6 de março de 2007

User and task analysis for interface design

Hackos, JoAnn T. & Redish, Janice C. (1998). User and Task Analysis for Interface Design. John Wiley & Sons.
ISBN 0-471-17831-4

"Hackos and Redish wisely offer us the three things we most need about user and task analysis: practical advice, practical advice, and practical advice."
Ben Shneiderman,
University of Maryland

"This book is well written, thorough, and loaded with techniques, examples, and resources that bring analysis to everyone."
Marcia L. Conner, Director of Usability & Learnability PeopleSoft, Inc.

Este livro poderá ser uma excelente ajuda para quem está envolvido na concepção de interfaces. Nele podemos descobrir, entre outras coisas úteis, algumas técnicas disponíveis para analisar os potenciais utilizadores das nossas aplicações. Aprendemos, por exemplo, a observar o utilizador em contexto, de uma forma discreta e não invasiva, para compreender a forma como a actividade de interacção ocorre.
JoAnn Hackos e Janice (Ginny) Redish são peritos em usabilidade, reconhecidos internacionalmente. A sua experiência orienta-nos, passo por passo, no processo de análise de tarefa. Ajudam-nos a compreender coisas como:

  • Como o designer de interfaces pode usar o utilizador e a análise da tarefa para conceber interfaces de sucesso;
  • Porque os conhecimentos dos utilizadores, as suas tarefas e envolvimentos são críticos para o sucesso do design;
  • Como planear e preparar as visitas ao local (trabalho de campo);
  • Como seleccionar e formar as equipas de análise de utilizadores e tarefas;
  • Que observações fazer, que perguntas colocar e/ou evitar;
  • Como gravar e relatar, à equipa, o que foi apreendido;
  • Como transformar, a informação recolhida, em ideias para a concepção;
  • Como criar protótipos em papel da interface;
  • Como conduzir testes de usabilidade com os protótipos e descobrir se estamos na direcção correcta.

Este livro inclui bastantes exemplos de casos de sucesso e desafios para produtos de diversos tipos.

Índice de conteúdos:

1. Introducing User and Task

Analysis for Interface Design
What is this book about?
What is interface design?
What makes an interface usable?
What is user and task analysis?
When should you do user and task analysis?
Why do user and task analysis at all?
Why isn't this done all the time already?
Where does user and task analysis come from?

PART 1. UNDERSTANDING THE CONTEXT OF USER AND TASK ANALYSIS

2. Thinking About Users

Why study users?
Who are your users?
Starting a user and task analysis
What do you want to know about your users?
Jobs, tasks, tools, and mental models: How users define themselves
Individual differences
What are the trade-offs?

3. Thinking About Tasks

What is task analysis?
Starting with users' goals
Identifying different types and levels of task analysis
Combining workflow analysis and job analysis
Task analysis to develop a task list or task inventory
Process analysis, task sequences
Task hierarchies
Procedural analysis
Thinking of users according to their stages of use

4. Thinking About the Users' Environment

Why is environment important?
What aspects of the environment are important?
What should you look for in the physical environment?
What should you look for in the social and cultural environment?
What are the trade-offs?

5. Making the Business Case for Site Visits

Challenging or verifying your assumptions
Countering objections to doing user and task analysis
Preparing a business proposal

PART 2. GETTING READY FOR SITE VISITS

6. Selecting Techniques

Observing, listening to, and talking with users
Interviewing users and others
Working with users away from their work sites
Using more traditional market research techniques
Using more traditional systems development techniques

7. Setting Up Site Visits

Issues and objectives
Participants
Locations
Schedule
Recruiting
Data collection techniques

8. Preparing for the Site Visits

Issues to consider as you prepare
Organizing the team
Training the team
Materials for the site visits
What materials will you need for the team to use during the site visits?
What materials will you need to facilitate information gathering?
Will you videotape? Audiotape?
Deciding what you will do with the data
Staying organized (building in record keeping)
Site Visit Plan
Site visit plan for SuperSales

PART 3. CONDUCTING THE SITE VISIT

9. Conducting the Site Visit-Honing Your Observation Skills

Handling the site visit
Learning more about the user
Taking notes on the user's environment
Understanding the users' goals
Understanding the users' tasks
Asking the user to talk to you and to think aloud
Noting where the user starts the task
Noting what triggers the task
Taking down the level of detail you need for your issues
Capturing interactions with other resources: people, paper, programs
Separating observations and inferences as you watch users
Noting where the user ends the task (what happens next)
Noting whether the user successfully met the goal
Going on to the next observation or the next part of the site visit
Thanking the user, distributing presents, and taking your leave

10. Conducting the Site Visit-Honing

Your Interviewing Skills
Listening-the most important part of interviewing
Setting expectations about roles and knowledge
Planning the questions or issues for site visit interviews
Knowing what you are trying to learn
Realizing the power of different types of questions
Asking neutral questions
Respecting silence
Watching body language and other signals from users
Capturing exactly what the user says
Staying close to your site visit plan
Being flexible
Giving users opportunities to answer the questions you didn't ask
Handling questions from users

PART 4. MAKING THE TRANSITION FROM ANALYSIS TO DESIGN

11. Analyzing and Presenting the Data You Have Collected

Methods for organizing and analyzing your data
Other methods for analyzing your data
Methods of enhancing your presentations
Selecting the best methods for your analysis
Selecting the right methods for analysis depends on team issues

12. Working toward the Interface Design

Designing from what you've learned
Qualitative usability goals and measurable objectives
Objects/Actions: Nouns/Verbs
Metaphors for the interface design
Use scenarios
Use sequences
Use flow diagrams
Use workflows
Use hierarchies
Storyboarding and sketching

Video dramatizations

13. Prototyping the Interface Design

Setting the background
Building prototypes
Evaluating prototypes
Continuing the process

14. User and Task Analysis for Documentation and Training

What types of documents and training materials need user and task analysis?
What counts as documentation or training in a software application?
Why are there so many types of communication in software?
Who should prepare documentation and training materials?
Why should you do user and task analysis for documentation and training?
What might you do during site visits if your focus is documentation or training?
What can you do with the information you gather during site visits?
How do you move from decisions to prototypes?
User's manuals: Why is organizing by users' tasks so important?
Getting started manuals: What is minimalism?
Online help: What do people want to know?
On the screen: What is an embedded performance support system?
What about the Web?
What about computer-based and Web-based training?

Appendix A. Template for a Site Visit Plan

Issues and objectives
Participants
Locations
Schedule for the field study project
Recruiting
Data collection techniques and schedule for each site visit
Teams
Materials
Media
Data analysis and reporting

Appendix B.
Resources

Appendix C.
Guidelines for User-Interface Design

5 de março de 2007

Esclarecimento...

