15 de outubro de 2006

GALERIA ZÉ DOS BOIS




NEGÓCIO Temps D´images

17 e 18 Outubro Terça e Quarta-feira 22h

Charlotte Vanden Eynde [BE]Map Me Dança / Multimédia

Primeiro, o corpo apresenta-se como uma pele lisa, nua, uma terra virgem. Esta pele vai tornar-se numa superfície de projecção, num terreno de inscrição e de revelação. “Le plus profond, c’est la peau’’ (Paul Valéry).Em MAP ME, as imagens projectadas sobre a pele traçam linhas dum mapa inexplorado.

A imagem incide no corpo real, em palco, que se transforma: em filigrana, em escultura, um corpo deformado pela imagem, a carne torna-se quase imaterial.

Charlotte Vanden EyndeEstuda Dança no Hoger Instituut voor Dans em Lier (Bélgica). Em 1996 ingressa na P.A.R.T.S., a escola de Dança Contemporânea dirigida por Anne Teresa de Keersmaeker, em Bruxelas, terminando o bacharelato em 1999. Em 2001 cria as primeiras instalações-performances: Ligging e Stand. Colabora com o encenador Jan Decorte em Amlett, Cirque Danton e Cannibali! É actriz principal do filme Meisje, da realizadora Belga Dorothée van den Berghe, sendo galardoada com o prémio de Melhor Actriz no Festival de Amiens, em 2002. Estuda vídeo e cinema em 2002-2003 no Royal Academy of Fine Arts em Antuérpia. MAP ME estreou em Outubro de 2003 no Centro Cultural Vooruit, tendo recebido o Prémio Melhor Criação 2003 do SACD-Belgium.

Direcção artística: Charlotte Vanden Eynde Criação & performance Charlotte Vanden Eynde & Kurt Vandendriessche.
Direcção técnica: David Moons & Kim Aernoudt Música ‘Tarantella del Gargano’, arr. Daniele Sepe Produção executiva: Ilse Vandesande Produção dixit vzw para kwaad bloed vzw.
Co-produção: Kunstencentrum Vooruit (Gent), Tanzquartier (Viena) Gianina UrmenetaÓParceria ZDB NEGÓCIO.
Apoio Programa Cultura 2000 Fotos Ottiker.

14 de outubro de 2006

Design quotes

"Progress should mean that we are always changing the world to fit the vision, instead we are always changing the vision."
Orthodoxy, 1908. G.K. Chesterton

Pequena crónica de uma visita ao Palácio de Queluz



Para que saibam, um destes dias das minhas vacances, "cá dentro", decidi visitar o Palácio de Queluz, ao qual já não ía há muitos anos.

A ideia que tinha era a de um espaço muito agradável, sobretudo no que respeita aos jardins envolventes, onde aliás todos os anos se realizam alguns eventos deveras interessantes.
Cheia de orgulho nacional, vendo tantos estrangeiros à porta para entrar, aí vou eu, de sorriso escondido - que é como quem diz: em Portugal também temos belos palácios - iniciar a visita pelos edifícios palacianos, edificados à moda de un très petit Versailles.
Comprei o bilhete e esperei por um folheto, ou qualquer papelito onde pudesse haver alguma explicação adicional…nada!

Resignada, entrei na primeira ala. Não vou comentar a recriação dos espaços em si, porque isso transcende os meus conhecimentos de História, mas detectei alguns problemas que foram desmerecendo o tal orgulho, tais como as tabelagens explicativas estarem apenas em 2 línguas, a nacional e em Inglês. A sinalética que deveria indicar o percurso é completamente inexistente e substituída por voz, pelos funcionários que vigiam os visitantes, isto se lhes perguntarmos, claro!

Mas passemos então à minha grande expectativa que iria fazer as minhas delícias neste dia de sufocante calor, os jardins envolventes…
Ah! Se estão à espera de grandes comentários, nem pensem! Decididamente nem pensar em alongar-me com apreciações sobre este espaço, ou seja, enfim, recuso-me, não me apetece e sabem porquê?

Aí vai…Os jardins mal cuidados, a falta de sinalética exterior, para indicar os percursos, à excepção de algumas setas que mal se viam, começaram a deixar-me deveras irritada. A cafetaria, essa encontrei-a por simples acaso! Entrei para comer alguma coisa e da lista afixada pouco havia. O espaço poderia ser agradável, embora diminuto, mas também está muito mal cuidado. A outra alternativa seria o exterior, onde existem algumas mesas, mas que estavam completamente ao sol, porque só havia um chapéu para proteger uma delas. A irritação foi ao rubro!

Retornei pelo mesmo caminho e entrei na outra ala do Palácio, para finalizar a visita. A saída era novamente pelo jardim, do qual tinha saído há pouco. Saí por aquela por porta enigmática, aberta e sem qualquer indicação, pela qual já tinha espreitado anteriormente!

Fiz o mesmo caminho que já tinha feito, desta vez com muito menos alento e a derreter de calor, lá dei com uma saída para a rua, também por acaso!

Quis fotografar a fachada principal, mas nada feito! Os carros estacionados à porta comprometeriam qualquer enquadramento…

Enfim…mais não digo para não entrar em lugares comuns e em frases feitas, daquelas que tão bem conhecemos e usamos para classificar o estado em que está o nosso Património.
Tirem as ilações que entenderem!
Bons passeios!
http://www.ipar.pt/monumentos/palacio_queluz.html

13 de outubro de 2006

PARABÉNS!!!!!!


De volta, esta filha pródiga deseja a este BLOG e à sua mentora as maiores felicidades e uma vida grandiosa.

Em breve estarei de volta, prometo-te, oh! incansável formiguinha...
Bjs

Corto Maltese dixit

Photobucket - Video and Image Hosting
Um ano depois, este blog sobrevive, muito às custas da nossa "Formiga".
Contra mim falo. Deveria de ser um "postador" muito mais activo, mas falta-me o tempo para colocar posts de qualidade. Sim, qualidade, pois um blog como o "outro" é simples de actualizar. Umas chalaças aqui e umas bacoradas ali.
Gostaria também que o público deste blog (que eu sei que existe) fosse mais interventivo. Se calhar este facto deve-se a uma espécie de contágio por parte da minha pessoa. Pouco participativo, é um dado adquirido.
No entanto acho que este blog pode ainda melhorar, obviamente, mas até tem algum nível, certo?
Se "O DESIGN é uma manifestação da capacidade do espiríto humano para transcender as suas limitações", como disse George Nelson, se calhar, nós enquanto bloguers, e principlamente eu, também nos deveríamos transcender neste blog.
Prometo tentar!

Parabéns!!!

O blog "O Design e a Ergonomia" faz hoje 1 ano de existência.
Durante estes 365 dias muita coisa aconteceu, muita coisa mudou... Nem sempre foi fácil arranjar tempo, inspiração ou paciência para escrever estes 411 posts mas, foi a pensar na utilidade que o blog possa ter, para a comunidade do design e da ergonomia, que se arranjou força para dar continuidade ao projecto.

