19 de fevereiro de 2006

18 de fevereiro de 2006

Design quotes

“O design, tal como o próprio consumismo, não é uma actividade nem amoral nem apolítica”.
Peter Dormer

17 de fevereiro de 2006

"Teleperfumador" da Hyundai

Se os maus cheiros vos aborrecem, ou se são super apreciadores de bom perfume, a Hyundai tem a solução – MP 280 Perfumephone – que envia uma baforada perfumada cada vez que é aberto!!!

Quando o reservatório está vazio pode ser recarregado, através duma seringa fornecida junto com o telefone, com o vosso aroma preferido.

Devo confidenciar que dava um certo jeito… especialmente em algumas ocasiões, como nos transportes públicos, nas lojas do cidadão, em certos sanitários… etc…Mas também acho que, com tanta poluição atmosférica, é dispensável mais um poluidor ainda que bem cheiroso.

16 de fevereiro de 2006

Tipografia em acção

Abriram ontem, dia 15 de Fevereiro, as inscrições para o workshop ‘Type the City’, que decorrerá nas instalações da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa entre 17 e 20 de Março.
Tal como o nome indica, este evento abordará questões sobre desenho de tipos de letras. Ao que parece, a ideia é aprender a desenhar lettering e sinalética baseada nos reclamos de carácter vernáculo e vintage das lojas de Lisboa. Segundo os promotores, serão usadas peças cheias de personalidade mas, infelizmente, em perigo como fonte de inspiração e como base para os esboços para criar um reclamo de loja fictício.
Este evento está aberto a estudantes e profissionais

Contactos:
contacto@aeapd.com
http://www.workshop.carvalho-bernau.com/

15 de fevereiro de 2006

Um relógio contra o Alzheimer














Quando vi este relógio pela primeira vez questionei-me: porque razão haveria de querer ter um relógio atómico, de parede, controlado por rádio? Uma razão poderá ser a possibilidade de inverter os números, colocar o mecanismo a andar para trás, para que só seja possível ler as horas, correctamente, através de um espelho. Esta é, precisamente a ideia que está na origem deste novo relógio proposto pela Citizen (por agora só disponível na Coreia e no Japão).
Então e que benefícios isso trará?
Nenhuns… seria a resposta imediata, pois suspeito que muita gente se ia baralhar com este relógio.
Errado.
Afinal parece que até tem vantagens interessantes.
Quando já estava convencida que este relógio afinal era apenas mais uma pura perda de tempo oiço falar de “neuróbica”, que parece ser uma forma de ginástica cerebral benéfica para combater o Alzheimer. Segundo os autores da descoberta, Lawrence Katz e Manning Rubin (Keep Your Brain Alive: 83 Neurobic Exercises, 1998) , a neuróbica é uma nova forma de exercício cerebral projectada para manter o cérebro ágil e saudável, criando novos e diferentes padrões de actividades dos neurónios cerebrais. Cerca de 80% do nosso dia-a-dia é ocupado por rotinas que, apesar de terem a vantagem de reduzir o esforço intelectual, escondem um efeito perverso: limitam o cérebro. Para contrariar essa tendência é necessário praticar "exercícios cerebrais" que fazem com que as pessoas pensem no que estão a fazer, ou seja, se concentrem na tarefa. Entre os exemplos apresentados surgem alguns curiosos como: usar o relógio de pulso no braço contrário; escovar os dentes com a mão contrária; vestir-se de olhos fechados e, entre outros, ver as horas num espelho. Cá está a razão que me faltava para aceitar esta inovação.
Bom, eu não sei isto funciona mesmo, mas aqui fica a dica, comprem este relógio e contrariem as rotinas, obrigando o vosso cérebro a um trabalho adicional.
Tudo é melhor do que ter ALZHEIMER.

14 de fevereiro de 2006

Princípios Universais do Design

Lidwell, W., Holden, K. & Butler (2003), Universal Principles of Design : 100 Ways to Enhance Usability, Influence Perception, Increase Appeal, Make Better Design Decisions, and Teach Through Design. Rockport Publishers.
ISBN: 1592530079

Dada a grande diversidade de temáticas, abrangidas pelo design e consequente dispersão das mesmas, o designer tem dificuldade em reunir toda a informação necessária para muitos dos seus projectos. Foi a pensar em facilitar a vida aos designers que foi elaborado este livro, que ambiciona ser a primeira enciclopédia multidisciplinar de design. É uma obra ricamente ilustrada, de fácil consulta e que contém diversos conceitos de design exemplificados com aplicações práticas.

Os conteúdos do livro podem ser organizados em 5 grandes categorias:
How can I influence the way a design is perceived?
How can I help people learn from a design?
How can I enhance the usability of a design?
How can I increase the appeal of a design?
How can I make better design decisions?

Estas 5 categorias estão sub-divididas em 216 conteúdos que abordam questões tão diversas como: acessibilidade arquétipos, alinhamentos, dissonância cognitiva, cor, comparação, confirmação, consistência, convergência, custo-benefício, ciclo de desenvolvimento, erros, factor de segurança, sequência Fibonacci, relação figura-fundo, relação usabilidade-flexibilidade, esquecimento, forma e função, diagrama de Gutenberg, hierarquia, destaque, representação icónica, efeitos de interferência, lei de Prägnanz, legibilidade, ciclo de vida, mapa mental, modularidade, distribuição normal, entre muitos outros.

13 de fevereiro de 2006

Para os corações solitários...

