7 de novembro de 2005

Via Verde

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O sistema Via Verde foi desenvolvido por investigadores da Brisa. A Via Verde foi introduzida em 1991, tendo sido revisto o sistema em 1995 e alargado a todas as auto-estradas do país.
Foi uma invenção portuguesa que foi distinguida a nivel internacional com prémios.

E de repente temos mais trânsito nos acessos da Via Verde!
Há uns anos atrás, de Lisboa para o Algarve saía-se na Marateca equem tinha Via Verde era um tirinho, quem não tinha gramava ali umas horas na portagem. E acreditem eram mesmo horas!

"Ganda" balde!
















É última moda para o banho dos bebés, no Reino Unido vende-se a uma velocidade tal que chegam a ser vendidos 100 por dia. O nome oficial deste gadget é TummyTub e é uma “banheira” para bebés concebida, na Holanda, há mais de uma década. Segundo os seus autores, facilita a transição do útero materno para o novo mundo. Os bebés, dentro deste recipiente, adaptam-se facilmente à posição fetal e permanecem calmos e relaxados. O plástico usado é transparente, para facilitar a visualização do bebé, não é tóxico e é reciclável. Não existem arestas cortantes, a sua base é anti-derrapante e o centro de gravidade, colocado muito em baixo, permite uma grande estabilidade e segurança. O facto de ser um reservatório de reduzidas dimensões permite poupar água e energia, mantendo-a quente durante cerca de 20 minutos. Mesmo quando está cheio é fácil de transportar, não só pelo seu reduzido peso, mas também porque têm uma pega ergonómica.

Para mim parece-se demasiado com um balde e é produzido tal qual um balde, mas custa a módica quantia de £20 (cerca de 30€). Enquanto a moda não chega a Portugal podem comprar, na feira mais próxima, um baldito transparente por cerca de 1,50€… Não me interpretem mal, eu sou a favor dos bebés, sou a favor do bom design e da ergonomia mas, parece-me espantoso o poder do marketing …Haja euros!!!

6 de novembro de 2005

5 de novembro de 2005

Design quotes

“Design is a plan for arranging elements in such a way as best to accomplish a particular purpose”.
Charles Eames / Eames Foundation

4 de novembro de 2005

Concurso Super Bock











A Super Bock e a Experimentadesign 2005 lançam um novo desafio aos designers portugueses: a criação de um novo copo de cerveja, inovador e arrojado, e a criação e desenvolvimento dos respectivos suportes de comunicação .

A solução deve basear-se na marca e o resultado deve ir além do convencional (seja lá o que isso for...).

As inscrições, abertas a designers profissionais e estudantes, decorrem até 15 de Novembro.

Para mais esclarecimentos podem consultar o regulamento disponível, no site da marca , ou pedir informações para o endereço seguinte: info@superbock.pt

3 de novembro de 2005

Ajudas à comunicação







Imaginem que necessitam de deixar uma mensagem, para alguém que é cego, disléxico ou analfabeto.Como é que resolviam essa situação?........... Pois é, não é fácil encontrar uma solução satisfatória. Contudo, a empresa sueca Libego, desenvolveu o VoiSec, que é um gravador minúsculo (parece um botão) que permite gravar, guardar e reproduzir pequenas mensagens faladas. Um autêntico “Post-It falante” que pode ser colado a qualquer coisa.
Diversas ajudas para a comunicação, como esta, são comercializadas em Portugal pela Anditec , que é uma empresa exclusivamente dedicada às Tecnologias de Apoio representando, no nosso país, marcas e produtos oriundos dos países mais desenvolvidos neste domínio, que vale a pena conhecer.

2 de novembro de 2005

Lentes de contacto

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Parece mentira mas o primeiro desenho de uma lente de contacto foi feito por Leonardo Da Vinci, em 1508, mas é a René Descartes que se deve a ideia de colocar uma lente directamente sobre a superfície da córnea. No entanto, a lente de contacto só começou a se utilizada sobre a córnea no ano de 1888, com os desenhos de Adolf Finck.

E agora bebemos café sem embaciar os óculos e beijamos sem ter as cangalhas a atrapalhar os movimentos. Fantástico, não?
E pensar que no séc. XVI, Da Vinci, começou a pensar nisso...

Bodyspace

Pheasant, Stephen (1996). Bodyspace: Anthropometry, Ergonomics and the Design of the Work . 2ª Edição. CRC Press.

