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13 de agosto de 2009

Europa vista pelos designers

Como será a Europa vista pelos olhos dos designers?

A resposta poderá estar na exposição "on-line", da "Hype Up Gallery".



"Europe by Designers is an international artistic project whose aim is to unveil a multitude of images of Europe from the inside and from the outside."
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15 de junho de 2009

Rapidinhas...


# Mesa-redonda informal sobre Artes Visuais | Fábrica Braço de Prata

A Fábrica Braço de Prata vai organizar uma mesa-redonda informal sobre Artes Visuais, no dia 17 de Junho de 2009, pelas 21h30. "Será que a arte está a mudar ? Será que vem aí uma nova arte, uma nova pintura, novos símbolos e novos sinais? Será que vamos um dia também comunicar através de Iknies ? Através de Ikniezinhas e Ikniezinhos ?"
http://iknie.wordpress.com/


# Análise Comportamental Aplicada (ABA)

Realiza-se, nos próximos dias 18 e 19 de Junho de 2009, o 1.º Congresso Internacional sobre Análise Comportamental Aplicada (ABA), a decorrer na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. O objectivo é apresentar e debater o método ABA e os benefícios da sua aplicação precoce em crianças e jovens autistas. Portugal é o primeiro país europeu a debater este método e o primeiro a aplicá-lo, através do trabalho realizado pelo Centro ABCReal Portugal. As inscrições para o congresso podem ser efectuadas através da AIMS Lisbon, em www.aims-international.com/abacongresslisbon2009, ou através da Universidade Lusófona.


# Workshop de Design Inclusivo

O primeiro workshop, em Portugal, de Design Inclusivo, intitulado "Inclusive Design and the Built Environment - Designing environments to meet the needs of the population", acontecerá entre 30 de Junho e 2 de Julho de 2009, na Faculdade de Arquitectura/UTL, de Lisboa. O evento, coordenado pelo Professor Doutor Fernando Moreira da Silva, conta com a participação dos coordenadores do Surface - Inclusive Design Research Centre, da Universidade de Salford, UK, Professores Marcus Ormerod e Rita Newton. A participação está aberta a todos os estudantes da FA e a público externo mediante pagamento da inscrição. Dado o número limitado de vagas (25), caso esteja interessado(a) deverá proceder à sua inscrição no mais breve espaço de tempo possível, nos Serviços Académicos da FA ou por e-mail para: (apoio.cursos.design.fa@gmail.com).
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20 de dezembro de 2008

Happening Árvore de Natal Humana que Chora



Quando alguém diz que no Natal costuma fazer ‘algumas loucuras’, essa pessoa quer dizer, por exemplo, que durante esta época come mais doces do que é costume. Mas se for Mark MacGowan a dizer isso, é certo que ele não está a falar de filhós, sonhos e rabanadas. No dia 18 de Dezembro, Mark esteve na Rua Poço dos Negros vestido de pinheiro de Natal. Começou a chorar e prometeu só acabar com as lágrimas 72 horas depois. Porquê? «É uma chamada de atenção para a solidão de que algumas pessoas sofrem especialmente no Natal».

Tive pena de não ver e não saber se o performer cumpriu a promessa, mas mesmo que não tenha conseguido, foi mais um artista que através de uma forma de expressão artística, contribuiu para uma chamada de atenção, uma reflexão social, numa época em que quantos de nós somos atraídos pelo consumismo e esquecemos a solidariedade.

8 de novembro de 2008

Museu Nacional da Arte Contemporânea - Museu do Chiado


Júlia Ventura Geometrical reconstructions and figure with roses,
1987cibachrome, plexiglasCol. MNAC - Museu do Chiado

Outra ficções - Desde a 2ª. metade do séc. XIX à actualidade
26.07.2008 - 31.12.2008

Esta exposição reúne um diversificado conjunto de obras da colecção do Museu Nacional de Arte Contemporânea que datam desde a segunda metade do século XIX até ao presente. Organizada em torno de quatro conceitos, Lugar, Reversibilidade, Rebaixamento, Acontecimento, as obras são relacionadas entre si de forma não cronológica, privilegiando a diferença e especificidade que cada uma propõe à rede discursiva do núcleo onde se insere. Pode assim acontecer que uma obra remota tenha maiores afinidades com uma contemporânea do que com as que se lhe sucedem imediata e cronologicamente. A escolha destes quatro conceitos partiu de uma hipótese sobre algumas linhas possíveis de interpretação relativas às práticas artísticas do nosso presente. Ao convocar tempos tão diferentes para recensear as obras em cada um destes conceitos produzem-se outros modos de construção fictícia no seu entendimento, que nada têm de irreal por oposição à realidade de uma leitura historicista, antes proporcionam pensar as ficções da prática artística como uma inteligibilidade própria.
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27 de agosto de 2008