Esta “nova tradição” de celebrar, no dia de São Valentim, o dia dos namorados pode ser muito gira para alguns, mas é muito triste para os corações solitários. Essas pobres criaturas que não têm o conforto de um abraço terno, nem podem escutar o bater do coração no peito do seu amado(a)…
Enfim…

Mas tamanha tristeza agora já não tem razão de ser. Mesmo quem não tem o privilégio de ter uma cara-metade, ou quem está longe do seu amado(a), pode agora encontrar conforto nas duas soluções que hoje aqui trago:

A primeira ideia é Japonesa, dá pelo nome de "Boyfriend Arm Pillow", e foi concebida para quem gosta de dormir aninhado nos braços do seu parceiro(a), mas que, por alguma razão, não o pode fazer.













A segunda ideia pretence ao Banana Design Lab L.L.C. de Nova York e dá pelo nome de "My Beating Heart" e consiste numa almofada, em forma de coração, que produz uma réplica das batidas cardíacas que se podem sentir ao abraçá-la.





12 de fevereiro de 2006

11 de fevereiro de 2006

Design quotes

“Não gosto de nenhuma definição (de design) que esteja agarrada ao binómio forma e função. O potencial explicativo deste binómio está esgotado. Considero muito mais abrangente e mais rica cognitivamente uma definição, que formulei recentemente, que define o design como a antecipação de possíveis quebras na vida quotidiana, tanto no lidar com a informação como nos artefactos materiais. Nos Estados Unidos descobri que existe uma base comum entre o design gráfico e o design industrial, precisamente ao nível do interface, esse espaço onde se encontram símbolos e objectos e se confrontam com o utilizador. Um campo de acção exclusivo e indiscutível do designer”.
Gui Bonsiepe

10 de fevereiro de 2006

Jogos Olímpicos de Inverno
















Começaram hoje, e terminarão no próximo dia 16 de Fevereiro, os 20º Jogos Olímpicos de Inverno que, este ano, decorrem em Turim, Itália. Esta não seria uma notícia típica deste blog se a mascote não tivesse sido concebida por um designer Português. Como já devem saber (não é novidade), a “Neve e o Gelo” são da autoria de Pedro Albuquerque (que foi meu professor e, mais tarde, meu colega no IADE).

Ainda não tinha tido oportunidade para falar sobre este assunto, mas aproveito esta ocasião, para deixar o meu tributo a este grande designer Português, de sucesso, que é um exemplo para todos nós!
Parabéns…

GEM, um carro ecológico

Andar de carro é cada vez mais um luxo. O preço dos combustíveis não pára de aumentar, assim como os impostos, as portagens, o estacionamento, os seguros e tudo aquilo que diz respeito aos veículos motorizados. Muitos utilizadores já optaram por soluções inovadoras, como o Smart, mas, ainda assim, dispendiosas e poluentes. Mas...














agora parece ter surgido uma outra alternativa, o Gem , um pequeno automóvel eléctrico modular produzido pela Global Electric Motorcars, uma subsidiária da Daimler Chrysler Company, nos EUA. Este pequeno veículo é grande na sua versatilidade, podendo ser configurado para transportar passageiros ou carga. Na versão mais diminuta mede apenas 140x250cm. A sua bateria pode transportar-nos a uma velocidade de 40km/h durante 7 horas. Segundo os seus promotores, este veículo é 12 vezes mais barato que um carro a gasolina, pois só gasta 0,6 cêntimos por quilómetro.

Bom… pode não ser o meu veículo de sonho, pode não fazer disparar a adrenalina e pode não fazer bem ao meu ego mas é uma alternativa interessante e ecológica para quem só tem que fazer pequenas deslocações citadinas… Disponível a partir de 6500€.

9 de fevereiro de 2006

É a tua vez...

Um designer espanhol criou uma solução para “obrigar” os homens a partilhar as tarefas domésticas!!!...
O novo conceito de electrodomésticos “solidários” foi aplicado a uma máquina de lavar roupa chamada, precisamente, “Your Turn”. Este aparelho, temperamental, não se deixa usar, duas vezes seguidas, pela mesma pessoa. Para tal, a máquina usa a tecnologia de reconhecimento das impressões digitais. A máquina tem um sensor cujo software só permite que o programa de lavagem seja iniciado se forem colocados, sobre ele, diversos dedos em simultâneo. A única forma de contornar o controlo individual é aceder ás traseiras da máquina para remover o sensor, o que não é fácil…

Esta ideia surgiu, ao designer Pep Torres, depois de um convite para a criação de um presente inovador para o dia do pai. Ele pensou que seria interessante acabar com a ideia primitiva do macho man, que não participa nas tarefas domésticas (como alguns que eu conheço que só querem ver o futebol e beber cerveja). É claro que alguns homens não estão de acordo e acham que esta prenda se destina mais à dona da casa. Porém, também é uma solução à prova de crianças, os pais podem ficar descansados que os seus filhos não irão lavar os animais de estimação ou a sua câmara de vídeo, pois os seus dedos não são reconhecidos pelo sistema.

Mas como não há bela sem senão, esta solução também tem falhas. Este sistema não impede que seja sempre a mesma pessoa a carregar a máquina, apenas controla quem a põe a funcionar. Para soluções futuras, Torres espera conseguir instalar sensores também na porta.

Se o vosso parceiro(a) se ausentar por uns dias vão ter que andar com a roupinha suja, ou optar pela lavandaria…Senão, podem sempre introduzir as impressões digitais do vizinho(a) mais atraente do prédio!...

8 de fevereiro de 2006

O cão robot iDOG

Eu adoro cães! Mas ter um animal em casa, especialmente se for em apartamentos pequenos, torna-se problemático não só para o animal como também para os humanos. Assim, para resolver este impasse surgiu iDog, um cão robot da SEGA que dança, ilumina-se e faz algumas (poucas) coisas que os cães de verdade fazem mas não precisa de ossos nem de coleira anti-pulgas.

