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15 de abril de 2010

Um objecto de ir aos céus!


A fábrica da ATLANTIS, prosseguindo a velha arte portuguesa do trabalho no vidro, distingue-se na produção de um dos melhores cristais de fabrico manual, de todo o mundo.
Uma das colecções da Atlantis aborda a temática da religião com objectos como este, que foi "baptizado" de Escultura Nossa Senhora.
Se lhe chamassem outra coisa não me admiraria rigorosamente nada!
Um exemplo de que o exercício do design deve ter como premissa principal satisfazer o consumidor! Não?
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21 de maio de 2009

Pequenos inconvenientes | grandes frustrações # 2



Hoje é a própria interface do Blogger que merece alguns reparos pois, como sua utilizadora, sou confrontada com algumas questões que me dificultam o seu uso.

Aqui ficam alguns exemplos:

# Calendário:

Muitas vezes aproveito o fim de semana para escrever alguns dos "posts", que publicarei durante a semana. Para isso, utilizo uma ferramenta que permite agendar a publicação automática dos "posts". Dava, por isso, muito jeito ter um calendário, que pudesse ser aberto e permitisse escolher a data apenas com um clique. Na sua ausência, tenho que ir olhar para um calendário para saber que dia vai ser a próxima quarta-feira, por exemplo...

# Opção agendar:

Essa mesma possibilidade, de agendar "posts", não surge identificada em nenhum lado da interface. As opções disponíveis são "publicar mensagem" e "guardar agora". Só descobri, por acaso, que se indicasse uma data adiantada e escolhesse "publicar mensagem", isso equivaleria a agendar a dita. Ignorando essa possibilidade, fazia o post e guardava-o como rascunho, no próprio blog. Porém, uma vez aconteceu-me ter agendado sem saber como. Perdi, naturalmente, algum tempo á procura, na interface e nos foruns, de uma explicação sobre como usar essa opção.

# Rascunhos:

Se, por alguma razão, guardarem um "post" como rascunho e mais tarde o tentarem agendar, isso não vai resultar. Mesmo indicando uma data mais avançada no tempo, o "publicar agora", neste caso, em vez de agendar o "post" irá publicá-lo de imediato. Ou seja, uma inconsistência de comportamentos, que só confundem o utilizador.
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15 de maio de 2009

Campeões de vendas: Dolce & Banana!


Muitas vezes me questiono do porquê do plágio.
Não faz qualquer sentido a não ser que... nos queiramos aproveitar de uma marca conhecida e reconhecida. Agarra-se no símbolo ou no logo e subverte-se a coisa transformando-a num "boneco" muito parecido. Conclusão metemos a Sonya nos ouvidos, comemos uns S&M, almoçamos na Pizza Huh, perfumano-nos com Lokasta, jogamos na Polystation e o meu favorito... oferecemos uns perfuminhos da Dolce & Banana!
Os chineses são peritos neste tipo de falsificações, mas já era tempo de criarem os seus próprios produtos não?
Aqui fica o link para se divertirem!

13 de maio de 2009

Pequenos inconvenientes | grandes frustrações # 1



Pequenos inconvenientes, resultantes de uma usabilidade menos conseguida, podem não ser suficientes para rejeitar o uso de um electrodoméstico mas resultam, quase de certeza, em algumas situações de frustração do utilizador.

Hoje, relato aqui o exemplo de uma máquina de pão caseiro, cuja interface nos confronta com um uso pouco intuitivo.

Observando a interface (na imagem) podemos verificar que compreende diversos botões, com as seguintes funções (da esquerda para a direita):
....|1| menu (escolha do programa em função do tipo de massa);
....|2| + e - (que permite acertar o valor do temporizador);
....|3| "power" (ligar a máquina);
....|4| peso (em cima, para indicar o tamanho do pão em quilogramas);
....|5| cozedura/cor (3 níveis de cozedura).

Aparentemente tudo normal... os erros só se tornam evidentes quando tentamos usar a máquina. Aqui ficam alguns:

# erro 1 - o botão do "power" é para ser activado no fim:

Depois de se misturar todos os ingredientes e se colocar a cuba dentro da máquina, segue-se a fase de programação. Muito intuitivamente, os utilizadores carregam no "power" para ligar a máquina e proceder à sua programação. Mas, ao contrário do que seria lógico, isso está errado. Nesta máquina, o "power" é para ser accionado no fim de todo o processo, pois é o equivalente ao "enter" dos computadores. Isto é, serve para confirmar todas as opções tomadas. Portanto, se o botão for accionado antes de se fazer as devidas opções, a máquina inciará, de imediato, o seu funcionamento com um programa básico, que vem definido por defeito. As consequências poderão ser ter de deitar tudo fora, porque o programa pode não ser o adequado.

# erro 2 - sem accionar o "power", no fim, nada acontece:

Se, por experiência prévia, não accionarmos o "power" depois de toda a programação efectuada, nada acontece. Isto é, a máquina não inciará nunca o processo nem emitirá nenhuma aviso de alerta. Muitas pessoas, para quem a associação do "power" ao "enter" não é óbvia, não fazem este ultimo comando e não dão inicio ao processo. A surpresa fica reservada para mais tarde quando, à hora desejada, o pão não passar de ingredientes por misturar e cozer, tal como os deixaram.

