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18 de junho de 2009

O que o elevador têm...?


O que pode ter, um elevador, de tão interessante, para alguém lhe dedicar um artigo?

Essa dúvida esbate-se rápidamente depois de começar a ler o interessante artigo de Dario Maestripieri, no op-ed series "From the Fields", do jornal on-line Wired Science.

O autor começa por evocar uma quantidade de lugares comuns, associados aos elevadores, como por exemplo, a grande quantidade de assassínios que ocorrem, nos filmes, dentro destes equipamentos. Na realidade, talvez essa percentagem não seja assim tão elevada mas, a forma como as pessoas se comportam dentro do elevador, quando acompanhadas por estranhos, pode ser um indicador, interessante, de que não se sentem seguras e confortáveis.

Frequentemente, quando o elevador está cheio, as pessoas olham para o tecto, chão, ou para o painel de controlo, como se algo de muito interessante se tratasse. Mantêm-se o mais afastadas possível, umas das outras, evitam o contacto visual e não fazem movimentos bruscos.

Na verdade, estes comportamentos sociais são muito mais primitivos do que os elevadores. Provavelmente, teriamos um comportamento similar se tivessemos que dividir uma gruta estreita com outro indivíduo do Paleolítico.

Mas, porque usamos a nossa inteligência social, procuramos quebrar o gelo. Sim, porque a agressão é coisa de gente das cavernas. Para isso, nada melhor de um sorriso e uma conversa circunstancial, quase sempre sobre o tempo. Tais manifestações pacíficas, como o sorriso ou o acenar, também possuem equivalente nos animais. Alguns cheiram-se e lambem-se, outros catam piolhos entre si, como sinal de paz e amizade.

Este artigo curioso fez-me pensar sobre se o design actual dos elevadores é o mais adequado.

Seria mais confortável viajar no elevador equipado com assentos e operado por um maquinista, tal como acontecia no Séc. XIX?

Qual a influência dos materiais e cores, que revestem o interior dos elevadores?

Poderá, a inclusão de ecrãs planos de TV, como já existem em diversos hotéis, reduzir o desconforto?

E a música, ajudará a dissipar o mau-ambiente?

Não sei, mas sei que um leitor de mp3 e uns óculos escuros ajudam imenso. Talvez não ajude tanto como os jornais, abertos sobre a cabeça, que usam os "gentlemen" britanicos mas, já é um começo...

Boas subidas e descidas ;)
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12 de junho de 2009

Wolfram | Alpha


O Wolfram|Alpha é um motor computacional de conhecimento.

Isto é, ao contrário dos tradicionais motores de busca, que fazem uma pesquisa na web e nos dão listas de links, este motor gera um resultado, através da computação feita sobre a sua base de dados interna.

É um motor, inteiramente gratuito para fins não comerciais, que tem por objectivo disponibilizar conhecimento técnico-científico a todas as pessoas.

Entre os assuntos abordados encontram-se: matemática, física, química, estatística, ciência dos materiais, engenharia, astronomia, ciências da terra, ciências da vida, tecnologia, nutrição, medicina, desporto, cultura, música, cor e muitas outras...

Um link a não perder...
http://www.wolframalpha.com/
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1 de abril de 2009

Sabiam que # pessoas mais inteligentes pensam mais depressa

Sabiam que, quanto mais inteligente é a pessoa mais rápido a informação circula no cérebro?

Essa foi a conclusão a que chegou um estudo, realizado na UCLA, que provou a relação entre a velocidade do funcionamento cerebral e a inteligência. Neste caso, podemos dizer que aquela velha máxima que diz: "pensa rápido", é literalmente verdade...


Esta imagem colorida dá, aos cientistas, uma ideia da velocidade do cérebro.

Os investigadores avaliaram os cérebros e a inteligência de 92 participantes, usando uma tecnologia de imagiologia médica designada de DTI (Diffusion Tensor Imaging), que é uma variante da ressonância magnética. O DTI avalia a integridade da matéria branca do cérebro, que é composta por células que transportam os impulsos nervosos de um lado para outro. Quanto maior for essa integridade, maior é a velocidade a que viajam os implusos. Para além disso, produz umas imagens do cérebro muito interessantes.

O estudo conclui também que a velocidade do cérebro é hereditária, estando sujeita a diversos factores genéticos.

Ler mais no Science Daily.

Referência:
Chiang. M-C., Barysheva, M., Shattuck, D.W., Lee, A.D., Madsen, S.K., Avedissian, C., Klunder, A.D., Toga, A.W., McMahon, K.L., Zubicaray, G.I., Wright, M.J., Srivastava, A., Balov, N. and Thompson, P.M. (2009). Genetics of Brain Fiber Architecture and Intellectual Performance. Journal of Neuroscience, 29 (7): 2212 DOI: 10.1523/JNEUROSCI.4184-08.2009
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4 de março de 2008

RV ajuda a detectar a Alzheimer


Não será, certamente, necessário explicar as razões pelas quais a doença de Alzheimer é tão temida. Nesse sentido, todos os avanços da ciência são muito bem vindos. Recentemente, uma equipa de investigadores, da Universidade de Georgia Tech and Emory, afirmou que é possível usar os equipamentos da Realidade Virtual (RV) como os Head-mounted-display (HMD), conhecidos como capacetes/óculos de RV; headphones; handheld controller (que pode ser um joystick ou um 3D mouse) para despistar a doença, numa fase muito inicial do seu desenvolvimento e de forma muito rápida. Este novo processo de teste, designado por DETECT, demora apenas 10 minutos a ser realizado e vem substituir o tradicional teste, efectuado com papel e lápis, que chegava a demorar até 90 minutos. O protocolo passa por expor o paciente a uma série de testes visuais e auditivos que, permitem avaliar as suas capacidades cognitivas (por exemplo, tempos de reacção, memória, entre outros) e compará-las com os padrões normais para a sua faixa etária. Os resultados obtidos, até agora, parecem apontar para um elevado grau de rigor. Tal sucesso já estimulou os seus criadores a desenvolver uma empresa (Zenda Technologies) com o propósito de comercializar o teste, disponibilizando-o, dessa forma, a todos os que dele necessitem.

Muito curiosa esta aplicação da RV…

Via: Engadget