Fleshmaps

O corpo humano é, frequentemente, parte essencial dos estudos da ergonomia e do design mas, a abordagem usada habitualmente contrasta, de forma radical, com a dos estudos apresentados no “Fleshmap – Studies of desire”, da autoria dos artistas Fernanda Viegas e Martin Wattenberg.

O Fleshmap consiste numa série de inquéritos, sobre a relação entre o corpo humano e as suas representações visuais e verbais, cujos resultados são expressos em mapas gráficos cheios de criatividade. Estão, também, disponíveis os métodos usados nestes trabalhos. Muito embora a abordagem não seja científica (também não creio que esse fosse o seu propósito) e careça, eventualmente, de algum rigor metodológico, ainda assim, eu acho que vale a pena dedicar algum tempo a explorar este projecto!


# O Touch, tal como o nome indica, investiga a percepção colectiva sobre as zonas eróticas do corpo. Neste inquérito participaram centenas de pessoas, a quem foi pedido que atribuíssem uma pontuação, às zonas do corpo onde gostam mais de ser acariciadas. Os mapas resultantes, um pouco à semelhança dos diagramas de Corlett & Bishop (1976) para zonas dolorosas, revelam as zonas mais “quentes” do corpo (ilustradas numa escala de cor).


# O Look explora as possibilidades formais das mamas humanas, femininas e masculinas, representadas de forma abstracta simplificada.


# O Listen, para mim o mais criativo dos trabalhos apresentados, investiga a relação entre o corpo humano e a expressão verbal. O objectivo foi determinar a influência do corpo sobre diversas manifestações culturais, nomeadamente a poesia e a música. Para o efeito, foram analisadas cerca de 10,000 músicas e usadas imagens do corpo, como pictogramas, para ilustrar cada referência.


Destaco, ainda, o rebus, que é o processo usado para analisar os textos, em busca das referências ao corpo. Nesse processo, todas as palavras, que não diziam respeito ao corpo, foram reduzidas a pontos, as restantes, foram substituídas por uma imagem da respectiva zona corporal identificada.

Link: http://www.fleshmap.com/

Referências:
Corlett, E. N. & Bishop, R. P. (1976) A technique for measuring postural discomfort. Ergonomics, 9, 175-182.

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31 de maio de 2008

Designlist.notícias



MUTANTE

MUTANTE é uma nova revista online que se apresenta como um espaço em permanente mudança e provocador de experiências. MUTANTE é um projecto pensado no âmbito da cultura e da criação artística, onde podem ser encontradas várias perspectivas, diferentes sensibilidades, olhares, formas de estar, sentir e interpretar o que nos rodeia.É uma revista temática, sendo o tema do número 1 o ‘Tempo’. Está aberta a quem quiser colaborar, enviando ilustrações, textos, projectos, fotografias ou ideias. A publicação é trimestral e o número 1, de Maio, já está disponível para consulta.
e-mail: info@mutante.pt
http://www.mutante.pt/

11 de maio de 2008

24 de março de 2008

Rapidinhas...



> Samsonite Baby Travel

O Concurso Samsonite Baby Travel destina-se à concepção de produtos para auxiliar as viagens dos bébés e daqueles que os acompanham. As categorias incluem transporte, sono, segurança, alimentação, lazer, banho e muda de roupa. As submissões terminam a 31 de Março de 2008.



> Living your dreams / TemaHome

A TemaHome, em parceria com o Centro Português de Design, estão a promover o concurso de design de equipamento/industrial – “Living Your Dreams”. O objectivo deste concurso, exclusivo para alunos inscritos em cursos de Design de Equipamento/industrial, é o desenvolvimento de conceitos de mobiliário e novos estilos para a casa do futuro. Os interessados poderão fazer a pré-inscrição (obrigatória) até ao próximo dia 18 de Abril. Os trabalhos devem ser submetidos até 5 de Maio de 2008.