# erro 3 - não é possível corrigir só uma das programações efectuadas:

Se, por exemplo, depois de ter feito todas as programações, verificar que escolheu o menu errado e for corrigir, isso anulará todas as outras escolhas. Só que, esse facto, não é explícito. Nada, na máquina, nos alerta para tal facto. Se não nos apercebermos desta situação, podemos ficar convencidos que foram feitas as opções correctas, quando não é verdade. O pior será que pode demorar algum tempo até se descobrir a causa do erro.

# erro 4 - indicador do peso e de cozedura quase ilegível:

O peso e o nível de cozedura, regulados pelo + e -, são indicados por um triângulo, de dimensões minúsculas, que surge debaixo de cada opção no monitor. Graças à sua dimensão reduzida e baixo contraste, este indicador passa muito despercebido e é preciso algum esforço para o visualizar. Nada adequado para pessoas com baixa acuidade visual.

# erro 5 - temporizador dependente de cálculo:

Em vez de ter um relógio interno, que permita escolher a hora na qual se quer ter o pão pronto, esta máquina obriga os utilizadores a calcular quantas horas medeiam a activação e a hora de finalização. Por exemplo, é necessário calcular quantas horas estão no intervalo entre as 21h30 (hora de accionamento) e as 7h00 (hora a que deve ester cozido o pão)... Na verdade, este não é o processo mais adequado.

Já agora, não sendo um erro, dava algum jeito a máquina possuir uma balança interna, que permitisse pesar os ingredientes sem ter de se recorrer a outra máquina.
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25 de fevereiro de 2009

Sinais estranhos # 2

Num jardim da cidade da Covilhã, na encosta da Serra da Estrela, encontrei esta situação curiosa...


Como podem ver pela foto, o mesmo varão tem 2 placas aplicadas: proibido cães e proibido merendar. Aparentemente nada de estranho. Gostava, contúdo, de chamar a vossa atenção para 2 aspectos:

1) A altura a que as placas estão aplicadas: não medi rigorosamente, porque não tinha comigo nenhuma régua, mas posso garantir que estão aplicadas a mais de 1,60m do solo.
Um pouco alto, não?...

2) A estranha conjugação dos componentes símbolo + texto: símbolo - proibido cães e texto - proibido merendar. Habitualmente, as placas de texto são aplicadas como um componente do sinal que está ilustrado em pictograma/símbolo. Neste caso, a conjugação poderá resultar numa leitura estapafúrdia: "proibido merendar cães", ou, "proibido os cães merendarem"...

Assim vai a sinalização em Portugal.
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4 de fevereiro de 2009

Onde fica o café?

Estar perdido é, normalmente, um pesadelo. Por isso, a sinalética, do ponto de vista do "wayfinding", constitui um importante factor para a qualidade de vida. Sabemos, contudo, que a importância da sinalética é variável e diminui bastante em função da nossa aprendizagem espacial. Mas, há momentos em que ela é crítica. Por isso, é bom que seja bem feita e cumpra com os requisitos mínimos necessários para cumprir com os seus objectivos.

A eficácia da sinalética depende, em grande parte, do seu posicionamento no envolvimento. E nesse aspecto inclui-se, tanto a distrubuição dentro da planta como, também, o posicionamento nas paredes ou zonas observáveis. Devemos considerar que, para funcionar a sinalética deve, acima de tudo, ser saliente e poder ser detectada num vislumbre fugaz.

Depois deste pequeno texto deixo-vos um exemplo de "bad design" que faz,tábua-rasa das mínimas regras do design de sinalética.


O que vos parece?
Será que todos os utilizadores que procuram o café andam de cabeça caída e olhos no chão, ou, serão rastejantes?...
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28 de janeiro de 2009

Sinais estranhos # 1

Desta vez a minha atenção não se focou nos pictogramas mas, antes, nos próprios sinais.

O que achei espantoso e anedótico é que ambos os sinais, aqui exibidos e que proíbem os cães de ir ao "jardim" (que é um espaço sujo e mal cuidado), estão aplicados no mesmo espaço verde...

Vejam bem:


Num extremo do espaço encontramos, na mesma placa, estes 2 sinais iguais de proibição. Sim, é verdade. Não se trata de uma ilusão de óptica, de uma montagem, ou de um caso de visão dupla provocado pelo excesso de alcóol.

Mas para quê esta redundância? Um não seria suficiente, uma vez que são exactamente iguais?

Será que querem proibir o acesso a pares de cães? Isso significaria que um animal isolado já podia ir... Bom, dada a disposição dos animais na placa, talvez seja proibido os cães se presseguirem uns aos outros?...

Mais adiante, sensivelmente a meio do mesmo espaço, encontramos outra placa, ainda mais surpreendente, com os mesmos 2 sinais de proibido mas, agora, com apenas um cão, fora dos circulos?!?!...



