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22 de outubro de 2009

Etiquetas Braille à disposição

Depois de ontem termos falado sobre deficiência na leitura das cores, hoje divulgamos uma solução que tem por objectivo facilitar a vida aos invisuais.

Um dos problemas que os invisuais enfrentam, no seu quotidiano, é a dificuldade em identificar objectos que sejam indistinguíveis através do tacto e cujo odor e/ou paladar não estejam acessíveis ou sejam difusos. Diversos exemplos podem ser dados como, por exemplo, produtos alimentares, medicamentos, CD's, entre muitos outros, todos com embalagens iguais, no seu domínio.

A solução, nestes casos, pode passar pelo recurso à rotulagem em Braille. Porém, muitos fabricantes não incluem essa opção de fábrica ou, então, os materiais usados não são os adequados para esse tipo de escrita.

Calculo que a vida, de quem não vê, ficaria mais fácil havendo acesso a um sistema personalizado de rótulagem Braille, de uso fácil e imediato. Essa foi a hipótese trabalhada pela designer Danni Luo, ao desenvolver a "Embossing Braille Printer".



Este produto imprime pequenas etiquetas (25mm x 50mm) em Braille, através de instruções verbais, que podem ser aplicadas, de imediato, nos produtos ou embalagens.

Muito interessante.
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21 de outubro de 2009

color add | um código para daltónicos

O Daltonismo é uma alteração congénita, associada ao cromossoma X, que resulta numa incapacidade para distinguir algumas cores. Existem diferentes tipos de daltonismo (dicromacia, tricromacia anómala e monocromacia), deficiência que afectam cerca de 10% da população masculina mundial. Do ponto de vista funcional, os indivíduos com esta deficiência podem encontrar-se privados de realizar algumas tarefas, ou viverem situações de risco, quando estas dependerem fortemente da leitura das cores.

Motivado por este problema, o designer Miguel Neiva, no âmbito da sua dissertação de mestrado, realizada na Universidade do Minho, desenvolveu um código de símbolos (que ambiciona que seja universal), para comunicar a cor aos daltónicos. O código gráfico, designado "color add", é monocromático e assenta nos conceitos de desdobramento da cores. Para o efeito, foram desenvolvidas formas geométricas básicas, que estão associadas ás cores primárias (azul/cyan; vermelho/magenta; amarelo). A estas 3 formas básicas foram acrescentadas mais duas, que representam o branco e o preto.


Figura 1. Formas geométricas, base do código

A ideia é conjugar estas formas, numa metáfora alusiva à mistura das cores na paleta de pintura, para obter a cor desejada (neste caso, o código da cor).


Figura 2. Exemplo do processo de codificação, através da conjugação das formas geométricas básicas

Figura 3. Codificação de algumas cores, incluindo variações de claro e escuro

Depois de aprendida a lógica, ou memorizado o código, o indivíduo daltónico poderá identificar as cores dos produtos, desde que estejam devidamente codificados.

Neiva apresenta-nos, no site dedicado ao projecto, diversas situações onde o código poderia ser aplicado, desde etiquetas de roupa, material escolar e didáctico, material informativo (ex. transportes), entre outros.


Figura 4. Exemplo de aplicação do "coloradd" no diagrama das linhas do Metro do Porto

Considero este projecto muito interessante e pertinente. Contudo, tal como tem ocorrido com diversos códigos, cujos resultados estão bem documentados na literatura, poderão existir algumas dificuldades de aprendizagem e uso do mesmo. Não tenho informação sobre se e como o "coloradd" foi testado, ou validado, nem quais os eventuais resultados obtidos. Mas o estudo mais profundo deste código, sua aplicação e impacto é, certamente, um trabalho muito interessante a ser feito...

Parabéns ao autor!
Saber mais sobre este projecto no coloradd.net
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19 de junho de 2009

B-Touch | pensado para invisuais


O B-Touch, da autoria do designer Zhenwei You, é um telemóvel para cegos que pretende ser o equivalente táctil do célebre iPhone. O B-Touch possui uma interface que suporta linguagem Braille e sistemas activados por voz. Pode funcionar como um vulgar telefone móvel, como sistema de navegação (GPS), leitor de livros ou sistema de reconhecimento de objectos.