O Bodyspace tem sido um dos livros mais usados, nos últimos anos, pela comunidade de designers de todo o mundo e recomendado pela maioria das instituições de ensino. Este livro aborda a problemática da concepção de espaços e produtos numa perspectiva do design ergonómico. O livro fornece, não só uma ampla gama de dados antropométricos mas também considerações ergonómicas e explicações sobre como os usar.
Os conteúdos são: PARTE I – Ergonomia, Antropometria e Design do trabalho – Introdução; Princípios e prática da antropometria; Design do local de trabalho; Sentar e assento; Mãos e manípulos; Ergonomia no escritório; Ergonomia em casa; Saúde e Segurança no trabalho; PARTE II – As tabelas do espaço corporal – Diversidade humana; Dados antropométricos; Resumo matemático de Antropometria.

Um livro indispensável na biblioteca de qualquer designer!

1 de novembro de 2005

Vemos o que queremos...

O tema da semana em design bidimensional é a visão.
Como é que funciona a visão humana? Como é que o olho humano vê? Porque é que algumas pessoas vêem melhor do que outras? Porque é que algumas pessoas necessitam de usar óculos? Porque é que algumas letras são ilegíveis a certas distâncias? Existem orientações para o facilitar a legibilidade? Estas serão algumas das perguntas mais frequentes que colocarão sobre a visão humana. Podemos encontrar algumas das respostas no site da Webvision e também nas próximas aulas.

Os olhos, são dos órgãos mais importantes do corpo pois, permitem-nos ver o mundo. Grande parte do conhecimento é adquirido através da visão mas, na realidade, não vemos com os olhos mas sim com o cérebro. Os olhos são as portas da mente, são apenas o início de todo o processo da visão.

A visão é uma construção!

O dia que mudou Lisboa

Faz hoje 250 anos que ocorreu o Terramoto de Lisboa (1 de Novembro de 1755). Não é uma data que mereça ser festejada, ou que devesse ser feriado nacional, mas pela sua dimensão e significado merece ser recordada porque este dia acabou por ser, de forma trágica e cruel, um factor de progresso. A Lisboa pombalina transformou-se na cidade mais moderna da época.
Calcula-se que o terramoto tenha destruído um décimo das casas da cidade, o tsunami terá entrado cerca de 250 metros dentro de terra e o incêndio, que se seguiu, queimou bairros inteiros. Enquanto o rei e a corte “acampavam” no Real Abarracamento, o Marquês de Pombal, de nome Sebastião José de Carvalho e Melo liderou a reconstrução da cidade ainda nesse ano. Livraram-se, rapidamente, dos mortos enterrando-os, ou lançando-os ao mar e começaram a cuidar dos vivos. A nova cidade foi pensada tendo em mente a higiene e a limpeza, como factores de saúde pública. O arejamento e a luz foram considerados factores importantes para tornar as zonas urbanas menos vulneráveis ás doenças.

A construção dos prédios passou a adoptar a, célebre e inovadora, estrutura da “gaiola pombalina” como solução anti-sísmica, felizmente, nunca seriamente testada até hoje (e espera-se que por muitos mais anos).
Actualmente continuamos sem saber o que acontecerá aos edifícios se o terramoto se repetisse. Uma empresa portuguesa, a Vítor Cóias e Silva, desenvolveu uma tecnologia contra sismos inovadora. O projecto, testado no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), é inovador no sentido em que aposta no reforço dos edifícios construídos em alvenaria e madeira, alterando o mínimo na estrutura já existente. Esta solução aplica novos materiais, compósitos e fibras sintéticas, de alta resistência, em vez do betão armado. O desafio está lançado, é crucial aplicar esta nova tecnologia aos edifícios.

31 de outubro de 2005

Objectos banais e situações triviais!

Gestos automáticos. Rotinas. Hábitos.
São milhares de gestos e de rotinas e também de hábitos que diariamente fazemos, repetimos, vemos outros fazerem. Coisas que nada nos dizem. Banalidades, trivialidades.
E no entanto... coisas que demoraram anos, décadas, séculos a nascer.
Ir à internet, ir ao Multibanco, passar na ViaVerde, agarrar num clip, colocar uma lente de contacto... e a BIC? A famosa caneta BIC?

Pois é, após alguma inactividade da minha parte, decidi começar, neste blog, um ciclo de posts dedicado a invenções, ideias brilhantes e peças de de design, claro!

Fiquem atentos!

Sempre a crescer...















O Tema da semana, para o design tridimensional é a Antropometria e suas aplicações ao design.