A verdade é que temos recebido pouco feedback dos nossos leitores (salvo raras excepções). Apenas sabemos que nos visitam porque o contador vai avançando lentamente (21.513 visitantes até hoje) mas, poucos comentários têm sido escritos... Por isso, não sabemos se o blog agrada muito, assim assim ou pouco??? Não sabemos se gostariam que falássemos de outras coisas???

Este blog foi pensado para ser um espaço de discussão, de troca de idéias e quanto a este objectivo falhou. Quanto ao objectivo de divulgação do design e da ergonomia creio que foi atingido satisfatoriamente.

Um ano de existência parece-me ser um bom teste. Está na altura de receber a avaliação dos leitores. Por isso, pedimos que nos classifiquem. Usem esta escala qualitativa para o fazer: Mau, Insuficiente, Suficiente, Bom, Muito Bom.
Depois, face aos resultados, decidiremos o que fazer a seguir.
Obrigada

12 de outubro de 2006

V2A Shaver



Gerhardt Kellerman, de Estugarda, Alemanha, apresenta-nos a V2A Shaver.
Esta lâmina de barbear, de design elegante e harmonioso, é produzida em aço inoxidável e reclama ter um cabo dito “ergonómico”...

Lá está, outra vez, o tal adjectivo "ergonómico" que tanta polémica levanta entre os especialistas. Afinal, o que queremos dizer quando usamos a ergonomia/ergonómico para adjectivar os nossos projectos?
O problema coloca-se tal como se a frase fosse elaborada assim: "Esta lâmina de barbear, de design elegante e harmonioso, é produzida em aço inoxidável e reclama ter um cabo dito de design"...

Devemos usar, ou não, o termo ergonómico, como adjectivo, quando nos referimos a produtos que respeitam as características, exigências e necessidades do Homem, são confortáveis e seguros?
E se eu disser que o produto tem problemas ergonómicos? Estou a dizer que o problema pertence à ergonomia ou a ergonomia é que é ali o problema?

Afinal, em que ficamos?
A língua Portuguesa é muito traiçoeira...

11 de outubro de 2006

WONDERGROUND | UNIDCOM, IADE

A conferência, Wonderground 2006 decorrerá em Lisboa entre 31 de Outubro e 4 de Novembro de 2006.

A prestigiada Design Research Society, fundadora da IADRS, organiza, em conjunto com o IADE e com a UNIDCOM (Unidade de Investigação em Design e Comunicação), aquele que poderá vir a ser o mais importante evento académico e científico em Design realizado em Portugal - Wonderground , a 3ª Conferência Internacional de investigação em Design .. São esperadas entre 300 a 500 comunicações. Em paralelo decorrerá uma research exhibition, com o apoio do INETI e do CPD.

Link: http://www.iade.pt/drs2006

10 de outubro de 2006

Sintaxe da linguagem visual

Dondis, D. A. (2000). Sintaxe da Linguagem Visual. São Paulo: Martins Fontes.
ISBN 85-336-0583-8.

É um livro, escrito por uma professora de comunicação, pensado para os estudantes de artes e design. Profusamente ilustrado, ensina-nos a ver, a ler a linguagem visual. É, aliás, uma verdadeira gramática da linguagem visual.

A psicologia da Gestalt tem uma grande influência sobre o pensamento de Dondis, muito na senda de outros autores como Rudolph Arnheim. Os princípios da Gestalt são usados para explicar a forma como a mente humana interpreta as mensagens visuais. Dondis afirma que muitas das experiências sensoriais, não visuais, acabam por ser processadas visualmente, numa clara alusão ao fenómeno da sinestesia.

Um clássico, quase tão velho quanto eu mas, sempre muito útil!...

indice:
1. Carácter e conteúdo do alfabetismo visual
2. Composição: fundamentos sintácticos do alfabetismo visual
3. Elementos básicos da comunicação visual
4. Anatomia da mensagem visual
5. A dinâmica do contraste
6. Técnicas visuais: estratégias de comunicação
7. A síntese do estilo visual
8. As artes visuais: função e mensagem
9. Alfabetismo visual: como e por quê

9 de outubro de 2006

Congresso Internacional de Design 2006



O ISCE - Instituto Superior de Ciências Educativas organiza o "I Congresso Internacional de Design" cuja temática se centra em Design, Arte e Novas Tecnologias: Caminhos, Intercâmbios e Fronteiras.
A realização deste Congresso Internacional fundamenta-se na importância que a técnica e a tecnologia têm assumido em todas as áreas da vida sócio-cultural, com grande ênfase no Design e na Arte.Urge, neste Congresso Internacional, investigar, debater e reflectir sobre dois eixos epistemológicos tão próximos e simultaneamente tão distantes: o Design e a Arte, pois como diz Pierre Francastel: “(…) foi nas obras de arte que primeiro se exprimiu a nova consciência dos tempos modernos (…)”.Para este Congresso Internacional os investigadores foram convidados a propor mudanças radicais ou uma série de mudanças com menor significado sobre teorias e práticas associadas ao design, à arte e às novas tecnologias.

26, 27 e 28 de Outubro de 2006

8 de outubro de 2006

7 de outubro de 2006

Design quotes

"Simplicity is not the goal. It is the by-product of a good idea and modest expectations."
Paul Rand

6 de outubro de 2006

Cradle to Cradle Umbrella Winner


O vencedor do concurso Crade to Cradle Umbrella Inside Out, divulgado aqui em Agosto, foi o Crayella, da autoria de Erin MacDonald.

Podem saber mais detalhes sobre este e outros projectos finalistas no site umbrella/treehugger.

5 de outubro de 2006

Dia mundial do Professor

Hoje também é o meu dia!

Para o bem e para o mal também sou prof… Parece que, com isso, consegui fazer muita gente infeliz e, talvez, outros tantos, melhores designers…

Para todos os professores do mundo, bons e maus (também os tive) aqui fica a minha solidariedade. Bem precisamos de mudar a cara da nossa profissão, que anda pelas ruas da amargura.

Para os meus colegas, deixo aqui um artigo para reflexão… sobre pequenas coisas que sabemos mas, por vezes, não nos lembramos

Those Who Can, Teach.
1000 words of advice for design teachers.
By Allan Chochinov

"Two years ago, I wrote an article titled "Everything You Ever Needed to Know You Learned in...: 1000 Words of Advice for Design Students." Truth be told, tweaking the paragraphs to get the word count to total exactly 1000 took many more hours than writing the damn piece in the first place, but it was short and sweet, and I meant it. So in an attempt to put a flipside on that coin, here I present 1000 words of advice for design teachers. And given the propensity for teachers to go on and on, keeping that number to 1000 words—whatever else you may think of them—might earn me a couple minutes of your time reading them. Or you could just count 'em. I did.