Vejam o vídeo promocional para compreender melhor como funciona.


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17 de junho de 2009

Escadas rolantes inclusivas



A acessibilidade não é da responsabilidade exclusiva dos designers, arquitectos e ergonomistas, outras profissões, como a engenharia, podem dar grande contributo. Veja-se, como exemplo, o projecto de umas escadas rolantes inclusivas, da autoria de Jesús Sánchez, estudante de engenharia aeronáutica da Terrassa (ETSEIAT) / Universitat Politècnica de Catalunya.

Ler mais no azom.com
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15 de junho de 2009

Rapidinhas...


# Mesa-redonda informal sobre Artes Visuais | Fábrica Braço de Prata

A Fábrica Braço de Prata vai organizar uma mesa-redonda informal sobre Artes Visuais, no dia 17 de Junho de 2009, pelas 21h30. "Será que a arte está a mudar ? Será que vem aí uma nova arte, uma nova pintura, novos símbolos e novos sinais? Será que vamos um dia também comunicar através de Iknies ? Através de Ikniezinhas e Ikniezinhos ?"
http://iknie.wordpress.com/


# Análise Comportamental Aplicada (ABA)

Realiza-se, nos próximos dias 18 e 19 de Junho de 2009, o 1.º Congresso Internacional sobre Análise Comportamental Aplicada (ABA), a decorrer na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. O objectivo é apresentar e debater o método ABA e os benefícios da sua aplicação precoce em crianças e jovens autistas. Portugal é o primeiro país europeu a debater este método e o primeiro a aplicá-lo, através do trabalho realizado pelo Centro ABCReal Portugal. As inscrições para o congresso podem ser efectuadas através da AIMS Lisbon, em www.aims-international.com/abacongresslisbon2009, ou através da Universidade Lusófona.


# Workshop de Design Inclusivo

O primeiro workshop, em Portugal, de Design Inclusivo, intitulado "Inclusive Design and the Built Environment - Designing environments to meet the needs of the population", acontecerá entre 30 de Junho e 2 de Julho de 2009, na Faculdade de Arquitectura/UTL, de Lisboa. O evento, coordenado pelo Professor Doutor Fernando Moreira da Silva, conta com a participação dos coordenadores do Surface - Inclusive Design Research Centre, da Universidade de Salford, UK, Professores Marcus Ormerod e Rita Newton. A participação está aberta a todos os estudantes da FA e a público externo mediante pagamento da inscrição. Dado o número limitado de vagas (25), caso esteja interessado(a) deverá proceder à sua inscrição no mais breve espaço de tempo possível, nos Serviços Académicos da FA ou por e-mail para: (apoio.cursos.design.fa@gmail.com).
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15 de março de 2009

Pensos; finalmente para todos

Eis um bom exemplo que as pequenas coisas fazem grandes diferenças.

Josephine Dickson, esposa de Earl Dickson, machucava-se com frequência na cozinha. Earl Dickson, funcionário da Johnson & Johnson e cansado de enfaixar os dedos machucados da esposa, pensou em deixar curativos prontos para que ela pudesse colocá-los sozinha.

Pôs um pedaço de gaze no meio de uma tira de esparadrapo e cobriu a superfície adesiva com um tecido que deveria ser retirado na hora de usar. Os executivos da J&J gostaram da ideia de Dickson e a transformaram em um novo produto. O Band-Aid começou a ser produzido e comercializado em 1933, principalmente para hospitais. Em Novembro de 1947 foi lançado ao consumidor.

Na década de 50 a cor habitual dos pensos, "cor da pele", foi introduzida pela 1ª vez como uma das melhorias apresentadas pela J&J para disfarçar os ferimentos. Nesta altura o Band-Aid era a marca líder em todo mundo e a cor habitual era a “cor da pele”.

O que ninguém notou foi que a “pele” de referencia era a do próprio Earl Dickson e a da sua esposa! Mas para sorte do resto do mundo, alguém corrigiu isto!