Os portugueses estão a crescer à velocidade de 2 cm por década. (Já que não ocupamos os lugares cimeiros em mais nada, ao menos que estejamos a crescer mais do que o resto da Europa). Porém, o nosso país parece ainda não ter reparado neste crescimento e não se preparou para acolher os novos “gigantes”.
A razão deste crescimento prende-se com a História recente do País, em especial, com o 25 de Abril e a adesão à União Europeia. Os factores impulsionadores foram, sem dúvida, a melhoria geral das condições de vida, o acesso facilitado aos cuidados de saúde, uma alimentação mais rica, o saneamento básico e os cuidados pediátricos sistematizados. Porém, esta subida irá abrandar, acabando por parar, pois o potencial de crescimento está definido nos genes e só poderá atingir o máximo se as condições de vida forem boas.
Existem grandes diferenças de estatura a nível mundial: os esquimós não ultrapassam o 1,50m e os guerrilheiros Masai, de África, facilmente atingem o 1,80m. A Lei de Allen (Joel Asaph Allen, 1877) ajuda a entender este fenómeno, ao afirmar que, com o aumento de temperatura, os membros aumentam de tamanho. (Não comecem já a marcar férias para destinos tropicais, pois a lei só se aplica ás espécies…). Curiosamente, alguns estudos recentes indicam que o facto de haver menos filhos em cada família, e de as crianças terem mais espaço enquanto se desenvolvem, também favorece o crescimento.
As questões antropométricas podem parecer de pouca importância, para um leigo, mas as consequências de um desajuste métrico fazem-se sentir rápida e dolorosamente (tendinites, lombalgias, etc.). A causa de tantos erros dimensionais é a ausência de tabelas de medidas dos portugueses. As primeiras bases de dados estão a ser construídas na Universidade do Minho e na FMH, em Lisboa. Enquanto esses dados não são disponibilizados, os designers e fabricantes vão ajustando, quase por intuição, as medidas dos seus projectos.

Espera-se, URGENTEMENTE, a publicação das tabelas antropométricas portuguesas!

30 de outubro de 2005

29 de outubro de 2005

Exposição (P) / Experimenta Design

Este domingo, dia 30 de Outubro, é o último dia em que se pode visitar a Exposição (P), das 10h00 às 20h00, no átrio da Estação do Rossio. A exposição, integrada na Experimenta Design 2005 - Bienal de Lisboa, em co-produção com o Centro Português de Design. Apresenta obras significativas de design gráfico e de equipamento e produto de autores portugueses. Por lá já passaram mais de 15.000 visitantes.

Aproveitem o dia de chuva para dar uma olhadela…

Design quotes

“Design is not just what it looks like and feels like. Design is how it works.” Steve Jobs, 2003

28 de outubro de 2005

O Melhor do Design de Jornais

O Departamento Gráfico do Expresso, está a organizar um congresso ibérico de design gráfico, ñh02 - Lo Mejor del Diseño Periodístico España&Portugal / O Melhor do Design de Jornais Espanha&Portugal, que se realizará nos dias 16, 17 e 18 de Novembro no concelho de Oeiras e com o apoio da Câmara Municipal de Oeiras. A entidade supervisora do congresso é a SND (Society of News Design), cuja secção com sede em Espanha abarca os países do Mediterrâneo. Entre os oradores proprietários, directores e editores de vários jornais, terão também a palavra Mário Feliciano e Andreu Balius, o cartoonista António e os designers Henrique Cayatte, Jorge Colombo, Jorge Silva e Pedro Almeida.

Apressem-se que as inscrições terminam a 8 de Novembro.

27 de outubro de 2005

Bilhete caducado

Contei esta história, verídica, durante uma aula a propósito do design inclusivo e seus princípios.

"D. Maria não costuma andar de metro, mas naquele dia calhou. Na estação, ganhou coragem para enfrentar o dispensador automático de bilhetes. Ao fim de ter observado, algumas pessoas a tirar o bilhete, lá foi ela tentar a sorte. Foi com um suspiro de alívio que tirou o bilhete da máquina. Afinal nem tinha sido assim tão difícil, pensou ela, os do comboio é que não é capaz… Com o seu bilhete firmemente agarrado, dirigiu-se ao obliterador, rezando entre dentes que esse lhe abrisse as portas. Aqueles segundos, que mediaram a passagem do bilhete pelas entranhas da máquina e a abertura das portas, pareceram-lhe uma eternidade. Finalmente, despois de ter repetido a operação 2 vezes, desceu as escadas e sentou-se num banco à espera do próximo comboio. Limpou uma gotita de suor da testa e observou o bilhete, tal troféu, que tanta angústia lhe causara. Nisto, forma-se na sua testa uma ruga de preocupação. Lê e relê aquelas palavritas escritas nas costas do bilhete: bilhete caducado. O que fazer? Como poderia D. Maria seguir viagem com um bilhete caducado? Segundo bem se lembra, caducado quer dizer que já não está em vigor. Hesitante, procura ajuda. Na plataforma não encontra ninguém, sobe à estação mas não vê ninguém fardado a quem se dirigir. Com vergonha de ser ridicularizada não se dirige a nenhum passageiro e decide tirar novo bilhete. Repete todo o processo e eis que… lá está aquela palavra de novo! Furiosa, decide seguir viagem assim mesmo, imaginando aquilo que iria dizer ao “pica”, se ele lhe aparecesse pela frente".

