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9 de dezembro de 2009

...de pernas para o ar...

# ver o mundo de pernas para o ar

Graças aos mecanismos ópticos do nosso aparelho visual as imagens do mundo chegam à nossa retina invertidas, ou seja, de pernas para o ar.



O cérebro converte-as para o posição correcta sem nenhum problema, porque essa lógica é mantida para tudo aquilo que vemos. Por isso, aquilo que consideramos ser a orientação normal do mundo é, assim, absolutamente relativa e determinada pelos hábitos visuais de uma vida.

O que aconteceria se invertêssemos esta orientação das imagens?

Nos últimos 100 anos, diversos investigadores, desde George Stratton (1896, 1897) investigaram esta questão. Para isso foram construídos óculos especiais que, através de um jogo de espelhos, invertem as imagens do mundo.


Óculos de inversão

Num estudo mais recente (Linden et al., 1999) pediram a voluntários para usar, diariamente, óculos deste tipo. Ao contrário do que seria de esperar, em apenas alguns dias, os indivíduos conseguiam fazer as suas actividades diárias com quase normalidade (incluindo ler, escrever e andar de bicicleta). A tarefa mais complicada foi a construção de objectos com peças 3D. Contudo, durante o tempo da experiência, os indivíduos tiveram sempre a consciência de que estavam num mundo de pernas para o ar. Análises neurológicas, realizadas durante a experiência, não revelam nenhuma alteração nos padrões da actividade neuronal do córtex visual. A adaptação parece ocorrer, maioritariamente, nas áreas motoras do cérebro.

Curiosamente, após tirarem os óculos, os participantes voltaram rapidamente ás rotinas visuais habituais.

Referências:
D.E.J., Linden, U. Kallenbach, A. Heineckeô, W. Singer, & R. Goebel (1999). The myth of upright vision. A psychophysical and functional imaging study of adaptation to inverting spectacles. Perception, 28(4)469-481 (PDF)

Stratton, G. (1896). Some preliminary experiments on vision without inversion of the retinal image. Psychological Review, 3, 611-617

Stratton, G. (1897). Upright vision and the retinal image. Psychological Review, 4, 182-187

Links:
Inverting Goggles Experiment
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16 de dezembro de 2008

Fundamentos da Sensação e Percepção

# Sugestão de leitura da semana:

Mather, George (2008). Foundations of Sensation and Perception. 2nd edition. Psychology Press. ISBN: 978-1-84169-699-7

O livro inicia-se com um capitulo de introdução ás teorias de base, princípios gerais da fisiologia e da percepção que permitem, ao leitor, adquirir as ferramentas necessárias para compreender a forma como percepcionamos o mundo. Dois capítulos são dedicados a tópicos como a transdução, campos receptivos e adaptação sensorial via sentidos como o tacto, olfacto e paladar. Os últimos capítulos, sobre audição e visão, aprofundam estes fundamentos. Desta forma, transitamos dos conhecimentos mais simples para os mais complexos. Existe, ainda, um capítulo inteiro dedicado às diferenças individuais como, por exemplo, idade, género, experiência, conhecimentos e cultura.

Sendo um livro dedicado, sobretudo, a estudantes estão disponíveis diversos recursos como, palavras-chave, sumários, perguntas e ligações para recursos adicionais. Uma secção de tutoriais fornece a oportunidade de explorar informação adicional sobre os desenvolvimentos mais recentes e polémicos.

índice:
1. General Principles. Introduction. Classification of the Senses. Methods Used to Study Perception. General Principles of Sensation and Perception. Chapter Summary. Tutorials. 2. The Chemical Senses. Introduction. Smell. Taste. Flavor. Evaluation. Chapter Summary. Tutorials. 3. The Body Senses. Introduction. The Somatosensory System. The Vestibular System. Chapter Summary. Tutorials. 4. The Physics and Biology of Audition. Introduction. Sound as a Physical Stimulus. The Physiology of the Auditory System. Chapter Summary. Tutorials. 5. Perception of Sound. Introduction. Loudness Perception. Pitch Perception. Auditory Localization. Speech Perception. Auditory Scene Analysis. Hearing Dysfunction. Chapter Summary. Tutorials. 6. The Physics of Vision—Light and the Eye. Introduction. What is Light? Some Important Properties of Light. The Eye. Chapter Summary. Tutorials. 7. Visual Physiology. Introduction. The Retina. The Visual Pathway. The Visual Cortex. Chapter Summary. Tutorials. 8. Spatial Vision. Introduction. Fundamental Functions. Representation at Multiple Spatial Scales. Uses of Spatial Filters. Chapter Summary. Tutorials. 9. Shape and Object Perception. Introduction: The Three-Stage Model. Shape Representation. Object Representation. Chapter Summary. Tutorials. 10. Depth Perception. Introduction. The Multiplicity Of Depth Cues. Cue Combination. Chapter Summary. Tutorials. 11. Visual Motion Perception. Introduction. Detecting Movement. The Integration of Motion Detector Responses. Multiple Processes in Motion Perception. Chapter Summary. Tutorials. 12. Colour Vision. Introduction. Colour Space. Colour Mixture. Dual-Process Theory. Colour Interactions. Colour Deficiency. Chapter Summary. Tutorials. 13. Multi-Sensory Processing In Perception. Introduction. Multi-Sensory Processing. Synesthesia. Chapter Summary. Tutorials. 14. Individual Differences in Perception. Introduction. Age. Sex. Culture. Expertise. Idiosyncratic Individual Differences. Chapter Summary. Tutorials. References. Author Index. Subject Index.