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18 de fevereiro de 2009

Speech ballons

As novas tecnologias, nomeadamente as sem fios, vieram revolucionar o nosso quotidiano e abrir novas possibilidades para quem sofre de alguma deficiência. Algumas soluções, de base tecnológica, estão a ser desenvolvidas e serão, em breve, uma realidade. Através delas poderemos obter imensa informação adicional, ou complementar, que nos ajudará a compensar as nossas limitações. O exemplo de hoje é paradigmático desta evolução...



Os "Speech Ballons" são, tal como o nome indica, balões de diálogo (tal como acontece nas histórias aos quadradinhos da BD) onde os surdos podem ler as conversas dos seus interlocutores. Os textos são projectados numa moldura transparente que possui um sistema de reconhecimento de voz e ligação à Internet. Para além desta aplicação óbvia este quadro transparente pode dar informações suplementares como indicações sobre rotas, edificios, alimentos, entre outras...

Um conceito muito interessante e promissor da autoria de Mac Funamizu, de Tóquio, Japão.
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29 de janeiro de 2009

Música para as tuas mãos...

É certo que quem é surdo não pode ouvir música como os outros mas, pode senti-la.


Durante um workshop, destinado a estimular a criatividade e a desenvolver novos métodos, a que deram o nome de Reframing, a equipa do "Made by Makers" desenvolveu, entre muitos outros, o conceito de uma bola que vibra em função da música debitada pelo mp3.

Uma ideia para ajudar os surdos a "ouvir" a música através do tacto.
Simples mas muito atraente.
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29 de outubro de 2008

U-Cap, uma tampa inclusiva

Tenho sede... pego na garrafa, abro a tampa e bebo.
Nada de estranho neste comportamento...

Porém, este gesto simples, pode ser impossível de realizar para muitas pessoas. Eu própria, por vezes, mesmo sem sofrer de nenhuma maleita que me afecte as mãos, não tenho força suficiente para abrir as tais tampas. Com frequência, fico com a pele esfolada pela força de torque... ou, então, para evitar esse desconforto, uso um pano ou a manga/fralda da camisa para ajudar... desagradável...

Para minorar este problema, o estudante de design Jeong Hoon Cha desenvolveu o U-Cap, como uma solução inclusiva. Esta tampa, assimétrica, com uma pequena curva, facilita bastante a abertura e requer muito menos esforço do que as tampas convencionais.



Um projecto premiado no IDEA: Design Award 2008.
Ideias simples... ideias boas e positivas!
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26 de julho de 2008

Design Inclusivo em 2 vols. online


Está disponível para consulta e download a publicação sobre Design Inclusivo - ‘A realidade deixa muito espaço à imaginação’- em dois volumes:

> Vol. I ‘Design Inclusivo. Acessibilidade e Usabilidade em Produtos, Serviços e Ambientes’ da autoria de Jorge Falcato Simões, arquitecto da Câmara Municipal de Lisboa, e Renato Bispo, designer e professor na ESAD Caldas da Rainha, ambos especialistas nesta área (download Vol 1. PDF);

> Vol. II ‘Experiências de Ensino do Design Inclusivo em Portugal’, da autoria do Centro Português de Design (download Vol 2. PDF),

Esta publicação foi editada pelo CPD no âmbito de Projecto Equal.designers - design inclusivo - Manual de Design Inclusivo.

10 de julho de 2008

Magic Work de Luís Figueiredo

Luís Figueiredo é um professor/investigador que tem vindo a desenvolver inúmeros projectos destinados a diminuir a info-exclusão dos deficientes.
São já diversos os produtos comercializados, a saber: Magic Key, Magic Key Eye Control, Magic Key Joystic e Magic Vision.


> O Magic Key
É uma aplicação informática, desenvolvida a pensar nas pessoas com dificuldades físicas ao nível dos membros superiores, permitindo-lhes utilizar todas as aplicações de um vulgar computador.

Uma vulgar WEB CAM, ligada ao computador, adquire as imagens da face do utilizador transmitindo-as à aplicação desenvolvida. Esta aplicação determina o local do monitor para onde o utilizador está virado e posiciona nesse local o cursor do rato. Quando o utilizador fechar o olho a aplicação interpretará essa acção como significando o premir do botão do rato.

