10 de julho de 2009

ddo


O ddo (Dubberly Design Office), de Hugh Dubberly e Robin Bahr, apresenta-se como um gabinete de design que coloca as pessoas no centro do processo de design. Eles projectam produtos e interfaces. Fazem design visual, coorporativo e Web, assim como realizam testes de usabilidade, entre outros...


No site podemos encontrar, para além de uma fonte de inspiração, alguma informação útil como, por exemplo, este modelo do processo criativo, entre outras coisas interessantes.
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9 de julho de 2009

Masculino * Feminino | Eis a questão...

Quando se concebe pictogramas com representação da figura humana, uma questão que não é fácil de resolver é a do género. Isto é, como desenvolver uma solução que não seja tendenciosa, sexista, ou, discriminatória face ao género?

Vou dar alguns exemplos para ajudar a entender este problema.


Figura 1. Pictogramas para sala de confereências, auditório ou algo similar.

Veja-se o caso do pictograma referente a auditório/sala de conferencias na imagem do canto esquerdo. Foi usada a figura masculina. Está errado!
A não ser que se trate de um evento exclusivamente masculino, não deveria ser usado este pictograma. A melhor opção seria um pictograma que fosse omisso quanto ao género, como é o caso da imagem do canto direito.

Mas, ainda pior do que o caso que acabei de referir, são os casos onde se aplicam esteriótipos. Veja-se os exemplos seguintes...


Figura 2. pictogramas com esteriótipos evidentes

Colocar a mulher a fazer as compras do supermercado, ou, a cuidar das crianças, enquanto os homens fazem actividades de lazer, ou, se armam em heróis, não é nada correcto!

Para evitar esta questão, alguns autores defendem o uso de 2 figuras, uma de cada sexo. Na teoria isso pode ser uma boa solução. Porém, em alguns casos, irá complicar muito a solução e, inclusivamente, gerar algumas confusões na descodificação da mensagem.


Figura 3. pictogramas com ambos os géneros

Veja-se o caso do sinal, do canto esquerdo, que significa porta-corta-fogo. Quando o sujeitei a um teste de compreensão, a maioria dos respondentes associou-o a WC. Tudo por causa das duas figurinhas humanas, homem e mulher, colocadas lado a lado.

Então, se esse é o problema, podemos colocar mais figurinhas. Para quebrar o paradigma do WC podemos, por exemplo, usar 3 figurinhas, como acontece no sinal do elevador, no canto direito. Mas, eis que surge novo problema... Vamos usar 2 homens e 1 mulher? Ou 2 mulheres e 1 homem?...

Esta é, de facto, uma questão sensível e de difícil resolução...
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8 de julho de 2009

Forma/cor das embalagens e perigo percepcionado


Habitualmente encaramos as embalagens, do ponto de vista do seu design, como sendo, essencialmente, um problema de "branding". Mas, as embalagens envolvem muito mais questões do que as da marca, ou, da sua função primordial que é conter algo. Não irei falar, aqui, das questões da sustentabilidade, ou, das "affordances". Não porque não sejam essênciais, que o são, mas porque essa problemática sai fora do âmbito deste artigo.

Por vezes, os produtos embalados são perigosos para o consumidor. Nesses casos, a embalagem deve conter informação sobre o perigo, suas consequências e comportamentos correctos a adoptar para evitar a ocorrência do acidente, lesão ou problema de saúde. Habitualmente, tal resposabilidade recai sobre os rótulos. Aí, nesses pequenos e frágeis espaços, increvem-se textos, pictogramas e tudo mais, esperando que alguém os vá ler e entender. Dessa forma, os fabricantes passam a responsabilidade, de um eventual problema, para os consumidores. Mas, não é de rotulagem, ou de pictogramas, que quero falar. Quero falar da influência da forma e cor da embalagem sobre a percepção do risco e intenções comportamentais dos consumidores.

Poderemos dizer que a embalagem é a primeira interface do produto. É ela que comunica as primeiras informações sobre o produto. É com ela que o consumidor interage antes de manipular o produto. Mas, a questão é: Será que as variáveis do design de uma embalagem, por exemplo, a forma e a cor, podem comunicar ao consumidor o potencial de perigo do produto?