Este é um problema de design de informação – como transmitir a informação necessária, de forma clara e inequívoca, aos utilizadores? Não seria mais correcto escrever bilhete validado, em vez de caducado? Quantas chatices seriam evitadas? Claro que, à conta destes erros, e de outros, o Metro sempre vai vendendo mais uns bilhetitos…

26 de outubro de 2005

Ergonomia contra o terrorismo

O Terrorismo e as Relações Internacionais é o tema de uma Conferência patrocinada pela Gulbenkian a realizar nos dias 25 e 26 de Outubro de 2005.

No mundo, pós 11 de Setembro, o terrorismo assume um papel de destaque (pelas piores razões). Todos nós teremos, num qualquer dia, pensado – e se tivesse acontecido comigo, ou se vier a acontecer? Esse medo acentua-se quando viajamos, para países que são considerados potenciais alvos de ataques terroristas, quando andamos de avião, de comboio ou de metro.
Aquilo que nos anima é pensar que alguém está a trabalhar para nos proteger. Assim, as estratégias de segurança adoptadas, pela maioria das companhias aéreas, mudaram após os últimos actos terroristas ocorridos no ocidente. Antes, a preocupação era sobretudo a segurança no ar, durante o voo, e o maior medo eram os desastres aéreos. Hoje, a segurança começa em terra, concentrando-se na revista das bagagens dos passageiros e na manutenção dos aviões, entre outras acções. Para que esta nova estratégia de segurança seja eficaz, são necessárias acções que se centrem, não só nos trabalhadores aeroportuários, sobretudo na sua formação e motivação, como também nos equipamentos disponíveis. Neste sentido, a Ergonomia tem um papel vital, porque permite uma organização eficiente do trabalho em terra e o correcto redesign dos equipamentos.
Esta temática é abordada no artigo “Defeating Terrorism: What Can Human Factors/Ergonomics Offer?” publicado pela revista “Ergonomics in Design”. A sua leitura permite, a reflexão sobre a forma como a Ergonomia pode ajudar a combater o terrorismo e, conhecer alguns trabalhos que podem contribuir para aumentar a segurança de todos nós.

25 de outubro de 2005

Emotional Design















"Beauty and brains, pleasure and usability go hand-in-hand in good design".
Norman, Donald A. (2003). Emotional Design: Why We Love (or Hate) Everyday Things. Basic Books.

Emoção é uma parte essencial da vida, afecta os nossos sentimentos, o nosso comportamento e o nosso pensamento. Efectivamente, a emoção torna-nos inteligentes. Ninguém nega que a funcionalidade e a usabilidade são importantes, mas sem prazer e divertimento, sem alegria e excitação e, claro que, sem ansiedade e raiva, as nossas vidas estariam incompletas. Por ser fundamental para a vida, a emoção, é igualmente essencial para os produtos, ambientes e máquinas. Um design atraente não é, obrigatoriamente, mais eficaz, mas estarão estes dois requisitos em conflito? Falar de emoção é também falar de estética, de atracção e de beleza. A beleza e a racionalidade, o prazer e a usabilidade devem andar de mãos dadas. Esta é a mensagem essencial contida no livro Emotional Design.
Boas emoções procuram-se...

24 de outubro de 2005

Design e ergonomia, que relação?

O tema desta semana é a relação entre design e ergonomia. Ao pensar sobre este assunto, lembrei-me de um spot publicitário, surpreendente, que a EDF (Electricidade de França) lançou, a 18 de Fevereiro, assinado pela Euro RSCG&O, para reforçar o seu empenho na defesa da acessibilidade para pessoas com necessidades especiais. O filme, premiado, apresenta-nos um mundo ás avessas, no qual os indivíduos, ditos “normais”, descobrem a dificuldade de viver num ambiente concebido para pessoas com deficiências.

"Le monde est plus dur quand il n’est pas conçu pour vous. Désormais, les espaces EDF sont accessibles à tous". (O mundo é bem mais difícil quando não é concebido para ti. É por isso, que os espaços da EDF são acessíveis a todos).

Devemos assumir as nossas responsabilidades, enquanto intervenientes e projectistas, num mundo material cada vez menos amigável, cada vez menos inclusivo. Está na hora de começar a inverter as prioridades do design.
Que contributos pode a ergonomia trazer para um melhor design?
Para reflectir seriamente!