Na sequência da notícia divulgada, neste blog, sobre o código 1336 atribuído à actividade do designer, no Código do IRS, recebemos um comentário de um leitor que, pelo seu conteúdo e interesse, merece ser divulgado.
Assim, aqui fica o esclarecimento:

(…) morgado disse…

"Meus caros.
Não confundam o CAE com o CIRS…
Não sou associado de nenhuma associação, mas não entendo como é que todos ficam satisfeitos a 100% com o Código de IRS, que no seu comunicado a APD acaba por disfarçar muito bem ao chamar-lhe apenas código... Por outro lado, uma vez que grande parte dos textos me parecem tendenciosos para a APD e carecem de informação, pretendo criar algum equilíbrio.
Tal como refere o Ministério das Finanças o artigo 151.º do CIRS impõe a obrigatoriedade de que as actividades exercidas pelos sujeitos passivos do IRS sejam classificadas, para efeitos deste imposto, de acordo com a Classificação das Actividades Económicas Portuguesas por Ramos de Actividade (CAE), do Instituto Nacional de Estatística, ou de acordo com os códigos mencionados em tabela de actividades aprovada por portaria do Ministro das Finanças.

A minha questão é a seguinte: para que raio nos serve o código de IRS antes de termos um CAE? É que na verdade não nos serve para nada se não o podemos usar… Mais, tal como se pode ver, o código seria criado assim que fosse obtido o CAE, pelo que essa história da petição não adiantou nada...

Não entendo como é que a APD lutou para criar um código de IRS e só passados 4 anos de trabalho da AND para a integração da profissão de designer na CNP – Classificação Nacional das Profissões que já tinha sido aprovado quando a APD entrou (basta comparar o que consta em www.cnp2005.org, cnp2006, grade grupo 2 com o que consta em (www.and.org.pt, ser designer, descritivos funcionais) … não entendo porque quando entraram no grupo de trabalhos para a obtenção do CAE de designer já a AND fazia parte do grupo há meses e já tinha trabalho feito (e sei esta informação por um amigo que trabalha no INE).
Na sua carta

Na verdade parece que a petição foi uma boa jogada popular e sensacionalista cujo resultado foi iludir…
Não pretendo dizer que o código de IRS para designers não é útil, mas sim digo que ainda não se pode usar até que a CNP e o CAE sejam publicados e que são estes dois últimos que mais interessam aos designers pois tratam da forma como este assina quando recebe do cliente e não em como paga ao estado…

Já agora, vão aos sites e comparem o trabalho feito por cada associação e os serviços prestados aos designers… é esclarecedor.
Morgado” (…)

Obrigada, caro Morgado, pela sua ajuda no esclarecimento desta questão.

Links:

APD - http://www.apdesigners.org.pt/
AND - http://www.and.org.pt/

Site da DGCI

4 de março de 2007

3 de março de 2007

Design quotes

“If I’m going to talk about design, that purely arbitrary and immensely human construct, I should say that by design I mean the process both physical and mental by which people give an order to objects, community, environments and behavior.”
Bill Stumpf

2 de março de 2007

Prémio SEAT / Automagazine 2007


Está a decorrer a 3ª edição do Prémio de Design Automóvel SEAT/AUTOMAGAZINE, que conta também com o apoio da revista Marketeer. A edição deste ano está subordinada ao tema “Um SEAT para os quatro elementos”.

Podem participar todos os Portugueses, com mais de 18 anos, com formação em design ou belas-artes. O principal atractivo deste concurso é oferecer um estágio de seis meses no Centro de Design da SEAT, em Barcelona, chefiado por Luc Donckerwolke. Para além disso, o vencedor terá a possibilidade de realizar uma maqueta do automóvel desenhado e receberá uma bolsa de estágio no valor de 2.500 €.

Para participar, devem enviar o vosso desenho de um automóvel com Marca SEAT, subordinado ao lema “um SEAT para os quatro elementos: Água, Ar, Terra e Fogo”, até ao dia 31 de Março de 2007, para a seguinte morada:

PRÉMIO DE DESIGN SEAT / AUTOMAGAZINE
Rua Policarpo Anjos,
41495-742 Dafundo

ou para o e.mail: automagazine@motorpress.pt.

O desenho deverá ser acompanhado por uma descrição textual sumária do automóvel e da sua relação com o lema referido. Para além disso, ao automóvel desenhado deve ser atribuído um nome que possa ser utilizado pela SEAT (como em “SEAT Leon”).

Os projectos apresentados serão avaliados em função da sua originalidade, potencial industrial e comercial, e fidelidade ao lema “Um SEAT para os quatro elementos”.

Podem obter mais informações e o regulamento integral em www.premiodesign.autohoje.com.
Está publicada alguma informação, sobre os vencedores/trabalhos da edição anterior, no site
http://www.autohoje.com/automagazine/premio.htm

1 de março de 2007

Wayfinding


Podemos definir o termo wayfinding como um processo que envolve o uso de informação espacial e ambiental para “navegar” até um destino. Quer se trate de “navegar” num parque florestal, num campus universitário, num centro hospitalar ou num Web site, estão sempre presentes 4 etapas:

1) Orientação: refere-se à consciência do posicionamento do indivíduo, face aos elementos que lhe estão próximos e ao destino. A orientação pode ser facilitada se for possível dividir o espaço global em porções menores e bem identificáveis. Desta forma, será mais eficaz a construção de um mapa mental. Podemos alcançar este objectivo através da sinalização, que ajuda a criar sub-espaços únicos, ou através da existência de características próprias do espaço, identidades memoráveis, podem constituir pistas importantes para a orientação. A sinalética é uma das ferramentas, mais fáceis, que podemos usar para transmitir ao indivíduo a informação sobre qual a rota a adoptar.

2) Escolha da rota: refere-se à escolha de um caminho que nos leve até ao destino desejado. Esta escolha é facilitada se não houver grande número de caminhos alternativos e se houverem pistas suficientes para fundamentar a escolha. Sempre que existam cruzamentos de caminhos é importante haver informação (sinalização) para diminuir as dúvidas. Os caminhos curtos são preferidos face aos longos, por isso, devem ser destacados os caminhos mais curtos, mesmo que sejam mais complexos que os longos. Se o espaço for muito complexo, muito grande ou muito idêntico, deve ser considerado o uso de mapas. Os mapas também são particularmente úteis em situações de emergência ou de grande stress, onde não há tempo, nem disponibilidade, para pensar muito sobre o espaço.