Don't start your class with your lesson.
There is only one way to start a design class: Ask your students what they did the past week, what they read, what design shows they attended. Communicate that design learning is not confined within class (or campus) walls, and give them license to go out and learn all the things we don't possibly have enough semesters to teach. I go so far as to say "You can bring in less homework next week if you just go see something." And some of them take me up on it. (Precious few, sadly.)

Place insane demands.
Then double them. If you ask students for 2 models, they'll bring in 2 models. If you ask for 6 models, you'll get 6 models. The more work that comes in, the higher the chances that some it will be good, and that a tiny bit of it will be great. So ask for 12 models.

Assign at least 3 books for each course you teach.
And a bunch of blogs, and magazines. But...

Don't test them on that reading.
Don't make them do a book report. Hell, you don't even have to talk about the books in class. Send the message that reading is a natural, wonderful part of becoming a designer; that that's just what designers do. Also, not testing them will evidence something else: that you trust them. You assign a book, you expect them to read it; you're not wasting their time, and they're not children.

Talk to undergrads like they're grads; talk to grads like they're undergrads.
This is the best trick I've learned in 11 years of teaching. Undergraduates have youth, fearlessness, and great tolerance for being pushed around. What they don't have is people talking to them like they matter. They are used to being talked to like children by people of authority (high school didn't help), and will be stunned when you address them like real designers who have ideas of worth. Graduate students have wisdom, life experience, and a desire to actually be in school. But graduate students also are old enough to know that ideas have consequences, and as a result they run, basically, on fear. They have refrains like "I didn't think that idea would be any good, so I didn't mock it up," or "I wasn't sure what to build, so I read these books." Treat the undergrads like they're grown-ups (which they are); show them crazy respect, and ask their opinions all the time. Tell your graduate students to stop talking and start building; tell them not to come to class next week if they don't bring in 12 sketches. And then thank your lucky stars when they arrive with 3.

Teach them to write thank you notes.
Designers need other people—for research, collaboration, support, everything. But people skills are hard to teach. This one's easy. Thank you notes are the right way to do business (or pleasure), and will help inject some civility back into this world.

You don't teach a class.
You teach a group of individuals. Whether it's a lecture or studio or seminar or fieldtrip, you must never forget that you are teaching unique students who happen to show up at the same time and at the same place.

Watch their faces.
Teachers have their fingers on two sets of dials: One set for each of the students (see above); another—the Masters—for the class as a whole. You've gotta be attenuating one while monitoring reverberations through the other. A class is a dynamic system changing minute-to-minute, depending on time of day, empty stomachs, the sun outside. And the VU meters for this system? Your students' faces. Read them and you'll know how you're doing. (Tip: Stop talking long enough to do that.)

Be clear about your grading scheme.
There are those who grade for excellence and those who grade for effort. For some teachers, "'A work' is 'A work'...I don't care if they spent 40 minutes or 40 hours;" that in the real world, results are what get judged, and that "you're not doing them any favors" by giving them any other grade than one which reflects their finished product. I grade for effort. I believe that if they kill themselves over the length of a semester, they will come up with excellence. And they'll learn more. Both of these grading schemes are defendable, but you should tell your students which one you use. And then use it.

Know when to quit, or to start anew.
If you start to "watch yourself teach" during a class, it's either time to hang it up or to change courses. The most dangerous design teachers are the ones who think they've seen it all, who pigeonhole students before seeing their work, and don't think they can be surprised any longer. No joke here; if this is you, time's up.

Meet with your students half-way through the semester.
Critical: Have one-on-one sessions with each student (particularly if you teach a lecture class), asking them questions like, "Is this class delivering what you thought?" Or "Are there things we could change that would personally give you more value?" Sure, you can also help them understand their strengths and weaknesses (that's what they're expecting). But it's not disingenuous to ask what their experience is of your class; it's considerate.And here's why:

It's their class, not yours.
You are there because your students are paying you to be, and your job is to serve them. You don't have to like the idea that they are "consumers of education," but they are; you work for them, not the other way around. Teach 'em a few things, and help them learn how to get the rest. Create an environment of excitement and wonder about the power of design, then get out of the way. And if, by chance, you yourself receive one of those thank you notes, well, that's pretty swell.

They grade for excellence and effort, you know."

Allan Chochinov
http://www.core77.com/reactor/09.06_chochinov.asp

4 de outubro de 2006

Cabide Universal



Os alunos finalistas do departamento de design industrial da Academia Estatal de Arte e Industrial de São Petersburgo, Rússia, apresentam a colecção baptizada de industrialdesign.ru. Entre as propostas apresentadas destaca-se o Universal Hanger, feito integralmente de papel, ou outro material em folhas, reciclado.
É uma opção interessante para armazéns de roupa, lojas, hospitais ou hotéis. Não só é óptimo para transportar, devido ao reduzido peso e volume, como ainda permite a sua personalização através da impressão de uma imagem gráfica.

Esta solução poderá funcionar como uma recordação, pouco dispendiosa, para dar aos clientes…

3 de outubro de 2006

Paul Rand

Heller, Steven (2000). Paul Rand. Phaidon Press; New Ed edition.
ISBN: 0714839949

Paul Rand (1914-96) foi um dos pioneiros do design gráfico Norte-americano. Rand adoptou uma filosofia de design que ele designou por uma “abordagem de resolução de problemas”. Foi muito influenciado pelas ideias dos movimentos avant-garde europeus, como o cubismo, construtivismo, Bauhaus e De Stijl, fazendo deles uma síntese para dar corpo à sua própria linguagem.
Ao longo da sua carreira, de quase 7 décadas, foi director artístico, professor, escritor de consultor de design de empresas como a IBM, ABC e a UPS. A sua influência foi tremenda nas áreas do design gráfico e da comunicação e deixou uma importante marca na história do design.

Neste livro da autoria de Steven Heller, director de arte do New York Times, podemos encontrar, ao longo de 255 páginas e 452 ilustrações, uma importante e meticulosa retrospectiva do seu trabalho e sentir a força do seu design. O prefácio é da autoria de Armin Hofmann e a introdução de George Lois, que escreve:
"The constant concern of the scholarly and humanistic Paul Rand was to create images that snared people's eyes, penetrated their minds, warmed their hearts and made them act."

Um livro que é uma fonte de inspiração como poucas… belíssimo!!!

2 de outubro de 2006

Um diário Hi-Tech



Hugo Passos apresenta-nos uma proposta que vem revolucionar a ideia do tradicional diário – o Leica: My Diary. No futuro, quem sabe, iremos substituir aqueles velhos caderninhos, onde escrevemos os nossos pensamentos e acontecimentos, por um aparelho como este que grava as nossas memórias em áudio, texto, imagem e vídeo. Este dispositivo, não só guarda a informação, como também, a disponibiliza como um vulgar leitor ou projector.

No fundo, é apenas uma evolução natural, adaptando as nossas tecnologias aos velhos propósitos.

Lá se vai aquela imagem romântica de escrever o diário na escrivaninha...