E agora?... O que isto significa?
Será que é proibido os cães pisarem os sinais? Talvez seja proibido estarem parados entre os sinais de proibido?...

O que terá acontecido ao outro bicho?
Será que o cão em falta se fartou de estar no sinal e está escondido atrás de algum arbusto? Ou terá ido fazer um chichi? Ás tantas foi cortejar alguma cadela simpática?... eheheheh
Eventualmente, a razão disto é menos poética e teve que ver com a falta de vinil disponível a quando da fabricação da placa...eheheheheh

Para além do mais, existe um pequeno pormenor mas de grande importância, que pode fazer toda a diferença. Se repararem, a palavra "proibido" está escrita no topo das placas (na eventualidade de alguém não saber o significado daquele circulo encarnado traçado na diagonal). Só que, desta forma, estamos perante uma dupla negativa. Isto é, é proibido proibir o acesso dos cães...
É de rir...
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21 de janeiro de 2009

Símbolos e pictogramas curiosos #4 Desafio!...

Caros leitores... desafio-vos a adivinharem o que significa este sinal.



Para não dizerem que o desafio sofre de pouca validade ecológica vou dar-vos mais informação. Fotografei este sinal aplicado na fachada exterior, junto de uma porta de entrada, de um espaço comercial. Mais não digo.

Fico a aguardar as vossas sugestões... e comentários ao dito...
"bora" lá a adivinhar ;-)
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14 de janeiro de 2009

Phascolarctos cinereus, ou seja, koala...

Depois de ontem ter divulgado o livro do Daniel Raposo, sobre design de identidade e imagem corporativa, cujos principais destinatários são os estudantes de design de comunicação, hoje, deixo-vos esta "pérola" do design de identidade...


As razões que, no meu entender, fazem com que esta logomarca "chumbe" são diversas. Não vou enumerá-las aqui (para isso existem as aulas do Prof. Corto Maltese e os manuais) mas, vou desafiar-vos a responder ás seguintes questões:

1# digam, rapidamente, como se designa a empresa?

a) iimisa
b) llmisa
c) 11misa
c) misa

Resposta: a designação da empresa é, apenas, Misa.

Então, porque razão aqueles 2 elementos gráficos (onde o koala está agarrado) são da mesma cor do texto? É que, graças à Lei da Semelhança (Psic. Gestalt), os elementos semelhantes são lidos como um todo, logo, aqueles 2 traços passam a ser lidos no texto... daí a confusão...

2# qual o ramo de actividade da empresa (considerando apenas a logomarca)?

a) empresa de comércio de animais e/ou de produtos para animais;
b) empresa de import/export que efectua trasacções com a Austrália;
c) agência de viagens de aventura/expedições, no continente australiano, para estar em contacto com a natureza;
d) empresa de comércio/transformação de madeira de eucalipto;
e) empresa que comercializa peles de animais, especialmente de koalas;
f) empresa que comercializa produtos relacionados com a higiene (empresas, industrias, etc.);

Resposta: o ramo de actividade da empresa é o segmento da higiene.
Que ligação?
Poderá ter que ver com alguma ligação sentimental/histórica dos fundadores da empresa. Mas, será que essa ligação interessa manter de forma assim tão evidente?... Qual o impacto, desta imagem, nos potenciais clientes/novos clientes?...

3# digam, rapidamente, se esta identidade remete para alguma localização geográfica específica?

Primeira opção óbvia: continente australiado (por causa do koala)? Também pode ser que tenha alguma ligação a Sintra (para quem conhece Sintra, é inevitável ver ali as 2 chaminés gigantescas do palácio da vila.)... ou, quem sabe, se a ambas ou a nenhuma destas...

Resposta: desconheço... mas, eu associaria à Austrália...

4# que pistas nos dá o koala, como animal, para interpretar a identidade?

> O koala é conhecido por ser muito tranquilo, muito lento e por evitar desperdiçar energias. Dada a pobreza da sua alimentação, os koalas necessitam de dormir muitas horas (um animal adulto dorme entre 16 e 18 horas por dias, sendo as restantes dedicadas quase exclusivamente à alimentação e à sua procura).
> Alimenta-se de folhas de eucaliptos e quase não bebe água (koala, no dialecto autóctone dos aborígenes, quer dizer “que não bebe”), retirando a quase totalidade de líquidos que necessita das folhas de eucalipto.
> Os koalas são animais de hábitos solitários. Vivem próximos uns dos outros mas, nunca em grupos com mais de 10 elementos.

Resposta: eu diria que, apesar de simpáticos e de não gastarem água, são lentos??? Talvez também gostem de produtos com odor a eucalipto (eu gosto)...

Casos como este fazem-me pensar na qualidade (falta dela) do design corporativo nacional.
Com tantos designers no desemprego como se explica a falta de investimento nesta área?...