3) Observação da rota: ao longo do caminho, o espaço vai sendo observado e analisado. Vamos andando e confirmando se estamos a ir no sentido desejado. Se o percurso de navegação for claro, com princípio, meio e fim, e seguir uma lógica clara, saberemos sempre onde estamos. Isso pode ser facilitado se, o caminho passado e o futuro estiverem, de alguma forma, presentes. Para isso, devem sempre ser dadas informações visíveis sobre a nossa posição actual no todo. A existência de características marcantes, relativas aos caminhos seguídos, é fundamental para os casos em que, por alguma razão, nos enganamos e temos que voltar atrás.

4) Reconhecimento do destino: quando chegamos ao destino temos que o reconhecer… para saber que já chegamos! Este reconhecimento será tanto melhor, quanto se perceba que aquele ponto é o final de uma rota. Caso contrário, até podemos confundi-lo como mais uma etapa do caminho. Podemos melhorar esta identificação se, para passar por ali, tivermos que ultrapassar alguma barreira, se alguma coisa nos disser que ali é uma meta e/ou se aquele ponto tiver uma identidade clara e bem definida.

Contudo, este processo de wayfinding não é coisa simples. Existem erros, distorções e atalhos que interferem na navegação, por exemplo: o viés do ângulo recto, as heurísticas da simetria, da rotação, do alinhamento e da posição relativa...

28 de fevereiro de 2007

Plus International Design Festival 2007



Está a decorrer, até 31 de Março de 2007, o período de submissão de trabalhos para o festival internacional de design Plus ’07, que terá lugar em Birmingham, Reino Unido.
(17 - 21 Outubro de 2007)

O Plus ‘07 ambiciona ser um evento sem par no mundo do design gráfico/tipografia. Será uma exibição de tudo o que é inovador, pioneiro e novo no mundo da tipografia e do design gráfico. O festival pretende funcionar como uma plataforma para os designers mundiais, como uma arena para trabalhos experimentais, como um fórum para os estudantes e como um ponto de encontro para a comunidade internacional de design.

Este festival é composto por diversos eventos: inclui uma exposição, uma conferência, apresentações diversas, workshops, fóruns de negócios, seminários, visitas, entre outros.

Podem baixar aqui o pack de informações do festival Plus’07 e outra informação adicional (pdf):

Expo ‘07 call for entries

Conference ‘07 call for paper

Exhibition ‘07 call for entries

Workshops ‘07 call for entries

27 de fevereiro de 2007

Focus Group

Langford, J. & McDonagh, D. (2003), Focus Groups: Supporting Effective Product Development. Taylor & Francis.
ISBN: 0415262089

A técnica do Focus Group é usada, com muita frequência, em diversas áreas como o marketing, as ciências sociais, a politica mas, também, e cada vez mais, na ergonomia e no design.

A autoria do Focus Group é atribuída a Robert King Merton, 1941, mas teve o seu grande desenvolvimento nos anos de 1980, com os investigadores das ciências sociais. Esta técnica surgiu para contornar as deficiências dos tradicionais questionários de perguntas fechadas. Para tal, foi desenvolvida uma ferramenta para questionar grupos de pessoas, de forma a obter uma descrição das suas respostas que pudesse conter novas linhas de reflexão. É, portanto, uma técnica qualitativa de recolha de dados, com a finalidade de obter respostas de grupos de indivíduos seleccionados previamente pelos investigadores. A finalidade principal desta modalidade de pesquisa é extrair, das atitudes e respostas dos participantes do grupo, sentimentos, opiniões e reacções que se constituem num novo conhecimento. As reuniões, ou mesas redondas, são moderadas pelo investigador, cuja função é promover a participação e a interacção de todos os indivíduos, assegurando que não haja dispersão em relação aos objectivos previamente estabelecidos e que algum dos participantes se sobreponha ao grupo.

Aplica-se esta ferramenta para ajudar a compreender os potenciais utilizadores dos nossos projectos, as suas necessidades, as suas capacidades, as características e identificar soluções potenciais para os seus requisitos. A grande vantagem desta técnica é permitir obter informação difusa, pouco tangível, que dificilmente se obteria com outras técnicas tradicionais. Através do seu uso podemos conseguir obter necessidades, dos utilizadores, que vão para além dos aspectos funcionais.

Ainda há pouco tempo estive envolvida num projecto de sinalização, onde esta técnica foi fundamental. Foi uma das formas usadas para obter esboços para novos sinais de uso público. Não é de fácil implementação, requer uma boa preparação do investigador, mas pode fornecer uma visão única do problema.

Neste livro podemos encontrar explicações sobre o Focus Group e alguns exemplos da sua aplicação na resolução de problemas pertinentes para o design e para a ergonomia.
É um manual interessante para professores, investigadores e alunos.

Mais detalhes sobre este livro no GoogleBooks

26 de fevereiro de 2007

Think "Gaia" - Sanyo 2007



Think Gaia : SANYO International Design Competition 2007


Segundo os seus autores, a palavra “Gaia” exprime a ideia de um planeta Terra vivo no qual, toda a natureza e todas as formas de vida constituem um único organismo vivo. Para que “Gaia” e o ser Humano possam coexistir é preciso conceber apenas os produtos que são realmente necessários e que agradem tanto às pessoas como a “Gaia”.

Esta é a génese do pensamento “Gaia” e a visão que a SANYO trouxe para este concurso. Nesse sentido, procuram-se de ideias para produtos do quotidiano que respeitem esta filosofia e que consigam ir para além do senso-comum do passado. Os interessados devem escolher uma, ou mais, das 3 tecnologias chave propostas e conceber um produto que traga alegria à vida na Terra.

Tecnologias-chave:

A) Water technology
Aqualoop

Aquaoasis
Electrolyzed water

B) Air technology
Virus Washer
Virus Washer2
Air Wash

C) Energy technology
Eneloop
Eneloop2

Para concretizar a visão “Think GAIA” estão em jogo 3 programas:

1 Ambiente: abordar os assuntos relativos ao ambiente global;
2 Energia: criar uma sociedade de energias limpas;
3 Estilo de vida: promover uma forma de vida que esteja em harmonia com a Terra.

Calendário:
Período de inscrição: até 12 de Abril 2007;
Período de submissão de candidaturas: até 6 de Maio de 2007;

Mais informações no site: http://compe.designtope.net/sanyo2007/index_e.html

25 de fevereiro de 2007

24 de fevereiro de 2007

Design quotes

"Design is as much an expression of feeling as an articulation of reason. It is an art as well as a science, a process and a product, an assertion of disorder, and a display of order.”
Victor Margolin.

