19 de janeiro de 2006

Nova simplicidade Philips

A nova filosofia de design da Philips pode resumir-se na seguinte expressão - "sense and simplicity" - num esforço para simplificar a vida das pessoas.

Para o director criativo da Philips, Stefano Marzano, a casa do futuro será mais parecida com a casa do passado do que com a do presente. Será uma casa menos confusa e desorganizada, com objectos mais discretos. As televisões farão parte das paredes e as aparelhagens desaparecerão nas estantes.

Alguns exemplos interessantes desta nova filosofia:

Glowing Places/Outdoor Seating Project

Será uma cadeira ou um candeeiro? Assentos de exterior que respondem à presença das pessoas. Ao tocar nos assentos a sua luz muda rapidamente, ficando mais suave quando há menos actividade na área.





Tree of Life/AirTree



A Air Tree é um objecto decorativo elegante mas também um purificador e humificador do ar.
(Será que o meu cão a iria confundir com uma árvore... e fazer aquilo que sempre faz quando vê uma árvore?!...)








Philips’ concept LED bulbs



18 de janeiro de 2006

Etiquetas para cabos










O Cable ID, da Sternform , é uma espiral de plástico com uma zona para legendas ou rotulagem. Com a ajuda desta etiqueta torna-se muito fácil identificar qualquer cabo. O que nem sempre é tarefa fácil, como todos nós sabemos, especialmente quando se encontram escondidos, emaranhados, nas partes mais inacessíveis e escuras dos nossos móveis. Para evitar ligar o candeeiro, em vez da impressora, computador em vez do scanner, ou outras trocas do género, podemos usar estes identificadores. Desta maneira não precisam enfiar os dedos nas ranhuras das máquinas para tactear à procura de identificar o que está na ponta do cabo. Estas etiquetas, disponíveis em conjuntos de 8 peças, de diferentes cores, podem ser reescritas, basta que apaguem as legendas que escreveram antes.
Como sugestão, para melhorar a interacção com este produto, digo que também seria interessante diferenciar estas etiquetas através de diferentes texturas e/ou materiais. Assim, estaríamos a resolver os casos mais bicudos…aquelas situações onde não temos acesso visual à etiqueta, ou quando o indivíduo é cego ou amblíope.
Apesar de ser uma solução simples é fantástica porque resolve uma chatice enorme.

17 de janeiro de 2006

Design Urbano Inclusivo

Greed, Clara (2003). Inclusive Urban Design: Public Toilets, 1 edition, Architectural Press.

Não se deixem levar pelo título…
Numa primeira impressão poderiam pensar: “Que horror, que chatice, ler um livro sobre casas de banho públicas...baahhhh!...” Mas estão completamente equivocados. Na verdade, este livro fornece orientações úteis para a concepção de sanitários públicos inclusivos, ou seja, acessíveis a todos, mesmo àqueles com necessidades especiais.

Pensado para arquitectos, designers, responsáveis camarários, legisladores, entre muitos outros intervenientes na concepção e fiscalização do espaço urbano, este livro aborda o grave problema da desadequação dos sanitários públicos às necessidades dos cidadãos, discutindo qual deve ser o papel do design urbano na procura de soluções satisfatórias.

Podemos encontrar, neste livro, informações úteis e conhecimentos práticos sobre todos os aspectos relacionados com a concepção dos sanitários públicos incluindo: a concepção dos edifícios, a localização dos sanitários, a segurança, a saúde e higiene, o layout dos espaços, a acessibilidade e a discriminação dos deficientes, entre outros aspectos. Para além disso são mostrados diversos exemplos internacionais, de espaços sanitários, o que nos permite ter uma ideia comparativa daquilo que se faz, a este nível, por esse mundo fora.

Na minha opinião, uma das grandes conquistas deste livro será o reconhecimento de que, algumas questões do design urbano, podem ter resultados muito melhores se forem pensadas por equipas multidisciplinares!... Teríamos certamente espaços urbanos, sanitários ou outros, de maior qualidade e muito mais amigáveis se, os arquitectos, os designers de ambientes, os designers industriais, os ergonomistas, os engenheiros e os técnicos de saúde pública trabalhassem em conjunto, em prol do bem-estar e qualidade de vida de todos.
Essa é a grande lição que este livro nos ensina...

16 de janeiro de 2006

O clip

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O Clip foi inventado em 1899 por Johan Vaaler, o primeiro a aproveitar com engenho e arte, a maleabilidade do arame.
Embora subsistam algumas controvérsias em torno desta descoberta, os noruegueses não abdicam da glória do seu compatriota e chegaram mesmo a fazer o clip, durante a ocupação nazi, um símbolo de unidade nacional.
Actualmente nos EUA são usados 18 biliões de clips por ano.

Já alguém imaginou um atelier ou escritório sem clips? Aquele que é considerado um verdadeiro "objecto de design", pois cumpre na perfeição a velha máxima de "a forma segue a função", simples, práctico, fácil de usar e de produzir?
De facto, ninguém! Ninguém imagina o espaço de trabalho sem um verdadeiro "abraço metálico".

Concurso de objectos em cortiça
















A AIEC - Associação de Industriais e Exportadores de Cortiça, abriu um concurso para criação de 10 objectos, de uso doméstico, em cortiça.
Os objectos propostos devem ter por base os bastões cilíndricos, provenientes da colagem das rolhas pelos topos, e devem respeitar uma patente desenvolvida pelo INETI e adquirida pela PRICOR.

Os trabalhos devem ser apresentados em suporte papel e digital, do qual devem constar alçados e vistas tridimensionais das peças e respectivas dimensões.
Os autores premiados receberão royalties sobre a venda dos seus produtos.
O concurso encontra-se aberto até 31 de Janeiro de 2006 e os resultados serão divulgados durante o mês de Fevereiro.

Para mais informações contactar: pricor.geral@aiec.pt
Fonte:
CPD

15 de janeiro de 2006

14 de janeiro de 2006

Design quotes

"Design is the method of putting form and content together. Design, just as art, has multiple definitions; there is no single definition. Design can be art. Design can be aesthetics. Design is so simple, that's why it is so complicated."
Paul Rand

13 de janeiro de 2006

O creme Nivea

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As imagens:
1911 . 1924 . 1925
1926 . 1931 . 1935
1940 . 1943 . 1949
1959 . 1970 . 1992

A partir de uma imagem Art Nouveau, ao estilo da época, até à lata azul que mais vendeu.
Um logotipo que se adaptou a tendências e que assim que atingiu o maior grau de notariedade possível se menteve fiel a si próprio. Até aos dias de hoje!