Para mais informações devem contactar o CPD para o e-mail: paula.gris@cpd.pt



> Coimbra Fashion / Eco Design

A Associação Comercial e Industrial de Coimbra (ACIC), em parceria com o Centro Português de Design, estão a promover mais uma edição do concurso anual de moda para jovens criadores. A edição deste ano tem o tema – Eco Design. O concurso está aberto à participação de alunos e recém licenciados em Design de Moda. O prazo de candidatura termina a 2 de Maio de 2008.

Para mais informações devem contactar a ACIC para o e-mail: coimbrafashion@acic.pt




> One good chair

Porque as cadeiras são um equipamento crucial na qualidade de vida actual, o concurso “one good chair" desafia os designers, de todo mundo, a contribuir para uma nova visão de cadeira. A ênfase está colocada sobretudo na forma. Que formas poderão minimizar os desperdícios de recursos e, ao mesmo tempo, maximizar o conforto e o prazer? Como pode o design integrar a ecologia e a ergonomia?

As submissões estão abertas até 16 de Maio de 2008.




>Transform the Future 2008

O concurso “Transform the Future”, promovido pela Dalsouple Natural Rubber Floring, em parceria com a Revista Sustain, tem por objectivo demonstrar que o design sustentável não é um aborrecimento mas, antes, a solução para o futuro. O prazo de submissão de trabalhos termina a 31 de Maio de 2008.

Brochura (PDF).



>Createurope: The Fashion Academy Award

O Createurope é um concurso, a nível europeu, para estudantes e jovens designers de moda, da iniciativa do Goethe-Intitute, em parceria com o EUNIC Berlim. O objectivo deste concurso é promover, através do diálogo entre estudantes e professores, o design de moda europeu. Os trabalhos devem ser submetidos até ao próximo dia 30 de Junho de 2008.



>Portugal agora – À propôs dês lieux d’origine

Até ao próximo dia 7 de Abril de 2008 está patente, no Museu de Arte Moderna Grand-Duc Jean, Mudam, no Luxemburgo, a exposição Portugal agora – À propôs dês lieux d’origine.


”A história do Grão-Ducado está intimamente ligada à da imigração. A comunidade portuguesa representa quase 40% dos estrangeiros que aqui vivem e constitui 14% da população do Luxemburgo. Perfeitamente integrada, esta comunidade, incluindo as gerações mais novas, mantém relações muito fortes com o seu país natal. À propos des lieux d’origine (A propósito dos lugares de origem), título „emprestado“ de uma obra de Pedro Cabrita Reis (Colecção Mudam), lança um olhar sobre a cena artística portuguesa ao longo de várias gerações. Através de diferentes media - fotografia, vídeo, pintura, escultura, instalação -, a exposição pinta a traços largos o retrato de um país criativo e dinâmico com o qual o Luxemburgo mantém uma relação privilegiada”.

Ver Programa (PDF).

20 de fevereiro de 2008

Museu Nacional de Arte Contemporânea - Chiado




"Revolução cinética"

14 Março – 16 Junho
Inauguração: 13 Março. Quinta-feira. 19.00h


A arte cinética baseia-se, sobretudo, numa utopia: levar a arte à vida. De facto, ela foi uma das correntes artísticas que mais se aproximaram dessa meta, graças à influência que teve na sociedade, como fonte de inspiração em terrenos tão diferentes como a indústria da moda, a criação arquitectónica, o mundo dos media e a criação gráfica.

O público tem a possibilidade de se movimentar no interior das obras, de interagir com elas, de as apreender, de se perder nelas, de se misturar com elas. Enquanto elemento fundador do movimento o público converte-se em autor da obra. Efectivamente, a obra necessita dos olhos do espectador para estar «viva» e poder alargar todo o seu sentido, a sua expressão: se ninguém passar diante dela, mesmo que fugazmente, nenhum movimento se produz.