Destina-se a pessoas tetraplégicas que estão impossibilitadas de usar os membros superiores ou mesmo crianças e jovens com paralisia cerebral, que tenham algum controlo dos movimentos com a cabeça.



> A Magic Key Eye Control
É uma aplicação informática que permite que pessoas possam controlar o rato do computador apenas com os olhos, não exigindo que a cabeça esteja imóvel.

A Magic Eye utiliza uma câmara de alta definição para adquirir as imagens dos olhos do utilizador a um frequência de 45 imagens por segundo. Através dessas imagens, com o programa desenvolvido de Processamento Digital da Imagem, é determinado o local do monitor para onde a pessoa está a olhar, o que permite controlar o movimento do cursor do rato.

Destina-se a pessoas paralisadas que tenham a capacidade de mexer os olhos.



> O Magic Key Joystick
É uma aplicação informática que permite transformar um vulgar Joystick num dispositivo de controlo do rato.

A aplicação permite adaptar às necessidades de cada utilizador o seu modo de funcionamento. Pode-se controlar a velocidade máxima do cursor, a sua aceleração, bem como as funções dos diferentes botões. É possível, por exemplo, configurar um botão para o duplo click, o que significa que bastará ao utilizador premir o botão uma vez que de imediato será efectuada a acção correspondente ao duplo click. Pode-se também programar um botão para a acção de seleccionar bastando ao utilizador premir uma vez esse botão para entrar no modo de selecção e sssim permanecer até ao próximo toque.

Destina-se a todas as pessoas que tenham problemas ao nível dos membros superiores e não consigam, ou tenham muitas dificuldades, na utilização do teclado e do rato convencional do computador.



> O Magic Vision
É um ampliador digital com possibilidade de alteração em tempo real de cores, contraste, zoom e gravação de imagens para posterior visualização.

Destina-se a crianças em idade escolar com dificuldades de visão do quadro de uma sala de aula ou dos livros e cadernos e a pessoas adultas com dificuldades de visão.


Apesar do interesse social deste projecto parece que não tem sido nada fácil angariar apoios… Por vezes, é preciso um pouco de magia para se conseguir fazer alguma coisa neste país...

18 de junho de 2008

Telemóvel para cegos ou amblíopes





Um utilizador com a visão seriamente comprometida, um amblíope, ou um invisual sentirá algumas dificuldades em usar os telemóveis convencionais. Isto porque, na sua maioria, eles dependem grandemente da visão para a execução das tarefas.

Para responder às necessidades destes utilizadores, o designer
Takumi Yoshida, propõe o telemóvel “Sens”. Este aparelho, por enquanto apenas em fase de conceito, caracteriza-se por não possuir ecrã, ter uma interface ondulada, com uma grande riqueza de informação táctil, e umas barras laterais com luzes coloridas, que transmitem informações relevantes para o utilizador. Obviamente, estas últimas não terão grande utilidade para os cegos mas, para todos os outros poderão comunicar informações importantes. O aparelho transmite, ainda, feedback auditivo em tempo real.

Aqui está um produto inclusivo muito interessante. Espero que venha a ser produzido...

6 de junho de 2008

Mude a forma como encara a deficiência



O site da "creaturediscomforts.org" é das propostas mais criativas e mais interessantes que tenho visto, ultimamente, na abordagem das questões da acessibilidade e do design inclusivo.

Este projecto faz parte de uma campanha, promovida por "Leonard Cheshire Disability", para modificar a forma como a maioria das pessoas pensa a deficiência e como age em resposta a esta realidade. O que é interessante e inovador é o uso de personagens animados, na forma de pequenos animais, que relatam as suas experiências enquanto deficientes. As suas histórias são réplicas de histórias de vida real, de pessoas como nós, tal como podemos constatar na secção
"making the ads".

Os personagens são uma delicia...

Os interessados poderão contribuir com donativos, ou, em alternativa, com propostas para a nova temporada de animações.

