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19 de janeiro de 2010

3D... sim ou não?

Nos últimos dias, a propósito do filme "Avatar", que pode ser visualizado a 3D nas salas de cinema, muito se tem falado das novas possibilidades e, também, dos efeitos adversos associados à Realidade Virtual e à Realidade Aumentada.
Este é um assunto que me interessa bastante e no qual tenho estado a trabalhar, no âmbito do meu trabalho de doutoramento.



Não fiquei surpreendida com o facto de se verificarem efeitos adversos na visualização do filme a 3D (ex. dores de cabeça, enjoo, fadiga visual, etc). Diversos estudos já tinham revelado que uma percentagem de pessoas (entre 5 e 10%) sofrem destes efeitos adversos, devido a características individuais diversas. O que me surpreendeu foi a total ausência de informação, alertando os espectadores para a possíbilidade de virem a sofrer desses efeitos.

Não se pode aceitar tal silêncio, muito embora se compreenda a sua razão...

Contudo, apesar das limitações actuais, a Realidade Virtual e Aumentada são áreas espantosas, com imenso potencial, que vão ser alvo de um grande pico de desenvolvimento no futuro próximo.

Para os interessados, sugiro o programa "Falar Global", emitido na Sic Notícias, com o tema "Sexto sentido tecnológico", onde foi entrevistado António Câmara da Ydreams.
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23 de setembro de 2009

Magic Symbol # RV chega à PT



O "MagicSymbol" é uma nova tecnologia interactiva, baseada na Realidade Aumentada, desenvolvida pela Inition, que pode ser usada para fins muito diversos mas, com imenso potencial ao nível das apresentações (ex. lançamento de produtos, exposições, palestras, etc.).



Básicamente, o que esta tecnologia faz é sobrepor, em tempo real, uma imagem digital a 3D, ou um vídeo, ao símbolo impresso que os utilizadores exibem e que foi, previamente, programado para ser identificado com essa mesma imagem.


Esse potencial não passou despercebido à empresa de telecomunicações portuguesa PT (Portugal Telecom) que usou esta tecnologia na apresentação da sua nova logomarca...
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15 de julho de 2009

Realidade Aumentada

A classificação dos sistemas de RV depende, em parte, da proporção que os estímulos virtuais (na maior parte dos casos visuais) assumem relativamente ao mundo real exibido na aplicação.
Assim, podemos distinguir 3 grande categorias:

Realidade Virtual (Virtual Reality), na qual apenas são usadas imagens virtuais;

Realidade Aumentada (Augmented Reality), na qual as imagens geradas pelo computador são sobrepostas e integradas no mundo real;

Realidades Mistas (Mixed Realities) que é um termo usado para indicar tanto a realidade aumentada como a virtualidade aumentada, uma vez que ambas combinam elementos do mundo real e do mundo virtual.



Neste exemplo, uma marca/loja de vestuário Japonesa usa a Realidade Aumentada para que os seus clientes possam experimentar as roupas. O sistema permite sobrepor imagens das roupas ao corpo do cliente. Dessa forma, é possível testar diversas conjugações sem ter o trabalho real de “vestir e despir” (Que, devido ao calor e exíguidade dos cubículo de prova nem sempre é agradável). Existe, ainda, a possibilidade de fotografar os conjuntos e enviar para os amigos para saber a sua opinião.

Porém, como o ajuste das peças de vestuário não é muito realista, fica a dúvida se não estamos a ser mesmo iludidos pelo sistema... e de Realidade Aumentada passamos a Verdade Diminuida :)
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4 de março de 2008

RV ajuda a detectar a Alzheimer


Não será, certamente, necessário explicar as razões pelas quais a doença de Alzheimer é tão temida. Nesse sentido, todos os avanços da ciência são muito bem vindos. Recentemente, uma equipa de investigadores, da Universidade de Georgia Tech and Emory, afirmou que é possível usar os equipamentos da Realidade Virtual (RV) como os Head-mounted-display (HMD), conhecidos como capacetes/óculos de RV; headphones; handheld controller (que pode ser um joystick ou um 3D mouse) para despistar a doença, numa fase muito inicial do seu desenvolvimento e de forma muito rápida. Este novo processo de teste, designado por DETECT, demora apenas 10 minutos a ser realizado e vem substituir o tradicional teste, efectuado com papel e lápis, que chegava a demorar até 90 minutos. O protocolo passa por expor o paciente a uma série de testes visuais e auditivos que, permitem avaliar as suas capacidades cognitivas (por exemplo, tempos de reacção, memória, entre outros) e compará-las com os padrões normais para a sua faixa etária. Os resultados obtidos, até agora, parecem apontar para um elevado grau de rigor. Tal sucesso já estimulou os seus criadores a desenvolver uma empresa (Zenda Technologies) com o propósito de comercializar o teste, disponibilizando-o, dessa forma, a todos os que dele necessitem.

Muito curiosa esta aplicação da RV…

Via: Engadget