Bom, é verdade que não substitui o melhor amigo do homem, mas sempre é uma companhia.
Quem sabe se não seria uma boa prenda para a vossa cara-metade, agora no próximo dia dos namorados ;)

7 de fevereiro de 2006

Métodos da Ergonomia

Stanton, N., Salmon, P., Walker, G., Baber, C., & Jenkins, D., (2005). Human Factors Methods: A Practical Guide for Engineering and Design. Ashgate Publishing Company. ISBN: 0754646610

O objectivo principal deste livro é ser um manual de métodos da ergonomia, pensado para profissionais e estudantes. Cada secção deste livro aborda diferentes categorias de métodos e técnicas da ergonomia que, podem ser aplicados durante o processo de design e na avaliação das soluções. No seu todo, contém dezenas de métodos de concepção e de avaliação, o que nos permite ficar, não só, com uma ideia ampla sobre as metodologias existentes, mas também, sobre a forma como podem ser usadas conjuntamente. Os métodos são detalhados e são dadas informações sobre a sua aplicação prática. No último capítulo é apresentado um estudo de caso onde foram usados diversos métodos para avaliação de um projecto.

6 de fevereiro de 2006

Coisas estranhas...

Imaginem que os vossos velhinhos telefones fixos ganhavam nova vida e passavam a ser móveis. Iriam transportá-los numa mochila, num saco, ou dentro das calças? Parece uma ideia idiota, não é? Mas é algo desse género que a Phonedaily nos oferece. No seu site (em Japonês) podemos encontrar uma solução, bastante estranha, para modernos telemóveis, que consiste na aplicação de um clássico auscultador como se tratasse de um periférico de ultima tecnologia.




























É quase o mesmo que levar as colunas de som junto com um leitor de mp3, ou levar um monitor tradicional junto com o portátil…
Ora aqui está mais um exemplo de "Bad Design" sobre o qual vale a pena reflectir.

Será que há mercado para estas coisas estranhas? hummmm...

5 de fevereiro de 2006

4 de fevereiro de 2006

3 de fevereiro de 2006

Estímulo

“O design é uma manifestação da capacidade do espírito humano para transcender as suas limitações.”
in The Problems of Design . George Nelson . 1957

Encontrei este chavão, p'lo meio de umas leituras e achei que serve de estímulo a todos nós designers!

Velas sem cera

Hoje em dia é possível encontrar uma réplica de quase tudo. Há réplicas de telemóveis, de jóias, de relógios, de carros, de roupas, de obras de arte, até de pessoas, enfim…Mas esta ideia de imitar, ou replicar, parece-se muito com a ideia de falsificar. A fronteira é tão ténue que quase vivemos uma vida que não é real mas sim uma réplica…
Toda esta conversa foi despoletada pela minha descoberta de que agora até já há réplicas de velas, não como aquelas que se vêm nas igrejas, mas cópias electrónicas perfeitas das originais.

Para meu espanto, as velas Hono acedem-se de forma similar ás verdadeiras, ou seja, basta aproximarem uma réplica de fósforo para que se acedam, apagam-se pelo sopro e a sua luz também treme pela acção de uma ligeira brisa. Tudo graças à mais avançada tecnologia japonesa.


Assim já podemos fazer um jantar “à luz das velas” (neste caso apenas à luz… ponto.) sem sujar a toalha de cera, sem cheiro de cera derretida, sem ter de substituir as velas a meio do repasto, sem risco de incêndio ou queimaduras, etc…e são completamente recarregáveis.

Estava aqui a pensar se seria uma boa opção para o jantar romântico do próximo dia de São Valentim… talvez…desde que a companhia seja verdadeira!!!

2 de fevereiro de 2006

LIFETECH aposta no design nacional
















A Lifetech, em colaboração com a revista “T3” e o IADE, acaba de lançar um interessante desafio aos designers nacionais na forma de um concurso: o “1º Lifetech T3 Design Challenge”. O objectivo é a criação de periféricos para computadores, mais especificamente, câmaras de Internet, memórias flash USB e colunas de som. Este concurso tem como lema: “Cria os teus produtos, acompanha a produção, vê-os nas lojas”. Os 1º classificados terão, de acordo com o lema do concurso, oportunidade de acompanhar o início de produção do seu projecto, enquanto que os 2º e 3º classificados receberão um certificado de distinção.
Os requisitos técnicos do concurso podem ser consultados em http://www.lifetech-world.com/ ou www.t3.com.pt

Mais uma aposta, de louvar, no design nacional…
Aproveitem para mostrar ao mundo as vossas qualidades!!!

1 de fevereiro de 2006

Bolsas de estudo em design

A Designlabor Bremerhaven, como vem sendo hábito, vai atribuir este ano bolsas de estudo a jovens designers com formação em design de produto, comunicação ou ambientes. O enfoque será dado à influência que o design de produto, o design público, e o design de comunicação possam ter no desenvolvimento urbano e no turismo.
Para mais informação devem contactar a Designlabor;
e-mail: havliza@designlabor.com
Fonte: CPD

31 de janeiro de 2006

Inteligência e Tecnologia

Sternberg, R. J.; Preiss, D. D. & Williams, W. M (Eds), (2005). Intelligence and Technology: The Impact of Tools on the Nature and Development. The Educational Psychology Series. Lawrence Erlbaum Associates.













Que impacto tem a tecnologia nas capacidades humanas?
Qual o impacto cognitivo de tecnologias complexas?
A tecnologia aumenta ou limita o funcionamento intelectual humano?
Podemos conceber tecnologias que fomentem o desenvolvimento intelectual humano?
De que forma a tecnologia medeia o impacto das variáveis culturais no funcionamento intelectual humano?

Este livro é uma óptima sugestão de leitura, para aqueles que se interessam por questões como as anteriores.