Evidentemente que a resposta a esta questão irá ser influenciada por inúmeras variáveis como, por exemplo, as experiências prévias de cada utilizador, o grau de familiaridade como o produto, o estado de sobrecarga mental/stress no momento do uso, etc. Mas, haverá uma forte hipótese de a embalagem (contentor) resistir a estas dificuldades com maior sucesso do que o rótulo. Isto é, em situações críticas, a probabilidade de o rótulo falhar na sua missão de manter o consumidor em segurança poderá ser maior do que a da embalagem. É claro que também não é desejável que a embalagem afugente os consumidores. Portanto, haverá que encontrar uma relação de equilibrio.

O papel da cor para aumentar a percepção do perigo é bem conhecido. Diversos estudos (ex. Chapanis, 1994, Braun e Silver, 1995) estabeleceram uma hierarquia de cores, na conotação do perigo: encarnado, laranja/amarelo, preto/verde/azul, branco. Contudo, não houve diferenças significativas entre laranja e amarelo, ou entre preto, verde e azul. Portanto, a primeira resposta à questão será sim, a cor pode comunicar ao consumidor determinado nível de perigo.

Quanto ao papel da forma, para aumentar a percepção do perigo, esse é muito menos conhecido e mais polémico. Alguns estudos sugerem que formas bidimensionais, como o triângulo ou o quadrado, indiciam maior perigo do que formas redondas (Riley, Cochran e Douglas, 1982). Contudo, outros trabalhos não conseguiram encontrar diferenças significativas entre formas (Dewar, 1994, Sojourney e Wogalter, 1997). Num estudo sobre a atracção exercida por certas formas nas crianças, também não foram encontradas diferenças (Schneider, 1977).

Sobre embalagens, especificamente, alguns estudos (ex. Serig, 2000, Wogalter, Laughery e Barfield, 1997) investigaram esta questão. E, como era previsível, verificou-se grande influência dos estereótipos das embalagens sobre as avaliações dos consumidores. Por exemplo, se eu associo uma embalagem paralelipipédica, de TetraPack, a sumos ou leite, então, essa forma não terá um valor elevado de percepção de perigo.

Os resultados apotam, ainda, para a existência de uma associação entre a forma da embalagem e o nível de perigo percepcionado. Bem como, de uma relação entre esse nível de perigo e a probabilidade de um comportamento cauteloso.
A forma da embalagem pode, inclusivamente, motivar os consumidores a ler os rótulos, ou manuais de instruções, na busca de informação complementar.


Assim, talvez esta seja uma vertente do design das embalagens que mereça mais investigação.

Referências:
Braun, C.C. & Silver, N. C. (1995). Interaction of signal word and colour on warning labels: Differences in perceived hazard and behavioral compliance. Ergonomics, 38(11), 2207-2220.

Chapanis, A, (1994). Hazards associated with three signal words and four colours on warning signs. Ergonomics, 37(2), 265-275.

Dewar, R. (1994). Design and evaluation of graphic symbols. Proceedings of Public Graphics. The Netherlands: University of Utrecht. (pp. 24.1-24.18)

Riley, M. W., Cochran, D.J. & Ballard, J.L. (1982). An inestigation of prefered shapes for warnings labels. Human Factors, 24, 737-742.

Schneider, K.C. (1977). Prevention of accidental poisoning through package and label design. Journal of Cnsumer Research, 4, 67-74.

Serig, Elizabeth, (2000). The influence of container shape and color cues on consumer product risk perception and precautionary intent. Proceedings of the IEA 2000/HFES 2000 Congress, 6.59-6.62

Sojourney, R.J. & Wogalter, M.S. (1997). The influence of pictorials on evaluation of prescription medication instructions. Drug Information Journal.

Wogalter, M.S., Laughery, K.R. & Barfield, D.A. (1997). Effect of container shape on hazard perceptions. Proceedings of HFES 41st Annual Meeting, 390-394

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7 de julho de 2009

Thinkertoys: A Handbook of Creative-Thinking Techniques

# Sugestão de leitura da semana:

Michalko, Michael (2006), Thinkertoys: A Handbook of Creative-Thinking Techniques. 2ª Edição. Ten Speed Press.

"THINKERTOYS will teach you how to generate new ideas for businesses, markets, sales techniques, and products and product extensions. Packed with fun and practical tools and exercises, it outlines 30 practical linear and intuitive techniques that can be used by individuals or groups to tackle and solve business problems in fresh, creative ways.

An updated edition of the best-selling business creativity book, with more than 30 brainstorming techniques and hundreds of creative-thinking tips and tricks. Revision includes new techniques, examples, and sections on group brainstorming and endgames."
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6 de julho de 2009

Rapidinhas...