Ler mais no site da editora Psychology Press
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7 de novembro de 2008

Sabiam que... # Diferenças culturais afectam a percepção das emoções

# Sabiam que a cultura pode influenciar a percepção das emoções expressas no rosto?

Que a cultura afecta a forma como percepcionamos o mundo, sobretudo em termos visuais, já todos sabíamos mas um estudo recente, sobre a influência do contexto social sobre a percepções das emoções, veio revelar algumas diferenças curiosas entre ocidentais e asiáticos...

Parece que, ao observar uma imagem de um individuo, os ocidentais revelam uma tendência para se focarem neste, ignorando, ou desvalorizando a envolvente, enquanto que, os asiáticos fazem o inverso, isto é, consideram a imagem total do contexto de igual forma.

Para chegar a estas conclusões os investigadores exibiram, aos participantes da experiência, conjuntos de imagens (cartoons) manipuladas contendo uma pessoa em primeiro plano sobre fundos distintos. Os diversos fundos continham 4 figurantes com expressões diferentes (felicidade, fúria e tristeza).


Figura 1. Imagem usada como estímulo (figura asiática no centro) no estudo.

A hipótese central do estudo foi que a percepção do estimulo seria diferentes entre Norte Americanos e Japoneses. Sendo que, os Americanos iriam inferir a emoção dos sujeitos focando-se apenas pessoa em primeiro plano, enquanto que, os Japoneses, se focariam no contexto social global.

Os resultados confirmaram essa hipótese.
Quando questionados sobre qual era o estado de espírito do figurante principal, cerca de 75% dos Japoneses indicaram que a sua percepção havia sido influenciada pelas expressões daqueles que estavam por detrás dele. Em oposição, cerca de 75% dos Norte-Americanos disseram que, esses figurantes não haviam produzido qualquer efeito.

Numa segunda parte do estudo, a avaliação dos movimentos dos olhos dos participantes (usando eye-tracking) confirmou estes resultados, ao revelar que os Japoneses visualizaram a imagem toda, enquanto que, os Americanos se concentraram sobretudo na figura em primeiro plano.

Outros estudos serão necessários para aprofundar estas suposições e permitir a generalização dos resultados mas, parece que a educação e cultura orientais estimulam os indivíduos a serem sensíveis a questões holísticas...

Suponho que este conhecimento poderá ter implicações práticas, interessantes, para o design de comunicação, especialmente quando este pretende atingir o mercado gobal (por exemplo, ao nível da publicidade)...

Como será a percepção das emoções feita pelos Portugueses?...

"Abstract:
Two studies tested the hypothesis that in judging people’s emotions from their facial expressions,Japanese, more than Westerners, incorporate information from the social context. In Study 1, participants viewed cartoons depicting a happy, sad, angry, or neutral person surrounded by other people expressing the same emotion as the central person or a different one. The surrounding people’s emotions influenced Japanese but not Westerners’ perceptions of the central person. These differences reflect differences in attention, as indicated by eye-tracking data (Study 2): Japanese looked at the surrounding people more than did Westerners. Previous findings on East–West differences in contextual sensitivity generalize to social contexts, suggesting that Westerners see emotions as individual feelings, whereas Japanese see them as inseparable from the feelings of the group."

Ler artigo (PDF) | Referência:
Masuda, T., Ellsworth, P. C., Mesquita, B., Leu, J., Tanida, S. & Veerdonk, E. V. (2008). Journal of Personality and Social Psychology, Vol. 99, No. 3, 365-38.

30 de setembro de 2008

Information Visualization: Perception for Design.

# Sugestão de leitura da semana:

Ware, Colin (2004). Information Visualization: Perception for Design. Elsevier Science.
ISBN: 1558608192

A percepção humana é uma das temáticas mais fantásticas e importantes para o design.

Neste livro, Colin Ware combina uma abordagem prática e aplicada, desta temática, com uma abordagem científica. Podemos, por isso, encontrar, lado a lado com pesquisas dos mais reputados psicólogos e neurofisiologistas, que trabalham nesta temática, orientações e regras úteis para o design da informação/comunicação. Entre diversos conteúdos, são explicadas as múltiplas facetas da percepção visual: cor, organização, espaço, movimento, textura e inter-relações entre estes elementos.

Ler mais sobre este livro no Google Books.
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17 de setembro de 2008

Está na cara...