1 de outubro de 2006

30 de setembro de 2006

Design quotes

"Design is the contrast of the core of limitations therefore there are no boundaries. It is simply an interpretation of creativity."
Jenaiha Woods

29 de setembro de 2006

The Father, the Son, and the Holy Toast


Santificado seja o vosso pequeno-almoço!
Para aquele que são muito crentes, praticantes fervorosos ou, no outro extremo, pecadores excepcionais que já não sabem como pedir perdão, aqui fica uma ideia para um pequeno-almoço celestial…
Com o Holy Toast podem gravar a imagem da Virgem Maria nas vossas torradas!!!

Mas para sermos politicamente correctos e para não ofendermos nenhuma religião ou crença, talvez fosse melhor disponibilizar outras imagens, de outros santos, profetas e personagens semelhantes…
Abaixo os fundamentalistas radicais!!!
Viva a liberdade religiosa e de expressão!!!

28 de setembro de 2006

Quanto ganhas???

Foi lançado 0 6º inquérito mundial sobre os salários dos designers – 2006 Design Salary Survey.
Este inquérito é anónimo e fácil de preencher. Segundo os seus promotores, a Coroflot, servirá para fortalecer a posição contratual dos designers por esse mundo fora. Ao que parece existem grandes desigualdades e bastantes injustiças, como é costume…Por isso, passem a palavra. Quantos mais preencherem, maior validade terá este estudo.
Podem analisar os dados em tempo real.

Eu tenho dúvidas se servirá, de facto, para melhorar o nosso vencimento mas, não custa tentar.
Bem precisava de um aumento :-(

27 de setembro de 2006

Designers com asas!...

A força aérea quer admitir 1 designer gráfico!



Quando li esta notícia fiquei deveras surpreendida. Não por achar incorrecta a decisão mas, por ser tão surpreendente. Isto porque eu pensava que o design não era considerado como uma prioridade para as mentalidades militares. Parece-me que tenho que mudar a ideia que tinha sobre esta instituição.
Mas não deixa de ser curioso constatar que, finalmente, o trabalho do designer passa a ser importante para as instituições nacionais. Só espero é que não seja usado para criar propaganda militar, daquela que é deitada sobre os inimigos para fazer baixar a moral…
De qualquer forma, é uma atitude que deve ser aplaudida.

Já agora, será que os designers da FAP passarão a usar farda?

Para mais informações contacte:
recrutamento.fap@emfa.pt

26 de setembro de 2006

Otl Aicher - segundo post!

Otl Aicher desenvolveu para os jogos olímpicos de Munique um sistema de pictogramas onde se percebe claramente toda a rigidez de uma grelha desenhada anteriormente. Com apenas três tipos de linhas (45º, 90º e 180º), este designer conseguiu uma linguagem Universal pictográfica entendida de forma transcultural. Aicher consegue uma demonstração em grande escala da abordagem sistémica ao design gráfico. Esta manifestação gráfica foi concebida para resolver os problemas de comunicação. Claramente influenciado pelo trabalho de Masaru Katzumie que este último desenvolveu para os Olímpicos de Tóquio em 1964.
A partir de 72, os pictogramas de Aicher não sofreram alterações para os Olímpicos seguintes. Montreal usou exactamente os mesmos de Munique. Poucas alterações tiveram os desenhos de Aicher durante quase uma década. Foi em Barcelona que se percebeu uma ligeira mudança, por intermédio de Josep. M. Trias. Este no entanto continuou a usar uma grelha geométrica e dividiu o corpo humano tal como Aicher o tinha dividido: cabeça, tronco e membros. Elementos estes que se encontram sempre (ou quase sempre) afastados em todos os pictogramas.
Um exemplo a seguir!



Pictogramas:
Munique, 1972, Otl Aisher (à esq.)
Tóquio, 1968, Masaru Katzumie (à dir.)

Otl Aicher - Tipografia

Aicher, Otl (2004). Tipografia. Editorial Campgrafic.
ISBN: 84-933446-2-1

NOTA do editor sobre o livro:

“Tipografía es uno de aquellos libros en los que a cada párrafo surge una reflexión nueva, una tesela que conforma la imagen de conjunto: una unidad cultural que parte de quien se ha enfrentado a las propuestas de su tiempo desde un posicionamiento claro.El lector agradece el acompañamiento de Aicher por los procelosos campos de la cultura, el poder, la imagen, el arte y la experiencia para desembocar en la tipografía como síntesis de cuanto antes ha sido base para la reflexión.En este libro, Otl Aicher traza un recorrido por las necesidades que debe cumplir una imagen (sea ésta un logotipo o una tipografía) para alcanzar su optimización, es decir la excelencia, partiendo para ello del funcionalismo que debe conseguirse con la imagen”.

Índice:

- Introdução: A linguagem antecede a escrita; Quanto livre é a liberdade? História; Diferentes aproximações à história; Diferentes sistemas de escrita; Os grafemas e os pictogramas; A escrita cuneiforme; Dos hieroglifos ás letras; Surge o nosso allfabeto; Regressamos às imagens.
- A tipografia e a imagem do mundo: As maiúsculas e os substantivos; Tipografia e liberdades civis; A sociedade da informação; A palavra impressa: voo analógico, tartamudeio digital; O disparate actual.
- A retórica: Culturas linguísticas; A retórica visual; Tipografia e arte.
- Leitura e legibilidade: A economia ocular; Legibilidade; O que acontece quando lemos? A direcção da leitura; Tamanho de letra; O espacejamento; Que quantidades suportamos? Linhas e colunas; Negro sobre branco; Falar e mostrar.
- A nova escrita: A guerra tipográfica; A Times e a Univers; Um novo tipo de letra; A formação das patilhas; A semiromana.
- A compaginação: Sistemas de compaginação; Métrica e tecnologia; Medidas tipográficas; Do chumbo ao laser; O caos tipográfico e uma nova tipografia.

25 de setembro de 2006

O design nacional é bom!...

Hoje dedico este artigo àqueles que continuam a não acreditar nas qualidades dos designers Portugueses. Esta é mais uma prova do que é nacional é bom!... O designer Português, Hugo Danti, formado na Escola Superior Artes e Design no Porto é o vencedor do concurso Nokia 4G. Neste concurso participaram inúmeras escolas de design com o objectivo de desenhar um telemóvel para a futura quarta geração da Nokia (2010).


Contudo, há aqui uma pequena nuance que não queria deixar passar em branco. É que, Hugo Danti vive e trabalha actualmente em Barcelona. Será que esta variável é determinante para a qualidade do designer? Não sei qual a influência que Barcelona tem sobre o trabalho do Hugo mas, a hipótese de ter muita influência é intrigante. Muito embora eu pense que o local não é uma variável fundamental, continuo a achar que tem o seu peso. Pois, no meu entender, o designer absorve muita influência e energia do ambiente onde está inserido e, quanto a mim, o ambiente nacional não é dos mais inspiradores…

Assim, concluo que o que está mal não são os designers mas sim este país, esta mentalidade pequenina e infeliz.
Quando será que vamos finalmente mudar? Será que para passar a ter sucesso temos que mudar de identidade?... E, talvez, de país?

