos dos artigos (máximo 500 palavras) até 13 de Julho de 2009.


# Call for papers: "Design Research Society 2010 conference"

A "Design Research Society 2010 conference | Design & Complexity", que decorrerá em Montreal, Quebeque, Canadá, entre 7 e 9 de Julho de 2010, está a solicitar o envio de comunicações. Os interessados poderão submeter os resumos dos artigos (máximo 800 palavras) até 21 de Agosto de 2009.


# Don Norman em Portugal

Don Norman, um dos nomes mais influentes da usabilidade, user experience e interaction design, vai dar uma palestra sobre Complexidade, hoje, dia 6 de Julho de 2009, às 18h00, na Reitoria da Universidade da Madeira, inserido no evento MUSE III.
Como já é muito tarde para apanhar um avião, para ir assistir à palestra, poderão assistir aqui à sua transmissão.
Via: IvoGomes
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4 de julho de 2009

Design quotes

"People ignore design that ignores people."
Frank Chimero
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3 de julho de 2009

Planet Typography


Planet typography é um site, editado por Jean-Christophe Loubet del Bayle, que está on-line desde 1999. O seu objectivo é divulgar a tipografia e os designers. O site faz parte da icograda Design Media Network desde 2006.
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1 de julho de 2009

Um clique que pode mudar o teu futuro...

No site "Ads of the world" foi divulgada uma campanha de prevenção rodoviária, promovida pelo governo australiano, que considero ser muito boa e muito criativa.

A idéia central da campanha consiste no uso de radiografias que mostram o cinto de segurança como se fosse parte integrante e vital do corpo humano (neste caso a coluna vertebral).





O slogan diz "One click could change your future. Belt up".
Dito de outra forma, não colocar o cinto pode valer uma lesão grave na medula espinal... Valerá a pena arriscar?!?!... Coloque o cinto!

Mais uma vez, tal como tem acontecido com as campanhas anti-tabágicas, que divulgámos aqui, a idéia é explicitar as consequências de um comportamento não consonante. Só que, ao invés de usar imagens reais chocantes, são usadas imagens manipuladas com bastante criatividade e algum humor. Resta é saber qual das estratégias é mais eficaz...???

Ficha técnica:
Advertising Agency: Marketforce, Perth, Australia
Executive Creative Director: Andrew Tinning
Art Directors: Steve Lorimer, Andrew Tinning
Copywriters: Steve Lorimer, Tom Wilson
Retoucher: Madeleine de Pierres
Account Service: Erin Baker, Carrick Robinson, Sharyn Boer
Account Coordinator: Lauren Humphries
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30 de junho de 2009

Never use white type on a black background


# Sugestão de leitura da semana:

Gaalen, Anneloes van (2009), Never Use White Type on a Black Background. And 50 other Ridiculous Design Rules. BIS Publishers. ISBN: 978-90-6369-207-0

"Never use white type on a black background", uma regra da autoria de David Ogilvy (1911-1999), conhecido como o pai da publicidade, é o título deste livro curioso que nos oferece 51 regras ridículas do design.

"Less is more", "Form follows function", "Keep it simple", "Dress your age" são apenas algumas, a lista é enorme. Para alguns são regras sábias, fontes de inspiração que vale a pena ter sempre à mão. Para outros, são apenas frases feitas, dogmas sem grande valor e que podem, inclusivamente, limitar a criatividade.

As 51 regras aqui apresentadas, mais ou menos obscuras, são acompanhadas das respectivas citações dos designers, e a presentadas por ordem cronológica, juntamente com uma imagem que as suporta e outra que as nega. Assim, só temos que tomar uma posição... a favor ou contra a regra. De qualquer forma, independentemente do lado que se tome, este pode ser um processo interessante de pensar o design.

Pelo que consegui apurar, algumas das ilustrações (fabulosas) são da autoria de artistas portugueses: Sara Franco e Ricardo Cabral.

Espera-se, para breve, a publicação de mais regras sobre design de moda, publicidade e tipografia.
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29 de junho de 2009

Made in Japão


Smart Japanese Farmers have forced their watermelons to grow into a square shape by inserting the melons into square, tempered glass cases while the fruit is still growing on the vine.
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Rapidinhas...


# EXD’09 | 20'' concurso internacional de vídeo

No âmbito da divulgação da Bienal de design, arquitecura e criatividade, que acontecerá em Lisboa, de 9 de Setembro a 8 de Novembro de 2009, a EXD’09 lança o concurso internacional de vídeo "twenty seconds". Originais e inéditos, os vídeos candidatos devem reflectir o espírito da Bienal e transmitir uma visão particular do tema “It’s About Time”. O concurso está aberto a profissionais e estudantes maiores de 18 anos. A data limite para entrega das propostas é 10 de Julho de 2009.


# EXD’09 | procura voluntários

A exemplo de outros anos, EXD’09 desafia indivíduos motivados, enérgicos e entusiastas do design e da cultura contemporânea a participar na concretização desta edição. As funções a desempenhar são: assistente de montagem; assistente de exposição/sala; monitor de visitas guiadas a exposições e de actividades pedagógicas. Os perfis de candidato e descritivos de cada função estão disponíveis em www.experimentadesign.pt.
As candidaturas devem ser enviadas para visitas@experimentadesign.pt até 30 de Junho de 2009.


