16 de dezembro de 2005

Design sem preconceitos

E se uma empresa lhe pedisse para conceber brinquedos sexuais, como vibradores?
Aceitariam o desafio ou ficariam com receio?
A solução escolhida assentaria numa réplica real daquilo que a natureza criou?
Ou optariam por soluções esculturais, cheias de expressividade artística?
Por outro lado, talvez se pudesse investigar a ergonomia dessa interacção para encontrar a solução mais adequada!

Este desafio foi colocado, pela Myla , a diversos designers e artistas.
Ultrapassando preconceitos, ou falsos moralismos, estas peças de design não foram concebidas para estar escondidas na gaveta, quando não estão em uso, mas também não são meras esculturas ou peças decorativas.








O Bone, da autoria de Tom Dixon, actual director criativo da Habitat internacional, até tem uma edição especial, feita artesanalmente em cristal e, apesar do preço elevado da versão normal (240€), tem uma interminável lista de encomendas. Sobre este trabalho, o designer afirmou: «É extraordinário, que objectos destinados a um uso tão íntimo e agradável sejam tão destituídos de qualidade em termos de design e material. Objectos como estes devem ser preciosos, bonitos e higiénicos, reflectindo a sua função.». Marc Newson, designer australiano, é o autor de Mojo, cuja palavra-chave parece ser “divertido”. Sobre ele o autor disse: «Cada projecto é um desafio único, e não vejo nada de estranho em desenhar tudo, desde um jet privado a um acessório sexual». Tara Cottam, escultora britânica, é a autora de Seed, uma solução mais inspirada na natureza. A solução encontrada não se afasta muito da linha das suas esculturas, sempre inspiradas em objectos naturais e trabalhadas em pedra ou bronze. Outra escultora, Mari-Ruth Oda, japonesa, conhecida pelos seus trabalhos em pedra, é autora do Pebble, que passa bem por uma vulgar pedra rolada, a não ser que comece a vibrar no meio da sala...

3 comentários:

pompiii disse...

Aqui está! Neste exemplo, verificamos o quão versátil um designer tem de ser, e também o porquê de ser uma profição tão agradável e desafiante ;)

Fabs Costa disse...

Um grande desafio é amar alguém!

Anónimo disse...

pompiii, é profissão...