Sabiam que a forma do rosto pode revelar a agressividade dos homens?
Pois parece que sim...

A “physiognomy” (fisionomia) é a “ciência” de adivinhar o carácter dos indivíduos através da análise do exterior do seu rosto. Não é uma área de estudo recente mas tem tido, ao longo dos anos, altos e baixos de credibilidade e aceitação. A sua reputação foi muito abalada, sobretudo, pela sua associação à Frenologia e à Eugenia. Porém, com a evolução da ciência genética parece ter ganho novos argumentos. Ainda assim, ao pensar nestas questões, ocorre-me, sempre, os trabalhos do criminalista italiano, do Séc. XIX, Cesare Lombroso, que estudou os traços fisionómicos dos criminosos e afirmou que estes tinham características faciais específicas e distintivas como, por exemplo, maxilas proeminentes ;-)



Um estudo recente de Justin Carré e Cheryl McCormick, da Brock University, Ontario, Canadá, publicado “on-line” nos “Proceedings of the Royal Society”, revela que é possível determinar a predisposição para a agressão/violência através da análise do rosto (dos homens). Inclusivamente, as mulheres conseguem prever a predisposição dos homens, para serem pais carinhosos e saberem lidar com crianças, através do seu rosto.

Tal análise baseia-se na relação entre a largura e a altura do rosto (entre pontos anatómicos específicos). Sendo que esta relação é muito diferente nos rostos das mulheres e dos homens (os homens têm rostos mais largos do que as mulheres). Tal diferença começa a acentuar-se durante a puberdade, devido à influência das hormonas sexuais, em especial da testosterona, que é conhecida por tornar as pessoas mais agressivas.

O estudo iniciou-se pela análise das medidas do rosto de 88 voluntários, homens e mulheres. Os participantes foram convidados a participar no jogo que consistia em apertar um botão com o objectivo de ganhar pontos, impedir o adversário de ganhar pontos e roubar pontos ao adversário. Verificou-se que os homens roubavam mais pontos aos adversários do que as mulheres (eheheheh). Foi, também, verificada uma relação entre este comportamento, considerado mais agressivo, e as dimensões do rosto.
Para transpor o estudo para o mundo real, os autores avaliaram as medidas do rosto dos jogadores de hóquei no gelo, que é conhecido por ser um jogo bastante agressivo, e cruzaram essa informação com o seu registo de faltas em campo e castigos aplicados. Tal como esperado, quanto mais largo era o rosto dos jogadores, maior era o seu registo de faltas e castigos. Curiosamente, este efeito não foi comprovado nos rostos das mulheres.

Apesar de terem sido efectuadas algumas criticas ao estudo, sobretudo devido ao facto de terem sido usadas fotografias, em vez de medidas recolhidas directamente, o efeito é coerente com a expressão que fazemos para sermos assustadores: baixar o sobrolho e levantar o lábio superior (o que alarga as proporções do rosto).

# Há, aí, alguém interessado em fazer este estudo usando os jogadores de futebol, que actuam no campeonato português??!!!...


Referência:
Carré, J. M. & McCormick (2008). In your face: facial metrics predict aggressive behaviour in the laboratory and in varsity and professional hockey players. Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences. doi:10.1098/rspb.2008.0873
Published online.

11 de setembro de 2008

da savana para a cidade_ a evolução do cérebro


Serão os carros “mascaradados” de animais capazes reduzir a sinistralidade!?!?

Esta hipótese levantada pelo Wired science blog, ainda que algo humorística, resulta das conclusões obtidas pelo neuro cientista Joshua New, da Yale University, num estudo publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences.

Ao que parece, o facto de termos milhões de anos de evolução junto dos animais tornou-nos especialmente atentos aos seus movimentos. Este facto aplica-se, inclusivamente, aos indivíduos que habitaram toda a sua vida em zonas urbanas e que raramente convivem com animais vivos, no seu habitat real.

O estudo de New testou uma teoria proposta originalmente por Leda Cosmides e John Tooby da University of California, Santa Barbara, que propunha a hipótese de o cérebro humano ter evoluído como uma máquina orientada para a resolução de problemas. Nesse sentido, algumas tarefas, de tão importantes e universais que eram para os humanos, acabaram por desenvolver “módulos” especiais no cérebro, encarregues de lidar com elas.

De forma sintetizada, o protocolo usado por New, consistiu na exibição de pares de fotografias a diversos participantes voluntários. Essas fotos continham um ou mais objectos de diversas categorias. As fotos eram idênticas mas, a orientação dos objectos era diferente. Em alguns casos o objecto tinha sido removido. A tarefa dos participantes era determinar a existência de diferenças. Naturalmente, tal como esperado, os participantes detectavam, com maior facilidade, alterações em objectos que se movem habitualmente (ex. pessoas e animais) do que a outros normalmente estáticos (ex. plantas, rochas). A questão fundamental é se esse comportamento é adquirido ou inato? Para saber isso, New introduziu uma nova categoria de objectos com mobilidade, que os participantes haviam aprendido nos tempos mais recentes, os veículos motorizados. Os resultados foram interessantes: 100% dos voluntários detectaram alterações nos elefantes mas, apenas 72% detectaram movimento numa minivan ou num arbusto. Isto, apesar da foto da minivan ser maior e estar pintada de encarnado. Este facto sugere a existência de um módulo cerebral dedicado a dar atenção aos animais.