2 de maio de 2008

The Center for Universal Design



The Center for Universal Design
Ambientes e Produtos para todos

O "Center for Universal Design" (CUD) é um grupo de trabalho, da "North Carolina State University", dos EUA, que se dedica a divulgar informação, a prestar apoio, a investigar e a divulgar a acessibilidade e o design inclusivo. O CUD tem por missão melhorar os ambientes e produtos através da inovação, pesquisa, educação e do apoio ao design.

Link: http://www.design.ncsu.edu/cud/index.htm

8 de abril de 2008

Siafu – computador para invisuais e amblíopes

As pessoas com deficiência visual enfrentam, na maior parte das vezes, grandes dificuldades na interacção com as ditas novas tecnologias. Nem sempre os computadores, os softwares, ou as páginas da Web são concebidos tomando em consideração as dificuldades deste tipo de utilizadores. Felizmente, as mentalidades vão mudando e, cada vez mais, se verifica um esforço, por parte dos designers e de todos os envolvidos neste tipo de projectos, para encontrar soluções inclusivas. O exemplo de hoje, o Siafu, concebido pelo designer Jonathan Lucas, é um PC concebido para possibilitar, às pessoas com severas limitações de visão, uma melhor usabilidade na interacção com os computadores.


Este equipamento consiste num “ecrã/teclado” que permanece na horizontal e permite uma interacção táctil com os conteúdos exibidos. A sua superfície recorre a um material inovador designado por “magneclay” que é um líquido, do tipo de um óleo sintético, magnetizado. Este material possui a capacidade de se moldar, na vertical, assumindo qualquer forma, através de um campo electromagnético controlado. Desta forma é possível, não só, exibir uma escrita em Braille, mas também, moldar imagens a 3D.







Para além desta tela “mágica”, o Siafu também possui um microfone incorporado que pode ser usado, graças ao software de reconhecimento de voz, como uma forma alternativa de interacção com a máquina.



Outra possibilidade, muito interessante, é a de "moldar" as ondas sonoras da música...


Espantoso!...


Obs: não entendi a razão de baptizar esta solução com o nome de uma formiga Africana???...


Link: http://www.nextgendesigncomp.com/entrydetail.aspx?id=891


27 de março de 2008

Sanitários Públicos Universais


Quando concebemos instalações sanitárias especiais, para as pessoas com deficiências motoras, que se deslocam em cadeira de rodas, estamos a fazer aquilo que se chama discriminação positiva. Ou seja, estamos a dizer, de forma discreta, estas daqui são para os “normais” e, aquelas dali são para os outros. Com todas as conotações negativas que isso acarreta…
Podemos argumentar que esse será um mal menor. Pior seria não haver nenhuma opção acessível. Pois, mas melhor seria haver uma única opção para todos. Motivados por essa procura, da solução universal, os designers Changduk Kim & Youngki Hong conceberam a “Universal Toilet”.



Este equipamento sanitário foi pensado para ser usado tanto pelas pessoas em cadeira de rodas como pela restante população. As pessoas em cadeira de rodas poderão deslizar, para a frente, transitando suavemente da sua cadeira para a sanita, sem necessidade de rodar ou saltar entre assentos. Para facilitar a manobra foram incluídas duas pegas, na bancada, onde a pessoa se pode agarrar e fazer a força necessária para o movimento. Para aumentar o conforto e garantir o apoio do tronco foi deixada uma suave concavidade no rebordo da bancada. Para os outros utilizadores, esta forma, pode constituir um apoio onde repousar as costas.


Uma vantagem óbvia é o reduzido espaço ocupado por esta solução, quando comparada com as soluções, para deficientes, que actualmente estão em vigor.

