19 de junho de 2006

Mulheres no design

Já todos ouvimos falar da célebre lei da paridade e do respectivo veto presidencial. As opiniões quanto a este tipo de leis são diversas e contraditórias. Podemos defender a obrigatoriedade da inclusão das mulheres ou, achar que isso é assumir uma forma disfarçada de exclusão positiva. Eu não concordo com a inclusão de mulheres, seja em que área da sociedade for, por decreto-lei. Acho que nós (mulheres) devemos alcançar os lugares, que merecemos, por mérito! Porém, de facto, aquilo que se verifica é um monopólio dos cargos de chefia pelos homens. Isso seria aceitável se não houvesse, de facto, discriminação no acto da escolha com base no género.

No design este fenómeno também não é novidade e não é exclusivo de países machistas como Portugal. Revelador do peso desta injustiça é o evento “Women in Design”, patrocinado pela Chartered Society of Designers, que terá lugar no próximo dia 20 de Junho de 2006.
Os objectivos desta acção são promover o papel das mulheres no design, junto dos parlamentares britânicos, incentivar o desenvolvimento de politicas que facilitem a igualdade e melhorar o recrutamento de mulheres designers. Para discursar no evento foi convidado um ministro e 2 mulheres designers de sucesso: Ingrid Baron (chefe do departamento de design industrial da IDEO London) e Anita Brightly-Hodges FCSD, fundadora da Still Waters Run Deep.

Talvez devêssemos promover uma iniciativa semelhante em Portugal!!!

Para mais informações contactem:
Christina Onesirosan-Martinez
The Chartered Society of Designers
T: 020 7357 8282
E: info@csd.org.uk


Via:
dexigner

5 comentários:

XXL disse...

Não posso estar mais de acordo! as mulheres não precisam de quotas nenhumas, precisam é de se impôr com a sua inteligência, e o seu talento multifacetado.
Mulheres, às armas!!!!!!!!!!!

Riot Grrrl disse...

Concordo! Deveria-se promover uma inciativa como esta em Portugal!

Ainda na temática deste post aconselho um livro muito interessante que adquiri à algum tempo:

"Design And Feminism: Re-Visioning Spaces, Places, and Everyday Things." editado por Joan Rothschild.

Trata-se de um conjunto de artigos escritos por mulheres designers de diferentes areas.

Deixo aqui um pequeno excerto do íncio do livro:

"Re-visioning is to see again, to re-imagine. But re-visioning is also to revise, to change to, reinterpret, even to subvert accepted meanings. This book started from the question: How well do our design environments - the places and spaces where we live, work, and play, the tools we use - meet our needs both aesthetic and functional? As the divides of public/private, work/home, city/suburb, producing/consuming - and their gendering - blur and encroach upon each other, new needs are created that demand innovative change. Yet the responses at the design community have been mixed at best. Moreover, most people, even the very privileged, have little control over shaping or changing their environs. Our streets and parks, our dwellings, our tools are given. This book offers feminist critiques of these givens, and ideas , projects, and programs for change."

Atom Ant disse...

Parece ser um livro interessante.

Eu não gosto muito dos movimentos sexistas, sejam feministas ou machistas. Acho que o mérito deve ser atribuido a quem o merece. Porém, penso que se as mulheres tivessem a oportunidade de mudar o mundo, ele seria bem diferente do que é actualmente.

Um destes dias ouvi alguém comentar, na TV, que não há mais mulheres na politica porque estas não têm "pachorra" para perder tempo em "joguinhos" ridículos de influências e palmadinhas nas costas...

Riot Grrrl disse...

Concordo pois também não gosto de movimentos sexistas. É importante não esquecer que feminismo é muitas vezes confundido (devido á semelhança entre as duas palavras) com machismo, e é visto como sendo um movimento que promove as mulheres acima dos homens, mas não é este o caso. É sim um movimento anti-sexista que promove a igualdade de género para que ambos os sexos possam estar libertos dos estereótipos que acabam por limitar todas e todos em quase todos os aspectos da vida quotidiana. Por esta razão é que existem muitos homens que se dizem feministas.
No livro, a aplicação desta perspectiva igualitária ao design é muito interessante pois chama atenção para a forma como às vezes o design reforça estereótipos ou perpetua certas desigualdades que são prejudiciais tanto para as mulheres como para os homens

CORTO MALTESE disse...

E que tal "mulheres com design"?
;)