# Concurso Nacional de Inovação BES

O Concurso Nacional de Inovação BES, na sua quinta edição, irá premiar e divulgar projectos de investigação, desenvolvimento e inovação em áreas de aplicação ligadas aos recursos endógenos do País e dirigidos à melhoria de produtos, processos ou serviços. As áreas abrangidas são: Energias; Tecnologias da Saúde; Novos Materiais e Processos Industriais; Biotecnologia e Agro-industrial; Tecnologias de Informação e Serviços. O período para candidatura termina a 31 de Julho de 2009.
Regulamento (pdf)
Formulário de Candidatura


# Prémios Nacionais de Design | CPD

Os Prémios Nacionais de Design, atribuídos bianualmente, são uma iniciativa do Centro Português de Design com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos e com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República.

> Prémio Sebastião Rodrigues visa distinguir e promover as capacidades e competências de jovens designers de Comunicação/Gráfico.
Regulamento em PDF.

> Prémio Daciano da Costa pretende distinguir e promover as capacidades e competências de jovens designers de Produto/Industrial.
Regulamento em PDF.

> O Prémio Sena da Silva visa distinguir e promover as melhores práticas de Design que contribuam para a inovação, a competitividade, o desenvolvimento económico e seus impactos na sociedade.
Regulamento em PDF.

A data limite para entrega de todas as candidaturas é o dia 31 de Agosto de 2009.
As fichas de candidatura podem ser solicitadas à designer Paula Gris Grais, por e-mail: paula.gris@cpd.pt
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27 de junho de 2009

Design quotes

"There is no design without discipline. There is no discipline without intelligence."
Massimo Vignelli
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26 de junho de 2009

The Designer's Review of Books


O site "The Designer's Review of Books", fundado e editado por Andy Polaine, ambiciona ser um local de excelência para se encontrar informação detalhada sobre livros relacionados com design. A ideia é disponibilizar informação, suficiente para ajudar na tomada da decisão de comprar, ou não, os livros (que são sempre muito caros), incluindo textos, imagens e avaliações de conteúdo.
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25 de junho de 2009

Qualidade estética e usabilidade

(…) “Research confirms that users make aesthetic decisions about the overall visual impression of web pages in as little as 50 milliseconds (1/20th of a second)” (…)

A discussão sobre o impacto do belo na usabilidade das interface, e aqui estou a referir-me à qualidade gráfica das soluções, já não é coisa recente. É aquela velha questão, da forma que segue a função, ou, nem por isso... Muito se tem dito e escrito a este respeito mas, a polémica persiste.



Por vezes, os ergonomistas e/ou peritos em usabilidade levantam algumas reservas quanto ao esforço que os designers investem para “vestir” as suas soluções. E, por vezes, com alguma razão, pois, alguns designers, ignoram as mais elementares regras da usabilidade para dar primazia àquela ideia ou àquele grafismo. Esses designers, qual “artista plástico”, procuram, a todo o custo, deixar a sua marca pessoal e artística na cultura visual, como se não houvesse outras gentes, com diferentes experiências e necessidades, a usar as suas soluções. Pior ainda, rejeitam, quando confrontados com essa possibilidade, fazer uma avaliação com utilizadores à qualidade das suas propostas. Numa postura do tipo “nunca me engano e raramente tenho dúvidas”...

Voltamos, aqui, à velha polémica da relação entre arte e design... entre inspiração divina e ciência...

Mas, como em tudo na vida, é preciso bom senso. Eu acredito que o belo é uma parte essencial da experiência com as interfaces. E que, sem essa qualidade, tudo seria, definitivamente, muito mais pobre e menos divertido. Mas, também acredito que, parte dessa qualidade a que chamamos belo, reside na adequação das soluções ás capacidade, necessidades e expectativas dos utilizadores. Isto é, a usabilidade é, ela mesma, uma parte fundamental da harmonia e da coerência das interfaces, que as torna mais belas!

Sobre esta questão, Patrick Lynch, publicou um artigo, muito interessante, intitulado "Visual decision making", no site "A List apart", que vale a pena ler.
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24 de junho de 2009

Mestrado em Ergonomia | FMH-UTL


As candidaturas à 2ª Edição do Mestrado em Ergonomia, da Faculdade de Motricidade Humana – Universidade Técnica de Lisboa (FMH-UTL), decorrerão de 1 de Julho a 7 de Setembro de 2009.

Os pedidos de creditação para os alunos que realizaram formações longas do 1º ciclo em Ergonomia (4 e 5 anos) decorrerão, também, dentro do mesmo período.

O Mestrado em Ergonomia fornece competências complementares para todos aqueles que se dedicam à optimização das condições de trabalho, à concepção de sistemas de produção e de produtos, à segurança higiene e saúde no trabalho e à formação profissional. Este curso permite o desenvolvimento profissional contínuo, quer para os profissionais de Ergonomia quer para todos aqueles que procuram novas oportunidades.

Para informação adicional visite a página do Departamento de Ergonomia da FMH-UTL em http://www.fmh.utl.pt/ergonomia/
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