No site da IDEA.org podemos recorrer a um simulador - "Color vision tool" - para ver o mundo, tal como é visto por pessoas com daltonismo ou cataratas.
Uma experiência imperdível para designers e não só!...
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O "Center for Universal Design" (CUD) é um grupo de trabalho, da "North Carolina State University", dos EUA, que se dedica a divulgar informação, a prestar apoio, a investigar e a divulgar a acessibilidade e o design inclusivo. O CUD tem por missão melhorar os ambientes e produtos através da inovação, pesquisa, educação e do apoio ao design.
A acessibilidade é um direito que todos nós temos. Não devemos pensar nesta questão como uma acto de caridade ou solidariedade porque, todos nós, sem excepção, somos ou seremos, em algum período da nossa vida, deficientes. Já fomos crianças, seremos idosos, algumas de nós fomos ou seremos grávidas, podemos partir uma perna ou sofrer de alguma maleita que nos deixe fragilizados. Nessas circunstâncias o mundo pode ficar, literalmente, inacessível.
Para evitar a exclusão e aumentar a qualidade de vida teremos que eliminar as barreiras, construindo um ambiente inclusivo e amigável. Também cabe aos designers, sobretudo aqueles que se especializam em design de ambientes, desempenhar um papel fundamental nesta tarefa. Nesse sentido, peço aos meus alunos, no âmbito dos seus trabalhos académicos, que façam uma análise à acessibilidade de edifícios públicos. O objectivo deste trabalho é que eles, como designers e utilizadores desses espaços, desenvolvam uma consciência critica, ao mesmo tempo que aprendem a desenvolver ferramentas de análise rigorosas. Essas avaliações devem servir de base de sustentação aos projectos de remodelação desses espaços.
Para a realização de um trabalho deste tipo é fundamental a consulta de algumas fontes de informação. Entre os recursos que lhes recomendo, disponíveis on-line e em Português, está o site do Instituto Nacional para a Reabilitação . Do qual destaco a consulta ao Guia "Acessibilidade e mobilidade para todos", versão .pdf (16,6 Mb) que procurou complementar o Decreto-Lei nº163/2006, de 8 de Agosto, que regulamenta as Normas Técnicas de Acessibilidade aos edifícios habitacionais.
Muitos outros recursos se podem encontrar na WWW, para isso basta fazer uma procura criteriosa ou assistir a uma aula de Ergonomia... ;-)
Bons trabalhos...
> zonas de circulação espaçosas;
> diferentes texturas no pavimento para que uma pessoa invisual possa identificar e distinguir, rapidamente, a zona de passagem da zona de mesas;
> mesas circulares que facilitam a visualização de todos os comensais e assim tornar possível a leitura de lábios por pessoas surdo-mudas;
> mesas com pé central e de diâmetro generoso para permitir a fácil colocação de cadeiras de rodas;
> balcão de atendimento com 2 alturas;
> menu em Braille;
É de louvar a iniciativa de incluir, numa exibição deste tipo, as preocupações com a acessibilidade e com a inclusão daqueles que são habitualmente excluídos. Normalmente, estas feiras servem para os designers, arquitectos de ambientes e os decoradores se mostrarem ao público. O que implica que, na maioria das vezes, estes abordam os ambientes numa perspectiva muito comercial e ligada à moda, fazendo grande alarido da forma inovadora como usam os materiais, as cores e as formas, mas ignorando os problemas da acessibilidade física aos ambientes. É uma forma de angariarem clientes para os seus ateliers ou lojas. Não estou a recriminar tal atitude, pois é perfeitamente compreensível, mas posso exprimir o meu descontentamento por terem uma abordagem tão superficial dos ambientes que concebem.
Link: Fundación ONCE
O GAM - Grupo para a Acessibilidade nos Museus vai organizar o segundo seminário anual, com o título: "Encontrar um caminho para todos – as novas tecnologias e o acesso aos museus".
Nome: Maria Vlachou
e-Mail: mariavlachou@clix.pt
Tel.: 917 247 970
Os passeios, como é óbvio, podem ter diferentes larguras, em função da rua onde se localizam. Porém, quase sempre, estão cheios de buracos, valas que se enchem de água da chuva ou obstáculos (candeeiros, baldes do lixo, sinais, cabines telefónicas mal posicionados). Para agravar mais esta situação, são constantemente invadidos por carros mal estacionados. Para os deficientes, residentes em Lisboa, os passeios são verdadeiras barreiras arquitectónicas intransponíveis com as quais lidam no seu quotidiano.
Ao nível dos passeios urbanos, existem algumas soluções interessantes, que podem aumentar a usabilidade deste equipamento como, por exemplo, as zonas rebaixadas junto das passadeiras (para deficientes em cadeiras de rodas) ou guias tácteis (para deficientes visuais).
Estas imagens são de pavimentos em Curitiba, Brasil, onde a calçada Portuguesa coexiste com estas soluções. Também existem passeios como este em Bruxelas, Bélgica.
Soluções tão básicas mas que facilitam muito a vida…mas quando chegarão a Lisboa?
No rescaldo do Dia Mundial da Pessoa com Deficiência (ontem, dia 3 Dez.) pensei em publicar mais um caso de desrespeito pela acessibilidade, infelizmente, cada vez mais comum nas nossas cidades. Como podem avaliar, pela imagem, o painel lateral desta paragem de autocarro ocupa quase a totalidade do passeio deixando apenas, aproximadamente, 60cm de largura livre até à berma. Uma pessoa, circulando a pé, tem dificuldade em passar sem meter os pés na estrada mas, de cadeira de rodas não conseguirá passar ali. Cada vez que faço aquele percurso (entre a estação de comboios de Santos e a Av. D. Carlos I, em Lisboa, penso na estupidez de quem plantou ali aquele equipamento e na nossa, que nos calamos perante estas vergonhas. Podem argumentar que aquele painel tem a função de proteger os utentes dos agentes climatéricos. Eu até posso aceitar o argumento mas, pergunto, porque não colocam um painel menor nos passeios estreitos? E respondo, logo de seguida, porque assim não caberiam lá os cartazes publicitários… Pois é… para dar “passagem” à publicidade (e aos euros que movimenta) impede-se a passagem ás pessoas com deficiência.
Assim vai a vida em Portugal!...
Principais Vantagens
Principais Desvantagens:
Mas, apesar de tudo, a minha apreciação global quanto a este equipamento é positiva. Eu gostei!