23 de fevereiro de 2007

O efeito de Von Restorff



O efeito de Von Restorff, também conhecido por efeito de saliência ou isolamento, diz respeito à facilidade de evocação de um evento único, ou distinto, de entre outros eventos similares. O mesmo é dizer que os fenómenos que são inovadores, salientes e diferentes, no contexto onde estão inseridos, são guardados com maior força na nossa memória, logo, potencialmente mais fáceis de evocar.
Este fenómeno conjuga-se com outros, como a influência da posição na sequência de exibição. Os itens posicionados no meio da sequência são mais fracos do que os do início e do fim.

A observação do fenómeno da saliência tem sido designada por efeito von Restorff, em homenagem à investigadora alemã Hedwig von Restorff que o analisou sistematicamente (Restorff, 1933). A explicação, para a ocorrência deste fenómeno, assenta na redução da interferência, produzida pelos itens similares, sobre a diferenciação e discriminação física/conceptual do item diferente. O item saliente recebe mais atenção, é codificado de forma mais profunda, é alvo de maior número de repetições e, por consequência, fica em vantagem sobre os restantes. Por exemplo, se vos pedisse para memorizar a sequência ENBL4MGLO, a probabilidade de evocaram com sucesso o 4 é muito superior à dos outros elementos.

A constatação deste fenómeno fez com que, uma das maiores exigências colocadas aos designers seja a inovação/criatividade. A procura da surpresa é de tal forma avassaladora que, por vezes, deixa de fora as questões da funcionalidade, da segurança, entre outros factores também importantes para a qualidade do design. Porém, o design de qualidade será capaz de alcançar um compromisso. Nesse sentido, estratégias como o uso do humor, do bizarro, da curiosidade e do choque têm sido usadas frequentemente para alcançar maior impacto sobre o público-alvo.

Podemos constatar pessoalmente este efeito. Basta, para tal, evocar alguns anúncios, embalagens, ou objectos… e analisar os que apareceram primeiro.
Será que o efeito von Restorff está presente?...

Bibliografia relacionada:

Gardner, M. P. (1983). Advertising effects on attributes recalled and criteria used for brand evaluations. Journal of Consumer Research, 10, 310-318

Johnson, W. A., Hawley, K. J., Plewe, S. H., Elliott, J. M. G., & De Witt, M. J. (1990). Attention capture by novel stimuli. Journal of Experimental Psychology: General, 119, 397-411

Nelson. D. L. (1979). Remembering pictures and words: Appearance, significance and name. In L. S. Cermak & F. I. M. Craik (Eds.), Levels of processing in human memory (pp. 45-76). Hillside, NJ: Erlbau


Taylor, S. E., & Fiske, S. T. (1978). Salience, attention and attribution: Top of the head phenomena. In L. Berkowitz (Ed.), Advances in experimental social psychology (Vol. 11. pp. 249-288). New York: Academic Press

Von Restorff, H. (1933). Über die Wirkung von Bereichsbildungen im Spurenfeld (The effects of field formation in the trace field). Psychologie Forschung, 18, 299-34
.

22 de fevereiro de 2007

Pulseira interactiva

A era da interactividade veio para ficar.
Stewart Brand define assim a interactividade: "Uma actividade mútua e simultânea, por parte de ambos os participantes, em geral trabalhando com o mesmo objectivo, ainda que não necessariamente". Contudo, o âmbito desta definição é o dos sistemas computorizados.

No início, as máquinas eram quase sistemas fechados, com pouca ou nenhuma interactividade. Depois, muito graças à Internet, as máquinas começaram a interagir mais com o utilizador e entre elas… Esta condição é, agora, fundamental para que a sociedade seja aberta, livre e acessível. Desta forma, estaremos a libertar todo o potencial criativo e sabedoria humana.

Nós, seres comunicantes, que levamos a vida a interagir, achamos muita piada transpor essa característica para as nossas máquinas. Colocar as máquinas a interagir, entre elas, é um pouco como lhes dar alma, personalidade, autonomia… humanidade. Daí, até começarem a surgir todo o tipo de acessórios interactivos, foi um passo…




A pulseira interactiva, que apresento hoje, é apenas mais uma destas aplicações. O conceito de pulseira interactiva está a ser desenvolvido por uma estudante de design chamada Lisa Thomas. A ideia consiste na criação de uma pulseira, com um écran LCD embutido, uma mini câmara digital e conectividade por bluetooth. Ao usar essa pulseira poderemos interagir com outros utilizadores (apenas esses) que estejam nas redondezas. Algo que alguns telemóveis já permitem fazer.

O que me surpreende, neste conceito não é a inovação, não é a sofisticação tecnológica, é a função proposta. Será que nós, seres com capacidade natural de comunicar, precisamos de uma máquina para o fazer? Não somos capazes de interagir, directamente, com alguém que esteja nas proximidades?

Talvez seja uma boa ideia para pessoas com necessidades especiais. Porém, tentar vender a ideia de que somos seres incapacitados de interagir directamente, parece-me algo de profundamente perturbador.

Podem obter mais informações, sobre o conceito e sobre o processo criativo, no blog Interactive Fashionable Wearable.

21 de fevereiro de 2007

Eulda : The European Logo Design Annual

Estão abertas as submissões ao concurso“Eulda 2007 : The European Logo Design Annual”.

Este concurso destina-se a premiar os melhores logos criados no mercado europeu. Podem concorrer designers, ateliers e seus clientes, submetendo qualquer logo que tenha sido impresso entre 1 de Janeiro de 2006 e 31 de Dezembro de 2006.

É o único concurso, no mundo, que é apoiado por 50 associações internacionais de design, entre as quais se destacam a ICOGRADA, AIGA, BEDA, PDA, ADCE.

Todas as propostas seleccionadas serão publicadas no anuário Eulda '07
O prazo de submissão termina a 18 de Maio de 2007.

Em 2006, o melhor logo da Europa foi Português!... (parabéns à Shift)
Vamos a isso...

20 de fevereiro de 2007

Dançando nas ruas

Ehrenreich, Barbara (2007). Dancing in the Streets: A History of Collective Joy. Metropolitan Books.
ISBN-10:
0805057234
ISBN-13: 978-0805057232

No dia de Entrudo, um Livro que também fala sobre o Carnaval...

A nossa civilização é rica em rituais e celebrações. Alguns rituais são contidos e dolorosos, como um funeral ou uma procissão religiosa, outros são festivos e elaborados, como o Carnaval. Porém, tais celebrações públicas exuberantes têm sido uma questão problemática ao longo da nossa história.
No livro, Dancing in the Streets, Ehrenreich aborda este desejo humano de celebrar em comunidade, de fazer grandes festanças populares, de dançar livremente em grupo, de entrar nessa espécie de folia, quase orgíaca. A autora, historiadora conceituada, apresenta explicações históricas, antropológicas, sociais e biológicas para este comportamento, que atravessou a nossa história, e procura entender o seu significado para os participantes.