Para abreviar todo o blá, blá, blá do custume, resta dizer que o azul e o branco estão sempre presentes. Segundo os entendidos, o azul é a cor da harmonia, da simpatia e da amizade, e o branco é a pureza, a limpeza e a inocência.
A partir do momento que a marca atingiu um elevado índice de notoriedade, a Beiersdorf (detentora da marca “Nivea”) optou por não fazer mais alterações à marca. A última data de 1992. Até hoje, a lata mais vendida do mundo, e desde 1925, as cores são azul e branco.
A marca surge em 1911 e é redesenhada em 1924, mas é no ano seguinte que ganha o seu universo cromático tal e qual nós o conhecemos hoje. Destaco o ano de 1959, ano em que surge o requinte associado à marca: a letra cursiva na palavra “creme”.
Existem dois elementos fundamentais nesta marca: a tipografia e a cor.
A fonte completa da Nívea foi concebida por Achaz Prinz Reuss e consiste em 12 variações e uma versão para texto. Para livros, campanhas ou comunicações internas é utilizada a versão “chave”, que pode ser light, book, medium ou bold, para enfatizar algum ponto recorre-se ao itálico.
Enfim, uma marca de sucesso arrumada numa gaveta qualquer de um móvel qualquer numa casa de banho qualquer!

Um mundo diferente.

















Soube, através de uma amiga, que foi lançado o primeiro site internacional para surdos, na passada quarta, 11 de Janeiro de 2006. Fiquei muito curiosa e fui lá dar uma olhadela... O site chama-se Deaf-blogs.com e reúne blogs, com imagens e vídeos. Foi pensado por um grupo britânico, de pessoas com deficiência auditiva, cujo objectivo era criar um site na Internet que permitisse a todos, com o mesmo problema, compartilhar suas experiências. A blogosfera tem privilegiado sobretudo o suporte escrito e fotográfico mas, graças ao avanço tecnológico, agora também já é possível o uso do vídeo. Este último suporte permite que as pessoas surdas comuniquem, na Internet, através da linguagem gestual.
Alison Bryan, a criadora do site ambiciona que ele "reagrupe os sites das pessoas surdas e as anime a publicar suas próprias reflexões, de maneira independente".

Ora aqui está um belo exemplo de como, as tecnologias da informação e da comunicação, podem ser usadas para derrubar as barreiras à integração das pessoas com deficiência, reduzindo a sua exclusão. No meu entender, o passo seguinte deveria ser a inclusão, cada vez mais comum, de vídeos deste tipo nos sites. Dessa forma não haveria distinção entre utilizadores com deficiência e sem deficiência...

12 de janeiro de 2006

MIRATE 2006


Mirate é o Primeiro Salão Profissional da Imagem e da Comunicação do Noroeste.
Este evento decorrerá entre 26 e 29 de Janeiro de 2006, no IFEVI - "Instituto Ferial de Vigo", na nossa vizinha Espanha.
Serão abrangidas as áreas da fotografia, do audiovisual, da comunicação, das artes gráficas, do marketing, da internet, da publicidade e do design. Como se pode imaginar, esta feira oferece “mil razões” para ser visitada...

11 de janeiro de 2006

Balde do lixo ou lixo do balde!?...


















A Essey, uma empresa de design Dinamarquesa, ganhou o "Good design Award" 2005, no Japão, com o “Bin Bin” , um balde do lixo fora do vulgar… O Bin Bin, da autoria do designer John Brauer, foi premiado na categoria de “Product Design/Everyday goods and gardening products”.
Este balde é inovador porque, ele próprio, se parece muito com o lixo que se propõe conter. O próprio processo criativo parece ter sido divertido…já que os designers passaram horas a amassar folhas de papel até encontrarem o balde perfeito. Depois de produzirem 500 mini baldes, escolheram o protótipo final, que foi digitalizado em 3D para produção.

É uma solução minimalista mas extraordinariamente comunicativa.
Só poderia ser design escandinavo…

Apetece-me perguntar: Que outro aspecto deveria ter um balde para papéis?
Mas, por outro lado, fico admirada com o facto de o lixo, transformado em design, ganhar concursos internacionais! Este isomorfismo parece-me exacerbado e, obviamente, não pode ser usado como solução para a maior parte dos casos.

10 de janeiro de 2006

Designing Pleasurable Products

Jordan, Patrick W. (2002), Designing Pleasurable Products: An Introduction to the New Human Factors. CRC.

Este livro aborda o uso, cada vez mais intenso e poderoso, da ergonomia no processo de design. Um processo criativo que dá cada vez mais importância ao utilizador, considerando-o uma peça fundamental e imprescindível para o sucesso das soluções propostas. O utilizador é cada vez mais activo, participativo, exigente e cada vez menos o consumidor passivo que compra tudo, sem critérios. Por isso, o sucesso do design contemporâneo de produtos, não depende apenas da sua funcionalidade, da sua qualidade técnica, usabilidade ou preço, mas antes da sua capacidade de agradar, de dar prazer a quem o usa. O apreço que sentimos pelos objectos é cada vez mais um factor de sucesso. Neste sentido a concepção deve adoptar uma abordagem holística do produto, entendendo que este deve constituir, sobretudo, uma alegria para o seu dono.
O livro, muito curioso, oferece-nos um enquadramento prático da questão e discute algumas técnicas de design.

Palavras chave: especificação dos benefícios dos produtos; produtos atraentes e agradáveis; como agradar aos sentidos; prazer obtido pelo uso dos produtos; criatividade participativa.

9 de janeiro de 2006

Um ajuda na piscina

E se os seus óculos de natação o ajudassem a medir as distâncias percorridas? Katie Williams, estudante de design industrial, concebeu uma solução que ajuda os praticantes a controlar os treinos e os seus progressos na natação. A sua proposta consiste nuns óculos, denominados Inview, que usam uma bússola embutida para contabilizar cada piscina nadada, detectando a inversão de sentido, permitindo aos utilizadores se concentrarem na sua técnica em vez de estarem preocupados a contar voltas.

