15 de janeiro de 2007

Adrian Frutiger



Harmonia ou Monotonia?

Um dos mais importantes designers da história da tipografia, suiço de nascimento (n. 1928) estudou em Zurique, tendo desenvolvido durante a sua aprendisagem em tipografia um tipo de letra sem patilha, nas versões regular, semi-bold, e bold. Quando terminou os seus estudos instalou-se em França. A Univers é sem dúvida o seu tipo de letra mais conhecido. Lançado numa notável gama de 21 séries, desdobra-se em 58 hipóteses de acordo com os seus pesos, larguras e ângulos, foi este tipo que a mais conseguida tentativa para produzir uma gama de tipos sem patilha desde a Gill Sans dos anos vinte. Para além de director artístico da Deberry & Peignot, no ano dde 1961 organizou o seu próprio estúdio de design em colaboração com Bruno Pfaffli e André Gurtler. Dirigiu a revista “Art de France” entre 1957 e 1965. Foi consultor da da Stempel, da IBM e dos Aeroportos de Paris, para os quais desenhou alfabetos e sinalização tanto para Aeroporto Charles de Gaulle e para o Metro de Paris. A revista inglesa “Design” apelidou a sinalização do Aeroporto Charles de Gaulle como das mais perfeitas em aeroportos internacionais.
O tipo letra Univers (1957) e os seus contemporâneos, como a Helvética (Max Miedinger, 1957) e a Folio (Konrad Bauer e Walter Baum, 1957) não escaparam à natural influência da nova tipografia Suiça do pós-guerra, equidistantes das já clássicas letras sem-patilha geométricas e humanísticas.

A beleza de uma letra ou de uma escrita não está inicialmente na forma isolada, mas na combinação dos sinais. As páginas mais belas de um texto são aquelas que em todas as letras compõesm uma unidade em perfeita harmonia. No âmbito de determinado estilo, os caracteres adquirem uma relação bastante definida com a forma. A espessura dos traços, a largura dos espaços internos e dos intervalos o desenho das patilhas e das linhas de conexão entre outros, são desenhados uniformemente num conjunto de 26 sinais”.
(ver mais no Molho de Brócolos)


3 comentários:

Atom Ant disse...

eu voto na harmonia...

CORTO MALTESE disse...

Há quem considere os tipos de A. Frutiger muito monótonos de tão coerentes e harmoniosos que são...

Fabs Costa disse...

Voto na harmonia.