# Call for papers: ‘Designing for Children | Play + Learn’

A Conferência Internacional "Designing for Children", que decorrerá em Bombaim, India, entre 2 e 6 de Fevereiro de 2010, está a solicitar o envio de comunicações. Os temas possíveis são: produtos para crianças, escola para crianças, ambientes infantis, crianças e media, ambientes interactivos para crianças, crianças com necessidades especiais e assuntos relacionados com o desenvolvimento das crianças. Os interessados poderão submeter os resumos dos artigos (máximo 500 palavras) até 15 de Agosto de 2009.


# Call for papers: "DesignEd Asia Conference"

A "DesignEd Asia Conference'09", inserida no programa da "Business of Design Week, que decorrerá entre 1 e 2 de Dezembro de 2009, em Hong Kong, está a solicitar o envio de comunicações. O tema global é "Forget The Future. What are Today’s Design Education Issues?" e as áreas de interesse são: "Changing Employment Opportunities for Students; Preparing students for careers in Business & as Entrepreneur; Trend & Culture Research as a career?; Social & Green Design as an integral part of education; Design Education Administration Issues facing universities and private schools; 10,000 graduating design students a year- how are your students unique?" Os interessados poderão submeter os resumos dos artigos (máximo 500 palavras) até 13 de Julho de 2009.


# Call for papers: "Design Research Society 2010 conference"

A "Design Research Society 2010 conference | Design & Complexity", que decorrerá em Montreal, Quebeque, Canadá, entre 7 e 9 de Julho de 2010, está a solicitar o envio de comunicações. Os interessados poderão submeter os resumos dos artigos (máximo 800 palavras) até 21 de Agosto de 2009.


# Don Norman em Portugal

Don Norman, um dos nomes mais influentes da usabilidade, user experience e interaction design, vai dar uma palestra sobre Complexidade, hoje, dia 6 de Julho de 2009, às 18h00, na Reitoria da Universidade da Madeira, inserido no evento MUSE III.
Como já é muito tarde para apanhar um avião, para ir assistir à palestra, poderão assistir aqui à sua transmissão.
Via: IvoGomes
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4 de julho de 2009

Design quotes

"People ignore design that ignores people."
Frank Chimero
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3 de julho de 2009

Planet Typography


Planet typography é um site, editado por Jean-Christophe Loubet del Bayle, que está on-line desde 1999. O seu objectivo é divulgar a tipografia e os designers. O site faz parte da icograda Design Media Network desde 2006.
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1 de julho de 2009

Um clique que pode mudar o teu futuro...

No site "Ads of the world" foi divulgada uma campanha de prevenção rodoviária, promovida pelo governo australiano, que considero ser muito boa e muito criativa.

A idéia central da campanha consiste no uso de radiografias que mostram o cinto de segurança como se fosse parte integrante e vital do corpo humano (neste caso a coluna vertebral).





O slogan diz "One click could change your future. Belt up".
Dito de outra forma, não colocar o cinto pode valer uma lesão grave na medula espinal... Valerá a pena arriscar?!?!... Coloque o cinto!

Mais uma vez, tal como tem acontecido com as campanhas anti-tabágicas, que divulgámos aqui, a idéia é explicitar as consequências de um comportamento não consonante. Só que, ao invés de usar imagens reais chocantes, são usadas imagens manipuladas com bastante criatividade e algum humor. Resta é saber qual das estratégias é mais eficaz...???

Ficha técnica:
Advertising Agency: Marketforce, Perth, Australia
Executive Creative Director: Andrew Tinning
Art Directors: Steve Lorimer, Andrew Tinning
Copywriters: Steve Lorimer, Tom Wilson
Retoucher: Madeleine de Pierres
Account Service: Erin Baker, Carrick Robinson, Sharyn Boer
Account Coordinator: Lauren Humphries
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30 de junho de 2009

Never use white type on a black background


# Sugestão de leitura da semana:

Gaalen, Anneloes van (2009), Never Use White Type on a Black Background. And 50 other Ridiculous Design Rules. BIS Publishers. ISBN: 978-90-6369-207-0

"Never use white type on a black background", uma regra da autoria de David Ogilvy (1911-1999), conhecido como o pai da publicidade, é o título deste livro curioso que nos oferece 51 regras ridículas do design.

"Less is more", "Form follows function", "Keep it simple", "Dress your age" são apenas algumas, a lista é enorme. Para alguns são regras sábias, fontes de inspiração que vale a pena ter sempre à mão. Para outros, são apenas frases feitas, dogmas sem grande valor e que podem, inclusivamente, limitar a criatividade.