Eu pessoalmente nunca consigo contar, com certeza absoluta, quantas piscinas nadei, ou que tempo fiz, pois estou sempre demasiado ocupada a combinar os movimentos com a respiração e tentar não engolir água… e como não posso pagar, para ter um treinador pessoal, estes óculos eram uma ajuda bem vinda!

8 de janeiro de 2006

7 de janeiro de 2006

Design quotes

"Our guiding principle was that design is neither an intellectual nor a material affair, but simply an integral part of the stuff of life, necessary for everyone in a civilized society."
Walter Gropius (1883-1969)

6 de janeiro de 2006

Cadeira de rodas todo o terreno

Um pouco na sequência dos comentários feitos ao post de 18 de Dezembro de 2005, aqui fica uma novidade. Foi criada uma cadeira de rodas, a iBot (Individual Balancing Optimized Transporter), que é quase um todo o terreno. Andar de cadeira de rodas é a única forma de locomoção para muitos mas, infelizmente, existem demasiados obstáculos para que seja uma solução verdadeiramente libertadora. Esta solução tenta ultrapassar a maioria dos obstáculos que se colocam durante um qualquer percurso. Consegue, por exemplo, subir escadas e tem uma velocidade máxima de 11km/h. Outra das suas características importantes é a sua capacidade de elevação. O seu ocupante pode ser elevado até à altura de uma pessoa de pé, o que é uma vantagem a nível psicológico.

5 de janeiro de 2006

Xplory Baby da Stokke




















Passear um bébé no carrinho não corresponde, exactamente, à melhor ideia de passeio, pelo menos do ponto de vista do próprio bébé. Experimentem observar o mundo da posição em que o bebé se encontra no carrinho… pois é. Se lá estivessem não iriam ver muito mais dos que pernas, traseiros, escapes de carros, baldes do lixo, muros, entre outras coisas que andam pelos nossos passeios. O Carrinho da Stokke, o Xplory eleva o bébé, garantindo-lhe uma melhor visão do mundo que o rodeia e transformando qualquer passeio numa aventura estimulante. Esta forte estimulação visual permitirá criar laços mais fortes com os pais e com o ambiente envolvente. A elevação também afastará os bébés dos fumos de escape (não terão ar puro, mas também não levarão directamente com os fumos na cara).

Do ponto de vista ergonómico este carro representa uma boa prática de design ao reduzir, efectivamente, as probabilidades de lesão lombar. De facto, quanto mais elevado estiver o suporte para o bébé, menor será a flexão do tronco necessária para o colocar ou retirar do carrinho. E como sabemos, o risco de lesão aumenta em função do peso suportado, do tempo de suspensão, do afastamento do peso ao centro do corpo e da frequência e grau de flexão do tronco.

Para além de todas estas vantagens este carro também se poderá ir transformando, adaptando-se ao crescimento do bébé. O carro vem equipado com amortecedores e rodas especiais que promovem uma deslocação fácil e suave. Ou seja… um verdadeiro topo de gama, ao nível da qualidade que a Stokke nos vem habituando.

4 de janeiro de 2006

Acessibilidade nos museus

No próximo dia 23 de Janeiro de 2006, irá ocorrer o Seminário
"Sabe escrever para todos? A acessibilidade da comunicação escrita nos museus". Este seminário, promovido pelo GAM, que é um grupo de trabalho que tem como objectivo melhorar o acesso aos museus a todo o público com necessidades especiais, terá lugar no Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva. O seminário contará com a participação de profissionais de museus portugueses e estrangeiros, jornalistas e designers, que irão discutir a problemática dos textos escritos e a sua importância na comunicação do museu com o seu público. A quem é que nos dirigimos? Quem é que pretendemos atrair? Conseguimos produzir textos acessíveis para o público-alvo? Quais as normas que deverão ser seguidas? Qual o papel do designer? Estas são algumas das perguntas às quais os participantes irão procurar dar resposta.

O seminário está aberto aos profissionais dos museus e aos designers e a participação é gratuita.

Atenção!
As inscrições só estão abertas até 16 de Janeiro de 2006 e, como as vagas são limitadas, as inscrições são aceites por ordem de chegada.
Apressem-se a reservar o vosso lugar!

3 de janeiro de 2006

Ergonomia e lesões lombares

Khalil, T. M., Abdel-Moty, E. M., Rosomoff, R. S. & Rosomoff, H. L. (1993), Ergonomics in Back Pain: A Guide to Prevention and Rehabilitation. Wiley.

Para quem está envolvido na concepção de postos de trabalho, assentos, mesas ou máquinas, é importantíssimo saber qual a postura correcta, que o utilizador deverá adoptar, de forma a maximizar o desempenho e minorar o desgaste biológico.

Se a interacção entre o Homem-Tarefa-Equipamento não estiver optimizada ocorrerá um stress postural desnecessário e potencialmente perigoso, em particular para uma estrutura anatómica muito importante, mas também muito sensível, a coluna vertebral. As dores nas costas são uma das principais causas de sofrimento, de elevados gastos médicos e de fraca produtividade.

Através de uma abordagem multidisciplinar, profusamente ilustrada, este livro foca o problema das lesões músculo-esqueléticas em geral e, em particular, das lesões lombares. São apresentados os princípios gerais da ergonomia e da biomecânica, bem como as suas aplicações na prevenção e reabilitação das lesões lombares. É dada ênfase ás metodologias ergonómicas, tais como a análise do desempenho humano e a abordagem das capacidades funcionais. Também são apresentadas formas para conceber postos de trabalho, para planear tarefas, de forma a minimizar o desgaste postural e melhorar o desempenho. No livro é discutida a origem das dores lombares, dos eventos que podem, potencialmente, provocar a lesão e as consequências que daí resultarão para os trabalhadores. São ainda apresentados dados epidemiológicos que demonstram os efeitos devastadores das dores lombares na economia, na indústria e nos cuidados de saúde em geral.

Este livro foi escrito a pensar nos ergonomistas, fisioterapeutas, engenheiros, designers e todos os profissionais que lidam com pessoas com necessidades especiais.

2 de janeiro de 2006

Desejos para 2006!