Na origem desta utopia existiu um acontecimento fundamental: a exposição Le Movement, na Galerie Denise René, em 1955. Victor Vasarely, que tinha obras suas em exposição, foi o instigador. Essa exposição foi um acontecimento fundamental da história da arte do pós-guerra. Obras de Marcel Duchamp e Victor Vasarely, pioneiros do movimento, confrontavam-se com os trabalhos de jovens artistas como Yaacov Agam, Pol Bury, Jesús Rafael Soto e Jean Tinguely. As obras expostas representavam o movimento, alegórica ou realmente. Dez anos mais tarde chegaria uma espécie de consagração, com a exposição The Responsive Eye no Museum of Modern Art de Nova Iorque. Foi a propósito desta exposição que o crítico de arte norte-americano Lawrence Alloway empregou o termo Op Art, num artigo publicado no Times. Este foi, em todo o caso, o momento culminante da arte cinética; chegou a crer-se, brevemente, que ela iria destronar a Pop Art. Mas este pico da arte cinética foi também o seu canto do cisne.


artistas
Nadir Afonso . Yaacov Agam . René Bertholo . Martha Boto . Pol Bury . Carlos Cruz-Diez . Hugo Demarco . Ángel Duarte . Marcel Duchamp . Equipo 57 . Darío Pérez Flores . Karl Gerstner . Eduardo Nery . Julio Le Parc . António Pedro . Bridget Riley . Artur Rosa . Horacio García Rossi . Pierre Rovère . Nicolas Schöffer . Eusebio Sempere . Paul Sharits . Francisco Sobrino . Jesús Soto . Joël Stein . Jean Tinguely . Gregorio Vardanega . Victor Vasarely . Dominique Willoughby . Jean-Pierre Yvaral

Curador: Emmanuel Guigón, director do Musée dês Beaux-Arts et Archéologique de Besançon

patrocínio:



12 de dezembro de 2007

cadernos "virtuais" de Seurat no Moma



O
MoMa, de Nova Iorque, exibe, até ao próximo dia 7 de Janeiro de 2008, a exposição “Georges Seurat: The Drawings”. Mas, para além dos fantásticos desenhos de Seurat, esta exposição tem outro ponto de interesse, os quiosques interactivos onde é possível folhear, virtualmente, os cadernos de esboços do artista. Este projecto foi encomendado, pelo museu, ao Behavior Design.


Parece coisa banal mas, o uso desta tecnologia, permite aos visitantes comuns um acesso bastante interactivo a conteúdos que, de outra forma, lhe estariam vedados. Em alternativa, o museu podia exibir fotografias, ou até vídeos, dos cadernos mas, essas formas de exibição não provocariam a mesma sensação nos visitantes pois, a sua interacção e sensação de presença, seriam bem menores.

A navegação é simples, não excessivamente regrada e bastante flexível, possibilitando experiências diversas a quem o usa. A interacção com o quiosque é possível através de processos diversos: carregando no avançar - retroceder; carregando nas páginas dos cadernos e/ou nas fotos em miniatura. Ao que parece, os quiosques têm sido um sucesso e têm agradado bastante ao público da exposição.

A exposição parece, assim, querer honrar o espírito de Seurat que era, ele mesmo, um grande adepto da tecnologia. O seu grande desejo era conseguir, com a arte, levar os outros observar a vida de novos ângulos e a criar abordagens inovadoras…

É um excelente exemplo de “computerized art viewing” que nos faz pensar sobre qual o papel e o contributo da tecnologia na fruição da arte...

3 de julho de 2007

História da Beleza

Eco, Umberto (2004). História da Beleza. Circulo de Leitores.

Belo!...
Beleza!...
Quem não deseja ser belo?
Mas porquê?
O que é o belo?

O belo é, certamente, algo que nos agrada, que nós dá prazer, que desejamos ser ou ter. Podemos usar outras palavras, para nos ajudar a descrever este conceito, como agradável, harmonioso, bonito, gracioso, sublime, entre outras mas, mesmo assim, o belo continuará a ser um conceito mutável, esquivo, difícil de concretizar e muito relativo. Muito embora pareça existir uma forte relação entre belo e bom, entre belo e desejo, a beleza continua a seguir caminhos muito próprios, autónomos e por vezes, polémicos. Para nós, designers, esta temática é central pois, entre muitas outras exigências, espera-se que sejamos capazes de criar soluções belas. Porém, para que tal aconteça é, evidentemente, necessário que saibamos o que é ser belo.

Por isso, não podia deixar de perguntar: o que é belo nos dias de hoje?