Daí... talvez os carros zebra possam surtir efeito e dar nas vistas!!!... quem sabe?!?!

Referência:
New, J., Cosmides, L., & Tooby, J. (2007). Category-specific attention for animals reflects ancestral priorities not expertise. Proceedings of the National Academy of Sciences, 104, 16598-16603. PDF reprint.
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10 de junho de 2008

Vemos o que sabemos…

Este país está tão irreal que, este ano, decidi celebrar o dia de Portugal falando sobre ilusões de óptica. Não, não é brincadeira. É bem séria esta minha fuga da realidade pois, já que não posso acreditar no que vejo todos os dias, só posso atribuir, tal facto, à minha visão manhosa ;-)

Pelo menos, desta forma, vou mantendo a minha sanidade mental...


Selos Suecos com figuras impossíveis (década de 80 do Séc. XX).

A visão é um processo tão fundamental, tão instantâneo, tão fácil que presumimos que ela ocorre naturalmente e de forma fidedigna. Mas, não podíamos estar mais enganados. Por detrás dessa aparência eficaz e eficiente, a nossa visão é, na verdade, um processo com elevado potencial para a falha. Ela está dependente de regras, de uma inteligência visual, que demoramos anos a construir. Ela interage, de forma intensa, com os conhecimentos adquiridos, raciocínios, emoções e estado de activação. A visão não é um mero processo de recepção de estímulos sensoriais formando padrões, ela é um processo activo de construção inteligente. O problema é que tais construções não são feitas, na maior parte dos casos, de forma consciente nem respeitando a realidade. Isso poderá resultar, na pior das hipóteses, em ilusões de óptica e imagens impossíveis. Se, por um lado, esta falibilidade da visão pode constituir um problema sério, por outro, ela poderá ser encarada como um enorme manancial de criatividade. Isto se soubermos tirar proveito, de forma criativa, das inúmeras regras que sustentam a inteligência visual e da sua lógica própria.



O trabalho de Óscar Reutersvärd é um excelente exemplo, capaz de nos confrontar com a nossa própria confusão/falibilidade visual. O longo da sua carreira, este professor de arte e artista plástico, sueco, criou mais de 2500 figuras impossíveis.
Vejamos algumas delas...





As imagens foram designadas de impossíveis por brincarem, descaradamente, com as nossas regras da visão. Poderão ver mais figuras impossíveis AQUI.

Nas imagens seguintes é possível constatar como é criado o triângulo impossível, ou do diabo, de Reutersvärd.

Por estranho que pareça, diversas figuras, embora intituladas como impossíveis, são possíveis de construir (de certa forma). Ou seja, não são exequíveis tal como as vemos no desenho original mas, é possível a construção de objectos a 3D que, quando visualizados de um ângulo específico, resultam na imagem impossível original…

Ora aqui está um desafio curioso!...

Será que, se virmos Portugal, do ângulo certo, tal como podemos fazer com este triângulo do diabo, ele vai parecer credível e não impossível?
...

Aqui fica a minha sugestão: Caros senhores do governo Português, na próxima campanha d
e promoção da imagem nacional, em vez de contratarem o Nick Knight chamem, antes, o Reutersvärd. Vai resultar mais... vão por mim.

11 de dezembro de 2007

Perception and the Physical World

Heyer, Dieter & Mausfeld, R. (2002). Perception and the Physical World: Psychological and Philosophical Issues in Perception. Wiley
ISBN-10:
0471491497

Sugestão de leitura da semana.

(…) Book Description

The focus of this book is on conceptual and philosophical issues of perception including the classic notion of unconscious inferences in perception. The book consists of contributions from a group of internationally renowned researchers who spent a year together as distinguised fellows at the German Centre for Advanced Study.


Each chapter concludes with a lively, informative debate in the form of comments and replies from the contributors of the book.