Na primeira mensagem de 2006 gostaria de publicar alguns dos meus desejos para este novo ano. Poderia começar pelos desejos da praxe, aqueles que todos revelam quando alguém lhes pergunta… paz, amor, felicidade, saúde, dinheiro, etc… Mas decidi que não era para falar desses desejos que iria escrever esta mensagem. Quero falar dos desejos que fazem parte das minhas preocupações diárias e que, em muitos casos, são metas a atingir:

1. Desejo que todos os projectos em que estou envolvida, individualmente ou conjuntamente com os meus colegas, sejam um sucesso e que isso contribua para a minha felicidade;
2. Desejo que os meus colegas e amigos alcancem todas as metas que estabeleceram nas suas vidas e que tenham sucesso;
3. Desejo que o mérito, ou demérito, daqueles que nos rodeiam seja finalmente reconhecido;
4. Desejo que os meus alunos consigam concluir, com sucesso, os seus estudos e sejam bons profissionais;
5. Desejo conseguir terminar, com sucesso, os meus estudos e com isso melhorar a minha vida;
6. Desejo conseguir melhorar o meu desempenho como designer e como professora;
7. Desejo contribuir para o desenvolvimento do design e da ergonomia em Portugal;
8. Desejo contribuir para o fortalecimento da ligação entre estas duas áreas;
9. Desejo contribuir para a melhoria do ensino de design em Portugal;
10. Desejo que o design português se afirme cá dentro e no mundo;
11. Desejo que este país comece a respeitar aqueles que, por alguma razão, são diferentes da maioria;
12. Desejo que a Humanidade comece a respeitar a Mãe Natureza e preserve este pequeno planeta azul em que habitamos.

Bom… podem achar que são banais ou utópicos, mas são os meus desejos para 2006 e, provavelmente, para os anos que se seguirão!

30 de dezembro de 2005

Moldura digital














Numa época em toda a gente tira, normalmente, bastante fotos, sabem dizer qual a percentagem dessas fotos que nunca serão impressas? Bom… eu calculo que, no meu caso, irei imprimir entre 5 a 10% das fotos que tiro. Mas lá porque não as transformamos em papel, não quer dizer que não gostássemos de as exibir ou apreciar… foi precisamente para resolver este impasse que foi criada a Philips Digital Photo Display (Visor de fotografias digital). Esta solução consiste numa moldura digital que é, na verdade, um mini ecrã LCD com resolução de 720x480, visível de diferentes ângulos com bastante qualidade de imagem. As fotos podem ser visualizadas directamente dos cartões de memória ou transferidas para a memória interna da moldura via USB. A moldura tem capacidade para armazenar cerca de 80 fotos.

Estava aqui a pensar que esta é uma boa solução para quem tem mais do que uma/um namorada(o)… assim é fácil mudar o conteúdo das molduras de casa…

29 de dezembro de 2005

Next Generation Design Competition Metropolis 2006

A Metropolis deseja descobrir a próxima geração de Grandes Ideias e de Criativos. Para isso criou o Next Generation Design Competition, que se destina tanto a designers como arquitectos. O prémio de $ 10,000 será atribuído à “Grande Ideia” que contribua de alguma forma para melhorar o meio ambiente, tornando-o melhor, mais seguro e mais sustentável.









Este concurso iniciou-se em 2003 como reconhecimento e encorajamento do activismo e envolvimento social dos designers. A propósito desta temática lembrei-me daquilo que Vítor Papanek* disse: “Tanto a época como o lugar dão aos designers a certeza de que as técnicas e os talentos que colocam no trabalho permanecerão válidos no futuro. No entanto, deveremos ser extremamente cuidadosos com aquilo que criamos e porquê. As mudanças ambientais no nosso frágil planeta são uma consequência daquilo que fazemos e dos instrumentos que utilizamos. Agora que as mudanças que provocamos são tão grandes e tão ameaçadoras, é imperativo que os designers e arquitectos dêem o seu contributo para ajudarem a encontrar soluções.”

Ainda podem enviar os projectos até ao dia 15 de Janeiro.

*Papanek, Victor (1995). Arquitectura e Design. Ecologia e Ética. Lisboa: Edições 70.

28 de dezembro de 2005

Embalagem para garrafas













Continuando a falar de bebidas alcoólicas… (Isto deve ser por causa da época festiva)

Quantas vezes transportamos as garrafas em sacos, ou caixas, chocalhando, roçando, batendo umas nas outras? Vez sem conta… Tantas que, em algumas delas, acontecem coisas desagradáveis que vão desde o barulho do vidro contra vidro, do estragar dos rótulos ou, pior do que tudo, partir as garrafas derramando o seu conteúdo. Para resolver este problema a Regale Corp. criou uma solução interessante de embalagem, dividida em 2 partes, para transporte de garrafas de vidro.
Para evitar o uso do plástico, foram utilizadas fibras recicladas para moldar esta embalagem, resultando numa solução muito positiva, ecológica e com custos muito baixos.
Neste caso, a forma segue a função... com bastante sucesso!
Espero que bebam com moderação!

27 de dezembro de 2005

Cadeira de rolhas de champanhe














Um estranho concurso de design parece ter-se transformado num clássico desta época. Estou a falar do concurso de design de cadeiras feitas com rolhas de champanhe - o DWR Champagne Chair Contest.
Tudo começou, há alguns anos atrás, quando um senhor, chamado Rob Forbes, recebeu uma cadeira em miniatura feita com rolhas de champanhe e respectiva armação de arame. Como essa miniatura fez enorme sucesso, ele teve a ideia de criar este evento de design.
O desafio é simples: trata-se de criar uma miniatura de cadeira usando as rolhas, os arames e as chapas de, no máximo, 2 garrafas de champanhe.
Este concurso está aberto a todos os designers, sejam profissionais, professores ou estudantes. O prazo de participação foi alargado até 6 de Janeiro de 2006. Uma selecção das melhores cadeiras será exibida nos DWR Studios. Os 6 finalistas serão mencionados no site e na Design Newsletter, para além de receberem um vale de compras da DWR. Nos últimos anos, as cadeiras seleccionadas apareceram em posters, na comunicação social em geral, em catálogos e galerias.

Já que vão beber… em vez de ficarem a olhar para as rolhas, com olhos esbugalhados, usem a criatividade para ganhar este concurso. Divirtam-se...

23 de dezembro de 2005

22 de dezembro de 2005

A prenda!!!