Para ajudar a responder a esta pergunta, de resposta difícil, sugiro que leiam o livro - “História da Beleza” - de Umberto Eco. Neste livro, Eco faz uma resenha, de muita qualidade, das ideias da beleza ao longo dos tempos, procurando identificar os diferentes paradigmas da Beleza nas culturas ocidentais. O autor não nos apresenta um conceito preconcebido de beleza, mas antes, vários que foram dominando diferentes períodos da nossa história. Para ajudar a compreender e a fundamentar esta evolução, é feita uma ponte estreita entre a história da arte e a história da beleza. Contudo, apesar de estar cheio de reproduções de obras de arte famosas, este livro não ambiciona ser uma história da arte. A arte é usada, por Eco, porque os artistas foram aqueles que melhor souberam registar o belo na sua época. Cabendo a nós, leitores, saber encontrar elementos comuns que nos permitam dar resposta a essa pergunta: o que é o belo?

26 de junho de 2007

Wall and Piece

Banksy (2005). Wall and Piece. Century. ISBN-10: 1844137864; ISBN-13: 978-1844137862

A propósito do post sobre Banksy - Arte que incomoda muita gente - e na sequência dos comentários dos nossos leitores, a sugestão de leitura desta semana vai para a colectânea dos trabalhos deste polémico artista britânico.

Eu não sou defensora dos graffitis que sujam as nossas cidades e monumentos. Mas, quando estes são inteligentes, pertinentes, polémicos, incómodos, úteis e nos fazem parar para pensar... porque não? Desde que, evidentemente, não sejam executados em materiais agressivos para os monumentos, sejam ecológicos e bio-degradáveis e haja bom senso na escolha dos sítios onde intervir. Afinal de contas, hoje em dia veneramos os trabalhos murais dos artistas pré-históricos...

Pela nossa saúde, devemos manter a mente aberta e o espírito livre!...

Sinopse:

”Artistic genius, political activist, painter and decorator, mythic legend or notorious graffiti artist? The work of Banksy is unmistakable, except may be when it's squatting in the Tate or New York's Metropolitan Museum. Banksy is responsible for decorating the streets, walls, bridges and zoos of towns and cites throughout the world. Witty and subversive, his stencils show monkeys with weapons of mass destruction, policeman with smiley faces, rats with drills, and umbrellas. If you look hard enough you'll find your own. His statements, incitements, ironies and epigrams are by turns intelligent and cheeky comments on everything from the monarchy and capitalism to the war in Iraq and farm animals. His identity remains unknown, but his work is prolific. And now for the first time, he's putting together the best of his work - old and new in a fully illustrated colour volume".

23 de junho de 2007

A arte que incomoda muita gente


Bansky, o artista guerrilheiro
Consenso não há e a sua falta deliberada, aliada um grande sentido de humor irreverente, é a chave do fenómeno Banksy - um “artista guerrilheiro” que teima em expor o seu trabalho onde nunca é chamado.

O resultado cai sempre que nem uma bomba crítica e mordaz sobre os grandes temas sociais e políticos da actualidade.
As ruas de Londres há muito que conhecem os seus graffittis e stencils irascíveis mas é, à socapa, em espaços “institucionalmente correctos” que a sua obra é ironicamente mais conhecida e sempre falada nas televisões e jornais. E esta fama de “artista-absolutamente-não-convidado” há muito que ultrapassou as terras de Sua Majestade…

Guantanamo para americano ver na Disneyland

O mais recente atentado de irreverência chega-nos da Disneyland, na Califórnia, onde Bansky colocou a sua última “bomba de guerrilha artística”: a figura de um prisioneiro de Guantanamo, encapuçado e algemado no idílico e familiar percurso de comboio que dá pelo nome de Big Thunder Mountain Railroad.

Durante 90 minutos a incómoda figura destoou no cenário feérico, até que as autoridades fecharam o circuito para mais nenhum americano ver.Não se sabe quantas câmaras registaram o objecto estranho àquele paraíso artificial mas a verdade é que mais uma vez os objectivos de Bansky foram cumpridos: a notícia correu mundo e através do ridículo chamou a atenção contra os polémicos aprisionamentos americanos naquele centro de detenção em Cuba.

As provocações de Banksy já lhe deram uma duvidosa “reputação” internacional e por mais que possamos tentar adivinhar qual será o alvo da próxima “guerilha artística” o resultado é sempre mais inesperado e subversivo do que possamos pensar.

Atentados artísticos:do Bristish Museum a Paris Hilton. Quem se segue?