Esta logomarca merecia ser revista?
Eu digo que sim e vocês, o que acham?
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8 de janeiro de 2009

Símbolos e pictogramas curiosos...#3

Entre as pessoas com necessidades especiais existe um grupo, com mobilidade reduzida, que se desloca em cadeira de rodas. Talvez em virtude das particularidades da cadeira de rodas e da maior expressão que esta incapacidade têm na população, este grupo foi escolhido para representar a ideia de acessibilidade.

O símbolo internacional de acessibilidade consiste numa figura estilizada de uma pessoa em cadeira de rodas (Decreto-Lei nº 163/2006 de 8 de Agosto), conforme a figura seguinte.


Fig. 1 - Esquema (grelha de construção) do símbolo internacional de acessibilidade

Este símbolo é aplicado em situações diversas. As mais comuns são:
> percursos, acessos e/ou edifícios acessíveis;
> máquinas/equipamentos acessíveis;
> instalações sanitárias acessíveis;
> lugares de estacionamento reservados a deficientes motores;


Fig. 2 - aplicações mais comuns do símbolo internacional de acessibilidade

Contudo, existem mentes criativas que gostam de dar "aquele toque especial" aos símbolos e acabam por produzir soluções algo "diferentes", com é o caso do símbolo que podem ver na figura seguinte.


Fig. 3 - símbolo internacional de acessibilidade "diferente"...
(foto tirada com telemóvel...)

Este curioso símbolo está aplicado na porta de um WC de uma conhecida faculdade de Lisboa, cujo nome não vou divulgar por achar que não importa para o efeito.

Numa leitura rápida fiquei com a ideia de que o símbolo ilustrava um deficiente, em cadeira de rodas, a jogar com uma bola... Mas, como essa hipótese me pareceu algo descabida, considerando o contexto, deduzi que a "bola" deveria ser, afinal, a pequena roda da frente que algumas cadeiras possuem... ou, talvez o "criativo" tenha ficado incomodado pela figura estar com as pernas suspensas e tenha sentido vontade de dar um apoio aos pés...

Fica a dúvida: será o caso de um verdadeiro incentivo, legítimo, à prática de desporto, um caso de "humor negro" ou, apenas, um caso de design irresponsável que acabou por dar origem a uma piada?...
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17 de dezembro de 2008

Símbolos e pictogramas curiosos...#2

Uma pessoa que seja surda não pode ser alertada, como é óbvio, por um alarme sonoro, para uma emergência que ocorra dentro de um edifício (ex. um fogo). Infelizmente, a maioria, ou quase totalidade dos edifícios apenas possuem sistemas de alarme deste tipo.

Esses sistemas são, por vezes, complementados com indicadores luminosos como, por exemplo, flashes (luzes "strobe") ou "pirilampos" que reforçam a mensagem de alerta. Contudo, para que o surdo se aperceba de que esse alarme está activo terá que ter contacto visual com esses avisos, o que pode não acontecer a dada altura. Ou, então, deduzir o que se está a passar pelo comportamento de outros utentes. O que também não é correcto e que poderá ser impossível de fazer, se estiver sozinho.

Podemos, por isso, concluir que as pessoas com deficiência auditiva estarão, na maioria dos casos, bastante desprotegidas. Imaginem a ansiedade que isso causará...
Suponham o que será, por exemplo, estar a dormir, num quarto de um hotel, sem saber se vão ser alertados, para um eventual incêndio, antes de as chamas/fumo vos invadirem o quarto...?

Não deve ser nada agradável...!

Uma alternativa poderá ser a implementação de dispositivos de alarme vibratórios. A empresa Deaf-Alerter disponibiliza diversos sistemas deste tipo.

Este tipo de produto/serviço é, como é evidente, muito importante e merece toda a nossa atenção pois é fundamental que os nossos edifícios sejam inclusivos e acessíveis. Mas, não foi esse o principal propósito que me levou a escrever este "post". Aliás, o motivo deste texto foi o estranho símbolo que a "Deaf-Alerter" sugere que seja aplicado nos edifícios equipados com este sistema de alerta.

Vamos, então, passar ao símbolo...


Imagem 1 - Símbolo da "Deaf-Alerter"

Ao observar o símbolo, por um lado, fiquei com a ideia de que era uma "orelha-alada", isto porque, as chamas/fumo me pareciam umas asas.

Depois, ao olhar novamente, já vi um "triângulo-orelha" que me parecia ter chifres e, eventualmente, umas orelhas (do tipo da vaca).

Por outro lado, aprendi que dentro do triângulo é ilustrado o perigo, ou, as consequências associadas à exposição ao perigo. O que me levou a pensar que, aqui, o perigo seriam as orelhas!!!... Especialmente aquelas que são inflamáveis... ;-)

Para além disso, o facto do triângulo estar sobre um fundo de cor avermelhada faz toda a diferença (os sinais de perigo têm um fundo amarelo com pictograma a preto). Esta cor remete-nos para os equipamentos de luta contra os incêndios quando, a meu ver, este alerta não está circunscrito apenas a incêndios. Os equipamentos de emergência são, ao que sei, indicados por sinais de cor verde... Isto poderá gerar, no mínimo, algumas más interpretações sobre quando e porquê accionar o tal alarme para surdos.