30 de outubro de 2007

Programa do Seminário Sociedade acessível

Programa do Seminário Sociedade acessível - Pontes para a igualdade

Para os interessados, passo a divulgar o programa do Seminário Sociedade acessível - Pontes para a igualdade, que decorrerá no dia 7 de Novembro, no fórum cultural de Alcochete.


comissão cientifica:
Instituto Superior Técnico. Faculdade de Motricidade Humana

PROGRAMA:

9:30h - Sessão de Abertura
Idália Moniz (Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação);
Luis Miguel Franco (Presidente da Câmara Municipal de Alcochete);
Dinora Silva (Presidente da Direcção da CERCIMA);

10:30h - Design Inclusivo
Casa Inclusiva - Cristina Weber (Fund. Port. Comunicação);
O Ensino do Design Inclusivo - Uma ponte para muitos futuros - Paula Trigueiros (Arquitecta Especialista);
Design para a Diversidade - Joaquim Coelho Rosa (LPDM);

11:00h Pausa para café /Exposição

11:30h - Boas Práticas na Diversidade
Ajudas Técnicas – José Pedro Matos (CIDEF)
Praia Acessível – Carlos Pereira (INR)
Museus e Monumentos para Todos - João Rebelo (Movijovem)
Acessibilidades na Rede Nacional de Turismo Juvenil - Peter Colwell (ACAPO)

13:00h Almoço

14:30h - Criar Oportunidades
Comunicação Aumentativa - Luis Azevedo (ANDITEC)
Brinquedos Adaptados - Carla Faria
Ajudas Técnicas na Educação – a designar (UTAC)

15:30h Pausa para café /Exposição

16:00h - Desporto para Todos
Movimento Paralímpico - A designar (F.P.D.D.)
Special Olympics – Regina Mirandela Costa (S.O.Portugal)
Testemunho - a designar

17:00h - Sessão de Encerramento
Movimento DansasAparte – “Passagens” (CERCIMA)
Grupo Expressão Corporal CÃO - “KomTacto” - Coop. S. Pedro

> Valor das inscrições: 15€ para alunos/sócios da Cercima e 20€ para o público em geral.

Para mais informações e para realizar a inscrição contactar:

Cercima
Rua D.Nuno Álvares Pereira, nº 141
2870 Montijo
Telefone: 21 230 8510
Fax: 21 230 8511
E-mail: seminario_cercima@sapo.pt

18 de outubro de 2007

Universal Design Handbook

Preiser, W. & Ostroff, E.[Eds.] (2001). Universal Design Handbook. McGraw-Hill. ISBN 0071376054.

O livro “Universal Design Handbook” é a obra recomendada desta semana. É um manual extenso, completo e abrangente sobre aquilo que podemos designar por Design Universal (muito embora, esta terminologia não seja de definição pacifica).

Para além dos inúmeros conteúdos abordados o livro disponibiliza-nos, também, as orientações preciosas do "Americans With Disability Act” e muitas outras recomendações de diversos países. Como complemento, o livro inclui um CD-ROM contendo informação técnica adicional, orientações, normas e regulamentos.

É uma obra repleta de bons exemplos e boas práticas relacionadas com as questões da acessibilidade. São abrangidos inúmeros aspectos, das questões da acessibilidade física em espaços construídos à acessibilidade na Web. Poderão constatar essa abrangência pelo pequeno resumo, que vos apresento de seguida, com os principais tópicos abrangidos no livro.

_Residential, commercial, workplace, office, educational, recreational, and entertainment

_Elderly and/or disabled people, and children
_Vision, hearing, touch, and developmental disabilities as well as mobility limitations
_Telecommunications, information technology, and electronics accessibility
_Automobile and product design
_Outdoor, wilderness, and children's play areas
_Healing design
_Assessment of individual needs
_Legal issues and cases
_International standards, from the ADAAG to Japan, Canada, Australia, and more
_Problem-solving case studies from around the world


Link: este livro no GoogleBooks

Boas leituras

11 de junho de 2007

Design inclusivo na Casa Décor de Madrid

Tive conhecimento, através de uma amiga minha que vive e trabalha em Espanha (beijinhos para ti Cátia), que na edição deste ano da Casa Décor havia um espaço adaptado a pessoas com necessidades especiais. Infelizmente, a Casa Décor de Madrid terminou este fim-de-semana (10 de Junho) e eu não tive oportunidade de lá ir. Mas, ainda assim, este facto parece-me merecedor de uma breve reflexão.

