15 de junho de 2007

Sapatos há muitos…

Durante a apresentação da sua colecção Outono-Inverno 2007-8, em Paris, a Balenciaga exibiu uns sapatos diferentes do habitual e que, por isso, fizeram um certo furor. Os sapatos sem nome oficial, mas já baptizados por alguns de Lego_shoes, parecem-se com uma construção mecânica, feita de diferentes peças coloridas.


O que me chamou a atenção para estes sapatos foi, em primeiro lugar, o pormenor de serem potencialmente ajustáveis, o que, a ser verdade era uma funcionalidade muito interessante uma vez que, com frequência, os sapatos não se adaptam bem aos pés dos utilizadores. Isto porque, a adequação não se faz apenas nas medidas lineares (comprimento e largura) mas, também, nas curvas e diâmetros dos pés. O que torna complicada a tarefa de encontrar uma conjugação que sirva à maioria dos utilizadores. Por isso, a ideia de poder “costumizar” os meus próprios sapatos pareceu-me deveras atraente. Mas, infelizmente, não creio que essa possibilidade tenha sido o motor desta proposta criativa. Apesar de não possuir informações, que suportem este minha opinião, eu arrisco-me a especular que esta ideia resultou apenas de uma procura pelo diferente. E é essa novidade, algo estranha, que serviu como segundo factor de atracção para estes sapatos. Na verdade, por serem tão estranhos, devo confessar que tenho alguma dificuldade em caracterizá-los. Não sei como classificar uma solução que junta as linhas elegantes dos sapatos de salto alto com a linguagem mecânica das botas de esqui… Vejamos, se acasalarmos uma linguagem snowboard com uma cocktail… o que será que resulta? Resulta numa coisa chamada de “sporty chiq”… seja lá o que isso for. Sendo que, a única coisa em comum entre os dois casos é servirem para vestir os pés…

Já agora, com que roupa é que isto se pode usar?
E como se justifica propor sapatos abertos para a época Outono/Inverno?

É daquelas situações que se amam ou se odeiam. Para a Balenciaga, mesmo que isto nunca chegue às lojas, interessa é a controvérsia e o falatório.
Coisas do mundo da moda…

Mais imagens da colecção no site da Vogue.

3 comentários:

Zé do Chinelo disse...

O descascar da cor?...
Hummmmmm?...

O descascar da cor?
O descascar da cor?...
O descascar da cor. simmm?...

O descascar da cor?
Hummmm?...
Cousa má liiiiiiiinnndaa!...

O descascar da cor?
Hummmm?...

Vai nu, nuzinho, nuzinho em pêlo, controversia?
Hummmm?...

O descascar da pêuga com borbotozinho, Cousa má liiiiiiiinnndaa!...
Hummm?...

Fabs Costa disse...

"O nosso princípio orientador na Frost design é nunca deixar que nada desinteressante ou regressivo saia pela nossa porta.

Aceitamos que o nosso trabalho tem que lutar pela atenção, apesar do bombardeamento diário de mensagens dos média.

Claro que o nosso trabalho tem de comunicar a proposta correcta, ser relevante para o público-alvo e utilizar meios rentáveis. Isso é um dado adquirido. Mas acima de tudo, tem de ter impacto.

Criamos trabalho que exige ser visto"


Vince Frost (Reino Unido)

Graphic Design for the 21 century
Charlotte e Petter Fiell
Página 226
2003
Taschen

Fabs Costa disse...

E já agora..., a controversia e o falatório são coisas do mundo das pessoas porque, ao que parece, são "coisas" que preenchem o seu vazio e isso é muito boooommm!...