Acho que esta seria uma óptima prenda...

21 de dezembro de 2005

O gesto é tudo

Uma grande percentagem da informação, transmitida na comunicação interpessoal, é gestual. O nosso cérebro especializou-se em ler a linguagem corporal e tirar daí as devidas ilações.
Podemos simpatizar ou odiar os nossos interlocutores apenas com base na sua linguagem corporal e facial. As primeiras impressões são, por vezes, fatais na futura relação. Tanto poderá ser um caso de amor à primeira vista, como de ódio para sempre…

Bom… mas, quando apresentados fora de contexto, os gestos podem transmitir informações contraditórias, ou desconcertantes, como é o caso que aqui deixo…

























Afinal, eles estarão a falar do quê… ou de quem?

20 de dezembro de 2005

Evaluation of Human Work

Wilson, J. R. & Corlett, E. N. (1995). Evaluation of Human Work.
A practical ergonomics methodology. 2ª Edição; Taylor & Francis.

Este livro é um “best-seller” no domínio da ergonomia.
É um verdadeiro compêndio de metodologias e técnicas ergonómicas para avaliação do trabalho humano.

Aborda conteúdos como: metodologias gerais; métodos e técnicas básicas da ergonomia; técnicas em produção; design de sistemas e avaliação; avaliação e design do posto de trabalho; análise da actividade de trabalho; análise da tarefa; interface homem-computador; stress de trabalho; avaliação de risco; observação da peformance; função psicofisiológica; design experimental; recolha de dados, entre muitos outros.

19 de dezembro de 2005

Mala de mão iluminada










Aquilo que as mulheres põem dentro das suas malas de mão continua a ser um verdadeiro mistério, por vezes até mesmo para as suas donas. Uma aluna da Universidade de Brunel, chamada Rosanna Kilfedder, propõe-se dar uma mãozinha, ou melhor dizendo, uma luzinha, para acabar com este problema. A nova solução, que consiste numa mala que se auto-ilumina, promete tornar mais fácil encontrar as chaves de casa, ou outros objectos, dentro do caos. Este novo conceito de mala, apelidada de Sun Trap, usa uma célula solar, aplicada no exterior, para obter energia. A energia é armazenada numa bateria que alimenta a luz, semelhante à que encontramos nos telemóveis, e que é ligada através da abertura do fecho que funciona como interruptor. A luz apaga-se assim que o fecho é corrido, ou quinze segundos depois de ligada, para os casos em que a mala fica aberta por esquecimento. Esta bateria pode ter um uso secundário importante, pois pode ser usada como carregador móvel para telemóveis ou de outros pequenos aparelhos.
Rosanna afirma que teve esta ideia ao observar as dificuldades das suas amigas, em encontrar as chaves de casa no escuro, ou vendo-as a usar os telemóveis para iluminar o seu interior.

18 de dezembro de 2005

17 de dezembro de 2005

Design quotes

“Questions about whether design is necessary or affordable are quite beside the point: design is inevitable. The alternative to good design is bad design, not no design at all.”
Douglas Martin

16 de dezembro de 2005

Design sem preconceitos

E se uma empresa lhe pedisse para conceber brinquedos sexuais, como vibradores?
Aceitariam o desafio ou ficariam com receio?
A solução escolhida assentaria numa réplica real daquilo que a natureza criou?
Ou optariam por soluções esculturais, cheias de expressividade artística?
Por outro lado, talvez se pudesse investigar a ergonomia dessa interacção para encontrar a solução mais adequada!

Este desafio foi colocado, pela Myla , a diversos designers e artistas.
Ultrapassando preconceitos, ou falsos moralismos, estas peças de design não foram concebidas para estar escondidas na gaveta, quando não estão em uso, mas também não são meras esculturas ou peças decorativas.








O Bone, da autoria de Tom Dixon, actual director criativo da Habitat internacional, até tem uma edição especial, feita artesanalmente em cristal e, apesar do preço elevado da versão normal (240€), tem uma interminável lista de encomendas. Sobre este trabalho, o designer afirmou: «É extraordinário, que objectos destinados a um uso tão íntimo e agradável sejam tão destituídos de qualidade em termos de design e material. Objectos como estes devem ser preciosos, bonitos e higiénicos, reflectindo a sua função.». Marc Newson, designer australiano, é o autor de Mojo, cuja palavra-chave parece ser “divertido”. Sobre ele o autor disse: «Cada projecto é um desafio único, e não vejo nada de estranho em desenhar tudo, desde um jet privado a um acessório sexual». Tara Cottam, escultora britânica, é a autora de Seed, uma solução mais inspirada na natureza. A solução encontrada não se afasta muito da linha das suas esculturas, sempre inspiradas em objectos naturais e trabalhadas em pedra ou bronze. Outra escultora, Mari-Ruth Oda, japonesa, conhecida pelos seus trabalhos em pedra, é autora do Pebble, que passa bem por uma vulgar pedra rolada, a não ser que comece a vibrar no meio da sala...

15 de dezembro de 2005

Auto-café expresso

Há dependências que são mal vistas pela sociedade, como a dependência do álcool, das drogas e agora, cada vez mais, do tabaco, entre outras. Mas outras dependências são bem aceites, como a dependência financeira... e a dependência da cafeína. Aliás, são tão aceites que até arranjamos maneira de reduzir o sofrimento, daqueles que estão a sofrer os efeitos da privação… Nesse sentido, a Bertone criou uma máquina de café para ser usada nos automóveis, ou outros veículos motorizados. Assim, se é café-dependente, já pode dar cabo do vício mesmo enquanto aguarda nas filas de trânsito. Basta ligar a Velox ao isqueiro do carro e esperar...












Resta saber o impacto que esta inovação irá ter na sinistralidade!!!
Já estou a ver a cena: “Sr. Guarda, estava a mudar o filtro do café e não vi que o sinal tinha mudado…ou então, estava a mexer o café e não podia fazer "pisca"... eheheheh
Se a moda pegar, terão que incluir novas regras no código da estrada, como: proibido tomar café em andamento; proibido usar chávenas de porcelana nos automóveis, proibido atirar borras de café para a via pública, etc. etc…
A máquina custa cerca de 59€ e, como é óbvio, pode ser usada com o carro estacionado ;)

14 de dezembro de 2005

Cortinas solares

Pensar em design significa pensar nas necessidades humanas, mas também, e não menos importante, pensar na sustentabilidade do design. De que serve ter um mundo altamente tecnológico se destruirmos o planeta e tornarmos, a nossa grande casa, inabitável?
Não é fácil encontrar soluções onde haja equilíbrio entre as questões do design, do lucro, do consumidor e do ambiente. No entanto, muito se poderá fazer com pequenas, mas maravilhosas soluções…semelhantes àquela que menciono neste post.