> Contributors are of prominent international reputation
> Each chapter concludes with comments and replies from the contributors of the book to give informative debate
> The only book available to blend perception and philosophy in this fashion.
(…)”


Resumo dos tópicos abordados:

Part I From Sensory Codes to Perceptual Congnition


# The Origins of the Sensation/Perception Distinction (M. Atherton)

# Cognition as Code-Breaking (H. Barlow)

# Comparative Overview of Perception of Distal and Proximal Visual Atributes (D. Todotović)

# The Physicalistic Trap in Perception Theory (R. Mausfeld)


Part II Unconscious Inference and Bayesian Approaches


# Perception as Unconscious Inference (G. Hatfield)

# Statistical Decision Theory and Biological Vision (L. Maloney)

# Pattern Inference Theory: A Probabilistic Approach to Vision (D. Kersten and P. Schrater)

# Perception and Evolution (B. Bennett et al)

# The Very Idea of Perception as a Process of Unconscious Probabilistic Inference (M. Kaplan)


Part III Aspects of Picture Perception


# Two Paradigms of Picture Perception (R. Schwartz)

# Ecological Optics and the Creative Eye (J. Koenderink et al)


20 de junho de 2007

Ver sem ver

Graças ao poder da nossa mente podemos ver um objecto sem que o estejamos a ver realmente, ou seja, podemos vê-lo com os “olhos da mente”, na ausência de qualquer estímulo sensorial. Na realidade, o que estamos a ver são imagens mentais imaginárias. As imagens mentais são uma questão enquadrada na temática representação do conhecimento na mente, isto é, a forma como a informação é processada após ter sido percepcionada e ter entrado no sistema cognitivo. Do ponto de vista do design, o interesse por esta questão reside, essencialmente, no facto de este processo de representação poder afectar o desempenho cognitivo humano. É, contudo, um assunto polémico entre os investigadores e, actualmente, ainda não há consenso acerca das explicações para esta capacidade de gerar imagens mentais.

Sabemos, genericamente, que existem dois grandes tipos de representações do conhecimento, as representações baseadas na percepção e as baseadas no significado. Estas últimas, bastante abstraídas dos detalhes perceptivos e focadas no significado da experiência. Neste post irei focar a questão da representação baseada na percepção, particularmente, as imagens mentais. Para Kosslyn (1995), a função deste imaginário perceptivo é preparar-nos para processar estímulos perceptivos externos, com os quais iremos interagir no futuro. Mas, que imagens mentais são estas? Teremos, na nossa mente, um banco de imagens que pode ser consultado sempre que quisermos, ou, as imagens são representadas alegoricamente na nossa mente? A primeira hipótese afigura-se algo irrealista, enquanto que segunda parece ser mais razoável. Sobre esta questão podemos encontrar 3 hipóteses distintas:

1) hipótese dual: segundo a qual existem 2 códigos e dois sistemas de armazenamento, um verbal e outro para imagens, onde a informação podem ser codificada e armazenada (Paivio, 1965). Segundo esta hipótese, a nossa memória funcionará melhor se codificarmos a informação de ambas as formas, verbal e visual. Na realidade, a memória para o material verbal é mais eficaz quando foi desenvolvida uma imagem correspondente a esse material. Veja-se o caso das mnemónicas segundo o método de Loci (mnemónica de lugares ou de imagens).

2) hipótese conceptual-proposicional: segundo a qual a informação verbal e visual são representadas na forma de proposições abstractas sobre os sujeitos e as suas relações (Anderson & Bowell, 1973; Pylyshyn, 1973). Neste caso, o que é armazenado é uma interpretação de um acontecimento e não a sua imagem. Isto porque não é viável supor que a nossa memória funciona como uma álbum de fotos. Isso implicaria uma capacidade de memória superior à que possuímos e também implicaria a existência de um qualquer mecanismo de gestão desse banco de imagens.

3) hipótese da equivalência funcional: segundo a qual as imagens mentais e a percepção visual são funcionalmente equivalentes (Shepard e Kosslyn). Um dos exemplos que tem sido mais popular, no suporte desta teoria, é a rotação mental de imagens.

Shepard e seus colegas pediram a diversos sujeitos que determinassem se as formas seguintes eram iguais entre si, par a par.

Os ângulos de rotação entre as imagens variaram entre 0 e 180º. A variável dependente monitorizada foi o tempo de resposta. No exemplo aqui ilustrado, os pares 1 e 2 são compostos por peças idênticas, com rotação de 80º, no primeiro caso uma rotação a 2D e no 2º a 3D. O 3º par não é composto por formas idênticas entre si. Os resultados revelaram que existe uma relação linear entre o tempo de reposta e o aumento do ângulo de rotação. Não houve diferenças significativas entre a rotação a 2D e a 3D. Ou seja, quanto maior a rotação mais tempo demoraram a responder (cerca de 1 segundo por cada 50º de rotação). Quando inquiridos os participantes, todos declararam ter rodado mentalmente as peças até encontrar a resposta. Estudos neurológicos posteriores revelaram evidências sobre este processo de rotação mental. Encontraram, inclusivamente, uma ligação entre a rotação mental de imagens e o córtex motor. Isto indica que esta capacidade é usada para a preparação de movimentos. Contudo, a rotação mental das imagens não é a única característica comum entre imagens mentais e percepcionadas. Ambas as imagens, as percepcionadas e as imaginadas, podem conter propriedades espaciais e visuais. Portanto, ao serem examinadas, demoraremos mais tempo a avaliar grande distâncias do que pequenas e, também, teremos mais dificuldades em observar detalhes em imagens pequenas do que grandes, sejam elas de que tipo forem.