Esta é uma análise multidisciplinar por excelência e engloba temáticas tão diversas como as questões históricas, sócio-culturais, cognitivas, educacionais, industriais, do design e ergonómicas.
Este livro divide-se em quatro grandes partes, sendo que a parte I do livro foca a história das tecnologias cognitivas e a sua relação com a cultura, a parte II aborda a forma como as tecnologias educacionais afectam a estrutura do pensamento dos estudantes, a parte III centra-se na aplicação da tecnologia ao mundo do trabalho e, por último, a parte IV analisa o interface entre a inteligência e a tecnologia.
Muito interessante e inovador... existem poquíssimos trabalhos realizados nesta área.

30 de janeiro de 2006

Just a Moment

O tempo é dinheiro… diz o provérbio. Eu estou de acordo e, por isso, não posso concordar com o relógio “Just a Moment”.















Esta solução pode ser inovadora mas, na sua ânsia de querer ser diferente, acabou por criar uma forma nada funcional, bastante confusa e de difícil uso. Ora isso é, exactamente, aquilo que não se quer que aconteça durante a leitura das horas.
Este relógio “Just a Moment” consiste numa mistura entre o analógico e o digital, criando uma representação estranha do tempo. Ao separar os diversos ponteiros, colocando-os sobre escalas diferentes, parece que estamos a visualizar diferentes fusos horários.
No meu entender, a procura do novo não pode levar a soluções anti-funcionais pois, dessa forma, saímos do âmbito do design e entramos no da pura especulação!

29 de janeiro de 2006

28 de janeiro de 2006

Design quotes

“Form follows function-that has been misunderstood. Form and function should be one, joined in a spiritual union.”
Frank Lloyd Wright

Lacuna imperdoável, sr.ª Formiga!!!

Atão e aqui nã se fala de dézáine de móda?
Só pa dizer que jácátou outra vez!

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27 de janeiro de 2006

Pato aspirador

Por vezes é necessário aspirar sítios exíguos, como debaixo do computador, entre o teclado, dentro de uma gaveta… sei lá mais onde… para isso dá imenso jeito ter um mini aspirador, como aqueles que existem para os carros. Agora podemos adquirir este aspirador-pato, que funciona ligado à porta USB do computador.























Ninguém questiona a utilidade desta ideia mas, a pergunta coloca-se de outra forma:
- Porquê dar a forma de um pato a um aspirador?

Será por ventura o pato um animal com forte sucção?
Serão desejos ocultos de apertar o gasganete ao pobre animal?
Ou é pura falta de bom-gosto?
Não haveria uma forma mais ergonómica, mais funcional para dar ao aspirador?

26 de janeiro de 2006

5º Concurso Bombay Sapphire

Sonham ser designers de sucesso?...
Parem de sonhar e comecem a projectar!
Participem no próximo concurso Bombay Sapphire e tornem o vosso sonho realidade…













O concurso anual Bombay Sapphire, já na 5ª edição, constitui um desafio para os alunos, e escolas, de design de diversos países (Bélgica, Canadá Espanha, EUA, França, Holanda, Itália, Japão, Polónia, Porto Rico, Portugal, Reino Unido, Rússia, Singapura, Taiwan). O Objectivo do concurso é a concepção de um copo de vidro para cocktail, inspirado no gin Bombay Sapphire. O projecto vencedor, em cada país, será produzido pela marca para que possa disputar a grande final internacional, a realizar de 5 a 9 de Abril de 2006 em Milão. O vencedor nacional ganhará também a possibilidade de viajar, para Milão, para defender o seu projecto no local.

A novidade é que, pela primeira vez, o concurso também está aberto a recém-licenciados.
Data limite de recepção de candidaturas 6 de Fevereiro 2006.
Para mais informações, e obter o regulamento, devem consultar o site do CPD.

25 de janeiro de 2006

SHIFT

Aprender a andar de bicicleta não é fácil e pode causar alguns traumatismos dolorosos. Muitos de vós aprenderam com a ajuda de um triciclo ou colocando rodinhas extra na bicicleta. Mas essas soluções não são nada atraentes… Para melhorar a aprendizagem, os designers da Universidade de Purdue inventaram o triciclo Shift, cujas rodas se aproximam com o aumento da velocidade e se afastam em velocidades mais lentas.
Ideal para crianças e adultos!


























Esta invenção foi considerada, pela imprensa nacional e internacional, como uma das melhores do ano de 2005 e ganhou o 1º Prémio no “9th International Bicycle Design Competition” em Taiwan.

Eu gostava de ver, e experimentar, antes de me pronunciar mas, ainda assim, parece ser um produto fantástico! Para saber mais sobre este conceito e muitos outros bastante interessantes dêem uma passada pelo site da Designapkin.

24 de janeiro de 2006

Cognição em acção

Smyth, M. M.; Collins, A. F.; Morris, P. E. & Levy, P. (1994). Cognition in Action. Lawrence Erlbaum Associates.

Este livro aborda as questões da psicologia cognitiva de uma forma diferente do habitual, até com alguma piada, dando ênfase ao estudo do desempenho humano nas actividades do quotidiano. O mesmo é dizer que o livro analisa a forma como organizamos, e usamos, os nossos conhecimentos para adoptar o comportamento correcto num mundo tão complexo. Cada capítulo do livro inicia-se com um exemplo que serve de pretexto para a introdução dos conteúdos teóricos. São usados exemplos de complexidade diferente, que podem ir de uma simples operação de aritmética à tomada de decisões médicas complexas. O texto demonstra que cada parte do sistema cognitivo só poderá ser entendido quando devidamente enquadrado no todo.

Alguns dos capítulos: Reconhecimento de rostos – Percepção e identificação de objectos; Leitura de palavras – Visão e audição no reconhecimento de padrões; Separar ovelhas de cabras – Categorização de objectos; Alcançar um copo de cerveja – Planeamento e controlo motor; Bater na cabeça e esfregar a barriga – Fazer duas coisas em simultâneo; Testemunhar um acidente – Codificação, armazenamento e evocação da memória; Festejar um aniversário – Memória do passado, no presente e no futuro; Chegar a uma nova cidade – Adquirir e usar conhecimentos espaciais; Diagnosticar uma doença – Tomada de decisão sob incerteza.