As Energie Curtain procuram resolver um dos maiores problemas que enfrentamos, que é a nossa dependência energética, sobretudo dos combustíveis fósseis, altamente poluentes e escassos. A ideia é simples - porque não usar cortinas solares, que acumulam a energia solar durante o dia para, durante a noite, iluminar os nossos espaços?
Esta inovação, criada pela Re:form, uma subsidiária dos Interactive Studios poderá, potencialmente, revolucionar o mercado dos cortinados e dos candeeiros, principalmente em Portugal, um país com uma média de horas de sol tão generosa. A Re:form dedica-se a explorar novas tecnologias, aplicáveis na concepção de interiores domésticos inteligentes, e têxteis interactivos.
É óbvio que se levantam algumas dúvidas, sobretudo técnicas ou tecnológicas, sobre esta solução, mas quanto a mim, vale pela originalidade e arrojo da proposta. Este projecto é um exemplo do equilíbrio entre as preocupações Humanas e ecológicas.

13 de dezembro de 2005

Uma história natural dos sentidos

Ackerman, Diane (1990). Uma História Natural dos Sentidos. Lisboa: Circulo de Leitores.

Diane Ackerman conta-nos , de forma acessível e rigorosa , a história dos sentidos, como nasceram e evoluíram, como são entendidos pelas várias culturas , a que limites estão sujeitos , que podem ensinar-nos sobre o mundo surpreendente em que vivemos.

Aqui ficam alguns excertos, para aguçar o apetite...

“O corpo selecciona e desbasta a experiência, depois envia-a ao cérebro para que ele a arquive ou utilize para algum fim. (…) Nem tudo é sentido por nós com força suficiente para enviar uma mensagem ao cérebro; muitas sensações invadem-nos sem nos dizerem nada. Muito perde-se na tradução ou é censurado, e os nossos nervos nem sempre disparam de imediato. Alguns permanecem silenciosos enquanto outros reagem. Isso faz com que a nossa versão do mundo seja algo simplista, tendo em vista a complexidade desse mesmo mundo. O corpo não vive em busca da verdade mas sim da sobrevivência.
(…)”Um dos maiores paradoxos da condição humana é que a grande abundância de sensações, que tanto significam para nós, não é percepcionada directamente pelo cérebro. (…) O cérebro é cego, surdo, mudo, insensível”.

12 de dezembro de 2005

WC de emergência

Muitos se lembram dos banquinhos de cartão, tão populares nas longas filas da Expo 98. E se agora pudessem comprar uma sanita segundo a mesma filosofia? Ou seja, uma sanita efémera, totalmente reciclável e biodegradável. Uma sanita de emergência que pode ser usada nos sítios mais remotos, mesmo onde não há água.























A UnBathroom, que é o nome deste equipamento, é fabricada em cartão canelado encerado, para resistir ás condições atmosféricas adversas, e tem uma montagem muito fácil... Esta sanita pode ser espalmada para facilitar o transporte e o armazenamento. O seu revestimento interno, em plástico, que equivale ao contentor, pode ser selado para ser depositado, mais tarde, no lixo sanitário. Depois de usados os revestimentos interiores, e por questões de higiene, a base em cartão pode ser reciclada. A altura da sanita pode ser ajustável, para idosos ou deficientes, ao ser colocada sobre qualquer superfície estável.

Ao criar esta sanita de emergência, William Hsu, estudante do Art Center College of Design, Pasadena, CA, ganhou uma menção honrosa atribuída pela I.D. em 2004.
A abordagem feita por William Hsu, à questão sanitária, revela um pensamento global e sistémico muito bom e que falta a muitos alunos de design. Este projecto impressiona pela simplicidade da solução, mas também pela forma como lida com os desperdícios. A informação aplicada é apenas a essencial, não possui material gráfico excessivo.

Fico espantada pelo nível de projecto destes alunos… O que acaba por levantar algumas questões problemáticas. Será que fazer estruturas em palitos, ou escadas industriais são temáticas correctas para ensinar alunos de design??? Poderíamos, ou não, fazer mais e melhor pelo ensino do design?
Aqui fica a questão para reflexão…

11 de dezembro de 2005

10 de dezembro de 2005

Design quotes

“The ability to simplify means to eliminate the unnecessary so that the necessary may speak.”
Hans Hoffman

9 de dezembro de 2005

Scooba, lava o chão já!

O Homem criou a máquina para reduzir o seu desgaste biológico, ao mesmo tempo que aumentava a capacidade produtiva. Esperava, com isso, ter mais tempo para o lazer. Mas na verdade, aquilo que se verifica, na maior parte dos casos, é sobrar tempo para trabalhar cada vez mais… Assim, trabalhamos em 1 ou 2 empregos e trabalhamos em casa, ocupando dessa forma as 16 ou mais horas úteis do dia. Por isso, cada vez mais, as pessoas começam a perceber as vantagens dos robots domésticos (aqueles que se preocupam com a higiene doméstica!). Há alguns anos atrás a relutância face a estas máquinas era enorme, mas agora é uma área em franco crescimento (o Roomba, vendeu mais de 1 milhão de unidades em 2 anos).
Os engenheiros e designers envolvidos na concepção deste tipo de produtos analisaram, cuidadosamente, as necessidades de higiene doméstica e concluíram que a tarefa de lavar o chão levanta alguns problemas:
a) a água fica suja rapidamente, bem como a esfregona, acabando por espalhar o lixo em vez de o remover;
b) é necessário transportar um balde com 7 ou mais litros de água, o que significa um peso considerável;
c) a limpeza do balde e da esfregona é muito desagradável e pouco eficaz;
d) pessoas com dificuldades motoras (idosos, doentes com artrite, pessoas com problemas de coluna, etc.) não podem efectuar estas tarefas, ou estão sujeitos a grande sofrimento para o fazer.
Neste sentido, para responder a estas necessidades, e para contentamento dos calões, criaram o Scooba, o 1º robot doméstico que lava o chão . Este robot, muito semelhante ao seu antecessor, o Roomba, tem o aspecto de disco voador e promete reformar as esfregonas de muitas casas. É fácil de usar e está adequado para pavimentos de cerâmica, linóleo ou pedra natural e madeira.
