Contudo, muito embora sejam funcionalmente equivalentes, as imagens mentais possuem algumas limitações quando comparadas com as imagens percepcionadas. Por exemplo, é difícil fazer uma análise muito rigorosa de detalhes nas imagens mentais, isto porque, nem sempre elas possuem bastante realismo. Do ponto de vista dos recursos cognitivos, as imagens mentais são mais exigentes, essencialmente devido ao seu processamento descendente. Este facto é evidente se tomarmos como exemplo uma tarefa de pesquisa visual.

Perante estes dois cenários, se vos pedirem para declarar se o X está dentro ou fora da letra F, em qual deles terão mais dificuldade de responder? Obviamente que será mais complicado no caso onde a letra F tem que ser imaginada.

A capacidade de construir imagens mentais e manipulá-las é essencial em muitas actividades do quotidiano mas, também o é para o design. Porque, na sua essência, o trabalho do designer assenta grandemente nesta capacidade de gerar e manipular imagens mentais. Quantas vezes não temos já uma boa imagem do objecto a conceber, muito antes de haver qualquer esboço em papel? Ainda que, ás vezes, seja uma imagem algo difusa...

Mas, através da minha experiência enquanto docente num curso de design, posso afirmar que é impressionante como esta maravilhosa capacidade afecta a qualidade do trabalho dos alunos, futuros designers. Eu quase que me arriscaria a usá-la como critério de selecção… pois, quem não a possuir, em doses generosas, está, no meu entender, francamente limitado no seu desempenho enquanto designer.

Referências:

Anderson, J. R. & Bower, G. H. (1973). Human Associative Memory. Washington, DC: Winston.

Kosslyn, S. M. (1973). Scanning visual images: Some structural implications. Perception and Psychophysics, 14, 90-94.

Kosslyn, S. M. (1975).Information representation in visual images. Cognitive Psychology, 7, 341-370.

Kosslyn, S. M. (1995). Introduction. In M. S. Gazzaniga (Ed.) The cognitive neurosciences (pp.959-961). Cambridge, MA: The MIT Press.

Paivio (1965). Abstractness, imagery, and meaningfulness in paired-associated learning. Journal of Verbal Learning and Verbal Behaviour, 4, 32-38.

Pylyshyn, Z. W. (1973). What the mind’s eye tells the mind’s brain: A critique of mental imagery. Psychological Bulletin, 80, 1-24.

Shepard, R. N. (1977). The mental image. American Psychological Association Meeting, San Francisco, Sept.

14 de junho de 2007

Perspectivas canónicas ou estereotípicas

A propósito do trabalho de uma colega veio à discussão a questão da adequação e facilidade de leitura de imagens, do mesmo objecto, quando apresentadas em perspectivas diferentes. Muito embora, para qualquer designer, seja óbvio que se devem usar diferentes perspectivas para mostrar diferentes aspectos do projecto, essa discussão não é assim tão simples.

Segundo Stephen Palmer, no seu livro Vision Science (pp.421-24) , em geral, as pessoas identificam mais rapidamente imagens dos objectos quando a câmara está posicionada entre 30-45 graus acima e 30-45 graus à esquerda/direita do objecto, do que quando o enquadramento é frontal. Esta visão em diagonal descendente parece ser a que mais informação dá sobre a percepção da profundidade.

Segundo William J. Mitchell, no seu livro The Reconfigured Eye (p. 139), 45 degrees to the left of the viewer and 45 degrees above the ground is the standard position of "architect's light."

Um aspecto essencial na percepção das formas é a sua relação com a orientação. Qualquer um de nós pode constatar, no seu quotidiano, que há alterações na qualidade da percepção da forma em função da sua orientação. Na realidade, as formas resistem mais facilmente a alterações de tamanho do que de orientação. Por vezes, apesar da nossa capacidade de imaginação visual, que nos permite fazer a rotação mental das formas, uma forma conhecida pode perder a sua identidade ao ser inclinada, invertida ou espelhada em relação à sua orientação habitual. Como seria expectável, a taxa de identificação bem sucedida das formas, em orientações diversas, está muito dependente da frequência com que estas são visualizadas nessa orientação. Por exemplo, a forma de uma chave ou de uma faca são facilmente reconhecidas em qualquer ângulo mas, o mesmo já não se verifica com a imagem de um cão, uma árvore ou um carro. Isto ocorre porque aprendemos a percepcionar essas formas segundo uma orientação específica, neste caso a posição perpendicular ao solo. Este fenómeno não se verifica apenas nas imagens bidimensionais mas, também, nas imagens que contêm informação tridimensional.

Graças à exposição repetida a determinadas orientações, nós formamos, na nossa memória, aquilo que é designado por uma perspectiva canónica ou estereotípica. Esta perspectiva será a melhor para descrever aquela forma, a que é mais fácil, mais rápida e que nos dá mais informação sobre o objecto representado. Normalmente, corresponderá àquela primeira imagem que surge na memória quando evocamos determinado objecto. Com ela conseguiremos economizar recursos cognitivos e ser mais eficientes na comunicação. Este fenómeno encontra explicações na teoria da Gestalt e na pesquisa sobre construção de protótipos. O trabalho experimental de Palmer, Rosch e Chase (1981) forneceu-nos dados que suportam o exposto sobre as perspectivas canónicas.