23 de janeiro de 2006

Uma forma de acordar diferente

Se vocês são daqueles que acordam com a garganta seca, então é provável que levem um copo com água para a mesa-de-cabeceira. Parece que Peter Brooren pertence a esse grupo, pois foi ele o autor desta nova engenhoca, o “Analog Awakening”, que combina um despertador com um copo de água.
O mais extraordinário nesta solução é que o som do alarme é determinado pela quantidade de água no copo!!! Mais água, som mais baixo, menos água, som mais elevado…

Podem vocês perguntar: então e qual a utilidade desta coisa?
Boa pergunta.
Eu não sei responder… não faço ideia nenhuma… mas achei este conceito tão estapafúrdio que quis partilhá-lo…ele há dias assim!

22 de janeiro de 2006

21 de janeiro de 2006

Design quotes

“Good design is innovative, gives a product utility, is aesthetic, makes a product easy to understand, is unobtrusive, is honest, is long-lived, is consistent down to the smallest detail and protects the environment. Good design is as little design as possible.”
Dieter Rams

20 de janeiro de 2006

Navegação inteligente em tempo real

Está em curso um estudo, em Londres e Tóquio, que pretende usar as modernas tecnologias, nomeadamente um sensor remoto fabricado no Japão, para melhorar a mobilidade dos cidadãos, de todas as idades e capacidade, nos centros das cidades.

Todos sabemos que cada viagem, nos transportes públicos, é única e que cada indivíduo em viagem terá necessidades específicas, pois nem todos possuímos as mesmas capacidades físicas e cognitivas. No entanto, a informação disponível nos sistemas de transportes não é personalizada, é indiscriminada e, frequentemente, pouco fiável.
Este projecto procura investigar o uso de sistemas “inteligentes” para fornecer informação exacta, em tempo real e “feita por encomenda” para o viajante individual. Essa informação é-lhe enviada, directamente, para que possa melhorar a sua mobilidade pessoal nos centros das cidades.
Estão a ser realizados estudos, com utilizadores, nos transportes de Londres e Tóquio para obtenção de informação profunda sobre os comportamentos. Foi usada tecnologia de sensores da Omron.











O sistema proposto integrará terminais de transporte, redes de dados, utilizadores e destinos. Esta integração será feita usando um ID Peg que poderá ser usado como uma bijutaria, ou no porta-chaves. O sistema Happy Travel de Tóquio usa o telemóvel para interagir com o ambiente inteligente.

19 de janeiro de 2006

Nova simplicidade Philips

A nova filosofia de design da Philips pode resumir-se na seguinte expressão - "sense and simplicity" - num esforço para simplificar a vida das pessoas.

Para o director criativo da Philips, Stefano Marzano, a casa do futuro será mais parecida com a casa do passado do que com a do presente. Será uma casa menos confusa e desorganizada, com objectos mais discretos. As televisões farão parte das paredes e as aparelhagens desaparecerão nas estantes.

Alguns exemplos interessantes desta nova filosofia:

Glowing Places/Outdoor Seating Project

Será uma cadeira ou um candeeiro? Assentos de exterior que respondem à presença das pessoas. Ao tocar nos assentos a sua luz muda rapidamente, ficando mais suave quando há menos actividade na área.





Tree of Life/AirTree



A Air Tree é um objecto decorativo elegante mas também um purificador e humificador do ar.
(Será que o meu cão a iria confundir com uma árvore... e fazer aquilo que sempre faz quando vê uma árvore?!...)








Philips’ concept LED bulbs



18 de janeiro de 2006

Etiquetas para cabos










O Cable ID, da Sternform , é uma espiral de plástico com uma zona para legendas ou rotulagem. Com a ajuda desta etiqueta torna-se muito fácil identificar qualquer cabo. O que nem sempre é tarefa fácil, como todos nós sabemos, especialmente quando se encontram escondidos, emaranhados, nas partes mais inacessíveis e escuras dos nossos móveis. Para evitar ligar o candeeiro, em vez da impressora, computador em vez do scanner, ou outras trocas do género, podemos usar estes identificadores. Desta maneira não precisam enfiar os dedos nas ranhuras das máquinas para tactear à procura de identificar o que está na ponta do cabo. Estas etiquetas, disponíveis em conjuntos de 8 peças, de diferentes cores, podem ser reescritas, basta que apaguem as legendas que escreveram antes.
Como sugestão, para melhorar a interacção com este produto, digo que também seria interessante diferenciar estas etiquetas através de diferentes texturas e/ou materiais. Assim, estaríamos a resolver os casos mais bicudos…aquelas situações onde não temos acesso visual à etiqueta, ou quando o indivíduo é cego ou amblíope.
Apesar de ser uma solução simples é fantástica porque resolve uma chatice enorme.

17 de janeiro de 2006

Design Urbano Inclusivo

Greed, Clara (2003). Inclusive Urban Design: Public Toilets, 1 edition, Architectural Press.

Não se deixem levar pelo título…
Numa primeira impressão poderiam pensar: “Que horror, que chatice, ler um livro sobre casas de banho públicas...baahhhh!...” Mas estão completamente equivocados. Na verdade, este livro fornece orientações úteis para a concepção de sanitários públicos inclusivos, ou seja, acessíveis a todos, mesmo àqueles com necessidades especiais.

Pensado para arquitectos, designers, responsáveis camarários, legisladores, entre muitos outros intervenientes na concepção e fiscalização do espaço urbano, este livro aborda o grave problema da desadequação dos sanitários públicos às necessidades dos cidadãos, discutindo qual deve ser o papel do design urbano na procura de soluções satisfatórias.