As 51 regras aqui apresentadas, mais ou menos obscuras, são acompanhadas das respectivas citações dos designers, e a presentadas por ordem cronológica, juntamente com uma imagem que as suporta e outra que as nega. Assim, só temos que tomar uma posição... a favor ou contra a regra. De qualquer forma, independentemente do lado que se tome, este pode ser um processo interessante de pensar o design.

Pelo que consegui apurar, algumas das ilustrações (fabulosas) são da autoria de artistas portugueses: Sara Franco e Ricardo Cabral.

Espera-se, para breve, a publicação de mais regras sobre design de moda, publicidade e tipografia.
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29 de junho de 2009

Made in Japão


Smart Japanese Farmers have forced their watermelons to grow into a square shape by inserting the melons into square, tempered glass cases while the fruit is still growing on the vine.
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Rapidinhas...


# EXD’09 | 20'' concurso internacional de vídeo

No âmbito da divulgação da Bienal de design, arquitecura e criatividade, que acontecerá em Lisboa, de 9 de Setembro a 8 de Novembro de 2009, a EXD’09 lança o concurso internacional de vídeo "twenty seconds". Originais e inéditos, os vídeos candidatos devem reflectir o espírito da Bienal e transmitir uma visão particular do tema “It’s About Time”. O concurso está aberto a profissionais e estudantes maiores de 18 anos. A data limite para entrega das propostas é 10 de Julho de 2009.


# EXD’09 | procura voluntários

A exemplo de outros anos, EXD’09 desafia indivíduos motivados, enérgicos e entusiastas do design e da cultura contemporânea a participar na concretização desta edição. As funções a desempenhar são: assistente de montagem; assistente de exposição/sala; monitor de visitas guiadas a exposições e de actividades pedagógicas. Os perfis de candidato e descritivos de cada função estão disponíveis em www.experimentadesign.pt.
As candidaturas devem ser enviadas para visitas@experimentadesign.pt até 30 de Junho de 2009.


# Concurso Nacional de Inovação BES

O Concurso Nacional de Inovação BES, na sua quinta edição, irá premiar e divulgar projectos de investigação, desenvolvimento e inovação em áreas de aplicação ligadas aos recursos endógenos do País e dirigidos à melhoria de produtos, processos ou serviços. As áreas abrangidas são: Energias; Tecnologias da Saúde; Novos Materiais e Processos Industriais; Biotecnologia e Agro-industrial; Tecnologias de Informação e Serviços. O período para candidatura termina a 31 de Julho de 2009.
Regulamento (pdf)
Formulário de Candidatura


# Prémios Nacionais de Design | CPD

Os Prémios Nacionais de Design, atribuídos bianualmente, são uma iniciativa do Centro Português de Design com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos e com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República.

> Prémio Sebastião Rodrigues visa distinguir e promover as capacidades e competências de jovens designers de Comunicação/Gráfico.
Regulamento em PDF.

> Prémio Daciano da Costa pretende distinguir e promover as capacidades e competências de jovens designers de Produto/Industrial.
Regulamento em PDF.

> O Prémio Sena da Silva visa distinguir e promover as melhores práticas de Design que contribuam para a inovação, a competitividade, o desenvolvimento económico e seus impactos na sociedade.
Regulamento em PDF.

A data limite para entrega de todas as candidaturas é o dia 31 de Agosto de 2009.
As fichas de candidatura podem ser solicitadas à designer Paula Gris Grais, por e-mail: paula.gris@cpd.pt
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27 de junho de 2009

Design quotes

"There is no design without discipline. There is no discipline without intelligence."
Massimo Vignelli
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26 de junho de 2009

The Designer's Review of Books


O site "The Designer's Review of Books", fundado e editado por Andy Polaine, ambiciona ser um local de excelência para se encontrar informação detalhada sobre livros relacionados com design. A ideia é disponibilizar informação, suficiente para ajudar na tomada da decisão de comprar, ou não, os livros (que são sempre muito caros), incluindo textos, imagens e avaliações de conteúdo.
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25 de junho de 2009

Qualidade estética e usabilidade

(…) “Research confirms that users make aesthetic decisions about the overall visual impression of web pages in as little as 50 milliseconds (1/20th of a second)” (…)

A discussão sobre o impacto do belo na usabilidade das interface, e aqui estou a referir-me à qualidade gráfica das soluções, já não é coisa recente. É aquela velha questão, da forma que segue a função, ou, nem por isso... Muito se tem dito e escrito a este respeito mas, a polémica persiste.