Nas aulas, quando discutimos esta temática, costumo realizar um pequeno exercício com os alunos e que consiste em pedir-lhes que desenhem uma chávena de café com pires. Os resultados nunca são inesperados. Quando comparados os desenhos, com as imagens que preparei previamente (ver imagem acima), a maioria deles corresponde àquela que consideramos ser a perspectiva canónica para esse referente (inserida no rectângulo amarelo)…

O estudo das perspectivas canónicas pode nos ajudar a compreender a percepção humana mas, também, a forma como processamos e como armazenamos a informação na nossa mente. Para o designer este é, obviamente, um assunto a considerar quando é preciso tomar decisões sobre que perspectivas, ou orientações, dar ás imagens.

Referências:

Palmer, S. E., Rosch, E., & Chase, P. (1981). Canonical perspective and the perception of objects. In J. Long & A. Baddeley (eds.), Attention and performance IX. Hillsdale, NJ: Erlbaum.

Mitchell, William J. (1992).The Reconfigured Eye: Visual Truth in the Post-Photographic Era. The MIT Press.

Palmer, Stephen E. (1999). Vision Science: Photons to Phenomenology. The MIT Press.

10 de maio de 2007

Teoria dos Geons

É extraordinária a capacidade que os humanos possuem para, numa ínfima fracção de tempo, compreender objectos, ou imagens novas, nunca antes vistas. Existem várias explicações para este fenómeno mas, uma que acho muito interessante é a chamada “Geons Theory”, também conhecida por Teoria da Descrição Estrutural ou por Teoria do Reconhecimento por Componentes, proposta por Irving Biederman (1987).

Biederman formulou a hipótese de que podemos compreender, ou, configurar representações mentais de objectos tridimensionais, considerando apenas algumas formas geométricas simples. Ou seja, Biederman propõe que todos os objectos podem ser reduzidos, na sua estrutura mais básica, a uma composição de formas primitivas, que ele designou por geons (geometrical ions), como cubos, cilindros, cones, esferas, entre outros. A compreensão desta composição de formas geométricas permitirá reconhecer o objecto perante o qual estamos. Como estes geons são simples e invariantes quanto à sua orientação (parecem sempre iguais em qualquer ângulo de visualização), são de fácil discriminação, resistem bem à poluição visual e são parcimoniosos (poucos geons podem criar objectos complexos), os objectos podem ser facilmente reconhecidos em qualquer posição e mesmo quando estão parcialmente degradados ou ocultos.

Uma evidência, que demonstrou a importância dos geons para o reconhecimento dos objectos, resultou da comparação do sucesso de identificação de objectos que tinham sido parcialmente ocultados. Sempre que foram ocultadas partes significativas para o reconhecimento dos geons, a identificação dos objectos ficou grandemente comprometida…

Algumas questões, relacionadas com esta teoria ainda estão em aberto, como a forma de descrição das relações entre as partes de um objecto, a comparação com a teoria do protótipo, os efeitos das expectativas prévias e do contexto. Mas, apesar desta teoria ainda estar a ser investigada, os resultados, das diversas pesquisas em curso, têm-se revelado muito promissores.

A psicologia cognitiva é, de facto, uma área espantosa e de extrema importância para o design… merece um pouco da nossa atenção!

Biederman, I. (1987) Recognition-by-components: a theory of human image understanding. Psychol Rev. 1987 Apr;94(2):115-47.

23 de fevereiro de 2007

O efeito de Von Restorff



O efeito de Von Restorff, também conhecido por efeito de saliência ou isolamento, diz respeito à facilidade de evocação de um evento único, ou distinto, de entre outros eventos similares. O mesmo é dizer que os fenómenos que são inovadores, salientes e diferentes, no contexto onde estão inseridos, são guardados com maior força na nossa memória, logo, potencialmente mais fáceis de evocar.
Este fenómeno conjuga-se com outros, como a influência da posição na sequência de exibição. Os itens posicionados no meio da sequência são mais fracos do que os do início e do fim.

A observação do fenómeno da saliência tem sido designada por efeito von Restorff, em homenagem à investigadora alemã Hedwig von Restorff que o analisou sistematicamente (Restorff, 1933). A explicação, para a ocorrência deste fenómeno, assenta na redução da interferência, produzida pelos itens similares, sobre a diferenciação e discriminação física/conceptual do item diferente. O item saliente recebe mais atenção, é codificado de forma mais profunda, é alvo de maior número de repetições e, por consequência, fica em vantagem sobre os restantes. Por exemplo, se vos pedisse para memorizar a sequência ENBL4MGLO, a probabilidade de evocaram com sucesso o 4 é muito superior à dos outros elementos.