Imagem 2 - Aplicação do símbolo nos edifícios equipados com alarme vibratório.

Estou aqui a criticar mas, também não sei, neste momento, qual seria a alternativa mais adequada a este caso. Talvez estejamos perante um daqueles casos em que não há nenhuma forma, adequada, para ilustrar a mensagem pictoricamente. Não seria o primeiro caso.

Neste sentido, talvez fosse melhor opção o desenvolvimento de um símbolo, mais ou menos abstracto, que obrigaria a aprendizagem prévia para ser descodificado. O que, no meu ver, não era errado. Pois, não sendo um símbolo de carácter universal, isto é, que se destine ao maior número de utilizadores possível, os interessados estariam, certamente, previamente instruídos sobre a sua existência e significado.
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10 de dezembro de 2008

O que não me dizes tu?...

Senti-me enganada quando abri a embalagem de "SojaMimosa" e, em vez de leite de soja, provei o gosto do leite de vaca!...


Induzida pelo nome "Soja..etc...", que surge em grande destaque e pela localização da embalagem, junto ao leite de soja e não junto ao leite de vaca, eu comprei este produto convencida que estava a comprar outra coisa.

Podia ter desconfiado ao ver a marca Mimosa, conhecida pelo leite de vaca, a vender leite de soja. Podia, mas não o fiz. Para mim era natural a marca querer entrar nesse ramo concorrente. Para além do mais, isso também não pode servir de desculpa para a má rotulagem pois, eu podia não estar familiarizada com a marca e com os seus produtos.

A verdade é que no momento da decisão estava, obviamente, desatenta e não li todo o conteúdo da embalagem. O que não é raro acontecer, no meio da confusão dos super/hipermercados. Por isso, a culpa é minha, dirão vocês... Eu aceito, em parte! Até nem fui reclamar. Mas, isso não impede que eu me continue a sentir defraudada e que tenha ficado com uma imagem menos boa da marca.

A quantas pessoas já terá acontecido algo idêntico?...
Será a culpa, deste tipo de erros, atribuível apenas aos consumidores?
O que o design pode fazer para evitar este tipo de situações?

> Um dos principais objectivos de uma embalagem é informar o consumidor, com grande clareza, sobre o conteúdo que esconde. As informações importantes e as acessórias não devem estar hierarquizadas todas no mesmo nível de importância. A informação disponibilizada deve ser clara, objectiva e legível.

Neste caso, eu considero que esta rotulagem é bastante ambígua nesse aspecto. Reparem que, na face central da embalagem (principal) não consta uma única palavra ao seu conteúdo?!?!... A menção a que, no interior, se encontra leite (meio-gordo), nunca especificando que é de vaca, está na lateral (ingredientes) e escrito de forma pouco legível.


> Devem ser, ainda, considerados os princípios do design inclusivo, para que seja garantido o acesso/uso à maior gama possível de pessoas. De preferência, incluindo aquelas com algumas necessidades especiais.

A este respeito, a ausência de escrita em braille e/ou a presença de símbolos/pictogramas, ou, outro tipo de ilustração, impede o acesso a todos os invisuais, amblíopes e pessoas que não dominem a língua portuguesa.
Curiosamente, as únicas ilustrações usadas são do aparelho reprodutor feminino (ovários, etc...). Isso tem que ver com os, supostos, benefícios do leite "aditivado" mas, imagino a confusão que possa gerar a quem não saiba decifrar o conteúdo verbal?....

Adicionalmente podemos, também, questionar a opção pelo formato do TetraPack escolhido. Já que, esta embalagem, tem um formato distinto das outras usadas, habitualmente, no leite. Este formato (mais alto e com tampa de rosca) é comum, sobretudo, nos sumos de fruta. Para quem usa o tacto, como única forma de obter informação, esta é uma pista mais importante do que se possa julgar.

Obviamente muito haveria aqui para melhorar...
Por isso, olhos bem abertos antes de meter no cesto!
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5 de dezembro de 2008

Provocação!



Hoje passei por aqui apenas para deixar veneno.
Já se aperceberam bem da nova imagem do Multibanco?
Acho no mínimo inexplicável como se faz algo de tão mau a nível de design gráfico neste país!
Já se aperceberam que quando levantamos dinheiro a mascote Multibanco piorou da versão anterior para esta que está "escarrapachada" nos ATM deste país?
E a nova imagem do Multibanco ficou um pouco infantil, não? Só faltam as notas do Monopólio!
E o Banif?
Grande conceito, grande filosofia e que merda (desculpem esqueci-me que estava neste blog que se pretende que seja seja sério) trampa de símbolo! O boneco coitado tem as pernas partidas. Sim boneco! Nem podemos chamar aquilo de símbolo...
E não me venham dizer que o problema são os clientes que não sabem o que querem! E blá blá blá.
Acho lamentável que as equipas de design que estiveram envolvidas nestes dois projectos tenham tido a coragem de entregar estas propostas. Que acabaram por ser escolhidas pelos clientes. A culpa é de quem?
Os clientes podem ser burros e podem "comer o que lhes damos" mas, meus amigos passemos a dar o que melhor sabemos fazer.
Ah, só se quem projectou estas marcas não sabe fazer melhor!
Pois, e aí a culpa até pode ser minha! O gajo que fez os bonecos não deveria ter tido positiva na minha cadeira de projecto.
Peço desculpa ao país!