O Scooba funciona da seguinte maneira:
1º aspira todo o lixo, poeiras e pequenas areias do chão;
2ª enxagua o chão, usando uma solução de limpeza designada por Clorox;
3º esfrega o chão para remover nódoas e lixo agarrado;
4º Enxuga o chão, removendo a solução suja, deixando o chão limpo e seco.
Devido à sua reduzida altura consegue ir debaixo da maioria dos móveis. Também vem equipado com sensores que o impedem de cair pelas escadas ou de ficar preso em cantos recônditos. Consegue determinar a configuração da divisão e não deixa ficar nenhuma parte por limpar, aliás, até passa mais do que uma vez pela mesma área. Para impedir que ele passe para outras divisões pode ser instalado um dispositivo, que cria uma barreira invisível, que o robot não ultrapassará. Se o Scooba se meter em apuros irá desligar-se automaticamente.

Aqueles que já o usaram afirmam que não faz um trabalho perfeito, mas é muito aceitável. Ele próprio é muito fácil de limpar e manter. As suas peças desmontam-se com facilidade e podem ir, na maioria, à máquina de lavar.
Como é um robot, basta carregar no botão e ele fica a fazer a limpeza. Não reclama, não pede ordenado nem aumento, não diz que está cansado ou que tem que ver o futebol na tv.
Outros robots domésticos virão num futuro próximo. O Scooba custa $399.99 ou 342€.

Se me perguntarem… eu digo que já escrevi ao Pai Natal a pedir um Scooba…por causa das minhas costas, claro ;)

8 de dezembro de 2005

Porque sim!

O Design Editorial é uma das áreas projectuais na disciplina do Design, que eu acho mais aliciante. Apesar de não apreciar o grafismo da maior parte dos jornais nacionais, acho que hoje, este, merece um especial destaque pela positiva!

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Tetran o comilão de auscultadores













Arrumar os auriculares, ou auscultadores, pode ser um problema. São os fios, velho problema da electrónica, que se enrolam, que se estragam, que trazem tudo agarrado quando puxamos por eles, etc…
Surgiu agora uma solução muito imaginativa e divertida chamada Tetran, produzida pela Tunewear. Esta coisa funciona da seguinte forma: após inserir os auriculares na boca dos Tetran, que parecem um ouriço, ou uma mina aquática, os fios são enrolados em torno dos seus bicos. Segundo o fabricante, os Tetran, também podem ser usados como um massajadores ou como uma bola de stress.
Nesta época de Natal… pode ser uma prenda gira! Custa cerca de 11€…

7 de dezembro de 2005

Novo conceito de embalagem para medicamentos

A Target, comprou a patente de um novo conceito de frasco de medicamentos, criado por uma estudante norte-americana de design. Este novo conceito pretende revolucionar o design das embalagens e impedir erros na toma dos medicamentos.
Os frascos tradicionais, usados nos EUA, são curvos e têm rótulos colados contendo toda a informação sobre o medicamento.










Estes frascos apresentam diversos problemas: - não há consistência na hierarquização da informação, o nome do medicamento pode aparecer no topo, a meio ou na parte inferior do rótulo; - a marca, ou logótipo, da farmacêutica é normalmente o elemento que se destaca mais, desprezando-se o nome do medicamento; - o uso das cores não facilita o contraste; - a forma curva dificulta a leitura; o tipo, o corpo da letra, o espacejamento e o entrelinhamento escolhidos são de difícil leitura.

A solução encontrada corrige a maior parte destes problemas e apresenta algumas inovações interessantes.














O nome do medicamento aparece no topo do frasco, permitindo uma identificação fácil, mesmo quando guardado. O frasco encarnado aumenta a coerência da imagem corporativa (é a cor da Target). A informação encontra-se correctamente hierarquizada, aparecendo a informação primordial (nome do medicamento, dosagem, instruções) na zona central do rótulo e a restante informação (quantidade, validade, médico responsável), colocada numa zona secundária do rótulo. A colocação do rótulo, numa superfície plana do frasco, facilita a leitura e permite poupar gastos de produção desnecessários (com cortes de papel). Foi criado um sistema de anéis coloridos, colocados junto à tampa, que são uma forma de personalização do frasco, dificultando desta forma a confusão entre frascos pertencentes a diferentes membros da mesma família. Foi também anexado um cartão, expansível, que corresponde à bula do medicamento e que dificilmente será perdido.

Seria bom que chegassem rapidamente a Portugal, não só pelo bom exemplo de design ergonómico, mas também porque isso significava que poderíamos comprar a dose de medicamentos adequada ao nosso caso!

Este belissímo exemplo de design faz-me sentir saudades de um exercício, que se fazia em design bidimensional e, que agora foi eliminado... com muita pena minha :(

6 de dezembro de 2005

Psicologia cognitiva

Sternberg, Robert J., (2000). Psicologia Cognitiva. Tradução de Maria Regina Borges. Porto Alegre: Artes Médicas Sul. ISBN: 85-7307-657-7.

(Capa da versão em inglês)
A Psicologia cognitiva trata do modo como as pessoas percebem, aprendem, recordam e pensam sobre a informação. Ou seja, as várias áreas de estudo, dentro da psicologia cognitiva, são as bases biológicas da cognição, as imagens mentais, a atenção, a consciência, a percepção, a memória, a linguagem, a resolução de problemas, a criatividade, a tomada de decisões, o raciocínio, o desenvolvimento cognitivo ao longo da vida, a inteligência humana e artificial, entre outros aspectos do pensamento humano.

A psicologia cognitiva é importantíssima para o design, não só porque permite ao designer conhecer as capacidades e limitações cognitivas, dos potenciais utilizadores dos seus projectos, mas também porque fomenta o auto conhecimento, ajudando o designer a tirar o máximo proveito das suas capacidades intelectuais.