24 de setembro de 2006

23 de setembro de 2006

Design quotes

"The conclusion of design flows naturally from the data; we should not shrink from it; we should embrace it and build on it."
Michael Behe

22 de setembro de 2006

Concurso de design da Peugeot

A Peugeot vai lançar a quarta edição do Concurso de Design Peugeot.
A edição deste ano propõe que o automóvel seja encarado enquanto fonte de prazer autêntica. Conceito que está resumido nas 6 letras da palavra please.





P.L.E.A.S.E. innovate !

Pleasurable (to drive)
Lively
Efficient
Accessible
Simple
Ecological

O tema desta nova edição situa-se num cruzamento de caminhos entre o real e o virtual. Desde logo, do real, uma vez que o projecto deve ter características funcionais aptas a ancorá-lo à realidade. Depois, virtual, já que irá conhecer um desenvolvimento lúdico, através da sua integração num jogo vídeo.

O projecto vencedor será apresentado, na forma de maqueta à escala 1/1, no stand da Peugeot no Salão de Frankfurt 2007. Será, também, integrado num próximo jogo vídeo da Xbox 360 e, ainda, receberá um cheque de 6.000 €.

Poderão submeter os projectos, no site da marca, entre 6 de Outubro e 4 de Dezembro de 2006.
Entre 14 e 22 de Dezembro de 2006 serão publicados os trinta projectos seleccionados pelo júri, a que se seguirá o voto dos internautas e dos jornalistas.
Os dez projectos finalistas serão colocados em confronto nos dias seguintes, entre 22 e 26 de Janeiro de 2007.
Em meados de Fevereiro, o nome do vencedor será revelado no site Internet.
Em Março de 2007 será entregue o troféu «La Griffe» ao autor do projecto vencedor, no stand da Peugeot no Salão de Genève.
A maqueta do projecto vencedor será realizada, à escala 1/1, entre Abril e Setembro de 2007 e integrada no jogo vídeo Xbox 360 antes do final de 2007.
Em Setembro, o concept car realizado a partir do projecto vencedor será apresentado no Salão de Frankfurt.

O concurso de design desenrola-se integralmente na Internet, num site dedicado ao acontecimento:
http://www.peugeot-concours-design.com/.
Este site apresentará informações relativas ao concurso e animações interactivas (voto, entrevistas,…) durante toda a duração desta quarta edição.




Desde a sua criação em 2000, o Concurso de Design Peugeot suscitou já cerca de 9.000 projectos originais. É bom lembrar que a última edição foi ganha pelo jovem designer português André Costa com o Moovie.

21 de setembro de 2006

Entrada livre na abertura da Conferência ATYPI

A Conferência de abertura da ATYPI será, pela primeira vez aberta ao público, no próximo dia 28 de Setembro, às 18h, no Cinema São Jorge".

"No ano em que comemora a sua 50ª edição, a ATypI recebe a designer Ellen Lupton para a sua Conferência de abertura. Por desafio da Experimenta, esta é a primeira vez na história desta organização internacional tipográfica que uma Conferência será aberta ao público e de acesso gratuito. A intervenção de Ellen Lupton incidirá sobre o futuro da tipografia em termos das nossas raízes modernistas e do nosso presente global. Uma das grandes esperanças do modernismo assentava na criação de uma sociedade internacional unificada sob uma visão tipográfica comum, a qual foi questionada pelas revoluções pós-modernas dos anos 70 e 80. Hoje, a sociedade global conduz os seus próprios desafios. Ellen Lupton ligará tipografia a estilos de vida nómadas, mercados globais e cultura tipográfica, e irá finalizar a sua palestra com a surpreendente proposta de como a indústria tipográfica poderá ajudar a construir um mundo melhor(...)"

Ler notícia completa, no site da Experimenta Design...

Vamos lá aproveitar esta borla... não há disto todos os dias!!!

Fonte: tipografias

Especialização em "Design for all"



O Instituto Superior Técnico, em colaboração com o Centro Português de Design e a Liga Portuguesa de Deficientes Motores–Centro de Recursos Sociais, promove o curso de especialização em Design para a Diversidade “Design for All”.

Com início a 8 de Janeiro de 2007, esta especialização, destina-se a designers, arquitectos, engenheiros, técnicos dos serviços públicos, técnicos da área da saúde, da área dos seguros ou quaisquer outros especialistas interessados na matéria.

A 1ª fase de candidaturas decorre entre 18 de Setembro e 31 de Outubro de 2006.

Para mais informações:
Email: info@lpdm-crs.org.pt

Fonte: CPD

20 de setembro de 2006

Prémio de design Briefing 2006

Está aí a nona edição do prémio de design do Jornal Briefing. Este prémio, dirigido a todos os designers gráficos e ilustradores em actividade, destina-se a premiar os melhores trabalhos do design gráfico nacional. A edição deste ano tem o patrocínio da Heska Portuguesa e Hewlett Packard (HP) e os apoios da BDO Binder, auditora no processo de votação, IADE, ArjoWiggins, AlfaSom, Distrade, Synk, O Independente, revista Grafik, Magazine&Arts e Produção Profissional.

As inscrições, para as diversas categorias a concurso, estão abertas até dia 29 de Setembro.

categorias:
- Autopromoção
- Capas (Livros, Revistas, Publicações Periódicas, CD?s, DVD?s)
- Cartaz
- Catálogo/Brochura/Relatório & Contas
- Comunicação Comercial (PLV; decoração de veículos, etc.)
- Embalagem
- Ilustração/ Composição Fotográfica
- Imagem Corporativa
- Impressos Diversos (calendários, cartões de boas festas, rótulos, etc.)
- Livros/Manuais
- Logotipo
- Mailing/Marketing Directo
- Merchandising
- Multimédia (CD-ROM, Quiosques interactivos, etc.)
- Projecto Global
- Publicações Periódicas (Revistas, Jornais, newsletters, publicações empresariais)
- Stand/Ambiente
- Website

De entre os trabalhos vencedores o júri atribuirá os seguintes prémios: Troféus de Categoria (1 troféu por categoria) e um Grande Prémio. No final, o atelier mais premiado no conjunto de todas as categorias recebe o Prémio Atelier do Ano.

Para mais informações:

Teresa Albuquerque
Tel.: 214 369 490/501 / Fax: 214 369 488
Email: premiodesignbriefing2006@mce.iol.pt


Podem obter a ficha de inscrição no cargadetrabalhos.

19 de setembro de 2006

Identidade televisiva a 4D

Joan Costa (2005). Identidad Televisiva en 4D. Grupo Editorial Design. ISBN: 99905-0-806-2

E se, de repente, as diversas televisões perdessem as suas imagens de marca? Se apagasse-mos as suas identidades gráficas? Como reagiriam os espectadores? O que aconteceria ao mercado audiovisual?
Será que a identidade visual dos canais de televisão funciona de forma semelhante à das restantes marcas que inundam o nosso quotidiano, ou, haverá diferenças? Se sim, que diferenças? Porquê? Fazer o design dessas marcas é diferente? Se é diferente, como é que se faz?