Podemos encontrar, neste livro, informações úteis e conhecimentos práticos sobre todos os aspectos relacionados com a concepção dos sanitários públicos incluindo: a concepção dos edifícios, a localização dos sanitários, a segurança, a saúde e higiene, o layout dos espaços, a acessibilidade e a discriminação dos deficientes, entre outros aspectos. Para além disso são mostrados diversos exemplos internacionais, de espaços sanitários, o que nos permite ter uma ideia comparativa daquilo que se faz, a este nível, por esse mundo fora.

Na minha opinião, uma das grandes conquistas deste livro será o reconhecimento de que, algumas questões do design urbano, podem ter resultados muito melhores se forem pensadas por equipas multidisciplinares!... Teríamos certamente espaços urbanos, sanitários ou outros, de maior qualidade e muito mais amigáveis se, os arquitectos, os designers de ambientes, os designers industriais, os ergonomistas, os engenheiros e os técnicos de saúde pública trabalhassem em conjunto, em prol do bem-estar e qualidade de vida de todos.
Essa é a grande lição que este livro nos ensina...

16 de janeiro de 2006

O clip

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O Clip foi inventado em 1899 por Johan Vaaler, o primeiro a aproveitar com engenho e arte, a maleabilidade do arame.
Embora subsistam algumas controvérsias em torno desta descoberta, os noruegueses não abdicam da glória do seu compatriota e chegaram mesmo a fazer o clip, durante a ocupação nazi, um símbolo de unidade nacional.
Actualmente nos EUA são usados 18 biliões de clips por ano.

Já alguém imaginou um atelier ou escritório sem clips? Aquele que é considerado um verdadeiro "objecto de design", pois cumpre na perfeição a velha máxima de "a forma segue a função", simples, práctico, fácil de usar e de produzir?
De facto, ninguém! Ninguém imagina o espaço de trabalho sem um verdadeiro "abraço metálico".

Concurso de objectos em cortiça
















A AIEC - Associação de Industriais e Exportadores de Cortiça, abriu um concurso para criação de 10 objectos, de uso doméstico, em cortiça.
Os objectos propostos devem ter por base os bastões cilíndricos, provenientes da colagem das rolhas pelos topos, e devem respeitar uma patente desenvolvida pelo INETI e adquirida pela PRICOR.

Os trabalhos devem ser apresentados em suporte papel e digital, do qual devem constar alçados e vistas tridimensionais das peças e respectivas dimensões.
Os autores premiados receberão royalties sobre a venda dos seus produtos.
O concurso encontra-se aberto até 31 de Janeiro de 2006 e os resultados serão divulgados durante o mês de Fevereiro.

Para mais informações contactar: pricor.geral@aiec.pt
Fonte:
CPD

15 de janeiro de 2006

14 de janeiro de 2006

Design quotes

"Design is the method of putting form and content together. Design, just as art, has multiple definitions; there is no single definition. Design can be art. Design can be aesthetics. Design is so simple, that's why it is so complicated."
Paul Rand

13 de janeiro de 2006

O creme Nivea

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As imagens:
1911 . 1924 . 1925
1926 . 1931 . 1935
1940 . 1943 . 1949
1959 . 1970 . 1992

A partir de uma imagem Art Nouveau, ao estilo da época, até à lata azul que mais vendeu.
Um logotipo que se adaptou a tendências e que assim que atingiu o maior grau de notariedade possível se menteve fiel a si próprio. Até aos dias de hoje!

Para abreviar todo o blá, blá, blá do custume, resta dizer que o azul e o branco estão sempre presentes. Segundo os entendidos, o azul é a cor da harmonia, da simpatia e da amizade, e o branco é a pureza, a limpeza e a inocência.
A partir do momento que a marca atingiu um elevado índice de notoriedade, a Beiersdorf (detentora da marca “Nivea”) optou por não fazer mais alterações à marca. A última data de 1992. Até hoje, a lata mais vendida do mundo, e desde 1925, as cores são azul e branco.
A marca surge em 1911 e é redesenhada em 1924, mas é no ano seguinte que ganha o seu universo cromático tal e qual nós o conhecemos hoje. Destaco o ano de 1959, ano em que surge o requinte associado à marca: a letra cursiva na palavra “creme”.
Existem dois elementos fundamentais nesta marca: a tipografia e a cor.
A fonte completa da Nívea foi concebida por Achaz Prinz Reuss e consiste em 12 variações e uma versão para texto. Para livros, campanhas ou comunicações internas é utilizada a versão “chave”, que pode ser light, book, medium ou bold, para enfatizar algum ponto recorre-se ao itálico.
Enfim, uma marca de sucesso arrumada numa gaveta qualquer de um móvel qualquer numa casa de banho qualquer!

Um mundo diferente.

















Soube, através de uma amiga, que foi lançado o primeiro site internacional para surdos, na passada quarta, 11 de Janeiro de 2006. Fiquei muito curiosa e fui lá dar uma olhadela... O site chama-se Deaf-blogs.com e reúne blogs, com imagens e vídeos. Foi pensado por um grupo britânico, de pessoas com deficiência auditiva, cujo objectivo era criar um site na Internet que permitisse a todos, com o mesmo problema, compartilhar suas experiências. A blogosfera tem privilegiado sobretudo o suporte escrito e fotográfico mas, graças ao avanço tecnológico, agora também já é possível o uso do vídeo. Este último suporte permite que as pessoas surdas comuniquem, na Internet, através da linguagem gestual.
Alison Bryan, a criadora do site ambiciona que ele "reagrupe os sites das pessoas surdas e as anime a publicar suas próprias reflexões, de maneira independente".

