6 de fevereiro de 2008

Lilybug



O post de hoje não se refere a um tema directamente ligado ao design, ou à ergonomia, diz respeito à vida, mais especificamente, a um problema que nos afecta a todos: a sinistralidade rodoviária. Especialmente, aquela provocada pelo consumo excessivo de álcool. Infelizmente, neste aspecto, Portugal está no topo das estatística
s (como se viu agora, no Carnaval, com 11 mortos...)

Enquanto a mortandade vai continuando, assistimos a enormes e dispendiosas campanhas de sensibilização, assim como a um aumento significativo do esforço e do investimento, das autoridades, na fiscalização e punição dos condutores. Porém, tudo parece ser em vão porque, na verdade, o problema subsiste.

Porque será?
Será que somos mais ignorantes do que todos os outros povos e não compreendemos o problema?... hum… Não acredito nisso.

Vendo pela minha experiência pessoal, sou levada a concluir que, muitos de nós, nos sentimos “obrigados” a conduzir, depois de ingerir algum álcool, por falta de opções alternativas, ou, pelo seu preço elevado. Se houvesse uma forma, cómoda, barata e acessível de voltar para casa depois de uma festa, de um jantar ou de uma saída nocturna, eu não pensaria sequer em conduzir… nem arriscaria naquela ideia do - "se calhar, não bebi o suficiente para afectar a minha condução!"...


Pois é… enquanto alguns optam pelas multas outros agem… são proactivos. Isso foi o que fez William Heath, um cidadão inglês de Hampton que, após a morte de uma amiga sua, vítima da colisão com um condutor embriagado, inventou um serviço engenhoso para ajudar a combater o problema do álcool ao volante – a Lilybugscooters.com. A ideia consiste no aluguer de pequenas scotters com, ou sem condutor, estrategicamente posicionadas junto de zonas de diversão. Também existe a possibilidade de requisitar um condutor para levar o cliente embriagado e o carro a casa. A pequena scooter é facilmente transportada numa bagageira de automóvel.


Para quando uma serviço similar em Lisboa e noutras zonas do país?...

2 comentários:

joana antunes disse...

Acho que já existe algumas opções desse género em Lisboa. Se bem me lembro o ACP tem essa facilidade, de resto temos sempre os taxis, são caros é uma verdade, mas mais vale beber menos uma "jola" e ir vivo pa casa!!!

Atom Ant disse...

Concordo, em absoluto, com essa ideia de beber menos e chegar vivo a casa...

No entanto, creio que era mais fácil convencer, quem ainda não pensa assim, se as alternativas fossem mais, mais óbvias e mais baratas.

Digo isto porque, pegando no exemplo que dá, não tenho a certeza de que esse serviço do ACP esteja disponível a todos... não será apenas para sócios?

De qualquer forma, interessa é que o comportamento dos condutores mude e se diminua as mortes na estrada!