Joan Costa mostra-nos, neste livro, como é diferente o design para a Tv. É diferente porque é um design a 4 dimensões e não a 2 ou a 3, como habitual. Neste tipo de design é preciso criar levando em conta a dimensão tempo. Nesta obra, Costa mostra-nos o impacto que isso tem sobre o design, como esta dimensão temporal torna este tipo de design muito específico e particular.

O autor pretende, com este livro, criar um corpus teórico sobre esta nova área inexplorada. Costa vem propor método a uma área onde existe prática sem teoria, falando de como o grafismo constrói a identidade e estilo televisivo. É uma excelente abordagem à prática do design multimédia, onde se fala da imagem corporativa das televisões, dos genéricos dos seus programas e do estilo geral de comunicação de cada canal. É, contudo, um ensaio caleidoscópio, que combina história, sociologia, criatividade e pragmatismo. Oferece-nos ainda uma selecção dos sistemas gráficos de alguns canais mundiais, tudo reproduzido a cores.

Se eu pudesse, oferecia muitos exemplares deste livro aos designers que trabalham para alguns canais nacionais e internacionais, com destaque para os da TVI… bem precisam :-(

Índice:
1. La galaxia TV: Del grafismo al diseño. De la imprenta a la televisión; El efecto Gutenberg; Behrens y Neurath, los padres de la identidad corporativa; El espíritu Design; La era electrónica; El largo camino de la TV; El principio de Guyé en el diseño TV; Una práctica sin teoría; La tecnificación o el hombre emisor de imágenes.
2. Televisión y vida cotidiana: La extraña lucerna; Del mueble a la pantalla; Del electrodoméstico a la hipertecnología; Los mecanismos de la fascinación; Mitologías e idolatrías; De las motivaciones; El consumo perceptual; Televidente, televisor y telemando; El perfil sociológico de las cadenas.

3. La 4ª Dimensión: Sobre la identidad gráfica; Semejanzas y diferencias; El sistema de la identidad televisiva; La identidad verbal; La dimensión gráfica 2D; Expresión de la Forma y el Color; La dimensión volumétrica; El Tiempo se hace visible; Las variables temporales; El Tiempo se hace audible; El packaging gráfico de las cadenas.
4. El mundo de la gráfica televisiva: La imagen electrónica; El sector del diseño televisivo; Las oportunidades profesionales; Perfil del diseñador televisual.
5. Diseño TV en vivo: Zapping; Globo TV Brasil; Telecinco, la estrategia de un cambio exitoso; Zeligstudio; Canal Sur TV; Flaix TV; Fórum Mundial de las Culturas Barcelona 2004; Grupo Televisa; Telefe, Argentina; La cadena local Barcelona Televisió; Canal + Francia 191Canal + España; El Departamento de Diseño por dentro.
6. La imagen global de las televisiones: Teoría de la imagen global; El rol del diseño en la imagen global; La función de la identidad; La función de la continuidad; La función marcaria; Sobre el estilo; Vayamos al fondo de la cuestión;


Link interessante: http://www.foroalfa.com/A.php/La_guerra_de_las_moscas/19

18 de setembro de 2006

Des+gn mais Londres + PEOPLE

Entre 21 e 24 de Setembro o Des+gn mais está em Londres.

Max Fraser e Marco Sousa Santos, os comissários, são os autores do conceito desta acção no mercado inglês. As Pessoas são o assunto do design. Elas são a “matéria” chave no desenvolvimento de projecto, são a medida, na função, valor e emoção. Na apresentação +PEOPLE, procuramos realçar a importância da vertente humana no desenvolvimento de novos produtos.Apresentado em dois locais distintos (100% design e O. T. Brewery), este é um só projecto com duas leituras; objectividade de comunicação sobre as capacidades e qualidades das empresas produtoras (100% design) e contemporaneidade e estilo na exposição/ instalação (O.T. Brewery).

Fonte: CPD

17 de setembro de 2006

16 de setembro de 2006

Design quotes

"Good design is making something intelligible and memorable. Great design is making something memorable and meaningful."
Dieter Rams

15 de setembro de 2006

I Love NY by Milton Glaser

Neste mês de Setembro, em que se completam 5 anos após o atentado terrorista que abalou Nova Iorque, a cidade que nunca dorme é falada até à exaustão. Um dos símbolos mais divulgados, relacionados com a cidade, é o famoso logo “I Love New York” com o coração vermelho a substituir a palavra love.



Quem não conhece?

Mas, talvez haja quem não conheça o seu designer – Milton Glaser. Por isso, aproveito a oportunidade para apresentar um pouco da biografia e obra deste grande designer. Milton Glaser, que nasceu a 26 de Junho de 1929, é um reconhecido designer gráfico, dos maiores do mundo.

Entre os seus trabalhos mais conhecidos estão o poster de Bob Dylan, o logo “I Love New York e o logo Dc Comics, usado entre 1977 e 2005, entre muitos, muitos outros.

Glaser frequentou o Liceu de Musica e Arte de Nova York, licenciou-se na Cooper Union em 1951 e mais tarde na Academy of Fine Arts de Bolonha. Em 1954 foi um dos fundadores do Push Pin Studios. Também foi co-fundador do New York Magazine, em 1968. Em 1974, fundou o seu próprio atelier, Milton Glaser, Inc.

O seu trabalho, que se caracteriza pela simplicidade e originalidade, teve grande impacto no design e ilustração modernos, tendo ganho diversos prémios. Em 1979, foi nomeado membro honorário da Royal Society of Arts e o seu trabalho foi incluído em museus como o Museum of Modern Art, o Victoria and Albert Museum, o Israel Museum e o Museu de l’ Affiche de Paris e o Centre Georges Pompidou em Paris. Glaser também foi professor na School of Visual Arts a na Cooper Union em Nova York.

Vale a pena perder um bocadinho de tempo a ler o texto “Ten Things I Have Learned” , retirado da conferência AIGA de 2001, em Londres.

As 10 coisas, que Glaser diz que aprendeu, são: 1) You can only work for people that you like. 2) If you have a choice never have a job. 3) Some people are toxic avoid them. 4) Professionalism is not enough or the good is the enemy of the great. 5) Less is not necessarily more. 6) Style is not to be trusted. 7) How you live changes your brain. 8) Doubt is better than certainty. 9) On aging. 10) Tell the truth.

14 de setembro de 2006

Meter o Rossio na rua da Betesga



A expressão popular, “meter o Rossio na rua da Betesga” (o mesmo é dizer, fazer passar um elefante pelo buraco da agulha) exprime exactamente aquilo que este projecto é. Por vezes, o maior desafio do designer é lidar com exigências opostas e contraditórias num mesmo projecto. Neste caso, como meter um apartamento dentro de um camião? Como satisfazer constrangimentos tão diversos como o alcance e o espaço livre? Como encontrar espaço para adoptar as posturas correctas? Como satisfazer requisitos de conforto, higiene e segurança?