Por vezes, os ergonomistas e/ou peritos em usabilidade levantam algumas reservas quanto ao esforço que os designers investem para “vestir” as suas soluções. E, por vezes, com alguma razão, pois, alguns designers, ignoram as mais elementares regras da usabilidade para dar primazia àquela ideia ou àquele grafismo. Esses designers, qual “artista plástico”, procuram, a todo o custo, deixar a sua marca pessoal e artística na cultura visual, como se não houvesse outras gentes, com diferentes experiências e necessidades, a usar as suas soluções. Pior ainda, rejeitam, quando confrontados com essa possibilidade, fazer uma avaliação com utilizadores à qualidade das suas propostas. Numa postura do tipo “nunca me engano e raramente tenho dúvidas”...

Voltamos, aqui, à velha polémica da relação entre arte e design... entre inspiração divina e ciência...

Mas, como em tudo na vida, é preciso bom senso. Eu acredito que o belo é uma parte essencial da experiência com as interfaces. E que, sem essa qualidade, tudo seria, definitivamente, muito mais pobre e menos divertido. Mas, também acredito que, parte dessa qualidade a que chamamos belo, reside na adequação das soluções ás capacidade, necessidades e expectativas dos utilizadores. Isto é, a usabilidade é, ela mesma, uma parte fundamental da harmonia e da coerência das interfaces, que as torna mais belas!

Sobre esta questão, Patrick Lynch, publicou um artigo, muito interessante, intitulado "Visual decision making", no site "A List apart", que vale a pena ler.
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24 de junho de 2009

Mestrado em Ergonomia | FMH-UTL


As candidaturas à 2ª Edição do Mestrado em Ergonomia, da Faculdade de Motricidade Humana – Universidade Técnica de Lisboa (FMH-UTL), decorrerão de 1 de Julho a 7 de Setembro de 2009.

Os pedidos de creditação para os alunos que realizaram formações longas do 1º ciclo em Ergonomia (4 e 5 anos) decorrerão, também, dentro do mesmo período.

O Mestrado em Ergonomia fornece competências complementares para todos aqueles que se dedicam à optimização das condições de trabalho, à concepção de sistemas de produção e de produtos, à segurança higiene e saúde no trabalho e à formação profissional. Este curso permite o desenvolvimento profissional contínuo, quer para os profissionais de Ergonomia quer para todos aqueles que procuram novas oportunidades.

Para informação adicional visite a página do Departamento de Ergonomia da FMH-UTL em http://www.fmh.utl.pt/ergonomia/
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23 de junho de 2009

História do Design em Portugal I

# Sugestão de leitura da semana:

Souto, Maria Helena (2009). História do Design em Portugal I, Reflexões. Lisboa: IADE Edições.

Integrado nas comemorações dos 40 anos do IADE procedeu-se na passada terça-feira, 16 de Junho no IADE Chiado Center, ao lançamento do livro "História do Design em Portugal I, Reflexões da professora doutora Maria Helena Souto, com prefácio do historiador de arte José-Augusto França.

O livro, com apenas 90 páginas, está organizado em torno de três grandes temas:

> Os desafios da industrialização no Portugal Oitocentista. Arte e Técnica: Uma nova cultura projectual; O debate entre engenheiros e arquitectos; Desenvolvimento de estruturas metálicas e o Ensino das artes aplicado à indústria.

> Pioneiros do Design: Rafael Bordalo Pinheiro e a cerâmica industrial; Leal da Câmara - desenho de mobiliário.

> Design em Portugal no Séc. XX, Reflexões: As primeiras experiências de ensino do design; O curso de formação artística da SNBA e a fundação do IADE.

Preço de capa: 17,50 Euros.
Pode ser adquirido na Biblioteca António Quadros
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22 de junho de 2009

Rapidinhas...


# Passatempo Culturarte

O Centro Português de Serigrafia em parceria com a Canalmail estão a desenvolver um passatempo em que todas as semanas há um vencedor que pode ganhar uma de 5 obras de arte. Para participar basta fazer a inscrição e preencher os dados que lhe forem solicitados. O passatempo termina a 12 de Julho de 2009.


# Bolsas Jovens criadores

O Centro Nacional de Cultura e o Instituto Português da Juventude anunciam a abertura do concurso Bolsas Jovens Criadores 2009, nas áreas de literatura, música, artes do espectáculo (teatro e dança) e artes visuais (vídeo e artes plásticas). O prazo para recepção de candidaturas termina a 10 de Julho de 2009.