A iniciativa de incluir um espaço inclusivo na Casa Décor foi do Instituto Europeu de Design, com o patrocínio da Fundación ONCE, do IMSERSO e da Plataforma Estatal Representativa de Discapacitados Físicos (PREDIF). Trata-se de um espaço restaurante adaptado a pessoas invisuais ou de mobilidade reduzida.

Algumas das principais características do espaço:

> zonas de circulação espaçosas;
> diferentes texturas no pavimento para que uma pessoa invisual possa identificar e distinguir, rapidamente, a zona de passagem da zona de mesas;
> mesas circulares que facilitam a visualização de todos os comensais e assim tornar possível a leitura de lábios por pessoas surdo-mudas;

> mesas com pé central e de diâmetro generoso para permitir a fácil colocação de cadeiras de rodas;
> balcão de atendimento com 2 alturas;
> menu em Braille;

É de louvar a iniciativa de incluir, numa exibição deste tipo, as preocupações com a acessibilidade e com a inclusão daqueles que são habitualmente excluídos. Normalmente, estas feiras servem para os designers, arquitectos de ambientes e os decoradores se mostrarem ao público. O que implica que, na maioria das vezes, estes abordam os ambientes numa perspectiva muito comercial e ligada à moda, fazendo grande alarido da forma inovadora como usam os materiais, as cores e as formas, mas ignorando os problemas da acessibilidade física aos ambientes. É uma forma de angariarem clientes para os seus ateliers ou lojas. Não estou a recriminar tal atitude, pois é perfeitamente compreensível, mas posso exprimir o meu descontentamento por terem uma abordagem tão superficial dos ambientes que concebem.

Na sua essência, eventos como a Casa Décor destinam-se a dar a conhecer as novas propostas e tendências, ao nível do mobiliário, dos acessórios ou complementos. Pelo que, os seus visitantes dificilmente serão sensibilizados para os aspectos mais técnico-científicos que os projectos também exigem. Estamos, portanto, a transmitir uma visão muito redutora do que é fazer design nesta área. E isso é pena porque, com pouco investimento, mas usando a inteligência e a criatividade, eventos como este podiam ser usados para “educar” os potenciais utilizadores, fabricantes e criativos. É que estas coisas funcionam um pouco como uma pescadinha de rabo na boca, ou seja, não se fala porque não há pressão do público para abordar estas temáticas e, como o público desconhece a importância do design inclusivo, não há vontade de abordar a questão… Temos que ter a coragem de quebrar o ciclo. E essa é a questão fulcral pois, independentemente da consciência, ou falta dela, face às questões da acessibilidade, os ambientes continuarão a ser mais ou menos amigos dos seus utentes. Os consumidores, muito ou pouco esclarecidos, continuarão a sentir na pele os efeitos de tal desajuste mas a nós, designers, cabe-nos a importante tarefa de criar um mundo mais inclusivo. Não nos podemos esquecer que, amanhã, seremos nós a ter necessidades especiais. Assim dita a lei da vida. Resta é saber como suportaremos esse fardo, se será de uma forma mais cómoda ou mais violenta...

Concluindo, quero dizer que maior virtude desta iniciativa é, no meu entender, a hipótese de ver desmistificada a falsa ideia de que o design inclusivo não é um design vendável. É mostrar que o design inclusivo pode ser igualmente criativo e inovador, que não tem que se assemelhar a produtos hospitalares ou laboratoriais… Mostrar que design e ergonomia estão unidos, se nós fizermos por isso, numa relação feliz e duradoura…

Link: Fundación ONCE

12 de março de 2007

Conferência sobre design inclusivo


International Conference on Inclusive Design, 2 a 4 Abril de 2007, Londres, Reino Unido.

Ainda há vagas para assistir à 4ª conferência internacional “Include 2007: designing with people”, promovida pelo Helen Hamlyn Center e que decorrerá no Royal College of Art.

O tema deste ano é “designing with people - strategies, stories and systems for user participation in design”. Esta conferência procura incluir todos os actores envolvidos nos diversos aspectos relativos ao design centrado no utilizador, dos investigadores à promoção, incluindo consumidores, designers, gestores, clientes, políticos e organizações do sector.

Últimas vagas - inscreva-se agora!

O programa detalhado pode ser descarregado aqui (pdf).