O sucesso deste projecto reside, sem dúvida, na negociação, nas pequenas cedências, nas soluções engenhosas. Para se conseguir alcançar tal solução é preciso saber raciocinar e analisar muito bem o sistema, ponderar todas as variáveis em jogo… é como num jogo de estratégia… sem clareza de objectivos nada feito!

Para mim, este é um excelente desafio projectual que põe em jogo as capacidades criativas do designer, os seus conhecimentos técnicos e as metodologias e ferramentas da ergonomia.

Vai uma voltinha?...

13 de setembro de 2006

Logótipo para o aniversário da UE


A União Europeia lançou um concurso para a criação de um logótipo, para comemorar o 50.° aniversário da assinatura do Tratado de Roma. Este tratado, foi assinado no dia 25 de Março de 2007 e deu origem ao processo de integração europeia.
O concurso está aberto estudantes de arte e de design de comunicação, ou outra disciplina similar e também a jovens designers profissionais, que tenham obtido o seu diploma de estudos numa universidade ou escola superior em 2006.

O trabalho vencedor será utilizado como logótipo oficial em todos os eventos da União Europeia relacionados com o 50.° aniversário da União Europeia.
Poderão participar até 30 de Setembro de 2006.

Podem obter mais informações e fazer a inscrição aqui.

12 de setembro de 2006

Design de pictogramas

Os pictogramas, também chamados de símbolos e ícones, são formas gráficas usadas para transmitir informação. Podem ser acompanhados por texto, ou, apresentados sozinhos. Contudo, as normas internacionais dizem que, se não atingirem níveis aceitáveis de compreensão, deverão ser acompanhados por texto. Para sabermos as suas taxas de sucesso, os pictogramas devem ser sujeitos a testes de compreensão, com potenciais utilizadores.

Quanto ás suas principais características, estes devem ser simples e com formas cheias em vez de apenas contornos. Devem ser legíveis, mesmo a reduzidas dimensões mas também legíveis a longas distâncias e em ambientes com condições degradadas. A literatura sugere que os pictogramas concretos (por exemplo: ilustrativos) são mais facilmente compreendidos do que os abstractos ou arbitrários que, quase sempre, necessitam de aprendizagem prévia.



Pegando neste exemplo, de um pictograma de segurança, que indica que se deve usar protecção do rosto e/ou dos olhos, é fácil perceber quais são as melhores e as piores soluções (Wogalter, M. S., 2006). O aspecto crucial para o sucesso deste pictograma é a forma explicita como são evidenciadas as razões pelas quais se deve usar o equipamento de protecção (coluna da direita).

Em forma de resumo, existem algumas questões que podemos colocar para determinar a qualidade do pictograma, eis as principais:
Chama a atenção?
É Legível?
É compreendido?
As pessoas sabem como agir, de acordo com a mensagem que ele transmite?
Têm força suficiente para influenciar o comportamento dos utilizadores?

Contudo, é preciso ter atenção pois, alguns conceitos nunca poderão ser ilustrados correctamente de forma gráfica. Assim como, alguns pictogramas que funcionam numa cultura podem não funcionar noutra.
O design de pictogramas resultará em melhores soluções se for iterativo!
Para isso, a ergonomia desenvolveu algumas metodologias muito úteis. Mas essa é uma outra conversa…

11 de setembro de 2006

INDEX / Harmony Toilet Seat

O que mais se pode pedir a uma tampa de sanita? Não no sentido estético, ou dos materiais, mas quanto à sua funcionalidade. Para quem não costuma fechar a tampa provavelmente nada mais mas, para os outros, alguma coisa se pode melhorar. Por exemplo, poderemos evitar inúmeras zangas familiares que começam por causa da velha questão de não teres fechado a tampa, ou, de teres pingado a tampa…Daí o nome harmony... ;)
A proposta que hoje apresento, a Harmony Toilet Seat , da autoria da designer Senka Batarelo, da Croácia, é uma versão melhorada da tampa de sanita tradicional que torna o seu uso mais prático, simples e higiénico. Na sua essência, esta solução melhora a qualidade de vida ao evitar o contacto directo das mãos com a tampa, tal como já acontece com os baldes do lixo com pedal (não os outros).


Esta solução, que consiste em 2 pedais que controlam a abertura e fecho da tampa, poderá ser usada em casa ou em sanitários públicos. O seu uso é básico: o pedal esquerdo levanta apenas a tampa, que permanecerá aberta até se carregar nele novamente, por sua vez, o pedal direito ergue as 2 partes da tampa, que permanecerão assim enquanto o pedal estiver para baixo. Ao remover o pé do pedal tudo desce para a posição de fechado.


O sistema pode ser fabricado em diversos materiais, desde que sejam leves e de fácil manutenção.

Apesar de não ter sido pensada, de raiz, para pessoas com deficiência, poderá ser facilmente adaptada para esses casos.
Existem pequenas soluções que podem resolver grandes problemas…

Links: http://www.dinkobatarelo.com/harmonytoiletseat.html

10 de setembro de 2006

9 de setembro de 2006

Design quotes

“Always design a thing by considering it in its next larger context - a chair in a room, a room in a house, a house in an environment, an environment in a city plan.”
Eliel Saarinen

8 de setembro de 2006

INDEX / Simple Toilet


O tema dos sanitários de emergência, ou temporários, já foi abordado anteriormente neste blog em Sanita de emergência em cartão e Wc para automóveis. Mas, o Simple Toilet, concebido pelo designer Andrej Pretnar, da Eslovénia, em 2005, destaca-se de todos os outros por ser montado, em poucos minutos, com objectos comuns ou desperdícios. A ideia é criar uma sanita de emergência que pode ser usada em situações onde há pouca água disponível, pois só necessita de um copo de água para funcionar.
Este produto consiste num balde comum, um saco de plástico, e um arame. O balde é usado como reservatório, mas pode ser um jarro de barro ou qualquer outro reservatório disponível localmente. O saco de plástico é cortado na forma de funil e deve ser inserido no balde para formar uma tigela flexível. Este funil pode ser fixado ao balde com uma tampa, com fita-cola ou um cordel, conforme os materiais disponíveis. É também usada uma alavanca, feita de arame, para fechar e abrir o funil. Como se trata de um saco de plástico, este pode ajustar-se naturalmente aos gases produzidos no interior do reservatório. É muito fácil de limpar e de substituir. É um sistema, muito barato, livre de odores, portátil e pode re-usar água.

O seu uso pode permitir ás pessoas, em situação de emergência, melhorar as suas condições de vida imediatamente, sem depender da ajuda do exterior. Para países subdesenvolvidos pode ser uma solução de uso a longo prazo.