# Qual a imagem que têm da Segurança e saúde no trabalho?

O objectivo deste concurso, promovido pela Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, é tirar uma fotografia que simbolize de maneira criativa a segurança e a saúde no trabalho na Europa. Com este trabalho pretende-se promover o conhecimento da segurança e saúde ocupacional e tornar os locais de trabalho na Europa mais seguros, mais saudáveis e mais produtivos. A data limite para entrega das fotos a concurso é o dia 15 de Agosto de 2009.


# Cartaz para o dia da Europa em 2010

O concurso "I Love Europe", organizado pela Comissão Europeia, destina-se a conceber um cartaz para ilustrar o dia da Europa em 2010. O cartaz poderá ilustrar que significa a Europa para si hoje em dia. O que gosta mais acerca da Europa e da União Europeia. E como expressaria os seus sentimentos a este respeito. Podem participar designers gráficos, ou estudantes de design gráfico, residentes na UE e nascidos após 1985. O prazo para participar termina a 30 de Novembro de 2009.
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20 de junho de 2009

Design quotes

"Designers don’t actually solve problems. They work through them."
Marty Neumeier

19 de junho de 2009

O cartaz político ainda é uma arma?



É um diálogo entre símbolos, corpos e rostos: Lenine, Che, Otelo, Nixon, Bush, Obama... No
MUDE, Lisboa, em "Ombro a Ombro: Retratos ...

O cartaz político ainda é uma arma?
É um diálogo entre símbolos, corpos e rostos: Lenine, Che, Otelo, Nixon, Bush, Obama... No Museu do Design e da Moda, Lisboa, em "Ombro a Ombro: Retratos Políticos". Suscita perguntas. A política portuguesa pode, um dia, produzir um cartaz com o impacto icónico daquele, com o rosto de Obama, da autoria de Shepard Fairey?

B-Touch | pensado para invisuais


O B-Touch, da autoria do designer Zhenwei You, é um telemóvel para cegos que pretende ser o equivalente táctil do célebre iPhone. O B-Touch possui uma interface que suporta linguagem Braille e sistemas activados por voz. Pode funcionar como um vulgar telefone móvel, como sistema de navegação (GPS), leitor de livros ou sistema de reconhecimento de objectos.

Vejam o vídeo promocional para compreender melhor como funciona.


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18 de junho de 2009

O que o elevador têm...?


O que pode ter, um elevador, de tão interessante, para alguém lhe dedicar um artigo?

Essa dúvida esbate-se rápidamente depois de começar a ler o interessante artigo de Dario Maestripieri, no op-ed series "From the Fields", do jornal on-line Wired Science.

O autor começa por evocar uma quantidade de lugares comuns, associados aos elevadores, como por exemplo, a grande quantidade de assassínios que ocorrem, nos filmes, dentro destes equipamentos. Na realidade, talvez essa percentagem não seja assim tão elevada mas, a forma como as pessoas se comportam dentro do elevador, quando acompanhadas por estranhos, pode ser um indicador, interessante, de que não se sentem seguras e confortáveis.

Frequentemente, quando o elevador está cheio, as pessoas olham para o tecto, chão, ou para o painel de controlo, como se algo de muito interessante se tratasse. Mantêm-se o mais afastadas possível, umas das outras, evitam o contacto visual e não fazem movimentos bruscos.

Na verdade, estes comportamentos sociais são muito mais primitivos do que os elevadores. Provavelmente, teriamos um comportamento similar se tivessemos que dividir uma gruta estreita com outro indivíduo do Paleolítico.

Mas, porque usamos a nossa inteligência social, procuramos quebrar o gelo. Sim, porque a agressão é coisa de gente das cavernas. Para isso, nada melhor de um sorriso e uma conversa circunstancial, quase sempre sobre o tempo. Tais manifestações pacíficas, como o sorriso ou o acenar, também possuem equivalente nos animais. Alguns cheiram-se e lambem-se, outros catam piolhos entre si, como sinal de paz e amizade.

Este artigo curioso fez-me pensar sobre se o design actual dos elevadores é o mais adequado.

Seria mais confortável viajar no elevador equipado com assentos e operado por um maquinista, tal como acontecia no Séc. XIX?

Qual a influência dos materiais e cores, que revestem o interior dos elevadores?

Poderá, a inclusão de ecrãs planos de TV, como já existem em diversos hotéis, reduzir o desconforto?

E a música, ajudará a dissipar o mau-ambiente?

Não sei, mas sei que um leitor de mp3 e uns óculos escuros ajudam imenso. Talvez não ajude tanto como os jornais, abertos sobre a cabeça, que usam os "gentlemen" britanicos mas, já é um começo...

