O post de hoje não se refere a um tema directamente ligado ao design, ou à ergonomia, diz respeito à vida, mais especificamente, a um problema que nos afecta a todos: a sinistralidade rodoviária. Especialmente, aquela provocada pelo consumo excessivo de álcool. Infelizmente, neste aspecto, Portugal está no topo das estatísticas (como se viu agora, no Carnaval, com 11 mortos...)
Enquanto a mortandade vai continuando, assistimos a enormes e dispendiosas campanhas de sensibilização, assim como a um aumento significativo do esforço e do investimento, das autoridades, na fiscalização e punição dos condutores. Porém, tudo parece ser em vão porque, na verdade, o problema subsiste.
Porque será?
Será que somos mais ignorantes do que todos os outros povos e não compreendemos o problema?... hum… Não acredito nisso.
Vendo pela minha experiência pessoal, sou levada a concluir que, muitos de nós, nos sentimos “obrigados” a conduzir, depois de ingerir algum álcool, por falta de opções alternativas, ou, pelo seu preço elevado. Se houvesse uma forma, cómoda, barata e acessível de voltar para casa depois de uma festa, de um jantar ou de uma saída nocturna, eu não pensaria sequer em conduzir… nem arriscaria naquela ideia do - "se calhar, não bebi o suficiente para afectar a minha condução!"...
Pois é… enquanto alguns optam pelas multas outros agem… são proactivos. Isso foi o que fez William Heath, um cidadão inglês de Hampton que, após a morte de uma amiga sua, vítima da colisão com um condutor embriagado, inventou um serviço engenhoso para ajudar a combater o problema do álcool ao volante – a Lilybugscooters.com. A ideia consiste no aluguer de pequenas scotters com, ou sem condutor, estrategicamente posicionadas junto de zonas de diversão. Também existe a possibilidade de requisitar um condutor para levar o cliente embriagado e o carro a casa. A pequena scooter é facilmente transportada numa bagageira de automóvel.
Para quando uma serviço similar em Lisboa e noutras zonas do país?...