Ora aqui está um belo exemplo de como, as tecnologias da informação e da comunicação, podem ser usadas para derrubar as barreiras à integração das pessoas com deficiência, reduzindo a sua exclusão. No meu entender, o passo seguinte deveria ser a inclusão, cada vez mais comum, de vídeos deste tipo nos sites. Dessa forma não haveria distinção entre utilizadores com deficiência e sem deficiência...

12 de janeiro de 2006

MIRATE 2006


Mirate é o Primeiro Salão Profissional da Imagem e da Comunicação do Noroeste.
Este evento decorrerá entre 26 e 29 de Janeiro de 2006, no IFEVI - "Instituto Ferial de Vigo", na nossa vizinha Espanha.
Serão abrangidas as áreas da fotografia, do audiovisual, da comunicação, das artes gráficas, do marketing, da internet, da publicidade e do design. Como se pode imaginar, esta feira oferece “mil razões” para ser visitada...

11 de janeiro de 2006

Balde do lixo ou lixo do balde!?...


















A Essey, uma empresa de design Dinamarquesa, ganhou o "Good design Award" 2005, no Japão, com o “Bin Bin” , um balde do lixo fora do vulgar… O Bin Bin, da autoria do designer John Brauer, foi premiado na categoria de “Product Design/Everyday goods and gardening products”.
Este balde é inovador porque, ele próprio, se parece muito com o lixo que se propõe conter. O próprio processo criativo parece ter sido divertido…já que os designers passaram horas a amassar folhas de papel até encontrarem o balde perfeito. Depois de produzirem 500 mini baldes, escolheram o protótipo final, que foi digitalizado em 3D para produção.

É uma solução minimalista mas extraordinariamente comunicativa.
Só poderia ser design escandinavo…

Apetece-me perguntar: Que outro aspecto deveria ter um balde para papéis?
Mas, por outro lado, fico admirada com o facto de o lixo, transformado em design, ganhar concursos internacionais! Este isomorfismo parece-me exacerbado e, obviamente, não pode ser usado como solução para a maior parte dos casos.

10 de janeiro de 2006

Designing Pleasurable Products

Jordan, Patrick W. (2002), Designing Pleasurable Products: An Introduction to the New Human Factors. CRC.

Este livro aborda o uso, cada vez mais intenso e poderoso, da ergonomia no processo de design. Um processo criativo que dá cada vez mais importância ao utilizador, considerando-o uma peça fundamental e imprescindível para o sucesso das soluções propostas. O utilizador é cada vez mais activo, participativo, exigente e cada vez menos o consumidor passivo que compra tudo, sem critérios. Por isso, o sucesso do design contemporâneo de produtos, não depende apenas da sua funcionalidade, da sua qualidade técnica, usabilidade ou preço, mas antes da sua capacidade de agradar, de dar prazer a quem o usa. O apreço que sentimos pelos objectos é cada vez mais um factor de sucesso. Neste sentido a concepção deve adoptar uma abordagem holística do produto, entendendo que este deve constituir, sobretudo, uma alegria para o seu dono.
O livro, muito curioso, oferece-nos um enquadramento prático da questão e discute algumas técnicas de design.

Palavras chave: especificação dos benefícios dos produtos; produtos atraentes e agradáveis; como agradar aos sentidos; prazer obtido pelo uso dos produtos; criatividade participativa.

9 de janeiro de 2006

Um ajuda na piscina

E se os seus óculos de natação o ajudassem a medir as distâncias percorridas? Katie Williams, estudante de design industrial, concebeu uma solução que ajuda os praticantes a controlar os treinos e os seus progressos na natação. A sua proposta consiste nuns óculos, denominados Inview, que usam uma bússola embutida para contabilizar cada piscina nadada, detectando a inversão de sentido, permitindo aos utilizadores se concentrarem na sua técnica em vez de estarem preocupados a contar voltas.

Eu pessoalmente nunca consigo contar, com certeza absoluta, quantas piscinas nadei, ou que tempo fiz, pois estou sempre demasiado ocupada a combinar os movimentos com a respiração e tentar não engolir água… e como não posso pagar, para ter um treinador pessoal, estes óculos eram uma ajuda bem vinda!

8 de janeiro de 2006

7 de janeiro de 2006

Design quotes

"Our guiding principle was that design is neither an intellectual nor a material affair, but simply an integral part of the stuff of life, necessary for everyone in a civilized society."
Walter Gropius (1883-1969)

6 de janeiro de 2006

Cadeira de rodas todo o terreno

Um pouco na sequência dos comentários feitos ao post de 18 de Dezembro de 2005, aqui fica uma novidade. Foi criada uma cadeira de rodas, a iBot (Individual Balancing Optimized Transporter), que é quase um todo o terreno. Andar de cadeira de rodas é a única forma de locomoção para muitos mas, infelizmente, existem demasiados obstáculos para que seja uma solução verdadeiramente libertadora. Esta solução tenta ultrapassar a maioria dos obstáculos que se colocam durante um qualquer percurso. Consegue, por exemplo, subir escadas e tem uma velocidade máxima de 11km/h. Outra das suas características importantes é a sua capacidade de elevação. O seu ocupante pode ser elevado até à altura de uma pessoa de pé, o que é uma vantagem a nível psicológico.

5 de janeiro de 2006

Xplory Baby da Stokke




















Passear um bébé no carrinho não corresponde, exactamente, à melhor ideia de passeio, pelo menos do ponto de vista do próprio bébé. Experimentem observar o mundo da posição em que o bebé se encontra no carrinho… pois é. Se lá estivessem não iriam ver muito mais dos que pernas, traseiros, escapes de carros, baldes do lixo, muros, entre outras coisas que andam pelos nossos passeios. O Carrinho da Stokke, o Xplory eleva o bébé, garantindo-lhe uma melhor visão do mundo que o rodeia e transformando qualquer passeio numa aventura estimulante. Esta forte estimulação visual permitirá criar laços mais fortes com os pais e com o ambiente envolvente. A elevação também afastará os bébés dos fumos de escape (não terão ar puro, mas também não levarão directamente com os fumos na cara).