4 de dezembro de 2008

Símbolos e pictogramas curiosos...#1

Existem algumas mensagens que são muito difíceis de representar usando pictogramas. Por vezes, os esforços desenvolvidos para comunicar essa mensagem, de forma pictórica, acabam por se revelar infrutíferos e as soluções encontradas são algo anedóticas.

O exemplo que publico hoje cabe, a meu ver, dentro desse grupo de pictogramas que está sobre a "lâmina afiada da faca" e pode cair, com pouco esforço, para qualquer um dos lados.

O que, no vosso entender, significa este pictograma? (não leiam o resto antes de ter uma resposta)...



No meu entender significa...
...
Ora deixa lá pensar...
...

> mão ao alto = stop, parar, não, proibido, etc... (se não fosse o polegar..., com aqueles dedos, mais parecia um garfo);
> pequena figura = pessoa, homem, pessoa pequena, criança???

Quanto à figura humana, sinto-me inclinada a aceitar que se trata uma criança, ao invés de um adulto, porque acho que consigo, de forma subtil, encontrar uns pequenos calções vestidos. E estou aqui a partir do pressuposto que só os miúdos pequenos vestem calções (o que não é verdade). Pelo menos, essa seria uma certa imagem estereotipada, dos miúdos, há algumas décadas atrás. Para além do mais, aqueles braços demasiado longos (tipo chimpanzé) poderão querer ilustrar o crescimento...

bom, então... talvez seja:
Proibido crianças ou proibida a entrada de crianças. Mas, por outro lado, a mão parece que vai cair, a qualquer instante, sobre a figura. Será que vai levar uma palmada, ou, será que vai ser esborrachada como se fosse um insecto?...

Será???...

Naturalmente, quando se fornece o contexto tudo fica um pouco mais fácil...


O pictograma, aplicado nesta embalagem de insecticida, é importante pois, se bem concebido, poderá ter algumas vantagens a considerar: está livre da barreira da língua, é um factor de atracção para o olhar, pode ser compreendido num relance e não necessita de muito espaço do rótulo.

Das vantagens enunciadas a única que parece funcionar é a de ser um ponto de atracção do olhar, tudo o resto está muito comprometido...

Merecia, no meu entendimento, ser redesenhado!
O que dizem vocês?
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20 de novembro de 2008

Símbolos para rótulagem de químicos perigosos #2

Depois do texto publicado ontem, sobre os símbolos para rótulos de substâncias químicas perigosas, hoje, deixo-vos um caso de uma má aplicação desses símbolos.

Numa embalagem de sabonete liquido, à venda em Portugal, está aplicado o seguinte rótulo:

Fig. 1. - rótulo aplicado na embalagem de sabonete liquido

Uma leitura atenta permite encontrar algumas informações que são, no mínimo, contraditórias e preocupantes.
Vejamos.

Primeiro, as vantagens...
(...)"limpa e protege as suas mãos, eliminando 99,9% das bactérias. A sua fórmula enriquecida com algodão e camomila deixa as mãos suaves e nutridas. Dermatologicamente testado. (...)"

Depois, atenção, os riscos...
(...) "Risco de lesões oculares graves (...) Pode desencadear reacção alérgica. (...) Manter fora do alcance das crianças. Evitar o contacto com os olhos (...)"

e... mais surpreendente ainda...
(...)"Usar equipamento protector para olhos/face (...)"

A reforçar os riscos inerentes... o tal símbolo de irritante.

Mas, estamos a falar de um sabonete líquido ou do quê?!?!?
Então, quando for lavar as mãos eu tenho que usar óculos, máscara e sabe-se lá mais o quê ???
E não posso lavar a cara com o sabonete, sob pena de sofrer danos nas mucosas???
E as crianças, que devem lavar as mãos com frequência elevada, devem ser afastadas do sabonete???...

Este é um caso típico de perigo oculto. Isto é, um produto cujo perigo não é óbvio, nem evidente, para os seus utilizadores. Isto é ainda mais complicado porque é pouco frequente e pouquíssimo expectável que, uma substância usada na higiene diária, possa provocar graves lesões ou danos para a saúde.

Tomando este facto em consideração, o uso do aviso pode ser, em parte, compreensível e justificável. Porém, dado o significativo perigo potencial envolvido, essa informação deveria estar muito mais explicita e visível do que está de facto. Por exemplo, devia estar aplicada na parte da frente da embalagem e não atrás...

Para além do ridículo e caricato, desta situação, o mais preocupante é o efeito perverso que tem sobre os comportamentos dos utilizadores.