A constatação deste fenómeno fez com que, uma das maiores exigências colocadas aos designers seja a inovação/criatividade. A procura da surpresa é de tal forma avassaladora que, por vezes, deixa de fora as questões da funcionalidade, da segurança, entre outros factores também importantes para a qualidade do design. Porém, o design de qualidade será capaz de alcançar um compromisso. Nesse sentido, estratégias como o uso do humor, do bizarro, da curiosidade e do choque têm sido usadas frequentemente para alcançar maior impacto sobre o público-alvo.

Podemos constatar pessoalmente este efeito. Basta, para tal, evocar alguns anúncios, embalagens, ou objectos… e analisar os que apareceram primeiro.
Será que o efeito von Restorff está presente?...

Bibliografia relacionada:

Gardner, M. P. (1983). Advertising effects on attributes recalled and criteria used for brand evaluations. Journal of Consumer Research, 10, 310-318

Johnson, W. A., Hawley, K. J., Plewe, S. H., Elliott, J. M. G., & De Witt, M. J. (1990). Attention capture by novel stimuli. Journal of Experimental Psychology: General, 119, 397-411

Nelson. D. L. (1979). Remembering pictures and words: Appearance, significance and name. In L. S. Cermak & F. I. M. Craik (Eds.), Levels of processing in human memory (pp. 45-76). Hillside, NJ: Erlbau


Taylor, S. E., & Fiske, S. T. (1978). Salience, attention and attribution: Top of the head phenomena. In L. Berkowitz (Ed.), Advances in experimental social psychology (Vol. 11. pp. 249-288). New York: Academic Press

Von Restorff, H. (1933). Über die Wirkung von Bereichsbildungen im Spurenfeld (The effects of field formation in the trace field). Psychologie Forschung, 18, 299-34
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23 de novembro de 2006

Mestrado Ibérico em Design e Produção Gráfica



MESTRADO IBÉRICO EM DESIGN E PRODUÇÃO GRÁFICA/INTERMÉDIA 2007

Estão abertas as candidaturas (até 22 de Dezembro de 2006) para o Mestrado Ibérico em Design e Produção Gráfica/Intermédia 2007, organizado pela Universitat de Barcelona, Espanha e pelo IL3 — Instituto de Formación Continua, Universitat de Barcelona .

O curso terá a duração de 2 anos: 1º ano (2007): 420 (252 + 168) horas lectivas distribuídas por trinta módulos e 2º ano (2008): dissertação da tese.
As aulas decorrerão na Alquimia da Cor (Departamento de Formação e Ensino), Porto, Portugal em horário pós-laboral: Sextas (19:00–23:00 horas); sábados (09:00–13:00 e/ou 14:30–18:30 horas).

Os sócios da AND beneficiam de um protocolo existente, entre a associação e os promotores tendo, por isso, condições especiais de acesso.

7 de novembro de 2006

Gestalt? Éin? O quéisso?

Photobucket - Video and Image Hosting

E ainda dizem que não há bom design em Portugal!!
Este fantástico símbolo foi desenhado para o Instituto Português de Estudos Orientais.
Este post foi recuperado do Molho. Aqui fica para os novos visitantes poderem eles também sorrir! Simplesmente sorrir!

9 de novembro de 2005

O poder da mente

M473M471C0 (53N54C1ON4L):
4S V3235 3U 4C0RD0 M310 M473M471C0
D31X0 70D4 4 4857R4Ç40 N47UR4L D3 L4D0
3 M3 P0NH0 4 P3N54R 3M NUM3R05,
C0M0 53 F0553 UM4 P35504 R4C10N4L.
540 5373 D1550, N0V3 D4QU1L0...
QU1N23 PR45 0NZ3...
7R323N705 6R4M45 D3 PR35UNT0...
M45 L060 C410 N4 R34L
3 C0M3Ç0 4 F423R V3R505
H1NDU-4R481C05

Pode não resultar à primeira, mas ao fim de várias leituras o texto fica compreensível.
Fantástico, não é? Mais fantástico é saber porque isto acontece!
Isso fica para uma próxima...

1 de novembro de 2005

Vemos o que queremos...

O tema da semana em design bidimensional é a visão.
Como é que funciona a visão humana? Como é que o olho humano vê? Porque é que algumas pessoas vêem melhor do que outras? Porque é que algumas pessoas necessitam de usar óculos? Porque é que algumas letras são ilegíveis a certas distâncias? Existem orientações para o facilitar a legibilidade? Estas serão algumas das perguntas mais frequentes que colocarão sobre a visão humana. Podemos encontrar algumas das respostas no site da Webvision e também nas próximas aulas.

Os olhos, são dos órgãos mais importantes do corpo pois, permitem-nos ver o mundo. Grande parte do conhecimento é adquirido através da visão mas, na realidade, não vemos com os olhos mas sim com o cérebro. Os olhos são as portas da mente, são apenas o início de todo o processo da visão.

A visão é uma construção!