Em 2005, Banksi teve o dom de causar um enorme embaraço ao British Museum ao expor uma pretensa pintura rupestre com um homem das cavernas a empurrar um carrinho de supermercado. Os responsáveis da instituição só repararam três dias depois.
Recentemente, substituiu em lojas britânicas os CDs de Paris Hilton com outros da sua autoria. Os 500 exemplares detectados tinham uma capa ligeiramente diferente da original… a cabeça de um cão e nos títulos das músicas lia-se: “Por que eu sou famosa?, O que eu fiz? ou Para que eu sirvo?”

Natural de Bristol, Banksi é considerado um dos maiores artistas de rua do mundo. Além dos graffittis e stencils nas ruas e prédios mais comuns, muitos dos seus trabalhos estão presentes em locais públicos mais simbólicos. No Verão passado, no polémico muro da palestina pintou imagens sobre a vida do outro lado da barreira da vergonha: as praias paradisíacas e os cenários de montanha dão que pensar.
No início do Verão, um polémico graffitti, com um homem nu pendurado numa janela para fugir de um marido enganado, acabou por ter autorização para permanecer num prédio em Bristol depois de um fervoroso movimento público a favor do trabalho e do artista.

Artista guerrilheiros: Eles andam aí...

A expressão Arte de Guerilha é recente e é uma consequência directa da evolução da Arte Urbana e uma variação do conceito de “marketing de guerilha” que surgiu nos anos 80 para caracterizar formas irreverentes e pouco convencionais de promoção de produtos ou actividades.
Ao contrário dos artistas ortodoxos, os ditos “guerilheiros” fazem questão de massificar a sua arte, usando e abusando de técnicas de marketing que promovam o seu trabalho e sobretudo as ideias que lhes são subjacentes.
Em poucas palavras, a ideia não é dar a conhecer uma marca através de uma forma de arte, mas sim expressar arte através de imagens de marketing, servindo-se de uma forma subversiva do seu potencial publicitário.
A irreverência, a polémica e a provocação são termos muito caros aos seguidores do estilo que adoram roubar grandes marcas para sua própria identidade e publicidade.

21 de junho de 2007

eArte - Portal de Arte e Cultura

"O eArte - Portal de Arte e Cultura é um sistema inovador de negócio electrónico para promoção e divulgação de arte e cultura.
O eArte pode ser visto segundo a metáfora de um marketplace de arte e cultura constituído, de forma inovadora, por diferentes "espaços-culturais" ("sites virtuais"), geridos directa, autónoma e facilmente pelos seus parceiros.

Para ser parceiro eArte tem de se registar em www.portal-earte.com de forma a criar e gerir o seu próprio espaço-cultural. Tudo isto de forma autónoma e simples através de interface Web. Entre outras funcionalidades, um parceiro pode (1) gerir de forma integrada informação de autores/artistas, de obras, de eventos; (2) definir e configurar conteúdos gerais em HTML; (3) visualizar informação através de diferentes perspectivas; (4) acesso a relatórios produzidos automaticamente em formato PDF (e.g., currículo de autor/artista; portfolio do espaço-cultural; (5) pesquisa por plavras-chave sobre os dados de autores, obras ou eventos; e ainda (6) ter acesso a funcionalidades típicas de comércio electrónico.


Para obter mais informações sobre o que é o eArte e o seu modo de funcionamento visite a secção de ajuda e aproveite também para ler o conjunto de perguntas mais frequentes".


Há, neste portal, um espaço inteirinho dedicado ao design…

Mas, quando o consultei ainda não estava nenhum designer ou projecto de design em exibição…

De que estão à espera?

8 de junho de 2007

50 ANOS DE ARTE PORTUGUESA





A exposição 50 anos de arte portuguesa, que integra o programa das Comemorações do Cinquentenário da Fundação Calouste Gulbenkian, é uma iniciativa conjunta do Serviço de Belas-Artes e do Centro de Arte Moderna, com curadoria de Raquel Henriques da Silva, em colaboração com as curadoras - adjuntas Ana Filipa Candeias e Ana Ruivo.

50 anos de arte portuguesa apresenta uma selecção de centena e meia de obras da colecção do Centro de Arte Moderna - José de Azeredo Perdigão escolhidas em articulação com a documentação existente sobre os artistas apoiados, em subsídios e bolsas, pela Fundação desde 1957.
Este cruzamento, colecção e arquivo, permite que as obras de arte possuam um lastro significante, vindo da voz dos seus próprios criadores, através dos seus relatórios de trabalho.