Uma p
arte importante da vontade/intenção de adoptar um comportamento adequado, entenda-se consonante com o aviso (contido no rótulo), é constituida por conhecimentos e experiências anteriores. Mas, esses conhecimentos podem ser enviesados pela exposição indevida a maus avisos, ou, a avisos aplicados de forma indevida e desajustada. Como acontece, a meu ver, nesta situação.


Fig. 2. símbolo de "Irritante" aplicado na embalagem de lixívia (esq) e no sabonete (dit).

O
problema surge porque, ao conviver com um sinal de perigo aplicado num produto que deve ser inócuo, o utilizador vai formar uma crença, errada, de que nem sempre este símbolo implica o nível de risco que é suposto. Ou seja, no futuro, quando confrontado com o mesmo símbolo, noutro qualquer contexto, ele vai achar que são baixas as probabilidades de sofrer as consequências enunciadas pelo símbolo...

Daí, a um comportamento negligente, é um pequeno passo.
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12 de novembro de 2008

Dieta nos formatos torna material ilegível!...

No dia Mundial da Alimentação, que se comemorou no passado dia 16 de Outubro, voluntários, ao serviço da Associação Portuguesa de Dietistas (APD), distribuiam folhetos nas zonas mais frequentadas da cidade de Lisboa. Aceitei um desses papéis e, para meu espanto, a informação que ele contem é quase ilegível, de tão pequena que é.


Tirei esta fotografia, com uma lapiseira ao lado, para que tenham uma melhor noção de escala. O pequeno folheto tem as dimensões de 12,3x16,2cm, o que é menos de metade de uma folha A4.

Eu suponho que a escolha deste formato teve que ver com questões de "dieta" mas, ao nível dos orçamentos... Até porque, dá a ideia que este "layout" foi feito para um formato maior e reduzido, posteriormente, sem qualquer adaptação, ou ajuste, ás novas medidas.
Um erro tremendo!

Uma análise cuidadosa, ao dito folheto, irá revelar sem dúvida, um pequeno role de outros problemas e incorrecções no design deste produto de comunicação. Mas, não me irei prolongar nesta questão... esse é um bom exercício para as aulas de introdução ao design de comunicação.

Não tenho dúvidas nenhumas sobre a importância e utilidade da informação que a APD quis transmitir a todos os Portugueses mas, desta forma, o destino mais certo deste material é o lixo mais próximo. O que, suponho eu, seja o fracasso das intenções que moveram a associação quando planeou esta campanha. Para além do mais, numa época em que a imagem de marca é vital para o sucesso, esta foi uma mancha negra na imagem que a APD pretende transmitir. :-(

Pergunto eu: porque não recorreu a APD aos serviços de um designer qualificado?
Se o fez, então, aceite a minha sugestão - nunca mais lhe peça trabalho...
Sugestão para acções futuras: façam bem feito ou, pensem no planeta antes de fazer mais lixo!...
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21 de maio de 2008

Qual papel dos avisos na protecção do utilizador?

Tal como falámos, no “post” anterior, os avisos só devem ser colocados nos produtos/ambientes se nenhuma outra estratégia for suficiente para eliminar o risco para o utilizador, ou, se, mesmo assim, se achar por bem reforçar alguma mensagem.

O papel principal dos avisos é, sobretudo, o de informar o utilizador sobre os perigos e riscos que ele irá encontrar naquela determinada situação e/ou associado ao uso daquele produto. Para além desta função básica, os avisos também têm outros propósitos como, quebrar rotinas e automatismos, chamar e manter a atenção do utilizador e tentar impedir os acidentes, lesões ou danos materiais.

Para alcançar todos os propósitos mencionados, os avisos, podem assumir diferentes formas. Assim, encontramos avisos que são sinais, rótulos, etiquetas, manuais de instruções, folhetos, vídeos, entre muitos outros. Na verdade, dificilmente conseguiremos evitar esbarrar com eles, pois estão, literalmente, por todo o lado. Em virtude desta amplitude de propósitos e de aplicações, o papel dos avisos é muito mais importante que a maioria pensa. Mas, infelizmente é, no meu entender, uma área do design de comunicação que tem sido muito descurada pelos designers. Este abandono dá azo a que surjam avisos completamente errados, mal concebidos e até anedóticos.

Só que, o uso descuidado dos avisos pode revelar-se negativo para quem procura promover o seu produto/ambiente pois, o utilizador pode ficar com a ideia de que aquele produto/ambiente é demasiado perigoso e rejeitar o seu uso. Para além disso, o excesso de avisos levará à habituação e isso causará uma redução na importância atribuída ao mesmo.

Para penalizar, todos os que negligenciaram os estudos da ergonomia e da usabilidade nos seus produtos, a “Michigan Lawsuit Abuse Watch” promove um concurso chamado “Wacky Warning Label Contest” para “premiar” os rótulos de aviso mais estrambólicos.

De seguida mostramos alguns dos “notáveis” distinguidos com este galardão, este ano.



Primeiro prémio: aviso aplicado num pequeno tractor: “Danger! Avoid Death”.