Algumas questões interessantes são colocadas: Até que ponto estes rituais ajudam a preservar a autonomia e dignidade dos indivíduos? Até que ponto essas tradições e o nosso comportamento associado são manipulados pelo poder instituído? Qual é o poder que estes rituais possuem? São formas de libertar energia e que energia é essa? Entre outras…

A igreja, o poder político, os colonizadores procuraram reprimir, destruir, modificar tais comportamentos espontâneos, porque os consideravam perigosamente subversivos e ameaçadores para a sua autoridade. Isso provocou a depressão das sociedade e aumentou a melancolia de alguns povos. Não obstante, apesar de marginalizados, tais rituais sobreviveram até aos nossos dias. Podemos encontrar as suas manifestações no desporto de massas, nos movimentos do rock, nas paradas/desfiles e no Carnaval, entre outros.
Original, divertido e profundamente optimista Dancing in the Streets conclui que, nós somos naturalmente seres sociais, embora limitados por uma sociedade fechada e individualista, somos impelidos para compartilhar nossa alegria. Dessa forma, seremos, quem sabe, compelidos a criar um futuro mais pacífico...

Índice de conteúdos (em inglês):

Introduction: Invitation to the Dance 1
The Archaic Roots of Ecstasy 21
Civilization and Backlash 43
Jesus and Dionysus 57
From the Churches to the Streets: The Creation of Carnival 77
Killing Carnival: Reformation and Repression 97
A Note on Puritanism and Military Reform 119
An Epidemic of Melancholy 129

Guns Against Drums: Imperialism Encounters Ecstasy 155
Fascist Spectacles 181
The Rock Rebellion 207
Carnivalizing Sports 225
Conclusion: The Possibility of Revival 247
Notes 263
Bibliography 283
Acknowledgments 303
Index 305

19 de fevereiro de 2007

Colophon International Magazine Symposium 2007



No próximo mês de Março de 2007, entre os dias 9 e 11, decorrerá no Luxemburgo o “Colophon International Magazine Symposium 2007”. Este evento, de três dias, permitirá o encontro entre editores de revistas, directores artísticos, fotógrafos, ilustradores, jornalistas, directores de marketing, designers, estudantes e público em geral. O objectivo principal, deste encontro, é permitir o convívio e a troca de experiências entre os diversos especialistas envolvidos na concepção de uma revista.
Durante cada dia decorrerão diversas conferências internacionais e mesas redondas. Existirão também apresentações de designers, de escolas de design, de ateliers de design, de associações de designers, entre outras.
Em paralelo, decorrerá uma exposição, onde se poderá observar o trabalho de 10 revistas de renome mundial. Haverá ainda uma exposição sobre revistas, que já não existem e uma secção especial para revistas “underground”.

18 de fevereiro de 2007

Cartier 1899-1949

MUSEU DA FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN

O percurso de um estilo - Exposição
De 15/02/2007 a 29/04/2007 10h00 - 18h00, Sala de Exposições Temporárias do Museu
.


A exposição “Cartier 1899-1949. O Percurso de um estilo” reúne um conjunto excepcional de 230 jóias, relógios e objectos pertencentes à Colecção Cartier, bem como algumas das aquisições de Calouste Gulbenkian, pertencentes à Fundação. São ainda expostos desenhos originais - alguns dos quais associados ao coleccionador -, moldagens e diversa documentação.

A Colecção Cartier tem sido exibida nos últimos anos nos mais prestigiados museus do mundo, de que se destaca, o Museu do Ermitage, São Petersburgo, o British Museum, Londres, o Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque, o Museum of Fine Arts, Houston e o Museu de Xangai.Organizada pelo Museu Calouste Gulbenkian em colaboração com a Colecção Cartier e a editora Skira, que publica o catálogo, esta iniciativa integra-se nas comemorações do 50º aniversário da Fundação Calouste Gulbenkian.
Visitas guiadas : a partir de 22 de Fevereiro, todas as terças e quintas-feiras, 15h00, até ao final da exposição. As visitas são gratuitas e não necessitam de marcação prévia.

CCB - Exposições temporárias

3 PROPOSTAS



NUNO CERA FantasmasComissário: Nuno Crespo, 24 de Novembro de 2006 a 25 de Fevereiro de 2007
“Ao usar filme, fotografia e desenho crio o meu próprio campo de visão. Emoções e paisagens, a experiência do tempo e os lugares, a beleza, o sangue e as cidades são os locais onde estou e para os quais me estou sempre a dirigir.” NC by NC.



GONÇALO BYRNE – Geografias Vivas Organização: GB-Arquitectos, 24 de Novembro de 2006 a 25 de Fevereiro de 2007
Exposição baseada na participação de Gonçalo Byrne na VI Bienal Internacional de Arquitectura de São Paulo, em 2005, dedicada ao tema “Viver na Cidade, Arquitectura, Realidade e Utopia”.



CANDIDA HÖFER Em Portugal1 de Dezembro de 2006 a 25 de Fevereiro de 2007

Em 2005 o Centro Cultural de Belém convidou a prestigiada fotógrafa alemã Candida Höfer a visitar Portugal, com o objectivo de fotografar vários espaços interiores de monumentos e edifícios públicos e privados portugueses.

Sem palavras

17 de fevereiro de 2007

Design quotes

"When I am working on a problem I never think about beauty. I only think about how to solve the problem. But when I have finished, if the solution is not beautiful, I know it is wrong.”
Buckminster Fuller

16 de fevereiro de 2007

Uma casa na árvore

Há altura em que parece que o mundo nos vai desabar em cima. Este mês de Fevereiro tem sido complicado, para mim, como poucos…
Acho que para retemperar forças, nada melhor que um retiro, no meio da calma da floresta.



Na verdade, só me apetecia ir passar estes próximos dias, mascarada de pássaro, numa casa na árvore como esta…

15 de fevereiro de 2007

The Ergonomics Society Annual Conference



THE ERGONOMICS SOCIETY ANNUAL CONFERENCE 2007

A próxima conferência, da Egonomics Society, decorrerá na Universidade de Nottingham, Reino Unido, entre 17 e 19 de Abril de 2007.

Os temas da conferência são:

Ergonomics at the heart of systems engineering;
Urban and personal security;
Holistic and universal design;
Complex systems;
Office ergonomics
Patient safety and medical ergonomics
.

