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18 de fevereiro de 2009

Speech ballons

As novas tecnologias, nomeadamente as sem fios, vieram revolucionar o nosso quotidiano e abrir novas possibilidades para quem sofre de alguma deficiência. Algumas soluções, de base tecnológica, estão a ser desenvolvidas e serão, em breve, uma realidade. Através delas poderemos obter imensa informação adicional, ou complementar, que nos ajudará a compensar as nossas limitações. O exemplo de hoje é paradigmático desta evolução...



Os "Speech Ballons" são, tal como o nome indica, balões de diálogo (tal como acontece nas histórias aos quadradinhos da BD) onde os surdos podem ler as conversas dos seus interlocutores. Os textos são projectados numa moldura transparente que possui um sistema de reconhecimento de voz e ligação à Internet. Para além desta aplicação óbvia este quadro transparente pode dar informações suplementares como indicações sobre rotas, edificios, alimentos, entre outras...

Um conceito muito interessante e promissor da autoria de Mac Funamizu, de Tóquio, Japão.
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20 de fevereiro de 2008

Sabiam que... # Chindogu Design

# Sabiam que o Chindogu é o termo atribuído a um tipo de actividade criativa, que pode ser enquadrada no âmbito de design de produto, criada no Japão e que se dedica a criar soluções estapafúrdias para problemas do quotidiano?

A tradução literal da palavra Chindogu reforça essa noção de design desnecessário: “Chin” significa estranho, ou pouco comum, e “dogu” significa ferramenta.

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O pai do termo Chindogu foi Kenji Kawakami, um inventor e escritor Japonês, autor de diversos livros sobre esta questão como, por exemplo, “ 101 Unuseless Japanases Inventions: The Art of Chindogu”. Contudo, soluções idiotas e loucas sempre existiram, a novidade aqui é a ideia de conceber, com intencionalidade, soluções que irão criar mais problemas do que aqueles que se propõem resolver.

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Na verdade, as soluções criadas, segundo a filosofia do Chindogu, são tão absurdas que ninguém, no seu perfeito juízo, se atreverá a usá-las. E, se o fizer, irá experimentar, certamente, grandes dificuldades. No entanto, apesar de o Chindogu não se destinar a ser usado com o mero propósito da sátira, essa, parece ser a sua função natural mais óbvia.


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Apesar de ser conceptualmente livre e de se dedicar a ridicularizar o mais simples bom-senso, o Chindogu assenta em 10 princípios básicos, que devem ser respeitados:


1) Um Chindogu não se destina a uso real;

2) Um Chindogu tem que existir;

3) O espírito de anarquia é inerente a cada Chindogu;

4) Os Chindogus são ferramentas para a vida quotidiana;

5) Os Chindogus não são para venda;

6) O humor não deve ser a única razão para criar um Chindogu;

7) Um Chindogu não é propaganda;

8) O Chindogu não pode ser um taboo;

9) Um Chindogu não pode ser patenteado;

10) Um Chindogu é-o sem preconceitos.


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Na minha opinião, o Chindogu, pode ser uma excelente forma de criticar o consumismo, a obsolescência, o design fácil e inconsequente, assim como, a ideia de que é possível facilitar a vida comprando mais uma engenhoca qualquer. Por isso, apesar de algumas das soluções criadas no espírito Chindogu serem verdadeiramente hilariantes, eu não considero esta questão um mero divertimento. Se levada a sério, esta forma de encarar o design, pode ser muito produtiva. Especialmente como ferramenta para estimular a imaginação e a criatividade dos designers, ou, para salientar aspectos ridículos da nossa vida, que nem sempre são criticados como merecem.


O Chindogu é, por isso, uma ferramenta com bastante potencial educativo…


Para saber mais:

http://www.designboom.com/history/useless.html

http://www.chindogu.com/

http://www.japaninc.com/article.php?articleID=762

http://website.lineone.net/~sobriety/

http://www.chindogugallery.com/


19 de janeiro de 2007

Nulla Bike sem corrente

Quando vejo bicicletas como a Nulla Bike apetece-me sempre partir à aventura por essas estradas fora. Infelizmente, as minhas costas não me permitem tais aventuras :(

De qualquer forma, não resisti a partilhar este belo conceito convosco. Por enquanto, isto não passa de uma ideia, proposta por Bradford Waugh e não um produto fabricado. No entanto, a sua linguagem é muito limpa, simples e harmoniosa. O mais espantoso é que não tem corrente, raios e eixos nas rodas.