Segundo classificado: uma estampa para aplicação em t-shirts: “Do not iron while wearing shirt”.



Terceiro classificado: um carrinho para transporte de crianças, usado em grandes superfícies comerciais: “Do not put child in bag”.



Menção honrosa: um abre-cartas: “Caution: Safety goggles recommended”.



Menção honrosa: um marcador de tinta invisível: “The vanishing fabric marker should not be used as a writing instrument for signing checks or any legal documents”.


Adorei a ideia deste concurso.

Vou pensar seriamente em organizar uma competição deste tipo em Portugal!...

O que acham?
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14 de fevereiro de 2008

Com muito amor...humor...

Por esta altura do ano, a propósito do Dia dos Namorados, divirto-me a divulgar alguns produtos que considero absolutamente extraordinários, no sentido de me conseguírem espantar... pela negativa! No entanto, ainda assim, merecem a minha atenção por me fazerem sorrir. São daquelas coisas que eu diria, à partida, que ninguém quer comprar mas que, pela sua reiterada presença, ano após ano, parecem ter um nicho de mercado activo e comprador.


O destaque de 2008, para o melhor produto alusivo ao Dia dos Namorados é...

...é...


O peluche “Never Miss me Again Doll” foi concebido para representar o amado(a) ausente. É um boneco, para se abraçar, que contém uma moldura para fotografia e, também um gravador de som, para se gravar uma mensagem de voz da pessoa amada…

Digam lá que não é divertido?... hein?...

23 de janeiro de 2008

Parque infantil mesmo… mesmo radical

As fotografias que vos vou mostrar, de seguida, foram tiradas num parque infantil privado, pertencente a um condomínio em Lisboa. A princípio, tudo me pareceu normal nesse espaço e até considerei uma boa ideia terem construído um espaço lúdico para as crianças. Dessa forma, pensava eu, os pais podiam ficar tranquilos enquanto os seus filhos brincavam, supostamente em segurança, dentro da zona vedada do prédio. Isso é verdade, mas apenas em parte. É que, a segurança não diz respeito, unicamente, aos perigos que possam estar no exterior do parque (não confundir "safety" com "security"). Não basta, por isso, colocar vedações para que as crianças estejam em segurança.



Por vezes, os maiores perigos estão mesmo ali, à nossa frente, e nós não os vemos. É o que acontece neste caso. Reparem que aproveitaram um espaço “morto” para construir umas elevações, típicas para uso dos skates. Só que, essas elevações, são ladeadas por um lance de escadas. E, não existe qualquer barreira de protecção/divisão entre ambas.
Já se está mesmo a ver o que pode resultar desta conjugação…



Podemos argumentar que, quem anda de skate é porque gosta de desportos radicais e se sente apto para o fazer. E que, deve fazê-lo com as devidas precauções. Tudo bem, mas, não vos parece um bocadinho excessivo...??? Especialmente se considerarmos que não é uma zona para “skaters” treinados mas, sim, um simples parque de lazer de um prédio de habitação?

A mim parece-me uma zona mesmo, mesmo muito radical.
Eu não me arriscaria a andar de skate, ou patins, por ali... ;-)


O que dirá a legislação Portuguesa sobre isto... e a Câmara Municipal de Lisboa?...


30 de novembro de 2007

Olh'ó pirilampo!!!...



O post de hoje fala sobre mais um produto desnecessário – a Wi-Fi Detector Shirt – que, tal como o nome indica, é uma camisola que incorpora um dispositivo que reage à presença de sinais de wi-fi. Basicamente, o detector mede a força do sinal, presente no ambiente, e exibe, essa intensidade, em barras brilhantes dinâmicas.

O “decalque” tecnológico é removível da camisola, para facilitar a lavagem e proteger o dispositivo. O seu funcionamento é garantido por 3 pilhas AAA, escondidas num pequeno bolso interior...


Ao que parece, a justificação apresentada, para esta solução, é a facilidade de detectar as zonas com acesso à Internet sem fios (era assim tão difícil?). Portanto, com esta T-Shirt vestida, não haverá necessidade de ligar os equipamentos para verificar a existência de sinal!!!.. Então e se, naquele dia, em que mais precisamos do wi-fi, não tivermos a t-shirt vestida?... Passaremos então a usar esse decalque em toda a roupa?
Bom…há apenas alguns anos nem havia Internet, com fios ou sem fios, os computadores pesavam dezenas de quilos, agora, tudo tem que ser imediato e sem esforço… senão… o quê?!?!?...


Enfim… nem sei porque razão ainda respiramos com os nossos velhinhos pulmões, se, uma qualquer máquina já o faz por nós…e não apanha gripes ;-)

Atenção! Eu não sou anti-tecnologia mas, tenham paciência… chega de
gadgets inúteis!...

Resumindo, na minha opinião, para além de ser um mau produto, do ponto de vista da sustentabilidade, é também de gosto duvidoso… um verdadeiro kitch que fará, quem a vestir, assemelhar-se a um pirilampo (nada mágico) absolutamente piroso…
Será que é mesmo necessário?

Baaaahhhh…