24 de abril de 2007

A revolução de Abril e a arte

Couceiro, Gonçalo (2004). Artes e Revolução: 1974-1979. Colecção Estudos de Arte. Livros Horizonte.

Tive, na minha formação académica, diversos professores(as) de História de Arte. E, como acontece com toda a gente, gostei mais de uns do que de outros. Talvez porque nem todas as temáticas abordadas me interessassem de igual modo mas, certamente, muito devido à sua estratégia pedagógica de abordagem dos assuntos. Sem qualquer dúvida, posso afirmar que, as melhores aulas que tive foram dadas por uma professora que insistia em enquadrar os artistas na sua época. Falávamos da cultura, da politica, da sociedade em geral e da cultura em particular mas, também e muito, da vida pessoal do artista. Para mim, aquilo era uma autêntica viagem no tempo. Quase podia sentir os cheiros, ouvir as músicas e sentir as emoções que os artistas tinham experimentado. Só assim eu podia entender o porquê daquelas diferentes posturas artísticas. Ainda hoje só consigo entender a arte se a encarar dessa forma sistémica holística… Neste sentido e porque estamos em vésperas de mais um aniversário da Revolução dos Cravos, sugiro a leitura do livro “Artes e Revolução: 1974-1979” de Gonçalo Couceiro.

segundo a editora:

“Após a Revolução do 25 de Abril de 1974, a censura foi abolida e a liberdade de expressão conquistada. Artistas, grupos, instituições e movimentos associativos envolvem-se em acções culturais, cívicas e políticas. (...) Esta obra retrata essa época de abertura e instabilidade, de esperanças e de contradições que se viveram no mundo das artes plásticas, percorrido também pelas clivagens do tempo.”

2 comentários:

Fabs Costa disse...

Qual seria a professora de História da Arte que te fez sentir a arte assim?

Senti isso na António Arroio com a professora Margarida Tamagnini Castel-Branco e depois no IADE principalmente com a professora Cecília Eiró.

As professoras do IADE, Helena Souto que admiro imenso e também a professora Lourdes Riobom eram duas senhoras de grande carisma comunicacional com quem aprendi muito e continuo ainda a aprender.

Anónimo disse...

Será que houve arte neste período da história de Portugal?
Ou seriam apenas meninos rabinos pintores de paredes?(MRPP)