Deste modo, a exposição 50 anos de arte portuguesa pretende ser uma peculiar celebração: a de um intenso convívio entre uma instituição e largas dezenas de artistas - conjunto vasto de autores com elevado reconhecimento na História de Arte Portuguesa - que envolve apreço, mútua dádiva, estabelecimento de novas prioridades e algumas provocações.

Horário:3ªfeira, 4ª feira e Domingo - 10:00 às 18:005ª feira, 6ª feira e Sábado - 10:00 às 22:00

Ver informações detalhadas no site da Fundação:
http://www.gulbenkian.pt/portal/index.html

23 de maio de 2007

Twelvetone


Twelvetone - Projecto de Arte e Design Experimental

Fábrica Features 07-05-2007 a 14-06-2007
2ª-Sab: 10h00-20h00
Entrada Livre


Doze jovens vindos de toda a Europa fazem parte deste projecto, assente no conceito de viagem intemporal. Doze participantes, doze visões, uma plataforma colectiva que procura expressar vários pontos de vista sobre diversas áreas de intervenção estética.

A mostra faz parte de um conjunto de 4 exposições que procuram reflectir sobre o passado, presente e futuro da imagem.

Art Buliding

Conceito de Art Buliding chega sábado a Portugal

Percorrendo os olhos pelas notícias on-line, esta chamou-me a atenção:

Quinta-feira, pelas 22:00, vai «cair o pano» que tapa o nº27 da Rua Victor Cordon, prédio que está a ser reabilitado, para deixar a descoberto a obra WAR/WORK, do artista plástico Tiago Baptista.

A ideia partiu de um grupo de sociedades que desenvolvem projectos imobiliários, muitos deles ligados à reabilitação urbana.

«Sentimos a necessidade de fazer mais pela cidade, dar algo à população em troca dos transtornos causados pela execução das obras. Já que não se pode eliminar o transtorno, podemos minimizá-lo com esta iniciativa», explicou à Lusa José Carlos Queirós Carvalho, administrador da Mainside Investments.
O grupo de sociedades pretende criar um «Museu à escala da cidade», utilizando o conceito Art Building nos vários projectos que tem em realização em zonas de Lisboa como os Restauradores, Alcântara, Santos, Santa Catarina, Bairro Alto e o Chiado.

Depois de ter sido escolhida, através de um concurso, a obra que iria «embelezar» o nº27 da Rua Victor Cordon, chegou a altura de pedir o licenciamento da iniciativa à Câmara Municipal de Lisboa, que demorou cerca de seis meses a dar uma resposta (já ninguém se admira, não é?...digo eu!)
«A nossa ideia era começar já com outras intervenções, mas com os atrasos na chegada do licenciamento acabámos por deixar arrastar o processo. No entanto, esperamos que no mais curto espaço de tempo seja exposta outra instalação numa obra dos Restauradores», explicou o responsável à Lusa.
O edifício do Chiado vai estar coberto de redes de camuflagem, «mas não de forma evidente, porque só de perto se perceberá o que é», e na esquina do prédio serão colocadas duas palavras em néon: WAR e WORK (guerra e trabalho), revelou à Lusa Tiago Baptista, o artista plástico responsável pela obra.
«Escolhi as duas palavras com grafia próxima, que à priori têm sentidos opostos, mas que se juntam em muita coisa. São duas coisas que trazem mudança, revolução, e há o trabalho de guerra, como o dos mercenários. Quero que as pessoas pensem sobre o assunto», explicou.
Para Tiago Baptista esta é uma iniciativa «excelente» e «uma questão de arte pública», que foi fruto de um concurso e não um «trabalho encomendado.
«Em Portugal a arte pública está muito confinada ao poder local, às estátuas das rotundas. As cidades precisam de outro género de arte pública», disse à Lusa.

Diário Digital / Lusa
23-05-2007 13:17:33

17 de maio de 2007

Dia Internacional dos Museus



18 de Maio - Dia Internacional de Museus

Não tem programa para este fim de semana que se avizinha quente?...então passe-o refrescando-se com um banho de cultura:

Museus e Património Universal é o tema que o ICOM – Conselho Internacional de Museus propõe este ano para as celebrações do 18 Maio, Dia Internacional dos Museus.

