O site "Learn something everyday", do design studio Young de Inglaterra, apresenta-nos, diariamente, pequenas curiosidades na forma de postais coloridos (também disponíveis em t-shirts).
Divertido... :)
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Tendo atravessado a história da humanidade, até aos dias de hoje, o Carnaval surge-nos como uma oportunidade de desrespeitar as regras e normas estabelecidas, subverter e anular os padrões, dar azo a pensamentos e comportamentos libertinos, enfim, virar o mundo ás avessas sem sofrer as consequências. Porém, mesmo com este enorme potencial e energia criativos, o Carnaval actual, em vez de se constituir como uma oportunidade de libertação e de inspiração, surge cada vez mais pobre, triste, desprovido de sentido, massificado, vítima de uma sociedade global e capitalista. Cobrindo, com a sua saia, o negócio das fantasias, das caraças made in China, que põem em perigo os seus utilizadores mas são baratas, das escolas de samba made in Portugal, e dos deprimentes e ensurdecedores trios eléctricos. Aqui e ali ainda se mantém o hábito, salutar, da crítica pública, sobretudo à classe politica, mas, a maioria dos festejos é apenas uma manifestação triste, amarga, das frustrações pessoais e profissionais de um povo pobre e deprimido. O que se passa com o nosso imaginário, que se deixa levar pelos hábitos e costumes vindos de outros povos, preferindo os corpos nus, ainda que debaixo de grandes chuvadas e frio intenso, às manifestações genuínas da nossa cultura? Talvez seja mais um exemplo da triste perca da identidade nacional...
Eu gostava que o Carnaval fosse aproveitado para ensinar os miúdos a reaproveitar materiais usados, estimulando a criatividade e a imaginação na construção das suas próprias fantasias. Gostava que o Carnaval fosse usado para dignificar e promover rituais e tradições ancestrais, que tornam cada povo único. Gostava que o Carnaval se tornasse um factor de atracção e não, apenas, um escape para as angústias da vida...
Gostava que o Carnaval fosse mais como os magníficos exemplos de arte popular dos Caretos de Podence (Macedo de Cavaleiros) e de Lazarim (Lamego), o Enterro do Pai Velho do Lindoso (Ponte da Barca) e os Cardadores do Vale de Ílhavo (Ílhavo), entre outros.
Os Caretos de Podence
Os Caretos de Lazarim
Os Caretos de Ousilhão
Os Cardadores do Vale de ìlhavo












De 16-04-2007 a 31-05-2007, 2ª-6ª: 10h00-18h00
A mostra «Sob o Lema do Humor e da Ironia», é a primeira de uma série de pequenas apresentações temáticas a partir da Colecção Francisco Capelo.
Uma selecção de 10/12 peças é apresentada e contextualizada de modo a sublinhar diferentes perspectivas do design. Quando os designers exploram o lado comunicacional do design criam peças que manifestam um humor inteligente e irreverente. Esse humor instala, progressivamente, a surpresa, o riso e o desejo. Estamos perante trabalhos que vivem entre o insinuado e o exposto, o afirmado e o sugerido, convocam o lúdico, deixando um vasto campo à fantasia e imaginação.

Comentário:
Aprendam que tristezas não pagam dívidas! Os orientais são detentores de grande conhecimento ancestral... Será que como era uma competição os perdedores se riram imenso?
Com a pobreza e as desigualdades existentes neste País, ainda há quem tanto ria...e nós andamos por aqui cabisbaixos a ficarmos verdes de tanto vociferar contra tudo o que por aqui se passa...talvez seja mais inteligente rir!
É mesmo outra cultura!!!