Links:
http://www.worldtoilet.org/design/design_Hand_made_simple_toilet.htm
http://www.itdg.org/?id=tech_info_emergencies
http://www.irc.nl/content/view/full/2594
http://www.studio.moj.net/

7 de setembro de 2006

INDEX / The Hippo Roller

Nos países subdesenvolvidos é comum as mulheres terem de percorrer longas distância para ir buscar água, chegando a carregar cerca de 50 Kgs ás costas, ou à cabeça, por caminhos irregulares.



Com a ajuda do Hippo Roller, produzido pela Imvubu e da autoria de Pettie Penzer and Johan Jonker, podemos transportar, até 90 litros de água, com grande facilidade, por longas distâncias e sem causar danos à nossa coluna vertebral.



O Hippo Roller consiste num barril de plástico, com uma tampa de rosca e uma barra de metal para o transporte. Foi concebido para resistir aos acidentes de terreno mais comuns. É, literalmente, uma roda para transportar água. A sua abertura generosa permite que seja cheio rapidamente e também facilita a sua limpeza.
Com o acréscimo de água transportada e com a facilidade no seu transporte as populações podem dar-se ao luxo de irrigar os terrenos e manter alguma agricultura de subsistência. Uma vantagem, inesperada, tem a ver com o facto de a actividade de transporte de água se ter tornado atractiva para os jovens rapazes.

Link: http://www.hipporoller.org/

6 de setembro de 2006

INDEX / Purificador LifeStraw


O purificador de água, baptizado de LifeStraw, cuja ideia original pertence a Torben Vestergaard Frandsen, teve a participação, nos últimos 2 anos, de Rob Fleuren, da Holanda e Moshe Frommer, de Israel. É um sistema muito simples, para tornar a água potável, que pode salvar a vida de milhões de pessoas. Consiste num pequeno tubo de plástico, com 25 cm de comprimento e 2,9 cm de diâmetro, que contém, no seu interior, fibras têxteis que retêm as impurezas e iodo que destrói todas as bactérias e torna a água potável. Uma das vantagens é que faz tudo sem recorrer a qualquer fonte de energia, necessária para ferver, ou destilar, a água. Este aspecto, juntamente com o facto de não haver componentes móveis, torna este produto muito conveniente para regiões desfavorecidas.

Muito interessante.

Link: http://www.vestergaard-frandsen.com/

INDEX - Design to Improve Life

Os prémios de design INDEX são o maior evento, bianual, mundial para a promoção da inovação. O Index é também um encontro mundial de criativos onde se podem trocar ideias e partilhar experiências. Não se trata de premiar o melhor design de uma jarra, ou de uma moldura, ou de uma cadeira... no sentido de aprimorar a sua linguagem estética, do fazer mais bonito ou mais diferente mas, premiar as melhores soluções de design que podem melhorar a qualidade de vida.
Importa aqui desenvolver melhor esta ideia do design to improve life. Esta definição depende, obviamente, de variáveis geográficas, culturais e económicas. Aquilo que, nas sociedades desenvolvidas, pode ser apenas um gadget pode ser a salvação de milhares de vidas num pais sub-desenvolvido. Por isso, não existe uma definição rígida para o que se considera ser o design to improve life, é um tema em aberto.

Já publicamos, neste blog, vários projectos nomeados para o prémio INDEX: os abrigos urbanos Parasite; a cadeira de rodas iBot e o carro Kenguru. Hoje e nos próximos posts iremos falar de outros que, por alguma razão, mereceram a nossa atenção e destaque.

5 de setembro de 2006

Spot contra a infecção VIH/sida


A Coordenação Nacional para a infecção VIH/sida lançou um concurso para realização de spots publicitários de promoção do teste VIH/sida. Este concurso, destinado aos estudantes do ensino superior da área da multimédia e audiovisuais, procura encontrar novas formas de estimular a população em geral e as grávidas em particular a fazer o despiste da infecção. Deverá ainda promover o uso do preservativo, como medida preventiva à transmissão da infecção.

O concurso tem três categorias devendo os autores dos melhores 'storyboards' realizar posteriormente o devido spot, que será retransmitido nos meios de comunicação social audiovisuais futuramente.O melhor trabalho de cada categoria ganhará um prémio de 2.500€ e um certificado da Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida, após a realização do spot.

Os trabalhos deverão ser entregues até ao dia 30 de Setembro, acompanhados do formulário anexo devidamente preenchido.

Para mais informações consultem o site da Coordenação Nacional para a infecção VIH/sida.

Concurso “Spot contra a infecção VIH/sida”Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida
Estrada da Luz, 153
1600-153 LISBOA

via: AND

4 de setembro de 2006

Innovate by Ecodesign

Na conferência, INNOVATE BY ECODESIGN, o tema principal é o impacto do ambiente no design. O impacto, não apenas numa determinada fase do design, como por exemplo, no final do ciclo de vida do produto (quando é preciso pensar em reciclar ou reutilizar os materiais) mas, em todas as fases do design desde o inicio (concepção, aspectos técnicos, mercado, utilização, fim de vida, etc.). Esta abordagem pode constituir uma fonte inesgotável de criatividade e abrir novos nichos de mercado. Os promotores da conferência esperam que este evento seja uma ocasião para se descobrir novas perspectivas para abordar o comportamento dos utilizadores e fabricantes. E que seja, também, uma forma de aumentar a oferta de produtos sustentáveis e novos estilos de vida face ao ambiente e, ainda, descobrir novas vias e novas oportunidades de racionalizar a economia através do eco design.

Na conferência deste ano serão apresentados diversos estudos de caso, de companhias como: Herman Miller: An ecodesign pioneer within office furniture;
Electrolux: Who to minimise wasting in all terms of the word by ecodesign;
Riochem / Design Wales: Ecodesign in a SME, in the area of chemical analysis;
EPEA: Presentation of the method Cradle to Cradle Design.

A conferência terá lugar, em Lyon, França, no próximo dia 28 mas, a data limite para as inscrições é o dia 18 de Setembro de 2006.
Para mais informações sobre a 4ª Conferência Ecodesign, visitem o site do Design Centre Rhone-Alps.

3 de setembro de 2006

2 de setembro de 2006

Design quotes

“Problems with visual design can turn users off so quickly that they never discover all the smart choices you made with navigation or interaction design.”
Jesse James Garrett

1 de setembro de 2006

Pensam que somos um país de ignorantes?!!!

Ontem, fiquei espantada com o grau de instrução dos Portugueses!... A sério, se pensam que somos um país de ignorantes, estão enganados. Eu cheguei a esta conclusão ontem, quando estava na sala de espera de um dos hospitais públicos de Lisboa. Durante a minha espera reparei na máquina de venda automática de bebidas. Parecia uma máquina vulgar mas...



Para minha surpresa, metade dos botões da máquina está legendada em Francês!



E mais surpreendida fiquei quando reparei, durante as 2 horas em que lá estive, que os utentes do serviço a usavam sem sequer hesitar.
UAU!... pensei eu, somos mesmo um país de gente culta. E ninguém, nem mesmo o mais velhote dos utentes, comprou leite em vez de café, chocolate, ou de cappucino…
Será que afinal isto já é o reflexo de pertencermos à UE?