Links:

Programa provisório
Agenda/horário
Ficha de inscrição

Para mais informação contactar:

Sue Hull
Conference & Marketing Officer
email
s.hull@ergonomics.org.uk
Telf: 0121 288 6715 (direct line) or 01509 234904 (office).

14 de fevereiro de 2007

Corações auditivos



Hoje é o Dia dos Namorados.

Entre os milhares de ideias, concebidas com a intenção de ganhar euros à conta das paixões alheias, deixo uma sugestão para uma prenda de última hora – os Ear Drops Heart Model. Estes pequenos headphones têm a particularidade de parecerem brincos, em forma de coração, cheios de diamantes. Naturalmente, não são diamantes verdadeiros…mas são muito vistosos. Estão disponíveis em várias cores e com outros formatos.

Devo dizer que, não era uma prenda que eu gostasse de receber… mas, gostos não se discutem!...

;)

13 de fevereiro de 2007

The Art of Looking Sideways

Fletcher, Alan (2001). The Art of Looking Sideways. Phaidon Press.

ISBN-10: 0714834491

ISBN-13: 978-0714834498


O livro, The Art of Looking Sideways, de Alan Fletcher é um guia absolutamente extraordinário e inesgotável sobre a consciência visual. Fletcher é um designer e director artístico conceituado, principalmente pelo seu trabalho na Pentagram. Nesta sua obra podemos encontrar situações caricatas, citações, imagens e coisas bizarras, constituindo uma visão interessante sobre o caos de vida moderna. O livro é uma colecção de fragmentos, reunida de forma bastante livre, que pretende captar a riqueza de informação que, por vezes, sobrecarrega os nossos sentidos. Nos seus 72 capítulos, podemos abordar assuntos diversos como: cor, ruído, camuflagem, entre outros.

Mais informação sobre este livro no site da Phaidon Press.

12 de fevereiro de 2007

Michelin Challenge Design™ 2008



O Novo concurso da Michelin para 2008 está aberto desde Janeiro de 2007 e visa destacar a segurança dos pequenos veículos citadinos. Podem participar os designers e estudantes de design residentes em qualquer país.

O designer Nuno Teixeira, licenciado pela Escola Superior de Artes Decorativas da Fundação Ricardo Espirito Santo Silva destacou-se, em Detroit, no MICHELIN CHALLENGE DESIGN™ 2007 ( foto acima). Saber mais no site do Michelin challenge.


Calendário:
Início - 9 de Janeiro de 2007
Divulgação do questionário no site - 9 de Janeiro de 2007
Entrega do questionário – 12 de Abril de 2007
Processamento do questionário - 17 de Abril de 2007
Notificação do questionário – 20 de Abril de 2007
Início das entregas de propostas – 20 de Abril de 2007
Final da entrega de propostas – 28 de Junho de 2007
Processamento das propostas – 14 de Julho de 2007
Avaliação do júri – de 16 a 20 de Julho de 2007
Selecção dos participantes – 3 de Agosto de 2007
Notificação dos participantes – 10 de Agosto de 2007
Confirmação por parte dos finalistas – 7 de Setembro de 2007
Michelin Challenge Design 2008 em NAIAS - 6 a 20 de Janeiro de 2008


Endereço e contactos:
Michelin Challenge Design
c/o Event Management Corp.
1500 W. Big Beaver, Suite 102
Troy, Michigan 48084 USA

Email: design@emcpr.com

11 de fevereiro de 2007

10 de fevereiro de 2007

Design quotes

“It's not rocket science. It's social science – the science of understanding people's needs and their unique relationship with art, literature, history, music, work, philosophy, community, technology and psychology. The act of design is structuring and creating that balance.”
Clement Mok

9 de fevereiro de 2007

Kone


Sabem o que isto é?

Não vale ler o texto para descobrir!...
Só através da observação da forma… ela dá-vos pistas suficientes para descobrir a sua função?
Eu acho que não.

Mas essa é a intenção do designer…

Pois isto não é uma escultura, não é um candeeiro é...
um aspirador.

O Kone é o resultado da colaboração do Designer Karim Rashid com a Dirt Devil. Este aspirador, sem fios e alimentado a bateria, está disponível em várias cores para se adaptar ás suas opções estéticas e personalidade. A base inferior, que o suporta, também contém o carregador, pelo que, estará sempre pronto a usar.

A forma parece-me simples, harmoniosa, agrada-me mas... não para um aspirador.
Eu, pessoalmente, não gosto de disfarces. Gosto que os objectos me comuniquem, directamente, aquilo que posso, ou não, fazer com eles. É uma das características, que mais me atrai, na abordagem ecológica da percepção de Gibson… as affordances.

8 de fevereiro de 2007

Concursos



CONCURSO DE DESIGN CERUTIL

O Concurso de Design Cerutil tem como principal objectivo a concepção de peças em grés para as marcas Boulevard e My Pet Friend; para a primeira, a criação de uma linha de peças com dupla utilização forno e mesa; para a segunda, a criação de uma linha para comida e água de gatos e cães.

Para obter mais informações sobre o concurso participe na visita à fábrica CERUTIL (inscrição limitada ao nº de lugares existentes. Consulte o ficheiro ‘Visita à CERUTIL’, enviando a resposta por e-mail, até dia 7 de Março de 2007, para paula.gris@cpd.pt

Para participar, faça o download do Regulamento_Concurso_Design_CERUTI | pdf

Fonte: CPD



PRÉMIOS FUTURA


A Pro-Digit@l – Congresso Internacional de Impressão, Imagem e Comunicação Digital e a AND - Associação Nacional de Designers estão a organizar a 1ª Edição dos Prémios Futura cuja missão é reconhecer, anualmente, os melhores projectos elaborados no sector do design de comunicação e da produção gráfica e rotulação.


Podem concorrer aos Prémios Futura nas categorias do 1º ao 14º prémio todos portadores de um bacharelato ou licenciatura em design de comunicação (gráfico e multimédia), individualmente ou em equipa com projectos realizados em Portugal durante o ano de 2006. Podem concorrer equipas lideradas por designers.
Podem concorrer aos Prémios Futura nas categorias de 12º ao 20º prémio todas as empresas do sector das artes gráficas e rotulação.
Podem concorrer aos Prémios Futura na categoria 21º apenas estudantes de cursos de design de comunicação (gráfico e multimédia).
Não pode concorrer nenhum elemento do júri ou seu familiar.

Será atribuído apenas um Prémio Futura para cada categoria e será entregue ao titular da inscrição. Juntamente com o Troféu Futura será entregue um Diploma.