Boas subidas e descidas ;)
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17 de junho de 2009

Escadas rolantes inclusivas



A acessibilidade não é da responsabilidade exclusiva dos designers, arquitectos e ergonomistas, outras profissões, como a engenharia, podem dar grande contributo. Veja-se, como exemplo, o projecto de umas escadas rolantes inclusivas, da autoria de Jesús Sánchez, estudante de engenharia aeronáutica da Terrassa (ETSEIAT) / Universitat Politècnica de Catalunya.

Ler mais no azom.com
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16 de junho de 2009

Design is the problem

# Sugestão de leitura da semana:


Design is the Problem Cover

Design is the Problem: The Future of Design Must be Sustainable


In Design is the Problem, Nathan Shedroff examines how the endemic culture of design often creates unsustainable solutions, and shows how designers can bake sustainability into their design processes in order to produce more sustainable solutions. Rosenfeld Media, 2009. Read More >


15 de junho de 2009

Rapidinhas...


# Mesa-redonda informal sobre Artes Visuais | Fábrica Braço de Prata

A Fábrica Braço de Prata vai organizar uma mesa-redonda informal sobre Artes Visuais, no dia 17 de Junho de 2009, pelas 21h30. "Será que a arte está a mudar ? Será que vem aí uma nova arte, uma nova pintura, novos símbolos e novos sinais? Será que vamos um dia também comunicar através de Iknies ? Através de Ikniezinhas e Ikniezinhos ?"
http://iknie.wordpress.com/


# Análise Comportamental Aplicada (ABA)

Realiza-se, nos próximos dias 18 e 19 de Junho de 2009, o 1.º Congresso Internacional sobre Análise Comportamental Aplicada (ABA), a decorrer na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. O objectivo é apresentar e debater o método ABA e os benefícios da sua aplicação precoce em crianças e jovens autistas. Portugal é o primeiro país europeu a debater este método e o primeiro a aplicá-lo, através do trabalho realizado pelo Centro ABCReal Portugal. As inscrições para o congresso podem ser efectuadas através da AIMS Lisbon, em www.aims-international.com/abacongresslisbon2009, ou através da Universidade Lusófona.


# Workshop de Design Inclusivo

O primeiro workshop, em Portugal, de Design Inclusivo, intitulado "Inclusive Design and the Built Environment - Designing environments to meet the needs of the population", acontecerá entre 30 de Junho e 2 de Julho de 2009, na Faculdade de Arquitectura/UTL, de Lisboa. O evento, coordenado pelo Professor Doutor Fernando Moreira da Silva, conta com a participação dos coordenadores do Surface - Inclusive Design Research Centre, da Universidade de Salford, UK, Professores Marcus Ormerod e Rita Newton. A participação está aberta a todos os estudantes da FA e a público externo mediante pagamento da inscrição. Dado o número limitado de vagas (25), caso esteja interessado(a) deverá proceder à sua inscrição no mais breve espaço de tempo possível, nos Serviços Académicos da FA ou por e-mail para: (apoio.cursos.design.fa@gmail.com).
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14 de junho de 2009

Sem palavras...

<a href="http://video.msn.com/?playlist=videoByUuids:uuids:eacbe40c-48cb-4a76-a83a-767c9783636e&showPlaylist=true&from=shared" target="_new" title=".">Video: .</a>
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13 de junho de 2009

Design Quotes

"The talent for discovering the unique and marketable characteristics of a product and service is a designer's most valuable asset."
Primo Angeli
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12 de junho de 2009

Wolfram | Alpha


O Wolfram|Alpha é um motor computacional de conhecimento.

Isto é, ao contrário dos tradicionais motores de busca, que fazem uma pesquisa na web e nos dão listas de links, este motor gera um resultado, através da computação feita sobre a sua base de dados interna.

É um motor, inteiramente gratuito para fins não comerciais, que tem por objectivo disponibilizar conhecimento técnico-científico a todas as pessoas.

Entre os assuntos abordados encontram-se: matemática, física, química, estatística, ciência dos materiais, engenharia, astronomia, ciências da terra, ciências da vida, tecnologia, nutrição, medicina, desporto, cultura, música, cor e muitas outras...

Um link a não perder...
http://www.wolframalpha.com/
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11 de junho de 2009

Impacto da imagens nos maços de tabaco


Depois de termos divulgado, a 28 de Maio de 2008, as imagens da nova campanha Brasileira para combate ao tabagismo interessa, agora, passado praticamente um ano, avaliar o seu sucesso.

