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3 de junho de 2009

Sr. Félix # uma campanha muito especial...

Design, criatividade, boas ideias e uma boa dose de motivação podem resultar numa força impressionante. Um excelente exemplo do que acabo de dizer é a campanha criada por Bob Ferraz e Marcelo Melo, para o Sr. Félix, um pedinte do bairro do Chiado, em Lisboa, Portugal. Esta campanha, pensada para incentivar as empresas a apostarem na criatividade, valeu prata no Cannes Young Lions.


13 de abril de 2007

Lavem as mãos sff!...


Quando se vai à casa de banho lava-se as mãos!

Quantas vezes ouviram esta frase dita pelas vossas mães? Certamente que bastantes. Mas, para alguns, talvez não tenham sido as suficientes. Para esses irresponsáveis e badalhocos é preciso abordagens mais radicais, como esta de que vos falo hoje. Estes posters de homens, em tamanho real, colados nas portas das casas de banho têm estado a fazer furor em Toronto, Canadá. A ideia foi de Sean Gallagher & Steve Turnbull, JWT Toronto. Nos posters, estrategicamente posicionados, constam também pequenos autocolantes que dizem: “92% dos tipos dizem que lavaram as mãos. 34% deles estão a mentir”. Terminando com o endereço para o seu web-site: washyourhands.tv
Suspeito que, abrir aquela porta não vai ser fácil ;)

No site estão disponíveis diversos vídeos, com comportamentos pouco higiénicos dos utilizadores das casas de banhos, que vale a pena ver. Provavelmente serão fictícios mas, na minha opinião, bem que podem ser reais. Acho que não é necessário explicar o porquê, da necessidade de cuidados de higiene tão básicos como lavar as mãos. Ainda para mais, quando é grande o número vírus, bactérias, esporos de fungos, que podem originar doenças, transmissíveis com um simples contacto de mãos.

Será que os vossos colegas de trabalho e amigos lavam as mãos depois de irem aos sanitários? Dá que pensar...

1 de fevereiro de 2007

Não à demagogia

Não quero discutir aqui a questão da legalização da interrupção voluntária da gravidez (aborto). Esse assunto não se enquadra no espírito deste blog. Como é óbvio, eu tenho uma opinião muito concreta e irei expressá-la, através do meu voto, no próximo dia 11 de Fevereiro.

O que me incomoda, e que me levou a fazer este post, é a demagogia com que os movimentos, pelo sim e pelo não, debatem as suas posições. Para ilustrar o que acabo de dizer deixo aqui um cartaz, de um movimento pelo "Não", que é pura demagogia.

Neste cartaz, podemos ver uma mãe com um bebé nos braços. Reparem que é um bebé, não é um feto abortado. E diz-se assim: “Não corte por aqui”.

Eu até podia entender a mensagem se ela fosse destinada a combater o abandono, os maus-tratos, a pedofilia, a pornografia, o tráfico de crianças, entre outras coisas terríficas que, certas criaturas fazem com os filhos. Agora, comparar o aborto, realizado até ás 10 semanas, com esta relação… é pura demagogia. Assim, é propaganda enganosa!

Gostava de saber a opinião dos meus colegas, de Design de Comunicação, sobre esta estratégia…

24 de janeiro de 2007

Má campanha publicitária



Não sou especialista em Marketing e Publicidade mas, gostava de fazer uma pequena-grande crítica à campanha publicitária do óleo Vêgê. Esta campanha, que surgiu em Novembro do ano passado, desapareceu e infelizmente está agora de regresso.

Não possuo conhecimentos suficientes para dissertar sobre as vantagens e desvantagens de fazer uma campanha publicitária minimalista. Não sei se, fazer maus anúncios e assumir que não se tem dinheiro para fazer melhor, porque se investiu tudo em melhorar a qualidade do produto, é uma boa estratégia para vender óleo de cozinha. Mas, na minha modesta opinião, assumir que se está a fazer algo mau é péssimo e só serve para desculpar a falta de criatividade. Mas enfim, deixo isso para os entendidos.

O que me arrepia, sempre que vejo o tal spot televisivo, é aquilo que lá é dito. Numa das versões, que aqui exibo, uma rapariga vai dizendo umas coisas sem sentido, ao mesmo tempo que vai fazendo uns desenhos nas paredes brancas.

Diz ela:
“Este anúncio Vêgê é muito simples: (abre o marcador, vira-se para a parede e começa a desenhar) podíamos ter aqui uma cozinha design, com uns armários giros, umas flores bonitinhas. Tudo a cheirar a novo. Até podíamos ter aqui uma top-model, em vez de estar cá eu (…)” A conversa continua… terminando (…)”ficamos com um mau anúncio mas, um bom óleo!”.

Agora expliquem-me, se faz favor, o que é uma cozinha design?????

É uma cozinha com móveis giros, como se diz lá? Será que é um conjunto de móveis modernaços, com conjugações de cores e materiais improváveis?... Será um conjunto de móveis, que custa uma pipa de massa e que, eventualmente, são feitos em Paços-de-Ferreira mas são vendidos a dizer made-in-Itália? Serão móveis assinados por um tipo do Jet-Set, que fez um curso de decoração?

O que é que isso quer dizer?

Mas, se vão argumentar que, é assim que as donas de casa pensam… eu digo que, quem fez esta porcaria ainda é mais ignorante e inculto do que esse suposto grupo de consumidores. Eu estou disposta a tolerar más estratégias publicitárias mas, não tolero ignorância. Como é que uma agência tão credenciada, com profissionais de qualidade, pode vir para a TV dizer asneiras destas? Deviam ter vergonha.

Ficha técnica:
Título: Má campanha, bom óleo
Agência: McCann
Anunciante: Sovena
Produto: Vêgê
Directores Criativos: Diogo Anahory / José Carlos Bomtempo
Redactor: João Taveira
Director de Arte: Luís Carvalho
Produtor TV: Bruno Carvalho
Executivo de Contas: Célia Felix / Marta Pessoa
Produtora: Krypton
Realizador: Rogério Bolt
Som: Índigo

18 de janeiro de 2007

Pense no consumo antes de comprar


“Think about what it consumes before buying”
"Pense no consumo antes de comprar"

Esbarrei, por acaso, com esta campanha publicitária promovida pelo governo belga para incentivar o consumo regrado da energia. A campanha dá pelo nome de Energyvores e assenta em algumas imagens muito explícitas. É caso para usar aquela velha expressão: uma imagem vale por mil palavras. A verdade é que esta campanha ganhou a Prata nos Epica awards 2006.

Gostei bastante da ideia porque torna óbvio o nosso descuido e desleixo nas questões da gestão dos recursos energéticos. É quase repugnante conviver com a ideia de termos estes monstros nas nossas casas. Devíamos adoptar esta campanha por cá... ou criar uma nossa!

Ficha técnica:

Agência: Leo Burnett Brussels
Direcção Criativa: Jean-Paul Lefebvre & Michel De Lauw
Copywriter: Wim Corremans
Art Director: Alex Gabriels
Fotógrafo: Frieke Janssens
Retouching : The Living Room