Submissões abertas até 5 de Março de 2007


Links:

Regulamento
Cartaz
Ficha de Identificação

Fonte: AND

7 de fevereiro de 2007

O burkini

Aqui estamos perante a grande novidade para este verão, o Burkini!

Trata-se de uma espécie de burka para ir a banhos! Este fato de banho é composto por duas peças, tal e qual como um bikini, mas com algumas diferenças...O bikini, pode ser utilizado por mulheres que se banham em público sem pudor de mostrar o corpo que têm. O Burkini, por outro lado, pode ser usado por mulheres que queiram esconder mais um pouco a sua figura, que não se queiram depilar, que se queiram proteger dos raios solares, ou cuja religião a isso obrigue! Como são as mulheres muçulmanas, impedidas pela religião de mostrar o corpo em público. O Burkini já foi visto em algumas praias australianas, correndo o risco, por vezes, de se confundir com um disfarce ninja ou com algum nadador(a) australiano(a)!

Curiosidades:
Designer Aheda Zanetti

Os preços do Burkini variam entre $125 e $156 USD
Já foram vendidos mais de 9.000
Burkinis

Post escrito por: Madame Jáquine

Nota: Este é o 1º post na nova colaboradora deste blog. A Madame Jáquine será a nossa editora de design de moda que, foi uma temática nunca abordada, até agora, neste blog.

6 de fevereiro de 2007

O trabalho dá saúde?

Waddell, G & Burton, A. K. (2006). Is work good for your health and well being? The Stationery Office.
ISBN: 0117036943

O emprego (ou a falta dele) e as condições de trabalho parecem ser um dos maiores problemas de muitos países europeus. É uma questão importante para empregadores, trabalhadores e sindicatos, porque dela depende a riqueza de um país. Porém, por um lado, temos os governos a exigir uma dilatação do período de vida activa, sobretudo para retardar o acesso às reformas, devido à falência dos sistemas de segurança social. Por outro lado, temos o impacto que o trabalho tem sobre as pessoas, especialmente quando não são cumpridas as mais básicas regras de ergonomia, higiene e segurança no trabalho e a população está envelhecida.

Para qualquer um de nós, como trabalhadores activos, torna-se pertinente saber qual o verdadeiro impacto que o trabalho tem sobre a nossa saúde e bem-estar geral. Que relação existe entre o trabalho, as principais causas do absentismo e a invalidez? Será que, aquela máxima popular que diz que trabalhar dá saúde, é verdade?

Este livro, da autoria de uma comissão independente, procura responder a algumas destas questões e esclarecer qual o impacto que o trabalho tem sobre a vida humana. Nele são revistas as principais evidências científicas, relacionadas com esta problemática. Infelizmente, ou felizmente, os estudos parecem apontar para a existência de grandes benefícios associados ao trabalho. O mesmo é dizer que o trabalho é, em geral, benéfico para a saúde física, mental e o bem-estar das pessoas. Isto considerando, evidentemente, as condições e a qualidade do contexto de trabalho e comparativamente com aqueles que não estão ocupados. Parece que os desempregados apresentam, em geral, piores condições físicas e mentais do que os empregados, com características semelhantes. Parece que o trabalho possui qualidades terapêuticas que podem reverter os efeitos negativos do desemprego.

Óptimo… afinal trabalhar é bom para a saúde.
Temos que trabalhar mais…

O pior é se, este livro, chega ás mãos de uma pessoa que eu conheço… Pois, não tardaria muito para começar a descontar uma percentagem, dos nossos ordenados, para pagar os efeitos terapêuticos do trabalho… Sendo assim, afinal de contas, ainda estamos a ser beneficiados por ter trabalho!

;)

Mais detalhes no site Wales.gov.uk

5 de fevereiro de 2007

Antoni Guadi e a Art Nouveau

A Arte Nova conheceu várias formas de expressão artística ao longo da Europa. Mais conhecida por Art Nouveau, em França e na Bélgica, pelas mãos de Guimard e Victor Horta, desenvolveu-se na Escócia (Escola de Glasgow) pelo fabuloso trabalho de Charles Rennie Mackintosh, na Áustria (a Secessão Austríaca) através dos trabalhos de Olbrich e Otto Wagner. Um pouco por toda a Europa se fez sentir esta nova estética que atravessou o campo das artes. Desde a Escultura, à pintura, este movimento no entanto destacou-se claramente nos campos do design e da arquitectura.

Quem não conhece as estações de metro francesas? Das quais temos uma réplica em Picoas.
A famosa secretária de Henry vna de Velde? As cerâmicas e as jóis de Gallé e Lalique? Os edifcíos de Charles Rennie Mackintosh?
E quem não foi ainda a Barcelona? Eu.
Mas estou a tartar disso. Daqui por 15 dias estarei plantado em pleno Parque Güell! Obra do conceituado Antoni Gaudi.
Gaudi foi o grande impulsionador do Modernismo catação, a variante espanhola da Art Nouveau. Juntamente com o arqitecto Montaner, Gaudi foi um utilizador exímio da técnica catalã tradicional do trencadis, que consiste de usar peças cerâmicas quebradas para compor superfícies. Pode admirar-se a utilização do trencadis em locais como o Parque Güell , por exemplo.
Foi Eusebi Güell que encomendou a Gaudí, a construção de uma cidade-jardim, na sua propriedade. Güell acabou por ser uma espécie de mecenas do arquitecto catalão.
É neste parque que está situada a Casa-Museu Gaudí, embora esse edifício não pareça pertencer a este parque, pela sua traça completamente diversa das outras casas aí existentes.
Gaudi conseguia sempre este efeito na paisagem. O efeito de estranheza e surpresa. Com o projecto da Casa Milà, também conhecida como La Pedrera, Gaudi conseguiu um fantástico edifício de aparência biomórfica que foi detestado por todos. Para muitos na altura um monte de pedras sem qualquer utilidade, onde o aproveitamento do espaço não era optimizado, daí o seu nome "A Pedreira". Hoje é apenas... um dos marcos da cidade.
Falar de Gaudi e não falar da
Sagrada Família, é como ir a Barcelona e... não ir ao Parque Güell. A obra por execelência de Gaudi, apesar de estar inacabada. A obra, que ainda se encontra em construção, sobrepôr-se-á a todas as dimensões conhecidas; estima-se que poderá levar no seu coro 1.500 cantores, 700 crianças e cinco órgãos.
A visitar. Claramente um local a visitar.