Do ponto de vista ergonómico este carro representa uma boa prática de design ao reduzir, efectivamente, as probabilidades de lesão lombar. De facto, quanto mais elevado estiver o suporte para o bébé, menor será a flexão do tronco necessária para o colocar ou retirar do carrinho. E como sabemos, o risco de lesão aumenta em função do peso suportado, do tempo de suspensão, do afastamento do peso ao centro do corpo e da frequência e grau de flexão do tronco.

Para além de todas estas vantagens este carro também se poderá ir transformando, adaptando-se ao crescimento do bébé. O carro vem equipado com amortecedores e rodas especiais que promovem uma deslocação fácil e suave. Ou seja… um verdadeiro topo de gama, ao nível da qualidade que a Stokke nos vem habituando.

4 de janeiro de 2006

Acessibilidade nos museus

No próximo dia 23 de Janeiro de 2006, irá ocorrer o Seminário
"Sabe escrever para todos? A acessibilidade da comunicação escrita nos museus". Este seminário, promovido pelo GAM, que é um grupo de trabalho que tem como objectivo melhorar o acesso aos museus a todo o público com necessidades especiais, terá lugar no Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva. O seminário contará com a participação de profissionais de museus portugueses e estrangeiros, jornalistas e designers, que irão discutir a problemática dos textos escritos e a sua importância na comunicação do museu com o seu público. A quem é que nos dirigimos? Quem é que pretendemos atrair? Conseguimos produzir textos acessíveis para o público-alvo? Quais as normas que deverão ser seguidas? Qual o papel do designer? Estas são algumas das perguntas às quais os participantes irão procurar dar resposta.

O seminário está aberto aos profissionais dos museus e aos designers e a participação é gratuita.

Atenção!
As inscrições só estão abertas até 16 de Janeiro de 2006 e, como as vagas são limitadas, as inscrições são aceites por ordem de chegada.
Apressem-se a reservar o vosso lugar!

3 de janeiro de 2006

Ergonomia e lesões lombares

Khalil, T. M., Abdel-Moty, E. M., Rosomoff, R. S. & Rosomoff, H. L. (1993), Ergonomics in Back Pain: A Guide to Prevention and Rehabilitation. Wiley.

Para quem está envolvido na concepção de postos de trabalho, assentos, mesas ou máquinas, é importantíssimo saber qual a postura correcta, que o utilizador deverá adoptar, de forma a maximizar o desempenho e minorar o desgaste biológico.

Se a interacção entre o Homem-Tarefa-Equipamento não estiver optimizada ocorrerá um stress postural desnecessário e potencialmente perigoso, em particular para uma estrutura anatómica muito importante, mas também muito sensível, a coluna vertebral. As dores nas costas são uma das principais causas de sofrimento, de elevados gastos médicos e de fraca produtividade.

Através de uma abordagem multidisciplinar, profusamente ilustrada, este livro foca o problema das lesões músculo-esqueléticas em geral e, em particular, das lesões lombares. São apresentados os princípios gerais da ergonomia e da biomecânica, bem como as suas aplicações na prevenção e reabilitação das lesões lombares. É dada ênfase ás metodologias ergonómicas, tais como a análise do desempenho humano e a abordagem das capacidades funcionais. Também são apresentadas formas para conceber postos de trabalho, para planear tarefas, de forma a minimizar o desgaste postural e melhorar o desempenho. No livro é discutida a origem das dores lombares, dos eventos que podem, potencialmente, provocar a lesão e as consequências que daí resultarão para os trabalhadores. São ainda apresentados dados epidemiológicos que demonstram os efeitos devastadores das dores lombares na economia, na indústria e nos cuidados de saúde em geral.

Este livro foi escrito a pensar nos ergonomistas, fisioterapeutas, engenheiros, designers e todos os profissionais que lidam com pessoas com necessidades especiais.

2 de janeiro de 2006

Desejos para 2006!













Na primeira mensagem de 2006 gostaria de publicar alguns dos meus desejos para este novo ano. Poderia começar pelos desejos da praxe, aqueles que todos revelam quando alguém lhes pergunta… paz, amor, felicidade, saúde, dinheiro, etc… Mas decidi que não era para falar desses desejos que iria escrever esta mensagem. Quero falar dos desejos que fazem parte das minhas preocupações diárias e que, em muitos casos, são metas a atingir:

1. Desejo que todos os projectos em que estou envolvida, individualmente ou conjuntamente com os meus colegas, sejam um sucesso e que isso contribua para a minha felicidade;
2. Desejo que os meus colegas e amigos alcancem todas as metas que estabeleceram nas suas vidas e que tenham sucesso;
3. Desejo que o mérito, ou demérito, daqueles que nos rodeiam seja finalmente reconhecido;
4. Desejo que os meus alunos consigam concluir, com sucesso, os seus estudos e sejam bons profissionais;
5. Desejo conseguir terminar, com sucesso, os meus estudos e com isso melhorar a minha vida;
6. Desejo conseguir melhorar o meu desempenho como designer e como professora;
7. Desejo contribuir para o desenvolvimento do design e da ergonomia em Portugal;
8. Desejo contribuir para o fortalecimento da ligação entre estas duas áreas;
9. Desejo contribuir para a melhoria do ensino de design em Portugal;
10. Desejo que o design português se afirme cá dentro e no mundo;
11. Desejo que este país comece a respeitar aqueles que, por alguma razão, são diferentes da maioria;
12. Desejo que a Humanidade comece a respeitar a Mãe Natureza e preserve este pequeno planeta azul em que habitamos.

Bom… podem achar que são banais ou utópicos, mas são os meus desejos para 2006 e, provavelmente, para os anos que se seguirão!