Existem diversos livros excelentes sobre esta temática. O maior obstáculo poderá ser a falta de manuais traduzidos para o português. Uma excepção é o livro de Sternberg, professor da Universidade de Yale. É um manual actualizado, bastante extenso, bem organizado e cheio de exemplos. Óptimo para quem se inicia nesta temática, como é o caso dos alunos de design.

5 de dezembro de 2005

Quando não dá para aguentar mais...















Um destes dias, ia a chegar ao meu carro, que estava estacionado, quando não é o meu espanto, vejo um rabo virado para mim. Sim, era um rabo e pertencia a um cavalheiro (toxicodependente) que, virado para a estrada, entre o meu carro e outro, fazia as suas necessidades. Fiquei sem palavras e arrependi-me de não ter um telemóvel com câmara fotográfica. Sem saber o que fazer e sem querer interromper a acção, não fosse o senhor sofrer de prisão de ventre, dei meia volta e fui-me embora.
Enquanto caminhava lembrei-me de uma casa de banho pública, que existe na Suiça e em Inglaterra e que é absolutamente irreal. Trata-se de uma casa de banho totalmente em vidro. Quem está lá dentro sente-se absolutamente exposto mas, na realidade, o vidro é espelhado garantindo total privacidade.
Será que se pode usar de noite, quando estiver a luz acesa lá dentro?
Talvez, se a CML instalasse estes equipamentos pela cidade, houvesse menos merda nas ruas (desculpem a expressão).
Eu não sei bem como reagiria ao usa-las, mas gostava de experimentar…

4 de dezembro de 2005

3 de dezembro de 2005

Design quotes

“I’ve been amazed at how often those outside the discipline of design assume that what designers do is decoration. Good design is problem solving.”
Jeffery Veen, 2000

2 de dezembro de 2005

Sinalética duvidosa...

Estas placas foram fotografadas, nos sanitários, de uma estação de serviço de auto-estrada e mereceram a minha atenção (por maus motivos, infelizmente).













Numa primeira olhadela, o nosso olhar fica imediatamente preso na grande figura do lado direito. A sua dimensão, peso e localização atraem, automaticamente, o olhar do utilizador. Isso seria bom, se essa imagem fosse importante para as necessidades de quem se dirige aos sanitários, mas não é. De facto, essa figura não tem qualquer significado fundamental, é uma pura “decoração” da placa.
Surpreendente, não é! Então, numa placa tão pequena, a figura maior, visualmente dominante, não quer dizer nada de relevante?!!! Certamente trata-se de um erro provocado pela falta de hierarquização da mensagem…

Já agora, o que vêem vocês nessa figura? Eu vi um pato e só depois vi metade de uma cabeça de uma vaca/boi, de frente. Afinal, que espécie de mensagem subliminar vem a ser esta? Estaremos a entrar numa reserva natural, numa zona do touro bravo, será uma vacaria ou um talho?

Também temos que falar do uso dos pictogramas da Expo 98. Neste caso, os olhos das caras desapareceram, dando lugar a um círculo com uns triângulozitos, que ora estão por cima, ora estão por baixo. Para quem não tenha ido à Expo, serão círculos suficientes para significar uma cabeça? E se não soubéssemos que os homens usam laços ao pescoço e que as mulheres os usam na cabeça (usam de facto???) o que significaria isto? Está bem, dizem os mais optimistas, podemos sempre ler o texto que está por baixo. Pois é… e se for um estrangeiro, ou um analfabeto?
Mas há mais. Então e o que vem a ser aquele pictograma, pequenito, ao lado da representação da mulher? Parece uma mulherzinha, pequenita, dentro de uma campânula. Será que é um escafandro, ou um capacete? Até parece ter uma antena!!! Será um WC para extraterrestres???... Graças ao texto, pude inferir que era um fraldário. Então o que representa aquela circunferência a envolver a criança? Dada a época corrente, só me lembro de uma bola de Natal. Não sei, a minha imaginação não dá para tanto esforço perceptivo :(
Digam vocês o que vos parece…

1 de dezembro de 2005

O computador

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Em 1945, no fim da II Grande Guerra, surgiu aquele que é considerado o primeiro computador digital (ENIAC), uma criação do físico John Mauchley e do engenheiro Presper Eckert. Era um monstro que pesava 27 toneladas e continha mais de 18.000 tubos de de vácuo. Três décadas mais tarde, em 1976, a dupla Steve Jobs e Steve Wozniak criou, em Silicon Valley, o primeiro computador pessoal (personal computer), baptizado de Apple I. Pouco depois a Microsoft de Bill Gates surgia em força com novas linguagens de programação e "software". Era o princípio do grande "boom" da indústria informática.

No entanto para mim, o primeiro grande e fantástico computador que surgiu foi o... Spectrum!
Belas tardes inteirinhas a jogar... belos tempos!

Deslizando com o rato...

São cada vez mais frequentes os casos de lesões, provocadas por movimentos repetitivos, no posto de trabalho. Dados divulgados pelo NIOSH apontam que este tipo de lesões corresponda a cerca de 60% das doenças profissionais. Dentro desta categoria de lesões, a síndrome do túnel do carpo é a mais frequente.
Mas o que é a síndrome do Túnel do carpo?













O túnel do carpo, assim designado devido aos 8 ossos do pulso que criam uma estrutura em forma de túnel, está preenchido por 9 tendões flexores dos dedos e pelo nervo mediano que enerva as mãos. A flexão, ou a extensão, do pulso resulta na redução do diâmetro do túnel. A fricção repetitiva, da membrana sinovial, resulta numa inflamação que, ultrapassando certos limites, irá pressionar o nervo mediano levando ao aparecimento de dores.

















Um dos grandes responsáveis por esta lesão é o trabalho ao computador e com o rato. Para ajudar a reduzir a probabilidade de sofrer deste síndroma, foi criado o ERGOglider, que é um apoio de braços ergonómico para o rato do computador. Este apoio ajuda a reduzir o stress dos movimentos repetitivos do braço, mantendo alguma liberdade de movimentos. Com o ERGOglider os movimentos do rato deixam de ser realizados pelo pulso e passam a ser controlados com o ombro, cotovelo e antebraço. As articulações deixam de ser solicitadas e o braço é usado como uma única peça. Isto significa uma importante redução do stress articular… tal como o nome indica, (glide=deslizar)…deslize…