(ver mais no Molho de Brócolos)

Culturgest

Caros "consumidores" deste blog, há umas propostas interessantes para visitarem - se ainda não conhecem este espaço de divulgação cultural da cidade de Lisboa.
Aqui vão:



Ben Callaway

Exposição · de 20 de Janeiro a 25 de Março de 2007Galeria 1 · 2 euros

Ben Callaway (Bristol, 1978) tem vindo a utilizar o vídeo como medium exclusivo do seu trabalho. Usando imagens encontradas e apropriadas de origens muito diversas, desde vídeos promocionais até documentários anódinos, submete-as a uma laboriosa manipulação e a uma cuidada montagem. Constrói deste modo pequenas narrativas ficcionais que se revelam tão intrigantes quanto visualmente fascinantes. A materialidade do medium é explorada nos seus interstícios através de operações de manipulação das imagens como transferências sucessivas em formato analógico e deste para digital, assim como alterações de velocidades. Dos seus vídeos desprende--se uma visão alegórica do mundo eivada de niilismo existencial.
Ben Callaway fez os seus estudos de arte no Goldsmiths College (licenciatura) e na Slade School of Art (mestrado). Vive e trabalha em Londres. Esta é a sua primeira exposição individual.
CuradorMiguel Wandschneider



Bruno Pacheco
Exposição · de 20 de Janeiro a 25 de Março de 2007Galeria 2 · 2 euros

Esta exposição reúne obras recentes, na sua maioria inéditas em Portugal, entre as quais um conjunto de pinturas de grandes dimensões, “retratos de grupo” que desvelam um olhar irónico e intrigante sobre o indivíduo e a sociedade. Adoptando como referente fotografias apropriadas da internet ou tiradas por si, Bruno Pacheco descarta os significados originais das imagens e afasta-se do registo fotográfico. Paralelamente ao seu trabalho de pintura, o artista tem realizado vídeos que se oferecem como auto-retratos ambíguos e com uma acentuada dimensão performativa. Mais recentemente, tem feito objectos em que questões da pintura se articulam com outras da escultura. Estas duas facetas da sua actividade – os vídeos e os objectos – encontram-se igualmente representadas na exposição.Bruno Pacheco (Lisboa, 1974) fez estudos de artes plásticas no Goldsmiths College em Londres e vive nesta cidade há dez anos.Depois de uma extensa apresentação dos seus trabalhos em vídeo no projecto SlowMotion em 2002 (ESAD, Caldas da Rainha, e Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa), Bruno Pacheco tem vindo a ganhar crescente reconhecimento desde a sua exposição individual em 2004 na Galeria Lisboa 20, em Lisboa. Em 2006, realizou exposições individuais na Galeria Quadrado Azul, no Porto, e na HollyBush Gardens Gallery, em Londres. Em 2005 foi-lhe atribuído o Prémio União Latina.

4 de fevereiro de 2007

3 de fevereiro de 2007

Design quotes

"Don't worry about people stealing your ideas. If your ideas are any good, you'll have to ram them down people's throats."
Howard Aiken

2 de fevereiro de 2007

The European Design Awards

Mais um concurso, desta vez europeu, para descobrir o que de melhor se faz no design de comunicação, ilustração e multimédia.

O European Design Awards é apoiado por algumas das melhores revistas de design da Europa e que também farão parte do júri: 2+3D, CAP & Design, +design, étapes, Eye, IDPURE, Items, KAK, Lineagrafica, novum, TYPO and Visual.

A data limite para enviar as propostas é 28 de Fevereiro de 2007.

1 de fevereiro de 2007

Não à demagogia

Não quero discutir aqui a questão da legalização da interrupção voluntária da gravidez (aborto). Esse assunto não se enquadra no espírito deste blog. Como é óbvio, eu tenho uma opinião muito concreta e irei expressá-la, através do meu voto, no próximo dia 11 de Fevereiro.

O que me incomoda, e que me levou a fazer este post, é a demagogia com que os movimentos, pelo sim e pelo não, debatem as suas posições. Para ilustrar o que acabo de dizer deixo aqui um cartaz, de um movimento pelo "Não", que é pura demagogia.

Neste cartaz, podemos ver uma mãe com um bebé nos braços. Reparem que é um bebé, não é um feto abortado. E diz-se assim: “Não corte por aqui”.

Eu até podia entender a mensagem se ela fosse destinada a combater o abandono, os maus-tratos, a pedofilia, a pornografia, o tráfico de crianças, entre outras coisas terríficas que, certas criaturas fazem com os filhos. Agora, comparar o aborto, realizado até ás 10 semanas, com esta relação… é pura demagogia. Assim, é propaganda enganosa!

Gostava de saber a opinião dos meus colegas, de Design de Comunicação, sobre esta estratégia…

31 de janeiro de 2007

Sabiam que...


Durante o último ano, os logótipos e os nomes (eu prefiro "os símbolos e os logotipos. Assim é que está correcto!) do YouTube e da Wikipedia ascenderam ao estatuto de marcas mais mediáticas, juntamente com Google e Apple.
O primeiro lugar da lista pertence, contudo, ao Google logo seguido da Apple, do YouTube e da Wikipedia.
No quinto lugar da lista aparece a primeira marca não relacionada com tecnologia –a cadeia de cafés Starbucks.
A classificação foi feita pela revista de media e publicidade BrandChannel a partir da votação de 3.625 profissionais do sector.
O critério da escolha foi apenas o da popularidade e reconhecimento de potencial mediático e não o do poder económico porque, nesse caso, a vencedora seria a inevitável Coca-Cola.

Sim à Experimenta Design

Infelizmente, já todos ficámos a saber que foi cancelada a próxima edição da Experimenta Design, que deveria ocorrer entre Setembro e Outubro deste ano. Na troca de argumentos, entre Guta Moura Guedes (presidente da Experimenta) e a Câmara de Lisboa, ficamos a saber que afinal o problema é a falta de dinheiro (que não é novidade neste país).

Fiquei, obviamente, aborrecida com esta notícia, por várias razões: porque era um evento importantíssimo para promover o designer nacional; porque isto constitui mais um atropelo aos compromissos e promessas assumidas pelos políticos e porque isto significa que, o dinheiro da autarquia está a ser desviado para outros sítios!...

Como é que é possível deixar cair um evento destes, que lutava por colocar Lisboa entre as capitais internacionais do design?
Se calhar é melhor investir os euros da autarquia no túnel do Marquês, ou em negócios suspeitos com empresas de parques, ou ainda, em projectos arquitectónicos megalómanos para o Parque Mayer…

É vergonhoso mas é a realidade desta cidade.
Por isso, lanço aqui um apelo à comunidade de designers: usem a criatividade para dar voz à nossa insatisfação.
Podem usar este blog para expressar as vossas opiniões e para trocar ideias… eu estou disponível para participar.

Ler a notícia completa no Público.