A proposta de reflexão do ICOM, questiona o papel dos museus na preservação, estudo, documentação, valorização e comunicação de um património comum da Humanidade num mundo culturalmente tão diverso.

Em Portugal, os museus dependentes do Instituto dos Museus e da Conservação e os restantes museus integrados na Rede Portuguesa de Museus associam-se a esta data oferecendo-lhe uma série de iniciativas que o convidarão a visitar os museus de forma diferente.

A palavra de ordem é: Junte-se aos nossos museus e celebre connosco esta festa verdadeiramente universal ! A entrada é gratuita. Apareça !

O Instituto dos Museus e da Conservação lança, no âmbito desta comemoração o primeiro número da nova revista museologia.pt, publicação periódica dedicada a temas da actualidade dos museus. Neste número encontrará um dossiê central sobre Museus e Arquitectura.

Aproveita ainda esta oportunidade para lançar novas publicações como os 2 volumes das Normas de Inventário, Cerâmica (Artes Plásticas e Artes Decorativas), Tecnologia Têxtil ( Etnologia), o Catálogo de Publicações do IPM ( 1992 – 2007) e 40 anos do Instituto José Figueiredo.

No dia 18 de Maio decorrerá a partir das 15h00 no Museu Nacional do Teatro, a inauguração da exposição com os trabalhos premiados do Concurso “A minha escola adopta um museu” e a entrega de prémios aos alunos distinguidos.

Ao longo do dia 18 de Maio, decorrerá uma jornada de portas abertas no Palacete Pombal, na Rua das Janelas Verdes, n.º 37, em Lisboa, que acolherá os visitantes que quiserem conhecer de perto a área da Conservação e Restauro do IMC.

Os museus nacionais comemoram ainda a Noite dos Museus, este ano a 19 de Maio que se estende a vários países europeus, abrindo as suas portas fora de horas e onde a magia da noite lhe permitirá gozar de maneira especial a oferta cultural destes espaços.

29 de abril de 2007

Pedro e Inês



Teatro Camões
Endereço: Parque das Nações, Passeio de Neptuno

Pedro e Inês (imperdível!)


Companhia Nacional de Bailado. Olga Roriz, dramaturgia e coreografia; João Mendes Ribeiro, cenografia; Mariana Sá Nogueira, figurinos.

Espectáculos: 11, 12 Mai: 21h, 12, 13 Mai: 16h.

Numa coreografia e dramaturgia de Olga Roriz, o amor mais admirado de Portugal – o de Pedro por Inês – é novamente levado à cena do Teatro Camões, pela Companhia Nacional de Bailado (CNB). Considerado um dos maiores sucessos da temporada 2003/2004 da CNB (estreou em Julho de 2004), o espectáculo trabalha, nas palavras da coreógrafa, uma “história cheia de segredos transparentes, de meandros obscuros, de interesses privados, de poder, defesas, fronteiras e, sobretudo, de uma incondicional paixão. Uma história que nunca saberei contar”.
Preço dos bilhetes: 5,00 € a 25,00 €. Descontos 20% cartão FNAC, 30% Amigos da CNB, jovens até 25 anos, maiores 65 anos e grupos 10 ou mais pessoas, 50% grupos escolares.

Duração: 1h (sem intervalo)

Para Onde Vai a Luz Quando se Apaga?


Culturgest
Endereço: Edifício Sede da Caixa Geral de Depósitos, Rua Arco do Cego, Lisboa.

Para Onde Vai a Luz Quando se Apaga?
Espectáculos 4 e 5 de Maio às 21.30h
Este espectáculo é a nova criação de João Fiadeiro/RE.AL, que se apresenta em estreia absoluta na Culturgest. O projecto assenta no resultado criativo de dois ateliers de pesquisa sobre composição em tempo real. Intentando a busca pelo gesto periférico e pelo movimento na margem do conhecimento, o espectáculo posiciona-se na fronteira do espectável. “O gesto que intriga é aquele que nos é familiar…que nos diz qualquer coisa e nos obriga a olhar a mesma realidade de sempre de uma outra perspectiva”.

RE.AL. João Fiadeiro, direcção artística e coreografia; António Pedro Lopes, Cláudia Dias, Gustavo Sumpta, Márcia Lança e Lenaïg Le Touze, interpretação.

Informações Úteis: Grande Auditório; Bilhetes: 18€ (normal) e 5€ (jovens até 30 anos) Maiores 12 anos.