Segundo notícia publicada na Folha Online, no dia 27 de Maio de 2009, as fotografias desestimularam cerca de 39% dos fumadores a pegar no cigarro.

"Um estudo do Inca (Instituto Nacional de Câncer) aponta que as imagens e as frases de alerta presentes nos maços de cigarro já fizeram com que 39,1% dos fumantes desistissem de pegar um cigarro, quando eles estavam prestes a fumar. O dado se refere aos 30 dias anteriores à realização da pesquisa.

De acordo com o estudo, 48,2% dos fumantes afirmam que as advertências nos maços fazem com que eles fiquem mais propensos a deixar o vício. O estudo também aponta que 61,6% dos fumantes dizem que as advertências os fazem pensar sobre os riscos da prática. Enquanto isso, 91,8% dos fumantes consultados afirmam que, se pudessem "voltar no tempo", não teriam começado a fumar."

Ler resto do artigo no Folha Online.

10 de junho de 2009

10 de Junho

Sabiam que # o sinal de STOP já foi amarelo?


Lendo um pouco da história do sinal de STOP, fiquei a saber que teve a sua origem em Detroit, EUA, no ano de 1915.

Nesses tempos era branco, com as letras a negro e tinha um tamanho inferior ao actual. Porém, devido às confusões dos condutores, a American Association of Highway Officials (AASHO) tentou, em 1992, normalizar este sinal. Para que o sinal o sinal se destacasse dos restantes, desenvolveram a forma octogonal que têm hoje. O que permitiu também, como pista redundante, ser reconhecido pelos que sofrem de daltonismo.

Por volta de 1924, a National Conference on Street and Highway Safety (NCSHS), propôs que o sinal fosse amarelo com as letras a negro e estivesse posicionado entre 60 e 90cm do solo.

Em 1935, o Manual on Uniform Traffic Control Devices (MUTCD) define que os sinais devem ser octogonais, com letras encarnadas ou negras sobre o fundo amarelo. Esta solução prevaleceu até 1954.

Em 1954 o sinal alterou-se para o fundo encarnado com letras a branco, tal como actualmente. Esta troca de cores foi sustentada pelo facto de o encarnado ser o oposto ao verde e estar associado a situações de risco elevado. O amarelo, apesar de boa visibilidade e elevado contraste, foi associado a uma situação que requer algum cuidado. Isto é, a sequência de verde-amarelo-encarnado significa vá-cuidado/abrande-pare.


Nos países anglo-saxónicos e diversos países europeus, como Portugal, adoptaram a palavra STOP. Outros países decidiram traduzir essa palavra para a sua própria língua, como no Brasil "PARE".

A maioria dos países usa a forma octogonal mas, alguns, como o Japão, usam o triângulo.

Ler mais em:
History of the Stop Sign, na Wikipédia
Stop! - The History of the Stop Sign, no Associated Content
History of the Stop Sign, no My Parking Sign
Manual of Traffic Sign
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9 de junho de 2009

Neuroergonomics

# Sugestão de leitura da semana:

Parasuraman, R. & Rizzo, M., (2007). Neuroergonomics: the brain at work. Oxford University Press US. ISBN 0195177614, 9780195177619


"Neuroergonomics can be defined as the study of brain and behavior at work. It combines two disciplines--neuroscience, the study of brain function, and human factors, the study of how to match technology with the capabilities and limitations of people so they can work effectively and safely.

The goal of merging these two fields is to use the startling discoveries of human brain and physiological functioning both to inform the design of technologies in the workplace and home, and to provide new training methods that enhance performance, expand capabilities, and opitimize the fit between people and technology.

Research in the area of neuroergonomics has blossomed in recent years with the emergence of noninvasive techniques for monitoring human brain function that cna be used to study various aspects of human behavior in relation to technology and work, including mental workload, visual attention, working memory, motor control, human-automation interaction, and adaptive automation.

This volume will provide the first systematic overview of this emerging area, describing the theoretical background, basic research, major methods, as well as the new and future areas of application. This collection will benefit a number of readers: the experienced researcher investigating related questions in human factors and cognitive neuroscience, the student wishing to get a rapid but systematic overview of the field, and the designer interested in novel approaches and new ideas for application. Researchers in human factors and ergonomics, neuroscience, cognitive psychology, medicine, industrial engineering, and computer science will find this volume most helpful."

Links:
Ler mais, sobre este livro, no GoogleBooks e no Designing*for humans.
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